quarta-feira, 29 de julho de 2015

NASA descobre um planeta muito similar à Terra



A agência espacial NASA, vinha fazendo um grande suspense desde o dia 22/07/2015, sobre uma nova revelação para a humanidade


Finalmente, A NASA anunciou uma descoberta incrível: seu telescópio espacial Kepler descobriu um planeta semelhante em tamanho à Terra, com a distância ideal de uma estrela maior que possibilita a existência de água líquida e, portanto, vida como a conhecemos. Se trata, portanto, de um "planeta gêmeo" da Terra, uma "espécie de primo mais velho" do nosso mundo.

Na conferência de imprensa divulgada , a NASA anunciou que agora acredita na existência de vários outros planetas similares à Terra, os quais poderiam abrigar a vida. 



A "nova Terra" foi batizada de "Kepler 452B".
Kepler-452B foi chamado pelos cientistas de "primo distante" da Terra. Ele é 60% maior e tem boa chance de ser rochoso, embora sua massa e composição ainda não tenham sido determinados. Esse exoplaneta apresenta características muito similares às da Terra e orbita uma estrela semelhante ao Sol. 

Ele demora 385 dias para dar uma volta completa ao redor de sua estrela, chamada de Kepler-452, astro do sistema que está a 1.400 anos-luz de distância da Terra.


John Grunsfeld, que é administrador associado do Diretorado de Missão Científica da NASA em Washington, disse: “No vigésimo aniversário da descoberta que provou que outros sóis abrigam planetas, o explorador de exoplanetas Kepler descobriu um planeta e uma estrela que mais se assemelham à nossa Terra e ao nosso Sol”.

"Os anos no Kepler 452B tem quase a mesma duração que aqui na Terra e ele está há milhares de anos na "zona habitável" de sua estrela. Isso significa que pode ter hospedado vida sobre sua superfície em um certo momento ou que ainda pode hospedá-la", destacou Grunsfeld. "Essa possibilidade é real!"

O recém descoberto planeta, chamado de ‘Kepler-452b, é o menor planeta já descoberto orbitando na zona habitável de uma estrela do tipo G2, como o nosso Sol.  

A zona habitável é a região ao redor de uma estrela onde a temperatura é adequada para manter a água no estado líquido.


Essa estrela é um pouco mais velha que o Sol (tem "só" 1,5 bilhão de anos a mais), tem a mesma temperatura, é 20% mais brilhante e possui um diâmetro 10% maior.


Em comunicado divulgado pela Nasa, Jon Jenkins, chefe do projeto do satélite Kepler, disse que a descoberta fornece uma oportunidade de entender e refletir sobre o ambiente em evolução da Terra.

John Jenkins, o chefe de análise de dados do telescópio, disse na conferência: “Ele despendeu seis bilhões de anos na zona habitável – mais do que a idade da Terra – e um tempo considerável para a vida surgir em algum lugar na terra ou no oceano. Há uma chance melhor do que nunca dele ser rochoso. É um outro lugar que alguém pode chamar de lar“.


Ele ainda adicionou: “…Sabemos agora que estes planetas são comuns através da galáxia, assim certamente mais serão descobertos”


“É inspirador considerar que este planeta despendeu seis bilhões de anos na zona habitável de sua estrela; mais do que a Terra.  Isso é uma oportunidade substancial para a vida surgir, se todas as condições e ingredientes necessários para vida existirem neste planeta“, disse ainda Jenkins.

Além de confirmar a existência do Kepler-452b, a equipe de pesquisadores aumentou o número de novos candidatos a exoplanetas em 521, a partir de sua análise das observações conduzidas de maio de 2009 a maio de 2013, levantando o número de candidatos a exoplanetas detectados pela missão Kepler para 4.696.

Estes candidatos a planetas ainda requerem maiores análises e observações para verificar se são realmente planetas.

Jeff Coughlin, disse: “Conseguimos automatizar por completo nosso processo de identificação de candidatos a planetas, o que significa que podemos finalmente avaliar rapidamente e uniformemente cada trânsito em todo o conjunto de dados Kepler. Isto dá aos astrônomos uma população concreta de candidatos a planetas, para a determinação do número de pequenos planetas, possivelmente rochosos como a Terra, em nossa galáxia, a Via Láctea“.

 Telescópio espacial Kepler 


A busca de planetas similares à Terra é uma das maiores aventuras na pesquisa espacial, e embora já tenham sido detectadas centenas de planetas do tamanho do nosso e outros menores, eles circulam em órbitas próximas demais de suas estrelas para que haja água líquida em sua superfície.






