sexta-feira, 4 de março de 2016

Não há Despertar Espiritual, sem que antes haja o Despertar Pessoal



Não há despertar espiritual, sem que antes haja o despertar pessoal.
Sim, PESSOAL, dessa pessoa que transita neste aqui e agora, no mundo material.

Independente de fé, espiritualidade ou religião, é neste momento que estamos experimentando a vida.


Segundo Flavio Siqueira: "Pessoalmente não creio em nenhuma fé metafisica, nem em espiritualidade alguma, nada que não parta de uma consciência humilde e acolhedora. Antes de qualquer tipo de "despertar" espiritual, é preciso um coração convertido às causas humanas, ao amor e suas infinitas manifestações cotidianas. O resto, sinceramente, me parece ferramenta de aprisionamento mental."

De nada adianta ficar em posição de yoga recitando mantras, se derramar em preces, orar, meditar, fazer caridade ou filantropia, se a vida não lhe encanta, se as pessoas não lhe tocam.


Precisamos refletir sobre nossa experiencia nesse planeta. 
Nossa experiencia nessa vida, nesse momento, nesse agora.

Estamos aqui, nesta realidade física, para descobrir como fugir dela?
Não seria a vida um estado de interação? de interligação com todos que aqui estão?

Viver apenas para encontrar o samadhi, ou a iluminação, ou um despertar que nos isola, nos afasta do mundo, em uma alienação voltada apenas para nosso desenvolvimento, é o proposito dessa experiencia terrena?



Assim como monges tibetanos enclausurados em seus mosteiros, ou alguns misticos indianos que viveram em estados de auto-absorção interna; alguns parecem defender que a maior realização desta vida, é quando não estamos participando dela.

Reclusos, seja em nossas meditações silenciosas, em cavernas, ou em nós mesmos, não viver parece ser a unica forma de viver.
Será?

Estamos aqui, nesta realidade física, para negá-la?


Quantos de nós já não ouvimos falar de Maya (a vida é uma ilusão)?  

O termo Maya  possui também o significado corrente de  “miragem” ou “mundo de aparências”. 

Maya é a ilusão do mundo físico; a irrealidade dos fenômenos; a miragem ou “alucinação” do mundo da manifestação. Os fenômenos sensíveis do mundo são vazios da verdadeira substância, não são reais, mas possuem apenas uma aparência de realidade.

O indivíduo que somos, nosso nome, nossos entes queridos, tudo isso existe somente dentro do mundo ilusório da mente pensante. Essa vida é uma criação egótica de nossa mente.

Para escapar dessa ilusão, precisamos estar disposto a nos desapegar dos falsos valores mentais.

Sim, mas como? Negando essa vida?

Estamos aqui, nesta realidade física, para ignorar a vida?


A vida é pra ser experimentada, saboreada. 
É dançar ao sabor dos sentimentos que nos envolve, sem temer os riscos de amar.

Não podemos ignorar a singular oportunidade que estamos tendo em vivenciar essa experiencia terrestre, com todas as suas vicissitudes, com todos os imprevistos, o imponderável, e nos maravilhar á cada novo raiar do sol, ao espetáculo diário que é estar vivo.



Precisamos aprender primeiro a ser gente e desfrutar do convívio com o mundo, para depois nos entendermos como "sementes divinas".

Precisamos nos sentir tocados pela vida. A vida deve pulsar em nossos corações, nos emocionando, nos impulsionando em todo seu esplendor.

Não seria preciso primeiro um olhar de empatia para os que aqui estão? Não seria o "despertar"  justamente este olhar e este sentir mais consciente e humano, dentro de uma total simplicidade e respeito?


Portanto, para alcançarmos o despertar espiritual e sentirmos o divino dentro de nós, precisamos enxergar o divino nos outros. E para isso precisamos de "um coração convertido às causas humanas, ao amor e suas infinitas manifestações cotidianas".







