sábado, 12 de março de 2016

PORQUE NÃO LIBERAM A FOSFOETANOLAMINA?



A Câmara dos Deputados aprovou  um projeto que permite a produção e o uso da fosfoetanolamina sintética, conhecida como “pílula do câncer” mesmo antes da aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O projeto segue agora para tramitação no Senado Federal.

O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Jarbas Barbosa, avalia que, a regra aprovada na Câmara dos Deputados que abre caminho para produção e uso da fosfoetanolamina sintética, a chamada "pílula do câncer", mesmo sem aval de pesquisas, coloca em risco a população, o sistema de regulação sanitária e a reputação da indústria farmacêutica no País.

"É um precedente perigoso. A autorização do uso de remédios tem de ser precedida por pesquisa para comprovar sua eficácia e segurança. Não podemos encurtar caminho apenas recorrendo ao lobby no Congresso."


Essa é uma questão controversa. A industria farmacêutica (uma das mais ricas do mundo) sempre foi famosa por possuir o lobby mais agressivo no congresso Brasileiro. O presidente da ANVISA nunca questionou qualquer decisão voltada a essa industria.

O projeto de lei, que agora vai ao Senado. De acordo com o projeto, para ter acesso ao medicamento, os pacientes diagnosticados com câncer precisarão assinar termo de consentimento e responsabilidade. 

A opção pelo uso voluntário da fosfoetanolamina sintética não exclui o direito de acesso a outras modalidades terapêuticas.

Entusiastas da fosfoetanolamina apontam relatos de regressão e cura do câncer pela substância. Críticos, no entanto, argumentam que ainda não há estudos que comprovem a eficácia e a segurança do uso. 

Se o texto for aprovado, a Anvisa terá de autorizar os laboratórios que farão a produção e distribuição da fosfoetanolamina sintética.


Dr. Gilberto Orivaldo Chierice
A fosfoetanolamina é pesquisada pelo Instituto de Química de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP), há cerca de 20 anos por meio de estudos conduzidos pelo professor aposentado da universidade Gilberto Orivaldo Chierice. 

A substância imita um composto que existe no organismo, o qual sinaliza as células cancerosas para que o sistema imunológico as reconheça e as remova.

A substância vinha sendo distribuída de forma gratuita no campus da universidade em São Carlos. 

Em 2014, a droga parou de ser entregue depois que uma portaria determinou que substâncias experimentais tivessem todos os registros antes de serem liberadas à população. Sem a licença, pacientes passaram a conseguir a liberação na Justiça, por meio de liminares.




A grande mídia, quando resolveu dar atenção ao assunto, ou saiu condenando geral, ou saiu repetindo o mantra das autoridades médicas sem fazer o seu "dever de casa", ou seja o trabalho jornalístico investigativo necessário, tornando-se repetitiva, cansativa, refém da opinião dos órgãos médicos oficiais e não ajudando a esclarecer o que realmente precisava ser esclarecido.

FS é um dos muitos nomes de uma mesma substância. Assim como a síntese brasileira foi patenteada com o nome de "Fosfoetanolamina S​i​itética" (FS), a síntese alemã foi patenteada com o nome de "Calcium-AEP" (Ca-AEP).

A FS tem sua segurança provada pelo seu uso continuado informalmente ao longo dos últimos 10 anos, bem como pelos testes de toxicidade aos quais foi formalmente submet​i​da em animais, de acordo com o que manda a ética de pesquisa. 


Segundo o professor Dr. Gilberto Chierice: "É importante observar que a toxicidade dessa substância já é conhecida há mais de 50 anos. É possível hoje você comprar fora do país tanto na Europa como nos Estados Unidos, uma substância que é a mesma utilizada nas doenças neoplásicas como repositor de cálcio. Esse repositor de cálcio, a gente tem a comprovação que não existe toxicidade, é uma substância totalmente segura sendo usada tanto nos Estados Unidos como na Europa. Lá elas são chamadas de Calcium EAP. É possível comprar em qualquer prateleira até de supermercado, porque ela é vendida como complemento alimentar."

"A susbtância é tóxica? Não. A documentação que tem sobre essa substância Calcium-EAP é dito o seguinte: baixíssima relação de toxicidade e interação com outras misturas medicamentosas." Acrescenta Chierice.

Segundo os pesquisadores brasileiros ela não ataca as células neoplásicas, não as destrói, mas devolve a elas o seu funcionamento normal, retirando-lhes a sua "capa de invisibilidade", e levando-as à morte por apoptose. 

Segundo os pesquisadores alemães ela também age selando as membranas de modo que a absorção não controlada de açúcares e minerais pelas  células cancerosas é reduzida, inibindo a proliferação celular, enquanto a atividade das células saudáveis do corpo é aumentada. 



