domingo, 28 de junho de 2015

LUZES DO MUNDO - BRENE BROWN





Brené Brown - Sem Medo da Imperfeição




Brené Brown (nascida em 18 de novembro de 1965) é uma pesquisadora, autora e palestrante americana, altamente respeitada por seu trabalho incansável e pesquisa sobre uma variedade de tópicos, incluindo a vulnerabilidade, coragem, dignidade e vergonha.

Brown nasceu em San Antonio , Texas e passou grande parte da vida estudantil em New Orleans, Louisiana. Ela completou seu Bacharelado em Serviço Social  na Universidade do Texas em Austin , seguido de Pós-Graduação e PHD em Serviço Social na Universidade de Houston.

Brown começou sua carreira como professora e pesquisadora da Universidade de Houston. A sua investigação centra-se na liderança autêntica, perfeição e vulnerabilidade.



Dra. Brené Brown, desenvolveu durante 13 anos uma pesquisa pioneira sobre vulnerabilidade, essa condição não é uma medida de fraqueza, mas a melhor definição de coragem.

Brown descobriu que todos nós fazemos uso de um verdadeiro arsenal contra essas sensações e explica em que consiste cada escudo e quais estratégias devem ser usadas nesse “desarmamento”. 

Ela também combate os mitos que afirmam que ser vulnerável é o mesmo que ser fraco.

Depois de estudar a vergonha e a empatia durante seis anos e colher centenas de depoimentos, a autora chegou à conclusão de que compreender e combater a vergonha de errar e de se expor é fundamental para o sucesso. 

Ninguém consegue se destacar se ficar o tempo todo com medo do que os outros podem pensar.


Brené Brown sempre dedicou-se a estudar emoções difíceis como a vergonha, o medo e a vulnerabilidade. Foi a partir de milhares de depoimentos de jovens à idosos, que nasceu seu primeiro livro I Thought It Was Just Me (Pensei que fosse só eu - Tradução livre) , e que ela conseguiu perceber um padrão de personalidades: haviam aqueles que se enquadravam na lista (que ela mesma criou) do Sim, onde ficavam palavras como fé, confiança, autenticidade, alegria; e outras que se enquadravam na lista do Não, com as palavras perfeição, autossuficiência, crítica.


Percebido isso, uma dúvida ficou no ar: como estas pessoas da lista Sim conseguem viver plenamente apesar de tudo o que a sociedade nos impõe?




Brené Brown estuda conexão humana - nossa habilidade de sentir empatia, pertencer, amar. Sua palestra TEDx Houston 2010, O Poder da Vulnerabilidade, é um dos cinco vídeos TED Talks mais vistos no mundo, com mais de 18 milhões de visualizações. Ela compartilha uma percepção profunda de sua pesquisa, que a levou a uma busca pessoal para conhecer a si mesma e entender a humanidade.

Ela é a autora de vários livros, sendo dois deles, publicados no Brasil,  ambos no primeiro lugar da lista dos mais vendidos pelo New York Times: A Coragem de Ser Imperfeito (Sextante) e A Arte da Imperfeição (Novo Conceito). 

Brene é também o fundadora  da The Way Daring - um programa de ensino e certificação para profissionais que querem ajudar a facilitar o seu trabalho sobre a vulnerabilidade, coragem, vergonha e dignidade.



Brene vive em Houston com seu marido, Steve, e seus dois filhos.

O mais recente livro de Brown, Rising Strong, será lançado nos EUA em agosto deste ano e examina como a queda pode ser um grande estímulo à coragem e por que admitir nossas histórias de luta nos concede o poder de escrever um novo e ousado final.


LIVRO: A CORAGEM DE SER IMPERFEITO


Ter a coragem de ser imperfeito é querer mudar a maneira como conduz a sua vida, o amor, o trabalho e a família.

Você vive evitando emoções como o medo, a mágoa ou a desilusão. 

Fechando as portas ao amor e aos outros. 

Defendendo-se a todo o custo de eventuais erros e fracassos.

Se é assim que você vive, então não está a usufruir das experiências marcantes que dão significado à vida. 

Exponha-se! 