Fonte:http://verdademundial.com.br/2015/07/nasa-descobre-o-planeta-mais-similar-a-terra-ja-encontrado/
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/07/nasa-encontra-planeta-similar-terra-em-potencial-zona-habitavel.html

terça-feira, 28 de julho de 2015

Seja sua Própria Chama



O Zen diz: considere todos os grandes ditos e os grandes ensinamentos como seus inimigos mortais. 

Evite-os, porque você precisa encontrar a sua própria fonte.


Você não tem que ser um seguidor, um imitador. Você precisa ser um indivíduo original; precisa encontrar por si mesmo o seu âmago mais profundo, sem nenhum guia, sem escrituras que o orientem.


As últimas palavras do Buda foram: "Seja sua própria luz."


A verdade é a luz. Buscar a verdade, e a verdade vos libertará. Livre de sono - travessas acordado! 

Quando Siddhartha Gautama "acordei", ele foi reconhecido como "o desperto", um Buda. Ele era a sua própria luz, ele estava iluminado.

Todo mundo tem sua própria chama, sua própria luz. 


Dentro de cada um de nós está o brilho da memória de quem realmente somos, de onde viemos e para onde estamos indo. 

Nesta chama, o som de verdade pode ser ouvido, claro como um sino do templo. Em um momento, há um entendimento e conscientização sobre as respostas às nossas perguntas. 

Tudo parece ser exatamente como deveria ser, com uma razão divina para tudo. Um sentimento de profundo amor e gratidão pode transbordar em lágrimas e risos.



Nossa chama interior nos permite ver além dos limites da nossa própria mente, revelando novas respostas e novas direções. 

Todos nós temos o nosso próprio itinerário na vida, mas as palavras que ressoam com a verdade, iluminando o nosso caminho.


A sabedoria do universo é como uma noite escura, mas com a chama intensa dessa busca, você está destinado a chegar até o nascer do sol.

Todos os que arderam com uma intensa procura encontraram o nascer do sol. 

Outros limitam-se a acreditar. Esses que acreditam são os seguidores; eles estão simplesmente evitando, com essa crença, a grande aventura da espiritualidade.


"Descubra sua própria luz, ou passará o resto da vida sendo um pálido reflexo da luz alheia" - Paulo Coelho



Seja sua própria chama. 
Seja a sua própria luz.



domingo, 26 de julho de 2015

Luzes do Mundo - Daniel Dennett




 Daniel Dennett - O Filosofo da Mente


Daniel Clement Dennett (Boston, 28 de abril de 1942) é um proeminente filósofo americano, estudioso da filosofia da mente e da biologia, que fala sobre a honestidade intelectual, o livre pensamento e sua relação com a fé e os religiosos.

Daniel Dennett é um dos poucos autores verdadeiramente incontornáveis na filosofia da mente. Depois de estudar em Harvard e Oxford sob a orientação de Quine e Ryle, Dennett acabou por se fixar na Universidade de Tufts (Massachusetts) onde é professor e investigador há cerca de 30 anos.

Dennett passou parte da sua infância em Beirute, onde, durante a II Guerra Mundial, seu pai era um agente disfarçado de inteligência no Escritório de Serviços Estratégicos posto como um adido cultural à embaixada americana em Beirute. 

O jovem Dennett e a família voltaram para Massachusetts em 1947 depois que seu pai morreu em um acidente de avião inexplicável. Sua irmã, Charlotte Dennett, é jornalista investigativa.



Ele participou da Phillips Exeter Academy e passou um ano na Universidade Wesleyana antes de receber o seu bacharelado em filosofia pela Universidade de Harvard em 1963, quando ele era um estudante de WV Quine. Em 1965, ele fez seu doutorado em filosofia da Christ Church, Oxford, onde estudou com o filósofo Gilbert Ryle. 

Dennett é atualmente professor universitário, e co-diretor do Centro de Estudos Cognitivos (com Ray Jackendoff) na Tufts University.

Dennett descreve-se como "um autodidata - ou, mais corretamente, o beneficiário de centenas de horas de aulas informais em todas as áreas que me interessam, de alguns dos principais cientistas do mundo."

Deu palestras sobre John Locke na Universidade de Oxford, em 1983, palestras em Adelaide, na Austrália, em 1985, e palestras em Michigan, em 1986, entre muitas outras. 

Em 2001 foi premiado com o Prêmio Jean Nicod e deu palestras em Paris. Recebeu duas bolsas Guggenheim, uma bolsa Fulbright, e uma bolsa do Centro de Estudos Avançados em Ciência Comportamental. 