Sua baixa toxicidade é evidente e realmente nunca deveria ser classificada como "remédio",  por tratar-se de substância produzida pelo nosso próprio organismo.

Tratar a FS como as autoridades médicas e políticas o estão fazendo é o mesmo que tentar de uma hora para outra classificar suplementos de cálcio, magnésio, zinco ou potássio como "drogas" ou "remédios".


E é exatamente isso que a fosfoetanolamina é: um metabolito análogo a uma vitamina, envolvido na integridade da membrana celular. 

Algumas doenças acontecem quando o corpo é incapaz de sintetizar e incorporar nas membranas celulares quantidades adequadas de fosfoetanolamina; por outro lado, a restauração dos níveis de fosfoetanolamina melhora a integridade dessas membranas, produzindo ações preventivas e terapêuticas, e não apenas no câncer.


A substância não tem registro na Anvisa. Embora o produto tenha sido preparado pela primeira vez há 20 anos em um laboratório de química, ele nunca foi alvo pelos grandes laboratórios, de pesquisas científicas para comprovar eficácia e segurança. 




Os médicos deveriam ser os primeiros a lutar por sua liberação. A título de comparação e entendimento, a fosfoetanolamina está para o câncer e outras doenças como a insulina está para o diabetes. 

Quando o organismo não dá conta de produzir insulina em quantidades suficientes, a gente "suplementa"  com o insulina sintética.  

Quando o organismo não dá conta de produzir fosfoetanolamina em quantidades suficientes, a gente "suplementa" com fosfoetanolamina sintética! 

Com a enorme vantagem que a fosfoetanolamina sintética NÃO é um remédio, NÃO tem efeitos colaterais importantes nas doses recomendadas, NÃO causa overdose.



Aos que se julgam no direito de proibir a FS, pergunta-se porque nunca proibiram a centena de suplementos vitamínicos e minerais disponíveis para venda sem receita médica nas prateleiras das farmácias e lojas de pr​o​dutos alimentícios.


Após entendermos todo processo da Fosfo em nosso organismo, fica a questão:"Por que não querem liberar"?

Parece estranho a Anvisa "desconhecer" os efeitos da fosfo, quando ela mesma liberou o uso de um medicamento chamado CAELYX.


O Caelyx é um remédio que contém em sua composição a fosfoetanolamina. Segundo a bula do CAELYX, na parte RESULTADOS DE EFICÁCIA, há a menção dos tipos de tumores estudados e o número de pacientes submetidos aos estudos. 

É certo que o CAELYX não tem em sua composição apenas a fosfoetanolamina, mas é certo, também, que estes pacientes ingeriram fosfoetanolamina nos estudos clínicos, logo, o argumento de não se conhecer os efeitos da substancia, cai por terra.

Ainda segundo a bula do CAELYX, os possíveis efeitos colaterais, que não podem ser creditados ao uso da fosfoetanolamina, mas às diversas substâncias que compõem a fórmula são variáveis por tipo de paciente e tipo de tumor. A lista é extensa e devemos levar em consideração que muitos desses efeitos podem decorrer das demais substâncias que compõem o medicamento, além da fosfoetanolamina. 


Ainda assim, pelo que se depreende da leitura, chega-se à conclusão de que tais efeitos são, de longe, muito mais toleráveis e suportáveis que os quimioterápicos convencionais e os próprios efeitos do câncer sem tratamento algum. 

Outro fato interessante é que este medicamento tem registro na ANVISA. 

No entanto, em sua forma sintetizada pela equipe do Dr. Gilberto Orivaldo Chierice, pura e imitando o que o organismo humano produz, a Anvisa NEGA o registro.

O registro existe para a fosfoetanolamina, não tão pura quanto a desenvolvida por esses pesquisadores, logo, causa estranheza o argumento de: "Não há testes clínicos". 

Não é por falta de testes clínicos, como já demonstrado e nem por desconhecimento de possíveis efeitos colaterais, como descrito acima e tendo em vista que a fosfoetanolamina encontra-se presente no leite materno.


Dr. Durvanei Augusto Maria
Segundo Dr. Durvanei Augusto Maria - que é chefe do Laboratório de Bioquímica e Biofísica do Instituto Butantan, em São Paulo, e que tem doutorado em Imunologia pela USP e pela Universidade de Paris: "A substância Fosfoetanolamina já foi testada em humanos. E já está presente em formulações farmacêuticas utilizadas em terapias para tratar doenças em seres humanos."

O pesquisador acrescenta: "Da mesma forma que acontece com a Fosfoetanolamina Sintética que nós desenvolvemos e que tantos pacientes já usaram nos últimos anos, a Fosfoetanolamina presente no Caelyx, como parte de um composto, também não apresenta efeitos colaterais."