Abra-se a novas experiências e será uma pessoa mais autêntica e realizada.

Aprenda a aceitar a sua vulnerabilidade e a vencer a vergonha. Ousar ser quem é pode conduzi-lo a uma vida mais plena. 


Viver é experimentar incertezas, riscos e se expor emocionalmente. Mas isso não precisa ser ruim. 

Quando fugimos de emoções como medo, mágoa e decepção, também nos fechamos para o amor, a aceitação, a empatia e a criatividade. 

Por isso, as pessoas que se defendem a todo custo do erro e do fracasso se distanciam das experiências marcantes que dão significado à vida e acabam se sentindo frustradas.

Por outro lado, aquelas que mais se expõem e se abrem para coisas novas são as mais autênticas e realizadas, ainda que se tornem alvo de críticas e de sentimentos como inveja e ciúme. 



É preciso lidar muito bem com os dois lados da moeda a fim de alcançar a felicidade de realizar todo o seu potencial.

Em uma sociedade em que predomina a cultura do perfeccionismo, é comum recorrer a máscaras para minimizar o desconforto e as dores de não ser bom o bastante. 


Mostrar-se vulnerável pode parecer uma atitude subversiva, mas ter a coragem de ousar e nos mostrar como somos de verdade é a única forma de aproveitar todas as oportunidades que a vida tem a oferecer.



LIVRO - A ARTE DA IMPERFEIÇÃO:



“A Arte da Imperfeição” não é um livro de autoajuda – como cita a autora em seu próprio livro – mas sim um livro de psicologia aplicada. 

Nele, a autora descreve os caminhos que devem ser seguidos para que possamos alcançar o estado de Vida Plena. 

Brené é uma pesquisadora, e neste livro ela expõe os resultados de uma minuciosa e prolongada pesquisa sobre o comportamento dos seres humanos em relação às conexões - ou falta delas- que eles fazem. Parece complicado, mas não é tanto assim.

Sabe quando você tem vontade de dançar em uma festa quando a pista está vazia, mas tem medo do que as pessoas irão falar? 

Quando você quer arriscar e fazer algo diferente – tomar uma iniciativa – mas não o faz por medo de ser criticado(a)? Ou quando você fica irritado(a) com algo e desconta a raiva em alguém antes mesmo de refletir sobre o assunto? 



A Vida Plena busca respostas para os questionamentos citados acima. Este importante livro é sobre a jornada de uma vida, deixando de se preocupar com "O que os outros vão pensar?" e acreditando que "Eu sou suficiente".

A habilidade ímpar da autora em misturar pesquisa original com relatos faz com que a leitura de A Arte da Imperfeição pareça uma longa e animadora conversa com uma amiga muito sábia que oferece compaixão, sabedoria e ótimos conselhos.

A cada dia nos deparamos com uma enxurrada de imagens e mensagens da sociedade e da mídia nos dizendo quem, o que e como devemos ser.



Somos levados a acreditar que, se pudéssemos ter um olhar perfeito e levar uma vida perfeita, já não nos sentiríamos inadequados.

E se eu não posso manter todas essas bolas no ar? Por que não é todo mundo que trabalha duro e vive às minhas expectativas? O que as pessoas vão pensar se eu falhar ou desistir? Quando posso parar de provar a mim mesmo?

Em A Arte da Imperfeição, Brené Brown, compartilha a coragem que aprendeu em uma década de pesquisas sobre o poder de viver sinceramente.

Como dito antes, em A Arte da Imperfeição você não vai achar as respostas para a vida, o universo e tudo mais. 

"Todo semestre eu compartilho esta citação do teólogo Howard Thurman com meus alunos de pós-graduação. (...) 'Não pergunte do que o mundo precisa. Pergunte-se o que faz você despertar para a vida e faça isso. Porque o mundo precisa é de gente que despertou para a vida.'"


