quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Cientista adverte: “Em 2025, uma em cada duas crianças estarão autistas.”


Pesquisas comprovam: O uso do Glifosato nos transgênicos, elevam o risco de autismo no mundo.

Bebês expostos, ainda no útero materno, a maiores níveis de pesticida correm um risco maior de ter autismo, segundo concluiu uma pesquisa americana publicada na revista médica Environmental Health Perspectives.

De acordo com o estudo, grávidas que vivem perto de fazendas ou plantações que fazem uso de pesticida têm até 66% mais probabilidade de ter um filho autista. 



O risco é ainda maior caso essa exposição ocorra durante o segundo e o terceiro trimestres da gestação.

"Esse estudo valida pesquisas anteriores que relataram uma associação entre autismo e exposição pré-natal a pesticidas", diz a coordenadora do trabalho, Janie Shelton, pesquisadora da Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos. 

Corroborando uma crescente tendência no aumento das taxas de autismo, outra cientista sênior de pesquisa do MIT, alertou que de todas as crianças, um inquietante 50% serão autistas em 2025. 


Dra Stephanie Seneff
A Dra Stephanie Seneff (uma bióloga PhD, pesquisadora sênior do Computer Science and Artificial Intelligence Laboratory no mundialmente respeitado MIT), assim como muitos outros cientistas, afirma que o autismo não é um distúrbio neurológico apenas genético – é praticamente certo que ocorra devido a fatores ambientais. 

Dois desses fatores estão relacionados à exposição ao RoundUp (glifosato) da Monsanto e a um coquetel de metais pesados, incluindo o alumínio.



Dra Seneff,  já publicou mais de 170 artigos acadêmicos revisados ​​por pares, e estudou essas doenças por mais de três décadas, aponta os transgênicos como um dos principais contribuintes para doenças neurológicas em crianças.

Em uma recente conferência, a Dra. Seneff declarou:

“No ritmo atual, em 2025, uma em cada duas crianças serão autistas.”


A afirmação tem como base suas recentes pesquisas em doenças cardiovasculares, Alzheimer e autismo. Ela estuda o impacto das deficiências nutricionais e toxinas ambientais na saúde humana. 

O trabalho da Dra Seneff se apoia numa correlação entre o aumento no uso de Roundup (nome comercial de um herbicida a base de glifosato) em plantações, com o aumento  do número de casos de autismo registrados nos Estados Unidos, a partir da década de 90. 


Glifosato é uma molécula química sintetizada, usada como herbicida e desenvolvida para matar qualquer tipo de planta, principalmente perenes. 

O glifosato é também o ingrediente ativo do RoundUp, da Monsanto, o herbicida mais amplamente utilizado no mundo. A popularidade do glifosato foi coroada quando a Monsanto começou a produzir plantas geneticamente modificadas para resistir ao glifosato. 

Ou seja: a Monsanto produz um defensivo agrícola que mata todas as plantas e produz também plantas transgênicas que são resistentes a esse defensivo.

Assim, muitas plantas culturais geneticamente modificadas são simplesmente alterações genéticas para resistir ao glifosato. 


Atualmente, uma em cada 68 crianças nos EUA nascem com autismo. 

O autismo é a deficiência de desenvolvimento de mais rápido crescimento, com taxas aumentado em quase 120% desde o ano de 2000. 

Em dez anos, o custo para tratar as pessoas afetadas pelo autismo irá custar 400 bilhões de dólares por ano nos EUA, além dos custos emocionais incalculáveis, os ​​quais as famílias pagarão diariamente para viver e apoiar uma criança com autismo.

Além dos estudos que apontam o glifosato como um composto carcinogênico, há também outras pesquisas que relacionam o produto ao desenvolvimento de doenças como Alzheimer, Parkinson e principalmente autismo. 



Dra Seneff indica que testes mostram a presença de altas quantidades de glifosato na urina e o no leite materno dos americanos e relaciona o aumento da incidência de casos de autismo nos últimos anos com o consumo de glifosato, traçando sintomas em comum entre o autismo e a contaminação com o herbicida.

A Dra. Seneff notou que os sintomas de toxicidade do glifosato assemelha-se estreitamente com aqueles do autismo. Ela também apresentou dados na conferência que mostram uma correlação estranhamente consistente entre o uso de Roundup em plantações (e a criação das sementes transgênicas Roundup-ready), com o aumento das taxas de autismo.


Outra informação alarmante apontada por Dra. Seneff é que grande parte dos alimentos em prateleiras de supermercado contém milho e soja transgênicos, todos com pequenas quantidades de vestígios de glifosato. 

Isto inclui refrigerantes adoçados com alto teor de frutose (geneticamente modificados) e xarope de milho, batatas fritas, cereais, doces, e até mesmo barras de proteína de soja. 

Grande parte de nossa carne e aves também é alimentada com uma dieta de milho e soja transgênicos, os quais também contêm traços de glifosato.


