quarta-feira, 29 de abril de 2015

O mito do "cérebro direito" e "cérebro esquerdo"





Cientistas estão desacreditando a teoria de que há diferenças entre as pessoas de acordo com o desenvolvimento dos lados do cérebro. A cultura popular nos fez crer que as pessoas lógicas, metodológicas e analíticas possuem o lado esquerdo do cérebro dominante, enquanto os criativos e artísticos têm o lado direito mais desenvolvido. O problema é que a ciência nunca deu suporte para essa noção.

Agora, cientistas da Universidade de Utah (EUA) estão desmistificando de vez essa ideia com uma análise de mais de 1.000 cérebros. Eles não encontraram nenhuma evidência de que as pessoas preferencialmente utilizam a parte esquerda ou a direita do cérebro. Todos os participantes do estudo – e, sem dúvida, os cientistas – estavam usando todo o seu cérebro da mesma forma, durante todo o curso do experimento.

A preferência por usar uma região do cérebro mais do que outras para determinadas funções, o que os cientistas chamam de lateralização, é de fato real, de acordo com o principal autor do estudo, Jeff Anderson, diretor do Serviço de Mapeamento Neurocirúrgico da Universidade de Utah.


Há um equívoco em pensar que tudo a ver com ser analítico, por exemplo, está confinado a um lado do cérebro, e tudo a ver com ser criativo está confinado para o lado oposto. Na verdade, são as conexões entre todas as regiões do cérebro que permitem que os seres humanos sejam tanto criativos quanto tenham um pensamento analítico.

“Não é o caso do hemisfério esquerdo estar associado com a lógica ou raciocínio mais do que o direito”, explica Anderson. “Além disso, a criatividade não é mais processada no hemisfério direito do que o esquerdo”.


A equipe de Anderson analisou imagens cerebrais de participantes com idades entre 7 e 29 anos, enquanto eles estavam descansando. Eles olharam para a atividade em 7.000 regiões do cérebro, e examinaram conexões neurais dentro e entre essas regiões. Embora eles tenham visto bolsões de tráfego neural pesado em algumas regiões-chave, em média, ambos os lados do cérebro eram essencialmente iguais em suas redes neurais e conectividade.



O mito das pessoas terem o lado esquerdo ou direito do cérebro mais desenvolvido pode ter surgido a partir da pesquisa do vencedor do Prêmio Nobel Roger Sperry, feita na década de 1960. Sperry estudou pacientes com epilepsia, que foram tratados com um procedimento cirúrgico que cortava o cérebro ao longo de uma estrutura chamada corpo caloso. O corpo caloso liga os dois hemisférios do cérebro, portanto os lados esquerdo e direito do cérebro desses pacientes não podiam mais se comunicar.

Sperry e outros pesquisadores, por meio de uma série de estudos de inteligência, determinaram que partes, ou lados, do cérebro estavam envolvidos em linguagem, matemática, desenho e outras funções nestes pacientes. Mas, então, entusiastas de psicologia de nível popular aproveitaram esta ideia, criando a noção de que a personalidade e outros atributos humanos são determinados através do domínio de um dos lados do cérebro sobre o outro.

“A comunidade da neurociência nunca comprou essa noção e agora temos evidências de mais de 1.000 imagens do cérebro mostrando absolutamente nenhum sinal de dominância na esquerda ou na direita”, desmente Anderson. 

A pesquisa pretendia, originalmente, entender melhor a lateralização do cérebro para tratar doenças como a síndrome de Down, o autismo ou a esquizofrenia, onde os hemisférios esquerdo e direito têm funções atípicas.



Para o psicólogo Christian Jarrett , o mito do hemisfério esquerdo lógico e o hemisfério direito criativo tornou-se uma poderosa e útil metáfora para o entendimento do cérebro humano e  diferentes formas de pensamento – um lado lógico, focado e analítico, contra um liberal e criativo. 


Bem como um apelo metafórico, a ideia sedutora do lado direito do cérebro e seu inexplorado potencial criativo também tem uma longa história de ser alvo de gurus de auto-ajuda vendendo pseudo-psicologia. 