A Arte da Imperfeição te ajuda a descobrir que não é preciso ser perfeito para ser feliz; que não deve se preocupar tanto com "o que os outros vão pensar". Permitir-se ser vulnerável. Ser você mesmo -exatamente do seu jeito - vai te fazer viver plenamente.



















fonte: http://lembradaquelahistoria.blogspot.com.br/2012/05/resenha-arte-da-imperfeicao-de-brene.html
http://brenebrown.com/
http://lelivros.red/book/download-a-coragem-de-ser-imperfeito-brene-brown-em-epub-mobi-e-pdf/

sábado, 27 de junho de 2015

AGROTÓXICOS E CÂNCER: ATÉ QUANDO?



Finalmente o assunto recebeu a divulgação que merece. No Dia Mundial da Saúde, 8 de abril, o veneno que está em nossa mesa foi apontado pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer) como causador de vários tipos de câncer – e a informação, sempre abafada, chegou aos telejornais. 

Relatório sobre o uso de agrotóxicos nas lavouras alerta para a gravidade do problema para a natureza, os trabalhadores e toda a população. O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo: mais de um milhão de toneladas por ano, ou 5,2 kg por habitante.

O mundo tem usufruído muito do boom de cultivo de alimentos no Brasil. A população deve crescer quase 30 por cento ao longo das próximas três décadas, o que representa outros 2 bilhões de bocas para alimentar.


O crescente setor agrícola do Brasil será uma fonte crucial na alimentação. Mas em razão de sua luz solar equatorial, do clima e das plantações que vicejam o ano todo, o Brasil também é um terreno fértil para insetos, fungos e ervas daninhas – e os agricultores aplicam cada vez mais agrotóxicos para mantê-los sob controle.



Cerca de 280 estudos sobre a relação entre câncer e pesticidas vêm sendo publicados anualmente em revistas científicas internacionais – ressaltou o pesquisador do Inca "Luiz Felipe Ribeiro Pinto", no lançamento do documento – quatro vezes mais que vinte anos atrás. 

O Inca recomenda criar políticas de controle e combate desses produtos, cujos fabricantes são isentos de impostos, para proteger a saúde da população. 

Apoia o consumo de alimentos orgânicos, livres de agrotóxicos, e reivindica políticas públicas que apoiem a agroecologia com mais recursos – hoje, muito menores que os carreados para o agronegócio.

Recorda que o país isenta de impostos a indústria produtora de agrotóxicos. Alerta que o Brasil permite o uso de agrotóxicos proibidos em outros países.



Não há mais como esconder, a associação de vários tipos de câncer, com o uso indiscriminado de agrotóxicos no Brasil.

“No Brasil, a venda de agrotóxicos saltou de US$ 2 bilhões para mais de US$7 bilhões entre 2001 e 2008, alcançando valores recordes de US$ 8,5 bilhões em 2011. Assim, já em 2014, alcançamos a indesejável posição de maior consumidor mundial de agrotóxicos, ultrapassando a marca de 2 milhão de toneladas, o que equivale a um consumo médio de 8,2 kg de veneno agrícola por habitante”, informa o Inca.



Contudo, são venenos para nós e o ambiente. Para quem trabalha em contato direto com eles, o risco é de intoxicação aguda, caracterizada por irritação da pele e olhos, coceiras, dificuldades respiratórias, convulsões e até morte. 


Já quem ingere – os 99% da população brasileira – pode ter intoxicação crônica, que demora vários anos para aparecer, resultando em infertilidade, impotência, cólicas, vômitos, diarreias, espasmos, dificuldades respiratórias, abortos, malformações, neurotoxicidade, desregulação hormonal, efeitos sobre o sistema imunológico e câncer


Segundo Luiz Felipe Ribeiro Pinto, "O Inca não faz isso por achismo ou por questão ideológica. Segue as evidências cientificas, fruto do trabalho de sua equipe e de cientistas no mundo inteiro".

Pinto justifica o alerta afirmando também que a Organização Mundial de Saúde e o Inca preveem que, em 2020, o câncer se torne a principal causa de morte no Brasil. 




Para ele, os efeitos do aumento do uso de agrotóxicos nos últimos anos devem se refletir em ainda mais casos da doença em 15 ou 20 anos: "Houve uma explosão dos pesticidas. Em 10 anos, subiu oito vezes e meia o gasto econômico [com agrotóxicos], o que é um indicador disso".