3 comentários:

  1. Antes de qualquer tipo de despertar espiritual é preciso a conscientização do real objetivo da existência, não é a religião que irá determiná-lo, e sim o próprio ser que irá defini-lo, por isso as várias tendências existenciais.
    Aquele que se conscientiza de sua natureza imperfeita, e quer evoluir, depois de muitas reflexões se empenha no temido e odiado processo da reforma intima, no decorrer dessa tarefa, que dura a vida toda, paralela aos afazeres diários, em nenhum momento o despertar espiritual se apresenta como pressuposto, esse despertar se dá de forma automática, é um novo conteúdo mental e psicológico que foi implantado, ou criado, como substituto ao anterior.
    Desde o primeiro estágio entra-se de forma inconsciente na chamada, evolução espiritual, que se torna clara ao se tomar consciência da interação absoluta que existe entre o plano material e o espiritual ou transcendental.
    Cada um decide como vai viver o seu "Despertar" mas não acho o isolamento a forma mais útil.
    Á partir do momento que se empenhou em sua evolução espiritual, o ser humano está determinando de forma compulsória, toda sua utilidade como ser social.
    Sómente como ser biológico também pode-se ser útil, mas só a evolução espiritual pode desenvolver o "Ser Integral"

    Com o aprofundamento do Ativismo Quântico, irá chegar-se á conclusão que a vida espiritual nada mais é do que fenômenos inteligentes e coordenados á partir da vibração...

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  2. Carlos Campos de Raphael.08-03-2016. Concordo com esta colocação de Flávio Siqueira: "A vida é pra ser experimentada, saboreada... É dançar ao sabor dos sentimentos que nos envolve, sem temer os riscos de amar... Não podemos ignorar a singular oportunidade que estamos tendo em vivenciar essa experiencia terrestre, com todas as suas vicissitudes, com todos os imprevistos, o imponderável, e nos maravilhar á cada novo raiar do sol, ao espetáculo diário que é estar vivo"...
    Na realidade, escolhemos toda essa "experiência terrestre" antes de nascer, mas ao mergulharmos numa veste física do espaço-tempo, esquecemos quem de fato somos e o que viemos fazer neste "campo quântico das possibilidades". Só aqui é que nossas almas têm oportunidades de defrontar os opostos que possibilitam a expansão da consciência.
    Na verdade, o "despertar espiritual" geralmente acontece em dado momento, diferentemente para cada indivíduo, e começa a quase sempre alheio a vontade do ego, ao defrontar alguma vicissitude inesperada... Carl Jung diz (e a experiência pessoal o confirma) os acontecimentos que podem nos levar ao despertar espiritual, são constelados pelo ser interior 'Self', ou Si-mesmo.
    Desconhecíamos tal conhecimento, quando começou uma série de eventos sincronísticos a partir de nossos 23 anos de idade na veste física. E foi-nos revelado, através de Cartas de Tarô, certos fatos que precederiam nosso casamento e o que viria depois. Na minha 'Insensatez Juvenil' nada acreditei, pois não sabia então que oráculos como o Tarô e o 'I Ching', podem ser instrumentos aos "agentes espirituais" e aos "Anjos da Sincronicidade".
    As três etapas do roteiro de experiências que escolhera a nível da alma, foi-me descrito resumidamente através das Cartas. Na primeira etapa, após uma série de eventos que me fôra descrito, eu me casaria com uma moça loura de olhos azuis, mas pouco depois ela morreria, pondo fim a essa etapa. Nas etapas seguintes eu voltaria aos estudos e me formaria na universidade, e na terceira etapa já realizado profissional e financeiramente casaria com um morena rica, ampliando ainda mais o meu patrimônio material.
    Apesar de minha descrença, tudo foi acontecendo como as Cartas previram. E dois anos depois, aos 25 anos de idade, minha esposa foi internada no Pronto Socorro do Hospital Central Municipal do Rio de Janeiro. O médico que a operou de emergência, tinha certeza de que ela não sobreviveria, sem saber que ela própria pressentira sua morte e se despedira de mim...
    O médico me mandara de volta para casa, mas naquela noite não conseguia dormir e um filme retrospectivo começou a desenrolar-se na minha cabeça, desde o dia que nos encontráramos pela primeira vez nesta vida. Desejara uma companheira para toda a vida e não me conformava com sua partida. E resolvi orar um Pai-Nosso do âmago do meu ser, pedindo sua sobrevivência. Naquele momento iniciou meu contato ainda inconsciente com o ser interior divino - o 'Self' imortal. Eu "soube" então que teria abrir mão daquele roteiro de realização material, e escolher um novo roteiro de caminho espiritual para criar a possibilidade da sobrevivência dela. E fizemos ambos essa escolha, eu do "lado de cá" e ela do "lado de lá"; começava ali o despertar espiritual... (Campos de Raphael).

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  3. Viver com intensidade o amor cosmico feito de perdao e caridade pra mim è suficiente,mais no mesmo tempo sabendo de ser nada.

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