terça-feira, 2 de agosto de 2016

'Somos todos preconceituosos' com criança de rua: vídeo faz teste chocante!




Mais conhecido como aquele famoso “tapa na cara da sociedade”, o vídeo reproduz um experimento social realizado pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) para mostrar como as crianças que vivem nas ruas são tratadas em comparação com outras crianças.



Anano
A pequena Anano, artista mirim de apenas 6 anos, foi protagonista do experimento.
Uma criança limpa, penteada e bem vestida está sozinha na rua. Parecendo perdida, ela recebe atenção e carinho de quem passava pelo local, em Tbilisi, capital da Geórgia. Em outro momento, agora mal vestida, com cabelo desgrenhado e aparência de moradora de rua, a criança é ignorada pelas pessoas, mesmo estando sozinha.

É assustador e dá um aperto no coração ver as diferentes formas que tratam Anano apenas pela sua aparência.







A experiência troca o cenário. Agora, num restaurante, Anano, de seis anos, circula entre as mesas e se senta em algumas delas.

Quando estava bem vestida, era acolhida pelas pessoas, que conversavam com ela e tocavam em seu cabelo. Já maquiada, aparentando estar maltrapilha, era tratada com rispidez.
As pessoas escondem as bolsas e um homem pede para um funcionário retirá-la do local.

Anano, mesmo sendo atriz mirim, não resiste e começa a chorar.





A experiência acaba quando a garota se sente triste demais para continuar. E a Unicef faz o apelo: “precisamos dar oportunidade justa para todas as crianças” – é o que diz o o relatório anual, revelando que, embora o mundo tenha registado progressos na qualidade da infância, essas melhorias não foram uniformes e as desigualdades ainda marcam a vida de milhões de crianças. Sendo assim, eles querem chamar a atenção do mundo para a causa e fazer com que tratemos os pequenos igualmente oferendo-lhes mesmas oportunidades.


Escreve o diretor-geral da organização, Anthony Lake, no prefácio do relatório.


“Quando olhamos para o mundo de hoje, somos confrontados com uma verdade desconfortável, mas inegável: As vidas de milhões de crianças são arruinadas pelo simples fato de terem nascido num determinado país, comunidade, género ou circunstância”. 

No Face da Unicef milhares de pessoas já se manifestaram em relação ao vídeo. Muitas parabenizando a iniciativa e muitas outras se sentindo culpadas e até perguntando o que fazer ao encontrar uma criança em situação parecida com a de Anano quando marginalizada. 


ELES ACONSELHAM :

1. Se apresente e pergunte onde estão os pais dela;

2. Se eles não puderem ser contactados, entre em contato com a assistência social do seu país e diga a eles o paradeiro da criança. Eles virão (ou devem vir) examinar a situação oferecendo ajuda a criança.

3. Fique com a criança até o serviço chegar.

Sabemos que aqui no Brasil a situação não é a mesma do que a de países desenvolvidos. Depois de muita, mas muita pesquisa mesmo, foi possível encontrar que existe um Centro para Crianças e Adolescentes (CCA) em São Paulo, funcionando em horário comercial na Praça da Liberdade com o telefone (011) 3207-3530. Talvez lá eles possam ajudar, mas ainda assim não se sabe “qual é o certo a fazer” aqui no Brasil, pois a Polícia Militar pode ser ainda pior do que não fazer nada.





CANAL: Alexandre Coutinho


Um comentário:

  1. Sao triste experiencia que machuca a gente e sangra a vida inteira,e o pior da solidao infantil è ter que escolher entre amor e odio.

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