Para o produtor orgânico Alcimar do Espírito Santo, há grande interesse dos agricultores em mudar sua produção para orgânica, mas hesitações econômicas ainda são um entrave. "Há toda uma cultura da agricultura convencional, em que eles já estão acostumados com seus compradores", diz ele, que explica também que a transição é difícil, porque a terra que recebia pesticidas e fertilizantes precisa "descansar" por um tempo para produzir produtos livres dessas substâncias.






“Mês passado, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc) publicou relatório no qual classificou cinco agrotóxicos como ‘provavelmente’ ou ‘possivelmente’ cancerígenos, dos quais três são permitidos no Brasil pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). 


Diante da publicação, o órgão afirmou que reavaliará a segurança dos produtos. No Brasil, além disso, pelo menos outras dez substâncias usadas na lavoura estão proibidas em países como Estados Unidos e os da União Europeia. E mesmo proibidos ou não, as evidências científicas não garantem a segurança dos agrotóxicos, critica o Inca.”

Mais impactante, o aumento do consumo se deu com a liberação e expansão das lavouras de transgênicos. 

“É importante destacar que a liberação do uso de sementes transgênicas no Brasil foi uma das responsáveis por colocar o país no primeiro lugar do ranking de consumo de agrotóxicos, uma vez que o cultivo dessas sementes geneticamente modificadas exigem o uso de grandes quantidades destes produtos.” – afirma o relatório. 

Ironicamente, um dos argumentos favoráveis a sua liberação era de que reduziriam o uso de agrotóxicos, visto que a semente geneticamente modificada vinha justamente combater as pragas de cada lavoura.




O Brasil é hoje – recorde alarmante – o segundo maior produtor mundial de transgênicos, com mais de 42 milhões de hectares plantados com sementes geneticamente modificadas: 65% do algodão, 93% da soja, 82% do milho que consumimos são transgênicos. 

Assim, podemos estar ingerindo transgênicos + veneno não apenas nos alimentos in natura, mas também em muitos produtos industrializados, tais como biscoitos, salgadinhos, pães, cereais matinais, lasanhas, pizzas e outros que tenham como ingredientes o milho e a soja, por exemplo. 


O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) se posicionou contra o modo como os agrotóxicos são usados no Brasil, recomendando sua redução em um documento de cinco páginas, no qual ressaltou os riscos dessas substâncias para a saúde e de contribuírem para a incidência de câncer.




A recomendação do instituto é que se adote "a redução progressiva e sustentada do uso de agrotóxicos", prevista no Programa Nacional de Redução de do Uso de Agrotóxicos e a produção agroecológica, segundo a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica.

O Inca explica no documento que a presença de agrotóxicos não se restringe a produtos in natura, como legumes e verduras, mas também existe em alimentos industrializados com ingredientes como trigo, milho e soja.

Unindo-se ao INCA, O IBGE e a Fundação Oswaldo Cruz, estão condenando publicamente a quantidade massiva de agrotóxicos jogados na agricultura brasileira. 



Também é público, que a maior causa da epidemia de câncer em andamento no país, tem origem nos agrotóxicos. 

E o governo já declarou que nada fará sem uma determinação internacional. A ANVISA, também nada pode fazer, pois o mesmo poder que tem para retirar remédios das prateleiras das farmácias, não o tem para remover os agrotóxicos do poderoso mercado do agronegócio,mesmo que hajam agrotóxicos falsos.

Não basta lavar os alimentos

Quando pensamos em “intoxicação crônica por agrotóxicos”, uma das primeiras coisas que nos ocorre é a sessão de hortifrúti do supermercado e cenas de reportagens indicando como lavar e armazenar bem estes alimentos. Porém, não podemos esquecer que o perigo mora também em alimentos industrializados, fabricados, por exemplo, com milho, soja e trigo. 

O Inca ressalta: “A preocupação com os agrotóxicos não pode significar a redução do consumo de frutas, legumes e verduras, que são alimentos fundamentais em uma alimentação saudável e de grande importância na prevenção do câncer”.



O Inca não poderia ter sido mais contundente em seu alerta à população e ao governo. “Ainda podem estar presentes nas carnes e leites de animais que se alimentam de ração com traços de agrotóxicos, devido ao processo de bioacumulação. 