Ele foi eleito para a Academia Americana de Artes e Ciências, em 1987. Ele foi o co-fundador (1985) e co-diretor do Software Studio Curricular na Tufts University, e contribuiu para a concepção que o museu exibe em computadores para o Smithsonian Institution, o Museu da Ciência, em Boston, e Museu do Computador, em Boston. 




Ele é um humanista laureado da Academia Internacional de Humanismo e um Fellow da Comissão de Inquérito Skeptical. A Associação Humanista Americana chamou-o de Humanista do Ano 2004. Ele também é um ávido marinheiro.

Em outubro de 2006, Dennett foi hospitalizado devido a uma dissecção aórtica. Após nove horas de uma cirurgia, foi-lhe dada uma nova aorta. Em um ensaio postado no site Edge, Dennett se dá conta, pela primeira vez, dos seus problemas de saúde, e manifesta seu sentimento de gratidão para com os cientistas e médicos, cujo árduo trabalho tornou sua recuperação possível, e sua completa falta de "conversão no leito de morte". 

Após ter sido informado por amigos e parentes que haviam orado por ele, resistiu ao desejo de perguntar-lhes: "Vocês também sacrificaram uma cabra?"


Atualmente vive com sua esposa em North Andover, Massachusetts, tem uma filha, um filho e dois netos.

Ele está principalmente preocupado em proporcionar uma Filosofia da Mente que seja baseada em pesquisas empíricas. 



Em sua dissertação original, Conteúdo e Consciência, ele quebrou o problema de explicar a mente através da necessidade de uma teoria do conteúdo e de uma teoria da consciência. A sua abordagem nesse projeto também permaneceu fiel a esta distinção. Assim como Conteúdo e consciência têm uma estrutura bipartida. 

Muito do trabalho de Dennett desde a década de 1990 tem se preocupado em dar as suas ideias anteriores, abordando os mesmos temas a partir de uma perspectiva evolucionária, o que distingue humanos a partir de cérebros de mentes animais (Tipos de Mentes), a forma livre e espontânea vontade é compatível com uma visão naturalista do mundo (Liberdade evolui). 

Autor de “A Perigosa Ideia de Darwin” e “Quebrando o Encanto”, Dennett se especializou em explicar com clareza os conceitos-chave da teoria da evolução, usando-a para abordar temas como a natureza da consciência e as origens da religião.

Em 2006 seu livro Breaking the Spell, Dennett tenta dar à crença religiosa o mesmo tratamento, explicando possíveis razões evolutivas para o fenômeno da adesão religiosa.






Dennet disse que a grande ideia de Darwin não foi a ideia da evolução, mas a ideia da evolução pela seleção natural. A qual ele define como a melhor ideia que algum humano já teve. 

Ele afirma que tentar conciliar os dados da biologia evolutiva com a crença em Deus é um ato de desespero intelectual. 

Os que fazem isso, ataca, "estão apresentando como ciência o que, na verdade, é uma espécie de confusão na cabeça deles".

Diz também que se declarar ateu hoje em algumas regiões dos EUA é o equivalente a se declarar homossexual nos anos 1950, e que a onda recente de livros escritos por cientistas ateus militantes está ajudando a tirar o ateísmo do armário. 




As pesquisas de Dennett se prendem principalmente à filosofia da mente (relacionada à ciência cognitiva) e da biologia. Dennett é ainda um dos mais proeminentes não religiosos da atualidade.

Para Dennett, os estados interiores de consciência não existem. Em outras palavras, aquilo que ele chama de "teatro cartesiano", isto é, um local no cérebro onde se processaria a consciência, não existe, pois admitir isto seria concordar com uma noção de intencionalidade intrínseca. 

Para ele a consciência não se dá em uma área especifica do cérebro, como já dito, mas em uma sequência de inputs e outputs que formam uma cadeia por onde a informação se move.


Dennet é autor dos livros A perigosa ideia de Darwin (Darwin’s Dangerous Idea), em que analisa o impacto da Teoria da Evolução das Espécies, de Darwin, no pensamento filosófico ocidental, e Breaking the Spell: Religion as a Natural Phenomenon (Quebrando o encanto: a religião como fenômeno natural), em que faz uma análise científica do fenômeno religioso.

É também um dos autores (junto de Linda LaScola) do artigo Preachers Who Are Not Believers (Pregadores que não são crentes), publicado em março de 2010 na revista estadunidense Evolutionary Psichology. 


A "Perigosa Ideia Perigosa de Darwin", publicado em 1995, tornou-se instantaneamente uma obra de referência do pensamento darwinista: além de apresentar uma defesa robusta da teoria da evolução por seleção natural, Dennett discute as suas implicações em vários domínios do conhecimento e da vida humana. Stephen Jay Gould, Noam Chomsky e Roger Penrose são alvos privilegiados de crítica.