Você acha que seu pão está seguro? Pense de novo. O trigo é frequentemente pulverizado com produtos químicos Roundup nas vésperas da colheita, significando que, exceto que seus produtos de pão ou trigo sejam certificados não-OGM e orgânicos, eles provavelmente contêm traços de glifosato.

Quando você soma tudo isso – estamos jantando glifosato em quase todos os alimentos que ingerimos, e ele está causando doenças graves. 

A Dra. Seneff diz que, embora a quantidade de glifosato em cada produto possa não ser grande, é o seu efeito cumulativo (especialmente em alimentos processados) que é motivo de preocupação. 



Pior ainda, ela observa, produtos químicos adicionais em Roundup não foram testados porque eles estão classificados como “inerte”, ainda de acordo com um estudo de 2014 no BioMed Research International, estes produtos químicos são capazes de amplificar os efeitos tóxicos do Roundup centenas de vezes mais.

O glifosato está presente em quantidades anormalmente elevadas no leite materno de mães norte-americanas, em qualquer lugar de 760 a 1.600 vezes os limites permitidos na água potável Europeia. 

“Na minha opinião, a situação é quase além do reparo”, disse Dra. Seneff  - ”Precisamos fazer algo drástico.”


Sua preocupação parece bem fundamentada, considerando que além de terem encontrado glifosato no sangue e na urina de mulheres grávidas,  ele também tem aparecido até mesmo em células fetais.







http://www.revistaecologica.com/glifosato-causara-autismo-em-50-das-criancas-ate-2025-afirma-cientista-do-mit/
http://www.nossofuturoroubado.com.br/arquivos/maio_10/glifosato.html
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/estudo-encontra-relacao-entre-autismo-e-pesticida/
http://www.noticiasnaturais.com/2015/04/cientista-do-mit-o-glifosato-causara-autismo-em-50-das-criancas-ate-2025/#

4 comentários:

  1. O artigo da Seneff está completamente desacreditado pelos cientistas e continua vivo apenas através da divulgação pelos catastrofistas de plantão.
    Quando a gente posta alguma coisa, deve ter o cuidado de rever o contraditório em fontes seguras, sobretudo quando o assunto é ciência.

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  2. Caro Paulo,
    Ao contrario do que você afirma, essa postagem foi amplamente pesquisada.
    E Sim, tivemos todo cuidado em rever o contraditório, mas só encontramos ressalvas as credenciais da Dra Seneff, em sites e blogs ligados ao agronegócio.
    Consultamos fontes cientificas e sites informativos como a veja. que estão longe de ser os "catastrofistas de plantão".
    No entanto, respeitamos sua liberdade em desacreditar da matéria.
    Agradecemos a participação.
    Muito Além

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  3. bom trabalho! Ainda que possa não ser tão grave assim, não tenho dúvidas que temos de estar atentos e vigilantes mesmo! Gostei!

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  4. Caro editor do blog.
    Obrigado por publicar meus comentários. Li o artigo de Anthony Samsel e Stephanie Seneff assim que foi publicado ainda em 2013, há 3 anos quase, e discutimos suas afirmações entre nós, avaliadores de risco de organismos geneticamente modificados. Como você sabe, o artigo é uma revisão, não traz dados novos gerados pelos autores. A principal razão é que a autora sênior, Stephanie Seneff, não é da área experimental em biologia, epidemiologia ou toxicologia, mas uma especialista em informática. O que os autores fizeram foi procurar uma correlação numérica (que a autora mostrou depois uma conferência) entre o aumento do uso do glifosato e o aumento do autismo. Correlação pode ou não ter relação com causalidade, mas em geral não tem. O inverso é que é verdadeiro. Todo o trabalho é tremendamente especulativo, como você poderá perceber se tiver tempo de lê-lo com atenção (o link é doi:10.3390/e15041416),
    Há várias críticas em blogs científicos sobre este artigo, que nunca teve uma continuação nem foi corroborado pelos pares. Passo a seguir os links para algumas das críticas:
    http://scienceblogs.com/insolence/2014/12/31/oh-no-gmos-are-going-to-make-everyone-autistic/
    https://www.geneticliteracyproject.org/2015/01/05/will-my-child-be-born-autistic-if-i-eat-gmos-a-scientists-view/
    http://www.glyphosate.eu/response-glyphosate-task-force-study-published-journal-entropy-0
    http://www.huffingtonpost.com/tamar-haspel/condemning-monsanto-with-_b_3162694.html
    Há muitas outras críticas, algumas mais áridas porque mais concentradas nas questões diretamente elencadas como demonstrações da suposta cadeia de causalidade. Escolhi as de cima para facilidade de compreensão do público (ainda que estejam em inglês). Há outras críticas a este e outros trabalhos que veem sérios problemas nos transgênicos e no glifosato listadas num link que publiquei anos atrás (http://genpeace.blogspot.com.br/2014/07/o-perigo-dos-transgenicos-evidencias-e.html) .
    Lembro, por fim, que o autismo já foi correlacionado à vacina tríplice, a inseticidas e a muitas outras coisas. Nenhuma destas correlações subsistiu ao crivo da ciência.
    Atenciosamente
    Paulo Andrade

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