O foco essencial está no combate ao uso dos agrotóxicos, que contamina todas as fontes de recursos vitais, incluindo alimentos, solos, águas, leite materno e ar. Ademais, modos de cultivo livres do uso de agrotóxicos produzem frutas, legumes, verduras e leguminosas, como os feijões, com maior potencial anticancerígeno” – afirma o Inca.




Não há fiscalização de fato para o uso do veneno. Os últimos resultados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos (PARA) da Anvisa revelaram amostras com resíduos de agrotóxicos em quantidades acima do limite máximo permitido e com a presença de substâncias químicas não autorizadas para o alimento pesquisado. Constataram também a existência de agrotóxicos em processo de banimento pela Anvisa ou que nunca tiveram registro no Brasil.

Outras questões merecem destaque, recorda o Inca. Uma delas é o fato de o Brasil ainda realizar pulverizações aéreas de agrotóxicos, que ocasionam dispersão destas substâncias pelo ambiente, contaminando amplas áreas e atingindo populações. 

A outra é a isenção de impostos que o país continua a conceder à indústria, um grande incentivo ao seu fortalecimento, na contramão das medidas recomendadas. E ainda, o fato de o Brasil permitir o uso de agrotóxicos já proibidos em outros países.



"Os agrotóxicos são extremamente relevantes no modelo de desenvolvimento da agricultura no país” - declarou o Ministério da Agricultura Brasileiro.

Na grande mídia, o Ministério da Agricultura declarou que os agrotóxicos são “extremamente relevantes no modelo de desenvolvimento da agricultura no país” e que “a legislação para o setor agrícola é a mais rigorosa do mundo e adota padrões reconhecidos pela comunidade científica internacional”, inclusive para os transgênicos. 

Na contramão de todas as evidências, a indústria de agrotóxicos e transgênicos limitou-se a negar as evidências apontadas pelo Inca, e a CTNbio acaba de aprovar o plantio de eucalipto transgênico.


Os fazendeiros do Brasil se tornaram os maiores exportadores mundiais de açúcar, suco de laranja, café, carnes e soja. Também conseguiram uma distinção nada boa: em 2012, o Brasil superou os Estados Unidos como maior importador de agrotóxicos do globo.

Esse rápido crescimento fez do Brasil um mercado atraente para agrotóxicos proibidos ou que tiveram a produção suspensa em países mais ricos por riscos à saúde e ao meio ambiente.



Pelo menos quatro grandes fabricantes de defensivos agrícolas, vendem em solo brasileiro produtos banidos em seus mercados domésticos, conforme revelou uma análise de agrotóxicos registrados realizada pela Reuters.

Entre as substâncias amplamente vendidas no Brasil estão a paraquat, que é rotulada como “altamente tóxica” por órgãos reguladores dos EUA. Tanto a Syngenta como a Helm estão autorizadas a vender o produto no mercado brasileiro.




As próprias agências reguladoras do Brasil alertam que o governo não foi capaz de garantir o uso seguro de agrotóxicos, como são conhecidos os herbicidas, inseticidas e fungicidas. 

Em 2013, um avião pulverizador lançou inseticida sobre uma escola em Goiás. O incidente, que causou vômitos e tontura em alunos e professores e levou mais de 30 pessoas ao hospital, ainda está sendo investigado.

“Não conseguimos acompanhar…”, admite Ana Maria Vekic, chefe de toxicologia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão federal encarregado de avaliar os riscos dos agrotóxicos à saúde. “Não temos o pessoal ou os recursos para o volume e a variedade de produtos que os fazendeiros querem usar.”



Avaliações das agências reguladoras mostram que grande parte dos alimentos cultivados e vendidos no Brasil viola as regulamentações nacionais.

Especialistas em saúde pública dizem que as cifras reais são imensuráveis, porque o acompanhamento continua sendo incompleto.

Em 2013, o último ano com números disponíveis, os produtores brasileiros compraram o equivalente a 10 bilhões de dólares, ou 20% do mercado global desses produtos. Desde 2008, a demanda do país aumentou 11% por ano, mais do que o dobro da média mundial.