"Hoje, a mesma ideia é também explorada pelos criadores de jogos e aplicativos de auto-aperfeiçoamento. A última versão do aplicativo The Faces iMake-Right Brain Creativity para iPad, por exemplo, se vangloria de que “é uma extraordinária ferramenta para desenvolver as capacidades criativas do lado direito do cérebro”.


Há mais do que um grão de verdade para o mito dos hemisférios do cérebro. Embora eles sejam diferentes, os dois hemisférios do cérebro funcionam de formas diferentes. 

Por exemplo, já se tornou um conhecimento de senso comum que na maioria das pessoas o lado esquerdo é dominante para a linguagem. O lado direito, por outro lado, é mais ativo no processamento emocional e nas representações do estado mental dos outros. 

Entretanto, a distinção não é totalmente clara como o mito faz parecer. Por exemplo, o hemisfério direito está envolvido em processar alguns aspectos da linguagem, como a entonação e a ênfase.




Na verdade, alguns estudos mostraram que o hemisfério direito parece estar mais envolvido quando temos um lampejo de inspiração. Por exemplo, um estudo descobriu que a atividade cerebral era maior no hemisfério direito quando os participantes resolveram uma tarefa por inspiração ao invés de gradualmente. Outro mostrou que uma pequena exposição a quebra-cabeças é mais útil para o hemisfério direito do que o esquerdo, como se o direito estivesse mais próximo da resposta.

Mas inspiração é apenas um dos tipos de criatividade. Contar histórias é outro tipo. Uma das mais fascinantes revelações dos estudos de divisão de cérebros foi que o hemisfério esquerdo cria histórias para explicar o que o hemisfério direito tem que fazer, – o que Gazzaniga apelidou de “fenômeno intérprete”. 


Fazendo um resumo do estudo de divisão de cérebros em um artigo na Scientific American, Gazzaniga concluiu, baseado no fenômeno interprete e outros resultados, que o hemisfério esquerdo é “inventivo e interpretativo”, enquanto o direito é “verdadeiro e literal”. Isso parece em desacordo com o mito invocado por Rabbi Sacks e muitos outros pseudocientistas.

Suponho que o mito do cérebro esquerdo lógico e do cérebro direito criativo tem uma simplicidade sedutora. As pessoas podem perguntar: “que tipo de cérebro eu tenho?” e assim comprar um aplicativo para treinar a metade fraca. Eles podem categorizar linguagens e pessoas como tendo o cérebro direito predominante ou o esquerdo. 


É complicado combater essa crença dizendo que a verdade é bem mais complicada. 

Mas vale a pena tentar, porque seria uma vergonha se um mito simplista abafasse a história fascinante de como o nosso cérebro realmente funciona."



Artigo publicado originalmente por Christian Jarrett
Traduzido originalmente por Devanil Júnior e Leonardo Soares



Fonte:http://universoracionalista.org/o-mito-do-cerebro-direito-e-cerebro-esquerdo/
http://hypescience.com/estudo-desmistifica-diferencas-entre-os-dois-lados-cerebro/

domingo, 26 de abril de 2015

LUZES DO MUNDO - NEALE DONALD WALSCH



NEALE DONALD WALSCH - CONVERSANDO COM DEUS

Neale Donald Walsch nasceu nos Estados Unidos, em Milwaukee, Wisconsin, em setembro de 1943, é escritor norte-americano e autor da série de livros "Conversando com Deus", dentre outros. 

Cresceu em uma família católica romana, que o incentivou em sua busca da verdade espiritual.

A mãe foi sua primeira mentora. Foi ela quem o ensinou a não ter medo de Deus. Quando era pequeno, a crença da mãe o intrigava, já que ela nunca ia à igreja. Curioso, Walsch perguntou como era possível ter fé sem frequentar um templo. A resposta iria influenciá-lo profundamente: "Não preciso ir até uma igreja para encontrar com Deus. Ele está dentro de mim e está comigo aonde quer que eu vá."