Opondo-se a filósofos como John Searle, Dennett advoga um modelo computacional da mente, rejeitando a ideia de que os aspectos mais importantes da consciência nunca poderão ser computados.



Conhecido por seus estudos sobre a mente,  Daniel Dennett, acredita que estados intrinsecamente subjetivos não existem e que o cérebro, em princípio, pode vir a ser substituído por próteses. 

Admirador de Darwin e de sua teoria da evolução, afirma que os seres humanos são apenas temporariamente únicos, “até que outra espécie desenvolva linguagem e tudo o que vem com ela.” 

Dennett,  defende que os filósofos da mente devem andar de mãos dadas com os cientistas e critica aqueles que escolhem uma postura contrária: “fico impressionado com a resistência de alguns filósofos para qualquer abordagem que envolva a Ciência”.

O livro "Quebrando o encanto: a religião como fenômeno natural" proporciona uma breve incursão pelos interesses filosóficos de Dennett, cuja influência na filosofia da mente se deve sobretudo às tentativas inspiradoras de alcançar dois objetivos: explicar a consciência e desenvolver uma teoria da intencionalidade, ou seja, da propriedade dos nossos estados mentais serem acerca de coisas. 


Dennett possui uma obra filosófica extensa, mas extremamente consistente, o que o torna um dos filósofos mais respeitados da contemporaneidade. 



E ele recobre temas diversos, tais como a evolução, a cognição animal, a questão do livre-arbítrio e a Religião. Mas nela se nota sempre o fio condutor do mesmo filósofo naturalista, o materialista não-reducionista ou; como ele se classifica, o “funcionalista naturalista”. 

O funcionalismo é o materialismo que acredita que a mente pode ser instanciada por dispositivos que não sejam necessariamente o cérebro humano, estendendo sua possibilidade para sistemas artificiais. Daí não reduzir o mental, seja ao biológico seja ao silício, pois isso mostraria que a mente não depende do seu substrato físico.

Para Dennett, o mental é produto da evolução, algo que auxilia nossa sobrevivência, tanto quanto a linguagem ou outras características humanas. 

E esta posição tem, contudo, colidido com a de outros filósofos da mente contemporâneos, sobretudo os que sustentam o dualismo mente-cérebro. 





sábado, 25 de julho de 2015

Evolucionismo x Criacionismo



Um dos maiores mistérios que sempre intrigaram o homem ao longo de sua história é o conhecimento de suas próprias origens. 

Pode-se dizer que todos os povos da Antiguidade tinham teorias que tentavam explicar a existência do homem e do universo. 

A maioria delas tinha fundamentos religiosos, filosóficos, ou até mesmo mitológicos. Além dos próprios mistérios existentes na questão da origem da vida, ainda havia outra questão não menos pertinente: por que somos tão diferentes dos animais?

O criacionismo e o evolucionismo são duas propostas contraditórias que dizem respeito à ocorrência temporal de um fenômeno: a origem de toda a existência (a criação e evolução do homem).





Embora nenhuma delas possa ser comprovada em laboratório, as coincidências param por aí, pois suas abordagens são completamente distintas.

A primeira, criacionista radical, adotada pela teologia judaico-cristã, foi expressa com surpreendente precisão pelo bispo anglicano de Armagh, Usher, no final do século XVII, que decidiu, baseado em textos bíblicos, que o mundo tinha sido criado precisamente no ano 4004 AC, juntamente com todas as espécies tal como existem atualmente. 


A segunda, o evolucionismo, adotada pela ciência, propõe que o universo surgiu há cerca de mais ou menos 13 bilhões de anos atrás, a vida em nosso planeta, com suas formas mais primitivas de organismos unicelulares, há cerca de 3.5 bilhões de anos.

A Bíblia Sagrada, mais especificamente no livro de Gênesis, narra a história da origem de tudo que há ao nosso redor, como Sol, estrelas e seres vivos. 

O primeiro versículo da Bíblia já diz: “No principio criou Deus os céus e a terra”. 

Esta é a ideia central do criacionismo: Deus criou todas as coisas, inclusive o homem.



Entretanto, é importante desvincular criacionismo de cristianismo, pois a teoria criacionista prega que todas as coisas foram criadas substancialmente por um Criador onipotente, não sendo, necessariamente, o Deus dos cristãos. O islamismo, por exemplo, também prega uma visão baseada no criacionismo, porém com a figura de Alá.

Já o evolucionismo, teoria que surgiu a partir do século XIX, afirma que o homem é resultado de uma longa evolução iniciada há cerca de cinco milhões de anos, desde os Hominídeos até o Homo sapiens, que corresponde ao homem com suas características atuais. 