Um fator que vem impedindo salvaguardas mais rígidas para os agrotóxicos é o lobby cada vez mais poderoso do setor agrícola do Brasil, representado pela bancada ruralista.


No Congresso, quase metade dos 594 parlamentares tem identificação com a chamada “bancada ruralista”, grupo que aliviou as leis que proíbem plantações geneticamente modificadas e diminuiu os limites de desmate na Floresta Amazônica e em outras áreas florestadas. 

Propuseram, ainda, leis para deixar a regulamentação dos agrotóxicos a cargo de uma única agência, em vez das leis atuais que dão poder a Anvisa e as pastas de Agricultura e Meio Ambiente.


A influência da indústria e os orçamentos apertados das agências reguladoras limitam a capacidade brasileira para aplicar a regulamentação dos defensivos agrícolas.



A FMC afirma que vem tentando limitar as vendas do poderoso produto químico para grandes fazendas e para setores onde sua aplicação pode ser realizada sobretudo por máquinas, como o de cana-de-açúcar.



A Organização Mundial de Saúde estima que, para cada caso notificado, outros 50 não foram comunicados — afirma Márcia Sarpa de Campos Mello, da Unidade Técnica de Exposição Ocupacional e Ambiental do Inca.

Proposta de solução



Ao final do documento, o instituto afirma apoiar a produção de base agroecológica, também em acordo com a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica. “Este modelo otimiza a integração entre capacidade produtiva, uso e conservação da biodiversidade e dos demais recursos naturais essenciais à vida. 

Além de ser uma alternativa para a produção de alimentos livres de agrotóxicos, tem como base o equilíbrio ecológico, a eficiência econômica e a justiça social, fortalecendo agricultores e protegendo o meio ambiente e a sociedade”. 

Situação Atual:



A fiscalização é inexistente, e qualquer pequeno e médio agricultor pode comprar livremente o veneno e aplicá-lo independentemente de capacitação. 

E o pior, que os agricultores são obrigados a pulverizar o veneno sobre os alimentos, devido a contratos públicos do programa “agricultura familiar”.


Sendo assim, a ordem para nos matar,está vindo de fora, um holocausto que deixaria Hitler como estagiário no processo de morte coletiva.



E vamos morrendo sem reclamar? Nossas entranhas estão sendo comidas pelo veneno nos alimentos, e continuaremos permitir o andamento do maldito processo? 

Os irresponsáveis traidores e homicidas pela gestão de governo que permitiram e continuam permitindo tamanho massacre no Brasil,continuarão dando às cartas? 



Aceitaremos o câncer dentro de nós e consequentemente a morte de forma torturante e dolorosa, ao invés de forçar a retirada do poder daqueles que nos matam?

Até quando?









Fonte:http://outraspalavras.net/blog/2015/04/14/agrotoxicos-e-cancer-tudo-a-ver/
http://verdademundial.com.br/2015/06/agrotoxicos-governo-revela-que-ordem-para-nos-matar-vem-de-fora/
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/06/uso-de-agrotoxico-no-brasil-mais-que-dobrou-em-dez-anos-aponta-ibge.html
http://www.ebc.com.br/noticias/2015/04/inca-condena-uso-de-agrotoxicos-e-recomenda-reducao-para-prevenir-cancer

quarta-feira, 24 de junho de 2015

ESTUDO REVELA: A ÁGUA DE NOSSO PLANETA ESTÁ ACABANDO



Apesar de aproximadamente 70% da superfície da Terra estarem cobertos de água, só cerca de 2,5% deste precioso composto essencial para a vida existente no planeta consistem em água doce, ou seja, apropriada ao consumo humano e animal e para uso na agricultura e na indústria. 

Grande parte desta água doce, no entanto, está presa na forma de gelo nas calotas polares e em glaciares ou em enormes e profundos depósitos subterrâneos, conhecidos como aquíferos confinados. 

Assim, durante milênios, a Humanidade dependeu quase exclusivamente de lagos e rios, que respondem por apenas cerca de 0,0072% de toda a água no planeta, e de poços relativamente rasos, que em geral alcançam só os lençóis freáticos, também conhecidos como aquíferos não confinados, para sobreviver.

