quinta-feira, 23 de junho de 2016

BREXIT O FILME : COMPLETO E LEGENDADO





O termo “BREXIT”, à imagem de uma outra (“grexit”) que escutávamos repetidamente aqui há uns meses em relação à zona Euro, é uma fusão de duas palavras inglesas. Neste caso, “britain”, diminutivo nativo para Grã-Bretanha (ou, para ser mais correto em termos políticos, para Reino Unido), e “exit”, que significa saída. O termo resume e expressa também o risco de uma saída do Reino Unido, mas da União Europeia.

A hipótese parece estar mesmo em cima da mesa. O Reino Unido aderiu à Comunidade Europeia em 1973, mas, suportado na força da libra, sempre se recusou a adotar a moeda única europeia, o euro, nem aceitou integrar o Acordo de Schengen. O reino de sua majestade Rainha Isabel II continua a ser uma força de bloqueio à transferência de parte da soberania para Bruxelas e desde que David Cameron chegou a primeiro-ministro, em 2010, tem crescido o lóbi para recuperar para Westminster algum do poder perdido para os “28.”


Uma boa parte dos britânicos exige um referendo à relação que o país mantém com a União Europeia. Há quem defenda a saída da “comunidade”. Londres tem mantido um braço de ferro com Bruxelas em relação ao tratado orçamental europeu e ameaça vetar o documento. A crise de refugiados e a gestão europeia da mesma não ajudam. Um referendo está anunciado e, em princípio, pode acontecer já em junho.

Uma sondagem realizada pelo jornal The Times, no início do mês de fevereiro, após o Cameron ter negociado alguns princípios de acordo para a continuidade, indicava que 45 por cento dos britânicos iriam votar pela saída da União Europeia contra 36 por cento. Uns dias antes, uma outra sondagem da YouGov para o The Times dava 42 por cento a favor do “brexit” e 38 por cento pela continuidade. O adeus do Reino Unido parecia ganhar terreno depois de em dezembro o equilíbrio ser a nota dominante entre as duas opções.


Os britânicos estão indo neste dia 23 de junho para votar em um plebiscito crucial para o seu futuro.
Os eleitores votarão por permanecer na União Europeia ou abandonar o bloco comum.
Nunca um país membro deixou a união política e econômica de 28 países - que desde seu início só tem se expandido.
A saída britânica seria interpretada como um duro golpe ao projeto europeu, cujas origens remontam ao pós-2ª Guerra Mundial.
Analistas dizem que esta será a decisão mais importante para os britânicos desde 1975, quando dois terços do eleitorado optaram por ingressar na então Comunidade Econômica Europeia.


QUAL É A PERGUNTA DO REFERENDO?

Os eleitores devem responder à seguinte pergunta na cédula eleitoral: 
"Deve o Reino Unido permanecer como membro da União Europeia ou sair da União Europeia?"
As duas únicas respostas possíveis são "permanecer" e "sair".
Inicialmente, o governo britânico queria uma formulação diferente, perguntando aos eleitores se queriam continuar na União Europeia. Mas as autoridades eleitorais consideraram que dessa forma a pergunta poderia induzir respostas pró-UE.
Tecnicamente, o plebiscito não é vinculante. Mas se a proposta passar, o primeiro-ministro, David Cameron, estará sobre intensa pressão para implementar a vontade da maioria.
Em tese, os parlamentares também poderiam bloquear a saída do bloco, mas analistas consideram que contrariar os eleitores seria um suicídio político para muitos conservadores - que atualmente controlam o Legislativo.


OS DIÁRIOS BRITÂNICOS DESTA QUINTA-FEIRA DÃO DESTAQUE AO REFERENDO SOBRE A PERMANÊNCIA DO REINO UNIDO DA UNIÃO EUROPEIA E APELAM À INTERVENÇÃO DOS CIDADÃOS.

Quer sejam a favor ou contra a permanência do Reino Unido na União Europeia, os editores dos principais jornais britânicos manifestam-se, esta quinta-feira, com o único objetivo de conduzir todos os cidadãos até às urnas.

"Dia do julgamento", lê-se na primeira página do "The Independent". "Quem queremos ser?", pergunta o "The Guardian. "O teu país precisa de ti", alerta o "Daily Express". "Não dês um salto no escuro", previne o "Daily Mirror". "A Grã-Bretanha decide", frisa o "Metro".

Prevê-se que 46,5 milhões de eleitores participem neste referendo. As mesas de voto estarão abertas até às 22.00, com os resultados preliminares a serem avançados pelas 16.00. A decisão final deverá ser conhecida na sexta-feira de manhã.

FONTE: JN , euronews
                   


ASSISTIR FILME




FILME FEITO POR INGLESES QUE QUEREM TER O SEU PAÍS DE VOLTA.

CANAL:Vitor Lage




Um comentário:

  1. Uma situação bem interessante para refletir e fazermos um paralelo com a situação vivida no Brasil. Faz parte dos objetivos do FORO DE SÃO PAULO juntamente com o PT criar a PÁTRIA GRANDE, representada oficialmente hoje pela a UNASUL e com respaldo das piores ditaduras e as democracias mais frágeis da América Latina (Venezuela, Bolívia, Equador, Uruguai). É discutido abertamente por representantes dessas organizações a intenção de criar um PARLAMENTO SUL-AMERICANO. Como seria para o Brasil receber ordens de um parlamento longe do nosso país e que não presta contas a nenhum eleitor?

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