Curioso desde menino e sempre interessado nas questões de Deus, Walsch começou a estudar religiões ocidentais e orientais aos quinze anos e não parou mais. Ele estudou a Bíblia, o Rig Veda e os Upanishads. 


"Seu objetivo nesta vida, é o que você determinar. A sua missão é a que você se atribui. A sua vida será do jeito que você a criar, e ninguém irá julgá-la,nem agora, nem nunca. Você pode preencher o quadro-negro da sua vida com o que desejar. Se o preencheu com o que traz do passado, limpe-o. Apague tudo que não lhe serve do passado, agradecendo por tê-lo trazido agora a este lugar e a um novo começo. Você tem uma lousa limpa e pode recomeçar — aqui mesmo, agora mesmo. Encontre a sua alegria e trate de vivê-la." - Neale Donald Walsch



Posteriormente, abandonou os estudos universitários e foi trabalhar numa rádio, onde fez carreira como locutor e chegou ao cargo de editor. Criou uma empresa de relações públicas e de marketing. Depois de alguns anos mudou-se para o Oregon, onde foi vítima de um grave acidente de carro que o deixou com o pescoço quebrado e por pouco não tirou sua vida.

Depois de um ano de reabilitação, do fim de seu casamento e de suas perspectivas profissionais, Walsch viu-se desempregado. Sem poder pagar o aluguel do pequeno apartamento em que morava, passou a viver nas ruas, catando latas para sobreviver. 

Alguns meses mais tarde, acabou arranjando um modesto emprego numa rádio, mas sua vida continuava sem sentido. Numa madrugada de 1992, deprimido, ele escreveu uma carta para Deus, onde perguntava ao Criador o que fazer para a vida dar certo. Segundo Walsh, ouviu uma voz respondendo essa e outras questões, que mais tarde se transformaram na série "Conversando com Deus".



O dialogo prosseguiu por anos e produziu três volumes em que Deus explica o mistério da vida e nos ensina a criar uma existência proveitosa na Terra. 

Deus de Neale não só lhe ofereceu respostas, como também fez muitas perguntas poderosas, o desafiou, motivou, convidou a ir além, a fazer diferente. Convida-o a mudar seu olhar sobre as experiências negativas e não mais culpar a vida pelas sua situação.


"Eu lhe digo que estou em todas s flores, todos os arco-íris, todas as estrelas do céu, e em tudo, em todos os planetas que giram em torno de todos os astros. Eu sou o sussurro do vento, o calor de seu sol, a incrível individualidade e a extraordinária perfeição de todos os flocos de neve.Eu sou majestade no voo alto das águias e a inocência da corca no campo; a coragem dos leões e a sabedoria dos antigos." -Neale Donald Walsch

Seus livros, segundo ele, são inspirados por Deus e podem ajudar pessoas a se relacionarem com a Divindade numa "perspectiva moderna". 

O Deus em seus livros, por exemplo, diz que "não há nada que você tem que fazer" para alcançar a salvação. 



Walsch acredita em um deus panteísta que tenta comunicar-se como os seres humanos. Sua visão é expressa como uma nova espiritualidade: uma expansão e unificação de todas as presentes teologias e religiões, uma reinterpretação de todos os ensinamentos sagrados atuais com a finalidade de comunicar e implementar novas crenças espirituais, especialmente que todos nós somos um com Deus e um com a vida, em um estado global compartilhado de ser.

Neale Donald Walsch é um mensageiro espiritual dos dias atuais, do qual as palavras continuam a tocar o mundo de maneira profunda. 


"Deus é aceitação total.São os humanos que criam exceções.Os humanos amam uns aos outros, exceto quando esses outros fazem isso ou aquilo. Eles amam seu mundo, exceto quando esse mundo não lhes agrada. Eles amam a mim, exceto quando não amam.Deus não prática a exceção. Deus aceita. Tudo e todos.  Não existem exceções." - Neale Donald Walsch



Com seu interesse precoce em religião e uma conexão profunda com a espiritualidade, Neale passou a maior parte de sua próspera vida profissional, ainda buscando por um significado espiritual, antes de começar sua famosa conversação com Deus. Sua série de livros Com Deus foi traduzida em 34 idiomas, tocando milhões de vidas e as inspirando a importantes mudanças em suas rotinas diárias.