De fato, a teoria evolucionista surgiu a partir da publicação do livro de Charles Darwin “A Origem das Espécies”, em 1859. Darwin, após uma viagem às Ilhas Galápagos, acabou descobrindo diversas novas espécies de animais, realidade que o levou a desenvolver a ideia da seleção natural dos seres vivos. Ainda segundo a teoria, homem e macaco possuem a mesma ascendência, da qual as outras espécies foram se desenvolvendo ao longo do tempo.

A teoria da evolução afirma que há bilhões de anos não havia nenhum tipo de vida; em certo momento da existência havia apenas uma matéria no vazio. 

Esta matéria é também chamada de caldo primordial (ou sopa primordial). Este caldo primordial entrou em colisão, esta colisão foi a base para o surgimento de tudo o que conhecemos e vemos hoje. 

Este fenômeno é mais conhecido como big bang. A continuidade destas colisões formou os primeiros prótons e elétrons, e com o tempo surgiu os primeiros elementos simples. Como resultado desta atividade houve também o surgimento do sol e os demais planetas do sistema solar.


O ciclo evolucionário deu origem às bactérias e depois as algas marinhas. Com a expansão da vida os seres marinhos se formaram; mais tarde estes seres se tornaram anfíbios e depois répteis. A partir destes répteis foram formadas as mais variadas formas de vida terrestres. Como a evolução é um ciclo constante os primatas surgiram até que um dia um deles ficou de pé e surgiram os primeiros homens ou homo sapiens.





Desde sua concepção o evolucionismo sofreu muitas mudanças, no entanto, sua base doutrinária permanece a mesma, ou seja, toda a vida teve origem espontânea e a evolução é a chave para a existência e a variedade entre as espécies.


A teoria da evolução confronta diretamente com as primeiras palavras do livro de Gênesis. Algumas teorias evolucionistas tentam harmonizar a criação com a evolução, mas é apenas um conceito filosófico, pois os princípios bíblicos não corroboram com a visão evolucionista.


Totalmente contrário a qualquer teoria evolucionária sobre a origem da vida, o pensamento criacionista admite somente a existência de um Deus soberano e criador de todas as coisas. 

Conforme o relato bíblico o céu, a terra e todos os seres vivos foram criados por Deus conforme sua vontade. Portanto nada é fruto do acaso, mas sim a vontade consciente e planejada deste Deus que um dia decidiu criar todas as coisas.



Como o conhecimento sobre a criação provem da bíblia, logo é considerado um conhecimento sagrado, indubitável; portanto acima de qualquer suspeita. 

Os criacionistas não dispõem de grandes argumentos em favor de sua teoria, até porque o conceito criacionista é simples, já que admite a existência a partir da vontade de um Deus sobreano e que detêm todo o poder. Em geral eles se apoiam no argumento da contemplação. 

A maioria dos religiosos exploram a ideia de que uma bela paisagem (por exemplo) não pode ser fruto do acaso; Em outros momentos, a perfeita harmonia entre os seres, ou a forma com que a cadeia alimentar mantem todo o ecossistema em equilíbrio são a prova da existência de um Deus criador. 

Define-se por criacionismo o conjunto de crenças, inspiradas em crenças religiosas, que dita que a Terra e todos os seres vivos que existem atualmente, são provenientes de um ato de criação por um ou mais seres divinos. 

O termo criacionismo vem sendo aplicado a qualquer opinião ou doutrina filosófica ou religiosa que defenda uma explicação para a origem do mundo baseado em um ou mais atos de criação por um Deus pessoal.




Os criacionistas clássicos negam a teoria da evolução biológica e, especialmente, a evolução humana, além das explicações científicas para a possível origem da vida. Por isso ignoram todas as evidências científicas (fósseis, geológicas, genéticas, etc.). No criacionismo clássico de origem cristã faz-se uma interpretação literal da bíblia.

Resumindo, os criacionistas se baseiam nas crenças de que o universo, em cada um dos seus detalhes, havia sido criado por um poder criador inteligente, e na ideia de um mundo imutável, de duração limitada.

Para os criacionistas, a natureza é tão perfeita que ela não pode ter surgido como consequência de mutações e seleção natural. A única coisa que poderia explicar tamanha complexidade e riqueza é a existência de um designer inteligente, que inventou tudo isso: Deus.

Essa teoria é ensinada até hoje em muitas escolas nos Estados Unidos e até mesmo no Brasil, especialmente em colégios de orientação religiosa, levantando de tempos em tempos polêmicas que exatamente iguais às que Darwin enfrentou em seus tempos.




