sábado, 2 de abril de 2016

Sejamos livres!



Há algo profundamente errado em sua crença (seja política, religiosa, etc…) se ela inibe o livre pensamento. 

Se não aceita discordâncias, dúvidas, diferenças. 


Fé não serve para proteger, mas para projetar.

Não seja agnóstico, nem ateu, nem cristão, nem budista, nem teísta, nem humanista, nem capitalista, nem comunista, nem nada que lhe roube a liberdade para crer, descrer, construir e, se for o caso, desconstruir. 


Ande com as próprias pernas !

Que a paz seja seu árbitro e a consciência a estrada que lhe projeta sobre o caminho do entendimento e da liberdade. 


Toda tentativa de absolutização humana é uma violência contra nossa própria natureza.

O que chamamos de “verdades” são fragmentos, vistos a partir da perspectiva que somos; um ponto em movimento que vê parte do que jamais poderá ser visto na totalidade enquanto existirmos no tempo, fragmento do infinito.


Sejamos como as crianças, os animais, os simples de coração.

Eles não tem “ismos” nenhum, não defendem nenhuma tese, nem doutrinas, não se incluem em teoria alguma, no entanto seguem puros em sua ignorância iluminada, na paz de quem sabe, mesmo sem saber que sabe.

Felizes, pacificados, alheios às nossas tolas filosofias e discussões, atentos em simplicidade ao que realmente importa. 


Sejamos livres!

Flavio Siqueira









2 comentários:

  1. “A verdade e a mentira são construções que decorrem da vida no rebanho.
    O homem do rebanho chama de verdade aquilo que o conserva no rebanho e chama de mentira aquilo que o ameaça ou exclui do rebanho.
    Portanto, em primeiro lugar, a verdade é a verdade do rebanho.”
    [Friedrich Nietzsche]
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    Todos nós nascemos inseridos em algum grupo [rebanho].
    Eu nasci brasileiro, católico.

    Não importa onde nascemos, por um bom tempo sempre acreditamos que é um dos lugares mais importantes do mundo.
    Se você nasce em uma cidade importante de um país desenvolvido sua percepção não está muito longe da realidade.
    Mas mesmo nessa situação ... você nascer em New York e rico é uma coisa, você nascer nessa mesma cidade e pobre é outra.
    Nascer em um lugar “importante” não significa que você é ou será importante.

    Não importa em qual religião nascemos, por um bom tempo sempre acreditamos que é a doutrina mais importante do mundo.
    Se você nasce cristão ou islâmico sua percepção não está muito longe da realidade.
    Mas mesmo nessa situação ... se você for fanático pode provocar grandes problemas na sociedade.
    Nascer em uma religião “importante” não significa que você é ou será importante [para o bem ou para o mal] na Sociedade.

    Nietzsche está nos dizendo que em primeiro lugar tentamos fundamentar o que pensamos ser verdade em nossas crenças e nossas crenças geralmente surgem do “rebanho” que estamos inseridos.

    Com somos seres sociais não acredito que teremos uma vida satisfatória nos esforçando constantemente para não fazer parte de nenhum rebanho.
    O importante é evitarmos o fanatismo, pois ele nos deixa cegos para os fatos, para as evidências.

    http://filosofiamatematicablogger.blogspot.com.br/2016/04/qual-seu-rebanho.html
    ___________________

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  2. Bom dia, tenho acompanhado os textos e estou ternamente encantada. É tão bom encontrar pessoas que compatibilizam com a nossa "loucura" social. Sair dos rótulos impregnados em nossa cultura é por muitas vezes doloroso, mas tão libertador quanto esse texto.

    Desejo que todos nós, irmão terrenos descubram o quanto é bom a liberdade de viver sereno e em paz.

    Luz a todos vocês!

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