sábado, 9 de julho de 2016

Superpopulação Humana, Um Risco ao Planeta ?



O mundo começou a olhar para uma nova preocupação que vem crescendo nos últimos anos, a superpopulação da espécie humana, segundo muitos especialistas esse aumento ameaça todo o planeta e vem chamando a atenção de estudiosos, governos e de nós mesmos.

O QUE É ?

O termo “superpopulação” é usado quando, ao observar uma espécie, percebe-se que ela aumentou drasticamente em um curto período de tempo, a ponto de causar um desequilíbrio no ecossistema.



Observando alguns estudos de estimativa da raça humana, podemos observar esse fenômeno. Os humanos viviam em um equilíbrio populacional até os anos 1000, com menos de 500 milhões de indivíduos. A partir desse período, o crescimento foi contínuo, porém não acelerado, chegando a uma população estimada de 1 bilhão, nos anos 1800.

Entre 1800 e 2010, ocorreu um aumento exorbitante na população mundial, consequência das melhorias científicas (tecnologia e medicina), da qualidade de vida e das revoluções industriais. Mas toda essa evolução veio com um preço que ninguém esperava, a degradação do meio ambiente. Ou seja, todo o processo de descobertas e implementação da chamada “evolução do homem” causou grandes impactos na natureza.




A partir dos anos 1800 que foi observado, de fato, alguns reveses como desaparecimento de espécies, epidemias, mudanças climáticas, poluição atmosférica, desequilíbrio de ecossistemas por caça e desmatamento, diminuição de recursos naturais, aumento de locais contaminados por resíduos produzidos por humanos, entre outros.

Atualmente o número de pessoas na Terra já ultrapassa os 7 bilhões, e as estimativas são de que até o ano de 2050, essa cifra esteja na casa dos 10 bilhões. 


Se compararmos com os dados dos anos 90 onde tínhamos por volta de 5 milhões de pessoas, demos um grande salto em pouco tempo.

A cada ano, nascem 81 milhões de pessoas, o equivalente à população da Alemanha. Mantido esse ritmo, passaremos dos atuais 7,3 bilhões de habitantes para 10 bilhões em 2050, de acordo com as projeções da ONU. 

Embora não dê para estimar o máximo de pessoas que cabe no planeta, sabemos que os recursos que temos por aqui são limitados. 


A quantidade de água (em suas diferentes formas) e de terra é a mesma há milênios e, apesar de todo o avanço da ciência, nada indica que a humanidade será capaz de ampliá-las. 

Quando se combina muita gente a uma mesma quantidade de recursos, o resultado é a escassez. 

As variedade de implicações faz com que especialistas acreditem que a superpopulação será o grande tema de impacto sobre as próximas décadas, assim como o aquecimento global tem sido até aqui.


Hoje, 86% da população vive em áreas pobres, proporção que tende a se manter nas próximas décadas. Isso acontece porque o crescimento é mais veloz nos países mais pobres, onde há maior dificuldade de fazer um planejamento familiar. 




Em sua maioria, localizam-se na Ásia e, principalmente, na África. O continente conhecido por ser o berço da humanidade será o principal responsável pela multiplicação da nossa espécie nas próximas décadas. 

Entre 2010 e 2100, os países africanos registrarão taxas estratosféricas de crescimento populacional, entre 220% e 1200%. Se pegarmos toda a população que surgirá no planeta até 2100, metade dela estará concentrada em apenas oito países: Índia, Tanzânia, Congo, Nigéria, Uganda, Etiópia e Estados Unidos (este último o único desenvolvido, ponto fora da curva).

A taxa de fertilidade nesses locais é o dobro da média mundial. São cinco nascimentos por mulher, quando o necessário para repor a perda populacional natural são apenas 2,1 nascimentos por mulher. A África também tem o maior percentual de mães com menos de 20 anos de idade (20%) e a maior taxa de mortalidade de crianças com menos de 5 anos (116 a cada 1 000).




Vários outros grupos têm se dedicado a debater a superpopulação e mostrar que diferentes futuros são possíveis dependendo da quantidade de seres humanos que houver no planeta, ou de um melhor planejamento familiar.

Um dos grupos que mais chamam a atenção é o Global Population Speak Out, que organiza eventos e campanhas de conscientização. 

A religião também exerce influência nas taxas de natalidade. A Igreja católica vem encarando o assunto aos poucos e com todo o cuidado. No ano passado, o Papa Francisco chegou até a receber no Vaticano um grupo de ambientalistas para falar sobre superpopulação.


Uma das maiores preocupações com a superpopulação e seu impacto ambiental é a produção de alimentos. Alguns especialistas apontam a escassez de alimentos como o fator mais preocupante. Para suprir a necessidade da população, áreas imensas são destinadas à agricultura que causa o empobrecimento do solo e desequilíbrio do ecossistema com a escolha da monocultura.