Nas últimas décadas, porém, os grandes e profundos aquíferos confinados, até pouco tempo atrás praticamente inacessíveis, começaram a ser usados para suprir diversas necessidades, desde irrigação de plantações até mitigação da sede de uma população crescente. 



O problema é que em muitos lugares, especialmente em algumas das regiões mais áridas do planeta, o ritmo de retirada de água destes depósitos subterrâneos é bem superior à sua reposição natural. 

Assim, estas fontes estão começando a secar, colocando em risco a segurança hídrica, e consequentemente a sobrevivência, de bilhões de pessoas.

A notícia é bem preocupante mesmo, e veio diretamente do Jet Propulsion Laboratory da Nasa.

Segundo o famoso jornal norte-americano 'The Washington Post', a água do nosso planeta deve acabar muito antes do que os cientistas calculavam anteriormente.


É isso que mostra agora um estudo que mediu variações no volume de água que estaria guardado nos 37 maiores sistemas aquíferos (somando depósitos confinados e não confinados) da Terra entre 2003 e 2013. O estudo foi feto através da análise de fotos de satélite, que revelaram uma situação muito mais grave do que se pensava. 



Um terço das maiores bacias de águas subterrâneas do mundo estão sendo esgotadas pelo consumo humano. A conclusão está em de dois estudos da Universidade da California, divulgados no site da Agência Espacial Americana (Nasa).

Jay Famiglietti, lider da equipe de pesquisadores, afirmou que a situação é crítica, e diz que a água já está desaparecendo em níveis alarmantes. Segundo os estudos, o nível de mais da metade dos maiores aquíferos subterrâneos do planeta está diminuindo exponencialmente.

Os estudos também mostraram que pelo menos 20 dos 37 aquíferos mais importantes do mundo já ultrapassaram o ponto crítico de sustentabilidade, e dentre esses 20, 13 já estão quase desaparecendo por completo, ou seja, estamos consumindo mais água do que a maior parte das reservas são capazes de suprir, e isso significa que esses reservatórios não devem sobreviver muito tempo.





Os aquíferos estudados representam cerca de 35% da água usada pelos seres humanos, e essa demanda só está aumentando. 

E devido ao aumento da população mundial, a situação deve piorar: segundo as previsões mais pessimistas, dentro de poucos anos os reservatórios estarão extintos.

De acordo com os pesquisadores, a população mundial usa as águas subterrâneas de forma indiscriminada, apesar de não haver informações precisas sobre a dinâmica de reposição dessas reservas.


O levantamento inédito — feito com base em dados sobre pequenas variações na força da gravidade do planeta medidas pelos satélites gêmeos da missão espacial Grace, da Nasa —, revela que nada menos que 21 destes sistemas passaram do nível sustentável, isto é, parecem ter perdido mais água do que foram recarregados neste período. 



E em 13 destes, ou mais de um terço do total, a diferença entre a retirada e reposição de água seria tamanha que eles foram classificados como sob grande “estresse”. Para piorar ainda mais o cenário, um segundo estudo que acompanha o primeiro também mostra que não existem dados suficientes para calcular qual o real tamanho destes depósitos subterrâneos de água, o que torna impossível saber exatamente quando e se eles vão se esgotar de fato.


— A situação é bem crítica mesmo — diz Jay Famiglietti, professor da Universidade da Califórnia em Irvine, nos EUA, e líder de ambos os estudos, publicados no periódico científico “Water Resources Research”. — As medições físicas e químicas disponíveis são simplesmente insuficientes (para saber o volume total dos aquíferos). 

E dada forma rápida como estamos consumindo as reservas aquíferas do mundo, precisamos de um esforço global coordenado para determinar quanto de água ainda temos nelas.


O Sistema Aquífero Árabe, uma fonte-chave de água para 60 milhões de pessoas na Arábia Saudita, Iraque, Catar, Síria e outros países, é que possui um volume mais baixo, mostrou a pesquisa.