O grande problema da teoria da evolução para os religiosos é que - além de sermos fruto de acaso, e não de uma vontade divina - temos a mesma origem e passamos pelos mesmos processos evolutivos que qualquer espécie sobre a Terra - e não os seres preferidos de Deus, criados "à sua imagem e semelhança".

Evolução biológica é o conjunto de transformações adaptativas que ocorrem ao longo do tempo nos seres vivos. 



Embora sugerida no século XVIII, a ideia da evolução biológica cristalizou-se somente em 1859, com a publicação do livro A Origem das espécies. 

O autor, Charles Robert Darwin (1809-1882), apresenta uma grande quantidade de evidências em favor do fato evolutivo e sugere um mecanismo – a seleção natural – pelo qual ela ocorreria. Nos últimos 100 anos, a ideia da evolução das espécies foi reforçada pelos avanços da genética, levando os cientistas a acreditar que a diversidade biológica surgiu, principalmente, por meio das mutações em organismos primitivos.

As principais provas do processo evolutivo são os fósseis. São evidências tão claras que provocaram um impacto na imaginação de Charles Darwin quando ele encontrou, em escavações na Argentina, o fóssil do Glyptodonte, um animal gigantesco que tinha espessa armadura. 

Sobre esse fato, escreveu: “Durante a viagem do Beagle, fiquei profundamente impressionado com a descoberta feita nos pampas de grandes animais fósseis, cobertos por uma armadura semelhante à dos tatus atuais”.

Em A Origem das Espécies,  Charles Darwin, propunha uma teoria avassaladora: a de que existiria um parentesco evolutivo entre todos os seres vivos, mostrando que os humanos e os macacos descendem de um ancestral comum.

Dessa forma, Darwin rompia com o dogmatismo religioso que concebe a nossa espécie como fruto da criação divina. 




Com sua teoria, ele atribuía um novo significado para o ser humano: o produto de um processo natural responsável por toda a diversidade biológica existente.


Mais de um século e meio depois, a obra de Darwin se mantém atual e poderosa: ela sobreviveu a todos os testes a que foi submetida desde sua origem. 

Com a incorporação dos conhecimentos advindos da genética, ela atingiu sua maioridade e mostrou-se capaz de contestar as teorias criacionista e de desenho inteligente, limitando-as a alternativas que não estão à altura do evolucionismo por terem argumentos religiosos e não científicos.







Apoiando o criacionismo radical está a fé religiosa que é baseada nos textos bíblicos. 

O evolucionismo é apoiado em evidências cosmológicas, geológicas, arqueológicas e antropológicas. Sua negação envolve a recusa em aceitar uma boa parte das ciências naturais, principalmente as descrições da história do planeta e da vida.

Quanto à origem das espécies e do homem em particular, todos os processos de avaliação da idade dos fósseis tanto animais como do próprio homem e de seus precursores mais imediatos apontam números totalmente incompatíveis com os fixados pelos textos religiosos.

O quadro da evolução biológica da transformação das espécies por geração de variedade e seleção por aptidão à sobrevivência, inaugurada por Darwin, apresenta alguns pontos obscuros ou ainda não totalmente absorvidos pela teoria da evolução, mas é geralmente aceito em suas linhas gerais pela totalidade dos cientistas.

Na tentativa de amenizar o hiato entre o tempo da criação bíblica e a imagem fornecida pela ciência, o criacionismo compreende atualmente uma certa variedade de crenças deslizando desde a interpretação literal da Bíblia até um criacionismo progressivo, criacionismo contínuo, evolucionismo teista, etc.



Faça-se a luz e a luz se fez, assim começa tudo? Ou o começo está numa explosão?

O começo veio do caos que aos poucos foi se organizando, ao longo de milhares de anos e acasos sucessivos, ou o começo foi um estrutura complexa, extremamente organizada e inteligente, cabendo a nós sermos o caos? Somos nós os resultados de uma explosão? Ou somos criação de um ser supremo?

Criacionismo ou evolucionismo, eis questão que remete a debates calorosos, apaixonados e muitas vezes cegos. 


Argumentos atuais do criacionismo tratam do Design Inteligente, ou seja, buscam no mundo natural sinais de planejamento, funcionalidade e propósito, alegando há uma criação sem saber dados adicionais sobre o criador. A pesquisa se foca nas evidências biológicas e não nas consequências das descobertas. 

Defensores da criação inteligente alegam que ela seja uma teoria científica e buscam fundamentalmente redefinir a ciência.