Além dos problemas causados pelo uso de agrotóxicos e o desequilíbrio ambiental, outros estudiosos afirmam que é preciso distribuir melhor os alimentos, tendo em vista que países desenvolvidos tendem a consumir em excesso, além de desperdiçar muito mais alimentos.


Outra grande preocupação quando se tem uma superpopulação é a maior probabilidade de uma epidemia se espalhar rapidamente e afetar toda a população de modo geral.

Um enorme impacto ambiental também é causado pelo crescimento de centros urbanos. Metrópoles e megalópoles concentram muitos elementos que desequilibram o ambiente como um todo. Além disso, há o aparecimento de centros urbanos em lugares antes inabitados por seres humanos, começando um novo processo de degradação da natureza.


Por isso, é importante pensar em novas tecnologias e cidades sustentáveis, para conseguirmos viver bem sem alterar ainda mais o nosso meio ambiente.


QUAIS SÃO OS RISCOS?

A grande preocupação por parte dos governos mundiais é justamente os efeitos que esse drástico aumento pode causar no planeta, qualquer superpopulação, seja ela de qual espécie for, acarreta um grande desequilíbrio no meio ambiente onde se vive, causando automaticamente uma onda crescente no numero de indivíduos, um estacionamento (pico) e consequentemente um desnível, uma queda drástica dessa população devido a falta de suprimentos para a vida (alimento, água, propagação de doenças, etc).



Olhando pelo espectro Planeta Terra, veremos que nele existe um limite de uso, ou seja, uma vida útil que pode se esgotar. 

Uma população que cresce a cada dia mais sem um planejamento exige por parte do próprio planeta um maior aporte de suprimentos básicos, e isso consequentemente implica numa maior exploração de seus recursos, territórios, alteração na fauna e flora, ou seja, um esgotamento geral.

Outro ponto importante é em relação a propagação de doenças e o retorno de enfermidades já controladas pelo homem, pois sempre que existe um desequilíbrio num ecossistema as portas para infestações de agentes causadores de doenças ficam abertas.

Além das implicações já bem conhecidas dessa expansão, como o desmatamento, também chamam atenção outras questões ecológicas mais sutis, como, por exemplo, a taxa de emissão de carbono por indivíduo . 

“A cada criança que uma mulher tem, o seu legado de emissão de carbono é aumentado em seis vezes”.  

Essa é apenas uma das estimativas apontadas, que somadas às taxas anuais crescentes de aumento populacional, influenciam para que alguns cientistas considerem que já há dados suficientes para que se afirme de forma categórica:

“Nós já ultrapassamos os limites do planeta e nossas ações estão causando a mudança climática e a sexta extinção em massa”.



OUTRA FORMA DE ABORDAR O PROBLEMA

Existem algumas linhas de estudiosos da área que expressam a ideia de que toda esse aumento, bem como seus efeitos já estariam previstos na história da humanidade, inclusive que tal esgotamento do planeta serviria como uma forma de “seleção natural” da espécie humana. 

Por mais absurdo que pareça, ainda existe os que defendem que o aumento da homossexualidade nos dias de hoje é uma resposta natural para o controle populacional, já que a mesma não permite a reprodução natural como acontece na heterossexualidade, freando de certo modo a explosão nessa curva de crescimento.

Outro olhar, bem mais humanitário,  sobre a situação, afirma que o emprego de maior e melhor tecnologia no mundo agropecuário melhoraram a produção de produtos agrícolas e de criação. 


Segundo eles, está demonstrado que a fome não é o resultado unicamente da falta de recursos ou do excesso de população, mas sim de péssimas políticas governamentais ou da injusta distribuição de riqueza. 

Para esse defensores, a realidade é que a terra ainda está subpovoada mas com uma população distribuída de maneira irregular.  Não há nenhum vinculo direto entre pobreza e população, contra o que sustenta o mito da superpopulação. 

A terra ainda apresenta condições de produzir alimentos, e gerar sustentabilidade, por várias e várias gerações. O problemas não está relacionado com aumento populacional e sim a com distribuição desses alimentos.



O especialista da União Internacional para o Estudo Científico da População, Ronald D. Lê sustenta que “dezenas de estudos, começando pelo do Kuznets (1967) estabeleceram a não associação direta entre a taxa de crescimento da população e o crescimento da taxa de receita per capita”.

Alguns países empobreciam com o crescimento populacional, outros se enriqueciam. A riqueza ou pobreza, portanto, depende de outros fatores não relacionados com o da superpopulação.



Segundo a FAO (A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) o fornecimento de alimentos excede as necessidades em todas as áreas do mundo. Globalmente a produção duplicou nos últimos 40 anos entre 1961-1991, além de não haver obstáculos para que a produção atenda a demanda. 

Apenas metade das áreas agricultáveis no mundo é usada. A África tem um potencial agrícola para alimentar o dobro da população mundial atual!