Além da sua renomada série, Neale publicou 16 outros trabalhos, assim como vários programas de áudio e vídeos. Disponíveis em todo o mundo, cada um de seus livros da série Conversando com Deus está entre os mais vendidos no mundo.

A série Com Deus redefiniu Deus e mudou paradigmas espirituais ao redor do mundo. A fim de lidar com ao grande volume de resposta aos seus livros, Neale criou a Conversations with God Foundation, a organização educacional sem fins lucrativos dedicada a inspirar o mundo a ajudar a mover-se da violência à paz, da confusão a clareza e da raiva ao amor.


"O que vem de Mim é sempre seu Pensamento Mais Elevado, sua Palavra Mais Clara, seu Sentimento Mais Nobre. Todo o restante vem de outra fonte.Agora a diferenciação se torna fácil, porque não deveria ser difícil nem mesmo para o aprendiz identificar o Mais Elevado, o Mais Claro e o Mais Nobre.
O Pensamento Mais Elevado é sempre aquele que é alegre. A Palavra Mais Clara é sempre aquela que é verdadeira. O Sentimento Mais Nobre é sempre aquele a que chamam de amor.
Alegria, verdade, amor.Os três são intercambiáveis, e um sempre leva ao outro." - Neale Donald Walsch

O trabalho de Neale o levou das escadaria do Macchu Picchu no Peru, dos templos Xintoístas no Japão, da Praça Vermelha em Moscou para a Praça de São Pedro na cidade do Vaticano e para a Praça da Paz Celestial na China. 

E, em todos os lugares – do Sul da África a Noruega, Croácia a Holanda, das ruas de Zurique às ruas de Seul, Neale tem achado pessoas ávidas para encontrar uma nova maneira de viver, finalmente, em paz e com harmonia, buscando trazer às pessoas um novo entendimento de vida e de Deus, que lhes permitam a experimentar isso. 

"Vocês se esqueceram de como é ser amado incondicionalmente. Não se lembram da experiência do amor divino. E por isso tentam imaginar como deve ser o amor de Deus baseado no que sabem sobre o amor no mundo. Baseados na experiência humana, em vez de nas verdades espirituais, vocês imaginam toda uma realidade a respeito do amor. É uma realidade baseada no medo, na ideia de um Deus temível e vingativo." - Neale Donald Walsch






Vídeo - A Emoção do Medo



Vídeo: Meditando




Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Neale_Donald_Walsch
http://www.luzdegaia.net/neale/walsch.html

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Quando Sinto que já Sei




Filme: Quando Sinto que já Sei
Direção: Antônio Sagrado, Anderson Lima e Raul Perez
Produção executiva: Antônio Sagrado, Raul Perez e Anielle Guedes
Gênero: documentário
Nacionalidade: brasileiro
Tempo: 78 minutos


Amamos falar sobre educação. Sobre novas formas de educação. Sobre as mudanças que tem acontecido, mesmo que bem aos pouquinhos, no sistema educacional do nosso país. Sobre atitudes e atividades que vêm fazendo muita diferença. 

Pesquisar e debater sobre esse modelo de escola que não atende mais as expectativas. Sobre as transformações necessárias. Sobre aprender, sentir e ser.

Isso tudo nos inspira! Nos encoraja. Nos dá mais vontade de aprender e também de fazer diferente.



E um dos filmes que nos encanta, que representa muito dessa mudança que desejamos para o mundo, que nos ensina e nos dá vontade de fazer, cada vez mais, é esse: “Quando sinto que já sei”. 

Um documentário feito com financiamento coletivo no Catarse, que apresenta práticas inovadoras de educação que tem feito a diferença no sistema escolar do Brasil.


Vale muito a pena conferir. 

O projeto veio à tona a partir da percepção de que valores simples e importantes do desenvolvimento humano estão sendo deixados para o lado de fora da sala de aula. 