Já os evolucionistas acreditam que é preciso “sair do armário”, militar na causa, fazer lobby, se assumir como "não religiosos" e gritar ao mundo essa condição, e obviamente comprovar cientificamente suas hipóteses: Big Bang, evolução, inexistência divina. 



Pode-se concluir que evolucionismo não é totalmente ateu, é possível acreditar na teoria da evolução e ainda assim aceitar a existência de uma inteligencia criadora e responsável pela evolução das espécies. 

Existem variações no pensamento evolucionista que concorda com a existência de Deus, a saber os evolucionistas teístas; tais evolucionistas encontram em Deus a chave do processo evolutivo. 

Outra modalidade de evolucionismo está no evolucionismo ateu, que não admite nenhuma forma de divindade ou força inteligente criadora. Por sua vez os evolucionistas ateístas acreditam que os seres surgiram de um processo evolutivo sem nenhum tipo de influência externa.


O criacionismo defende que existe um criador e que ele é a causa da existência, e sem Ele, nada existiria. Os criacionistas em nada concordam com a teoria evolução, pois defendem a tese do criador haver criado todos os seres da forma em que se encontram hoje. Tendo ele planejado, criado, e colocado todos os seres no lugar onde foi planejado, e é da forma com o criador planejou que os seres vivem até hoje.

Estas questões devem permear a ciência que fazemos hoje, a ciência que faremos amanhã? Devem estar presentes nos livros de educação infantil utilizados nas escolas com nossas crianças? 

Um estado laico deve patrocinar um ensino viciado sem comprovação científica?






http://posgraduando.com/blog/evolucionismo-x-criacionismo
http://www.historiadetudo.com/criacionismo-evolucionismo
https://evidenciasdaevolucao.wordpress.com/criacionismo-x-evolucionismo/
http://comunidadeabiblia.net/teologia/artigos/criacao-ou-evolucao-em-quem-devo-acreditar.html

quarta-feira, 22 de julho de 2015

A VACINAÇÃO DEVE SER OBRIGATÓRIA?


Apesar de ser crucial para impedir o contágio e de ter eliminado ou controlado a maioria das infecções rebeldes, a vacinação obrigatória ainda suscita polêmica.

Evitam mais de dois milhões de mortes todos os anos, eliminaram terríveis doenças, proporcionam imunidade perante vírus indômitos e protegem mesmo aqueles que desconfiam delas. 

Podia-se dizer o mesmo de qualquer super-herói da ficção científica, mas as vacinas, além de reais, são fruto de anos de investigação científica. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), constituem uma das intervenções mais importantes no âmbito da saúde pública: “Além dos milhões de óbitos anuais que contribuem para evitar, também podem impedir dois milhões de disfunções adicionais em crianças menores de cinco anos”, assegura Alison Brunier, porta-voz para a área de Imunização, Vacinas e Produtos Biológicos da OMS.


No entanto, desde finais do século XVIII, quando o médico inglês Edward Jenner criou a primeira vacina contra a varíola, há quem se oponha à aplicação do tratamento preventivo. 

Entre os opositores, não faltaram (nem faltam) cientistas. É o caso de Andrew Wakefield, um médico britânico que publicou, em 1998, uma investigação recentemente classificada pela revista British Medical Journal (BMJ) como sendo uma esmerada fraude, na qual relacionava a vacina tripla viral (contra o sarampo, a rubéola e a papeira) com o autismo.

Em 2010, após uma longa investigação do Conselho Geral dos Médicos (CGM) do Reino Unido, que decidiu expulsar o clínico para “proteger os pacientes e para bem do interesse público”. No seu parecer sobre o caso, o CGM explicava que o médico recrutara para a investigação um grupo de crianças numa festa de aniversário e que lhes pagara cinco libras para extrair uma amostra de sangue. No fim, concluía que Wakefield abusara da sua posição de confiança como médico, algo que conduzia ao descrédito da profissão.

Para além das questões jurídicas envolvidas, o médico colocara em questão a segurança das vacinas. Embora o relatório que publicou tivesse sido refutado, as dúvidas que semeou continuam a pairar hoje em dia. 

Nos Estados Unidos, porém, a vacinação de crianças é tema que ainda causa alguma polêmica, com alguns quadrantes da sociedade sugerindo que as vacinas podem provocar atrasos no desenvolvimento e, até, autismo.


O Governo dos EUA sempre negou a ligação entre autismo e vacinas. No entanto, o governo americano secretamente recompensou no Juizado Especial da Vacina mais de 83 famílias com crianças autistas, admitindo desta forma a correlação entre autismo vacinas.


As críticas dos antivacinas baseiam-se sobretudo na obrigatoriedade da imunização em certos países, pois consideram que ela atenta contra as liberdades individuais. 

