sábado, 18 de junho de 2016

O que Realmente Experimentamos




"Para podermos descobrir, na nossa experiência, o significado do terno "não-dualidade", pode valer a pena explorar o que significa realmente o terno "dualidade".

Há uma boa razão para esta compreensão experimental ser chamada "não dualidade", em vez de unidade.

O que é essa "dualidade", que não é a realidade?

Dualidade é a crença e o sentimento subsequente de que nossa experiência é dividida em duas partes essenciais: Uma parte que experimenta e outra parte que é experimentada. Uma parte que conhece, e outra parte que é conhecida. Uma parte que vê e outra que é vista. Uma parte que ouve e outra que é ouvida.


Essa divisão essencial de nossa experiencia em duas partes é o pressuposto fundamental no qual são baseados quase todos os nosso pensamentos, sentimentos, atividades e relacionamentos. 

Na realidade, essa divisão essencial de nossa experiencia em duas partes essenciais é considerada ser tão fundamentalmente verdadeira, como se não fosse preciso mais análise. E a nossa cultura é baseada nesse pressuposto.


E esse pressuposto é consagrado em expressões como: "eu ouço o som", "eu vejo a árvore". Eu, o sujeito,  o som, a árvore, a pessoa, o objeto, juntam-se num ato de conhecer, sentir ou perceber.

Essa é a formula essencial da dualidade, e é sobre essa fórmula que é baseada quase toda nossa vida, que reconhecemo-lo ou não.


O eu que conhece, sente, percebe, acredita residir aqui dentro, um ser separado interno, que conhece, sente ou percebe. E o objeto é todo o resto, isto é coisas, pessoas e o mundo.

Normalmente pensamos que experimentamos um mundo. 

Parece tão verdadeiramente obvio que experimentamos um mundo, na maneira que um mundo é normalmente concebido. Mas nunca experimentamos realmente o mundo como ele é concebido. Apenas experimentamos a nossa percepção do mundo. E por percepção devemos entender, visões, sons, paladares, texturas e odores, ou seja os cinco sentidos.


Então a questão é: "se alguma vez conhecemos o mundo, além de nossa percepção"? Não intelectualmente ou filosoficamente, mas explorar realmente a nossas experiências..."


(texto de Rupert Spira completo no vídeo abaixo)







* Tradução:  Margarida Maria Antunes




Nenhum comentário:

Postar um comentário