A Base Aquífera Indu, no noroeste da Índia e no Paquistão, é a segunda mais vulnerável, e a Base Murzuk-Djado, no norte da África, é a terceira.

Todas essas regiões já sofrem com variados graus de tensões políticas, e a escassez de água vai invariavelmente elevar os problemas sociais, disseram os pesquisadores.

"Estamos tentando alertar agora para apontar onde o gerenciamento ativo hoje pode proteger vidas e o sustento no futuro", disse em comunicado Alexandra Richey, autora principal dos dois estudos.




"Nós realmente não sabemos quanto é armazenado em cada um destes aquíferos. Estimamos que o armazenamento restante pode variar de décadas a milênios", acrescentou Alexandra Richey. 

Os cientistas não sabem exatamente o quanto de água ainda resta nos aquíferos. "Em uma sociedade com escassez de água, não podemos mais tolerar esse nível de incerteza, especialmente se a água da terra está desaparecendo tão rapidamente", finalizou Richey.


Outro exemplo do uso descontrolado e excessivo destas reservas subterrâneas de água apontado pelo primeiro estudo está na Califórnia. Nesse estado norte-americano, por exemplo, 65% dos aquíferos estão sendo utilizados para consumo, já que os rios e reservas na superfície já não dão mais conta da demanda.



Já normalmente árida, essa região dos EUA enfrenta uma das maiores secas de sua história, o que levou a um forte aumento na retirada de água de suas reservas subterrâneas tanto para suprir a sua grande população quanto para sua agricultura.

— Como vemos na Califórnia agora, dependemos muito mais das reservas subterrâneas de água durante secas — destaca Famiglietti. — Assim, quando formos examinar a sustentabilidade dos recursos hídricos de uma região, temos que levar em conta esta dependência.




Já no Brasil, as bacias da Amazônia e do Maranhão, que incluem o grande aquífero confinado de Alter do Chão, parecem ter ganho volume entre 2003 e 2013, enquanto no também confinado aquífero Guarani, apontado como um dos maiores do tipo na Terra e que se estende para além das fronteiras do país, podendo ser acessado de Uruguai, Paraguai e Argentina, a redução do volume teria sido mínima no período. 


Mas esta situação pode piorar drasticamente caso vá em frente a ideia de usar a água do Guarani para enfrentar a crise hídrica provocada pela seca dos últimos anos na Região Sudeste, em especial em São Paulo, onde o sistema de abastecimento por águas superficiais, como o Cantareira, está à beira do colapso.


— O Brasil tem muita disponibilidade de água superficial, então o esgotamento dos aquíferos subterrâneos não é um problema que o país teria que encarar em breve — destaca o hidrólogo brasileiro Augusto Getirana, pesquisador da Universidade de Maryland e do Centro de Voo Espacial Goddard da Nasa, ambos nos EUA. — No longo prazo, porém, grandes mudanças climáticas que afetassem a disponibilidade desta água superficial, como na atual seca no Sudeste, podem fazer do uso das reservas subterrâneas de água uma questão importante.

Getirana, no entanto, afirma que na hora de buscar por fontes de água doce para abastecer pessoas, animais e plantações, não há muitas alternativas a não ser recorrer a estes depósitos subterrâneos. Assim, o especialista espera ver uma continuidade no ritmo de esvaziamento dos sistemas aquíferos nas regiões mais áridas do planeta, o que também poderá provocar a eclosão de conflitos pela água ao redor do mundo.

— Não há muito o que fazer. Enquanto tivermos populações, criações e plantações ocupando estas regiões, vai haver demanda por água e a solução será sempre buscar esta água subterrânea, mais viável economicamente, mas também de maior impacto ambiental e na segurança hídrica a longo prazo. 



Mas aí, um grande problema é que estaremos usando algo cujo tamanho não conhecemos, e assim não sabemos quando poderá acabar.






Fonte:http://www.curtoecurioso.com/2015/06/nasa-faz-revelacao-alarmante-sobre-o.html
http://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilidade/dados-da-nasa-revelam-que-mundo-esta-ficando-sem-suas-principais-fontes-de-agua-16467230
http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/um-terco-dos-aquiferos-do-mundo-esta-secando-mostra-nasa