É o caso de Jane Orient, médica e membro do grupo norte-americano Pandemic Response Project, que pretende reformar a legislação dos Estados Unidos sobre cuidados de emergência a fim de que os cidadãos possam se recusar a seguir os trâmites: “Os pacientes têm o direito de decidir e não se pode os obrigar a assumir riscos, como lesões cerebrais para toda a vida, com a desculpa de permitir à população obter imunidade colectiva perante uma doença”, diz.


Nos últimos anos, a repercussão dos antivacinas tornou-se ainda maior, devido ao apoio de algumas celebridades. Tal como assinala o oncologista e cirurgião David Gorski num artigo publicado em Science-Based Medicine, 2008 foi o melhor ano para o movimento antivacinas, graças ao fato de da atriz Jenny McCarthy assegurar que o filho era vítima de autismo devido à vacina contra o sarampo.

Gorski considera que, por causa dela e, talvez ainda mais, devido ao poder mediático de Carrey, os antivacinas conseguiram uma notoriedade nunca antes alcançada.




Agora no mês de julho de 2015, o comediante Jim Carrey qualificou o governador de Califórnia de "um fascista corporativo" por ter aprovado uma lei que obriga todas as crianças a serem vacinadas. Carrey se revoltou  e criticou a lei imposta pelo governo da Califórnia que  torna obrigatória a vacinação de crianças independente de crença religiosa ou questões pessoais dos pais.

Em uma sequência de tuítes, Carrey disse que não é contra a vacina em si, mas alegou que as vacinas que são defendidas pelo Estado contêm "neurotóxicos", entre eles, o mercúrio.


“O governador da Califórnia disse sim para o envenenamento de mais crianças com mercúrio e alumínio em vacinas obrigatórias. Esse fascista corporativo tem que ser parado”, publicou Jim.

Carrey seguiu com várias postagens em sua rede social, falando que o conservante utilizado em vacinas e em  alguns medicamentos, chamado timerosal, tem mercúrio na composição e que isso é altamente perigoso para as crianças.

“Eles dizem que mercúrio no peixe é perigoso, mas forçar nossos filhos a serem injetados com o mercúrio presente no timerosal não tem risco. Faz sentido? Não sou anti-vacina. Sou anti-timerosal, anti-mercúrio”.



A luta de Carrey contra as vacinas existe há anos. Jim integra um movimento que combate vacinas que contenham timerosal desde o nascimento de seu filho com Jenny McCarthy, que tem autismo, pois acredita que a substância foi a responsável pelo fato do pequeno Evan ter nascido autista. 


"Tudo o que pedimos é que tirem os neurotóxicos das vacinas. Deixem-nas livres de toxinas. A história demonstrará que é uma solicitação razoável", escreveu Carrey.

O governador Jerry Brown assinou uma lei que requer que todos os menores sejam imunizados antes de começar o jardim da infância —a menos que um médico prescreva o contrário—, em resposta a um surto de sarampo que pôs em xeque as autoridades sanitárias no final de 2014.


A medida de Brown teve o apoio de republicanos e democratas depois que o surto de sarampo, em dezembro, na Disneylândia afetou 130 pessoas. No total, foram registrados 159 casos de sarampo entre janeiro e abril em 18 estados e a capital americana.

Não é mistério nenhum por que isso está acontecendo: cada vez mais, uma porcentagem perigosamente alta do pais estão escolhendo não vacinar contra uma doença que tem matado mais crianças do que qualquer outra na história.

Esta doença viral diminuía há anos graças aos programas de vacinação do país, mas voltou depois de que alguns país deixaram de vacinar seus filhos, devido a crenças —infundadas, segundo os cientistas— de que podem causar autismo.

Apesar disso, Jim sempre se posicionou contra vacinas que contenham timerosal por acreditar que a substância foi a responsável pelo autismo de Evan.

A Califórnia se transformou assim no 32º estado americano que põe fim à isenção de vacinação por crenças pessoais. Os CDC sustentam que não há relação entre as vacinas e o autismo e que a maioria das vacinas distribuídas nos Estados Unidos para as crianças não contêm mercúrio ou timerosal. 


A questão levantada por parte da sociedade americana é se o governo tem direito de interferir de forma tão "totalitária" nas decisões dos pais, quanto a saúde de seus filhos. Independente da polêmica cientifica, fica em cheque a liberdade de crenças e de escolhas.






Fonte:http://www.superinteressante.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=662:vacinas-nao-obrigado&catid=3:artigos&Itemid=77
http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/2015/07/1650365-jim-carrey-diz-que-ordem-californiana-de-vacinar-criancas-e-fascista.shtml