Fica claro, portanto, para esses cientistas, que não há escassez de riquezas em nosso planeta e sim, escassez de uma política mundial, que atenta as demandas do ser humano.

"O mundo é suficientemente grande para atender a necessidade de todos, mas, não o é suficiente para atender a ganância de alguns." - Gandhi



A bomba da superpopulação é um assunto muito delicado, pois interfere diretamente no direito de reprodução e na necessidade da perpetuação da espécie, em muitos países já existe um controle populacional, enquanto que em outros há justamente o contrário, um estímulo a reprodução humana devido as baixas taxas de natalidade locais. O aumento da expectativa de vida também é um fator de grande peso nos gráficos futuros de nossa população.

A ONU (Organização das Nações Unidas) vem se mostrando atenta sobre esse assunto, organizando inclusive congressos e reuniões para tratar desse tema, segundo a instituição é necessário um planejamento adequado de cada país para que não haja um colapso a curto prazo.



Há mesmo quem diga que já não há mais nada a fazer, a não ser relaxar e curtir o que nos resta. Essa é a opinião do cientista James Lovelock, que acha que a Terra é um organismo vivo, que sabe se defender do ataque de parasitas. E, neste momento, os parasitas somos nós e logo seremos eliminados:

- "É muito tarde. Talvez se tivéssemos tomado diferentes decisões lá no passado, teria ajudado. Mas agora já não temos tempo."

 Cientista britânico James Lovelock


O problema da superpopulação é um tema que ultrapassa as inter-relações humanas, as diferenças sociais e econômicas, as posturas religiosas, ideológicas e políticas; vai para além da educação, da arte e toda manifestação cultural do ser humano.

Este tema está vinculado estritamente ao nosso lugar no planeta, à nossa capacidade para sobreviver como espécie ou de extinguir por causa da falta de consciência, do pobre uso da razão e de não sabermos como estabelecer nossas prioridades. O problema é simples: a superpopulação destrói o mundo, e nós perecemos com ele.



A crítica à civilização pretende não mais do que pensar no que fizemos no passado, que não queremos fazer no futuro. 

Um dos argumentos que geralmente são usados para desqualificar a crítica à civilização é simplificar o problema dizendo que é tudo culpa da superpopulação, que por sua vez é apenas um resultado do crescimento populacional acelerado. 

Isso pressupõe que tal crescimento é uma coisa que acontece espontaneamente, como se a responsabilidade não fosse nossa. 

Por outro lado, o crescimento populacional é geralmente visto como uma grande conquista da humanidade, e a civilização é supostamente a melhor forma de organizar uma sociedade de massas. 

Logo, a civilização está acima de qualquer questionamento. 

A necessidade da civilização é afirmada por uma suposta necessidade da sociedade de massas, que é resultado inevitável do crescimento populacional acelerado, ainda que este gere superpopulação e todos os problemas sociais e ambientais decorrentes dele, que são literalmente todos os problemas sociais e ambientais dignos de preocupação.








Fontes: http://verdademundial.com.br/2016/06/superpopulacao-humana-um-risco-real-ao-planeta/
http://veja.abril.com.br/blog/cidades-sem-fronteiras/debate/superpopulacao/
http://www.pensamentoverde.com.br/meio-ambiente/superpopulacao-mundial-impacto-natureza/
http://meioambiente.culturamix.com/recursos-naturais/superpopulacao-e-suas-consequencias-para-o-meio-ambiente
https://agendaglobal21.wordpress.com/2011/11/06/superpopulacao-mundial-a-verdade-da-mentira/




3 comentários:

  1. Assim como colocam uma sinaleira num cruzamento perigoso para evitar acidentes, também devem ser colocadas medidas governamentais para que se desencorage o surgimento de famílias numerosas. Tem gente que simplesmente brinca de fazer filhos e não está nem aí para as consequências.

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  2. De fato a superpopulação é algo natural, que acontece sem que aja um culpa, é assim quando se trata de uma superpopulação de grilos ou plantas. Mas o ser humano, que tanto se orgulha de sua capacidade evoluída de calcular ação e consequências deveria saber que está causando a própria extinção.
    Isto só prova que embora tenhamos aprendido a dominar o fogo e a fazer megaconstruções ainda somos fracos e vulneráveis, ainda nos curvando aos mais primitivos dos instintos.
    Se cada um de nós admitisse sua fraqueza, reconhecendo que não são deuses, já séria infinitamente mais fácil lidar com todo e qualquer problema, mesmo a superpopulação, que já está em um estágio avançado.

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  3. Pensamento malthusiano que inevitavelmente leva a perpetuação da miséria em países já miseráveis e aos piores morticinios que já se ouviu falar.
    Antes de acreditar nessas besteiras globalistas que visam manter países subdesenvolvidos desta mesma maneira, incluindo o Brasil, pesquisem sobre "o mito da superpopulação" e deixem de sair por aí dizendo absurdos como "o ser humano precisa parar de se reproduzir".

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