O filme retrata as novas maneiras de aprender que estão surgindo e se consolidando Brasil à fora, com base na autonomia, liberdade e habilidades de cada pequeno indivíduo.

Explorando e conhecendo vários projetos com propostas educacionais inovadoras, a filmagem expõe a opinião de crianças, pais, professores, educadores, diretores e pessoas de outras áreas, todas com vontade de romper o modelo tradicional de escola. 

Profissionais da área que vivem essa experiência e comprovam a necessidade de uma educação mais sensível às individualidades, autônoma e participativa, contrapondo essa realidade arcaica e ineficiente que verificamos e vivenciamos com nossas crianças.




A proposta do documentário Quando Sinto Que já Sei é levantar uma discussão sobre o atual momento da educação no Brasil. Carteiras enfileiradas, aulas de 50 minutos, provas, sinal de fábrica para indicar o intervalo, grades curriculares, conhecimento dividido em diferentes caixas. As escolas, como são hoje, oferecem os recursos necessários para que uma criança se desenvolva ou a transformam em um robô, com habilidades técnicas, mas sem senso crítico?


Por que não mudar? 

Diretores, professores, pais e alunos questionam há anos os motivos que levam ao distanciamento entre a sala de aula e o mundo exterior. Diante do medo do vestibular e do mercado de trabalho, a discussão nem sempre avança e o modelo permanece o mesmo, mas, ao redor do país, várias iniciativas começam a mudar este quadro com ousadia resultante do contato entre escola e comunidade. Saem as grades, as paredes e abre-se espaço ao diálogo.

Este é o ambiente do documentário Quando sinto que já sei, idealizado pelo empreendedor social Antonio Sagrado Lovato e custeado com ajuda de contribuições por meio do site Catarse.




“Será que é possível criar essa escola? Uma escola que seja uma escola alegre, prazerosa? Ou a escola tem que ser o serviço militar obrigatório aos 7 anos?”

Projeto independente, o filme partiu de questionamentos em relação à escola convencional, da percepção de que valores importantes da formação humana estavam sendo deixados fora da sala de aula.

Durante dois anos, os realizadores visitaram iniciativas em oito cidades brasileiras – projetos que estão criando novas abordagens e caminhos para uma educação mais próxima da participação cidadã, da autonomia e da afetividade.



Lovato (centro), ao lado dos codiretores Raul Perez e Anderson Lima

Para Raul Perez, um dos diretores de Quando sinto que já sei , autonomia e afetividade são as principais semelhanças entre as escolas visitadas, e isso significa entender o aluno como indivíduo e não “como um produto na linha de produção em série, como ocorre nas instituições convencionais”.

Dirigido por Perez, Lovato e Anderson Lima, Quando sinto que já sei também conta com Anielle Guedes e Eden Castelo Branco na equipe.

Depoimentos marcantes aparecem a todo o momento, como o do educador e antropólogo Tião Rocha, do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento, em Curvelo, Minas Gerais, que compara o modelo tradicional a um “serviço militar obrigatório” a partir dos seis anos de idade: “A criança não precisa sofrer para aprender”, afirma ele.



A etapa final do projeto foi financiada com a colaboração de 487 apoiadores pela plataforma de financiamento coletivo Catarse.

Se você é pai, mãe, educador/professor ou qualquer pessoa que acredita que precisamos ser protagonistas das mudanças que queremos ver na educação das nossas crianças (e de nós mesmos), é fundamental que assista.

O Projeto “Quando Sinto Que já Sei” conta com o seu apoio para se concretizar e dar início a uma reflexão sobre o verdadeiro papel da educação...


Sua contribuição pode ser como conversa, troca de experiências, indicações… Tudo aquilo que estiver ao seu alcance.









Fonte:https://www.catarse.me/pt/quandosintoquejasei

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Agendas de Controle Global - O que é? Como Funciona?



Existem centenas de “agendas”(metas a serem cumpridas) com o objetivo de controle sendo postas em pratica aqui na Terra pelo nosso Governo Oculto e grupos associados (tenham eles consciência disso ou não).