Pesquisador Marcos Vinícius de Almeida
O pesquisador Marcos Vinícius de Almeida, outro membro da equipe comandada por Gilberto Chierice, também se pronunciou sobre o Caelyx: Eles alegaram que ali (no Caelyx) ela está como agregado em baixas doses, ou quelada ao composto. Trata-se da mesma fosfoetanolamina utilizada em nosso composto (a Fosfoetanolamina Sintética), porém com síntese diferenciada, menos pura e com efeitos colaterais, segundo a bula, que a nossa provavelmente apresentará em menor grau justamente devido à pureza que conseguimos alcançar."

Portanto, não dá para entender porque uma substância CONHECIDA, comprovadamente SEGURA, já previamente APROVADA pela ANVISA ainda não esteja LIBERADA e disponível em qualquer farmácia, até porque seu uso como suplemento mineral é usado em diversas sínteses internacionalmente conhecidas e indicado em diversas outras enfermidades, e mesmo como preventivo delas.



Quanto mais rapidamente isso for regularizado, mas rapidamente poderemos ter um novo composto produzido com controle de qualidade e encapsulado com segurança conforme as normas farmacêuticas vigentes no país, evitando a rota artesanal e o quase descaso com as normas de segurança biológica na forma como é "embalada" (em saquinhos plásticos, sem proteção da luz, umidade e temperatura) e enviada aos pacientes.

A única coisa com que as autoridade​s​ deveriam estar se ocupando nesse momento é de como fazer com que as pessoas tenham acesso o mais rápido possível, de maneira adequada, a um suplemento que pode salvar ou ao menos melhorar a qualidade de suas vidas. 


Sua atitude autoritária e proibitiva, demonstra não só desinteresse, mas principalmente um preocupante desconhecimento e ignorância daquilo de que se está falando aqui! 

Mais do que o direito à saúde preconizada pela nossa Constituição, impedir a produção e o acesso à FS pela população, fere os direitos básicos de qualquer paciente de exercer sua livre escolha a que tipo de procedimentos e tratamentos médicos deseja se submeter em qualquer momento de sua vida: meu corpo, minha decisão.









* Nossos agradecimentos a Lazully Blue - Cecy, guerreira incansável em defesa da liberação da Fosfoetanolamina





Pesquisa baseada nas seguintes fontes:
http://fosfoetanolaminalivre.blogspot.com.br/
http://www.ebc.com.br/noticias/saude/2016/03/pilula-do-cancer-polemica-fosfoetanolamina
http://www.saudecuriosa.com.br/denuncia-anvisa-aprovou-fosfoetanolamina-em-remedio-importado-mas-veta-nossa-fosfo/
http://folhanobre.com.br/2016/01/15/bomba-descoberta-trapaca-da-anvisa-ela-nao-quer-liberar-cura-do-cancer-pelo-fosfoetanolamina-mas-liberou-caelyx/18025





3 comentários:

  1. Que falta faz o coração na sociedade.
    Obrigado por insistirem no tema!

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  2. ESTOU NESSA LUTA PELA FOSFOETANOLAMINA SINTETICA ...NAO VAMOS DESISTIR

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  3. parabéns, o texto mais lúcido que vi até agora. A fosfo não precisaria estar enquadrada na categoria medicamento. Simples assim. Nosso movimento é válido, mas o discurso precisaria ser ajustado. Muitas vezes estamos dando tiro no pé. Seria muito bom se ele fosse vendido como um suplemento. Um suplemento com potencial para prevenção de células tumorais. E que se façam testes, mas já com a liberação da substância. Olha que beleza! Tão simples....mas o status em que quiseram alardear só dificultou a coisa toda....sei lá. Na verdade sabemos também que o problema do câncer é mundial, nenhuma indústria farmacêutica tem interesse em erradicar algo que dá lucro...infelizmente, no fundo no fundo, é contra a máfia que lutamos, mas o discurso sobre a fosfo, não se propagou de forma correta, pois os advogados tinham que fazer um grande esforço para convencer juízes de que não estariam pondo em risco a vida das pessoas...e etc. Seria mais simples se dissessem: olha isso seria uma vitamina, algo que existe naturalmente em nosso corpo, sem toxina.....e a "gente" fica achando uma grande conquista fazerem os teste, fazerem grupo controle e essa balela toda. Quanta perda de tempo. Os caminhos poderiam ter sido outro! Mas faltou peito dos não leigos, como sempre. Médicos omissos para dar um parecer mais técnico a coisa. Porém, são outros da máfia também....então até que para um movimento vindo da população "leiga"...o que se atingiu já foi um marco histórico, mas eu ainda tenho muito medo da enrolação e das mentiras que poderão surgir nos tais testes clínicos.....dará muita margem para os caras do mal, manipularem resultados. Bom, mais uma vez, parabéns ao seu texto. E que a força esteja do lado daqueles que acreditam nessa substância! Errada ou certa, já caminhamos a duras penas!

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