Sempre que o assunto é governo e religião você pode esperar discordância e debate, e freqüentemente guerras baseadas nesses dois tópicos controversos. 

Esse filme tem 2 horas de duração, mas vale muito a pena ver, tem um ponto de vista completamente diferente sobre o mundo e sobre nós como seus habitantes. 

Praticamente todos os poderes que você vê nos meios de comunicação e as figuras mais proeminentes do mundo são simples marionetes de um “poder maior” que tenta controlar o rumo da humanidade, já que a mesma tem se mostrado incapaz de controlar o próprio. 


O filme mostra as conexões existentes entre organizações muito antigas com corporações e partidos políticos atuais, muitas dessas organizações são diretamente ligadas à monarquia britânica, e controlam praticamente tudo no mundo de hoje, desde o que contém na nossa comida até o que vemos nos meios de comunicação mainstream. 

Bancos, governos, boa parte das leis, meios de comunicação, igrejas, e a lista continua… Estão todos focados em uma coisa: “lavagem cerebral” e controle de 87% da população mundial que está susceptível a essa hipnose de massas, nos manter em um estado medíocre, onde podemos ser controlados pois não podemos tomar conta de nós mesmos.


Há de fato uma facção da elite conduzindo a política social, economia, a política, as corporações, ONG’s, e inclusive algumas organizações “contra” o Establishment.


Um documentário IMPRESCINDÍVEL para aqueles que querem entender porque a sociedade e os humanos são como são.


Abaixo o documentário completo.
(Precisa ativar a legenda no Youtube)
Opção1

Opção2





Fonte: http://libertesedosistema.blogspot.com.br/2011/09/entenda-as-agendas-de-controle-global.html

domingo, 19 de abril de 2015

LUZES DO MUNDO - PIERRE WEIL





PIERRE WEIL - EM NOME NA PAZ



Formado em Educação e Psicologia com Doutorado em Psicologia pela Universidade de Paris - Sorbonne, educador e psicólogo e escritor Pierre Weil nasceu em Strasbourg em 16 de abril de 1924 na França e morreu em Brasília em 2008, aos 84 anos de idade. É autor de mais de 50 livros, publicados em vários idiomas, sendo muitos best seller, com mais de 50 edições. 


Weil estudou no Instituto de Estudos do Trabalho e de Orientação Profissional de Paris, dirigido por Henri Pierón, na Escola Prática de Psicologia e Pedagogia da Universidade de Lyon e na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação (Instituto Jean Jacques Rousseau), da Universidade de Genebra. Aluno de Jean Piaget e Léon Walther, Weil foi convidado, em 1948, para trabalhar, no Brasil, no treinamento das equipes que organizariam os serviços de psicotécnicas do recém-criado Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), no Rio de Janeiro.

Em 1987, Weil mudou-se para Brasília, tornou-se presidente da Fundação Cidade da Paz e reitor da Universidade Holística para a Paz de Brasília – Unipaz. Em 1998, ele foi agraciado com o título de Cidadão Honorário da Cidade de Brasília. Em uma visão holística e apostando na transdisciplinaridade do conhecimento, Weil passou a dedicar-se à educação e à paz, temas de suas conferências para a Unesco (1989), tendo sido agraciado com a menção honrosa do Prêmio de Educação para a Paz, ano 2000.




Nascido perto da fronteira com a Alemanha, sofreu as conseqüências da Segunda Guerra Mundial, durante a qual resistiu ao nazismo como voluntário na Cruz Vermelha internacional. 

“Quero construir pontes sobre todas as fronteiras porque o nacionalismo exacerbado é uma fonte de ódio”, declarou, anos depois, sobre o período. Disposto a colocar em prática ideais pacificadores, veio para o Brasil em 1958 e começou a dar aulas de psicologia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na década de 80, descobriu Brasília e, em 1987, criou, a pedido do então governador José Aparecido de Oliveira, a Unipaz, seu mais ambicioso projeto, que hoje está presente em oito estados brasileiros e outros sete países. 



Formação de um espírito pacífico: infância e adolescência

Pierre Weil, nascido em 16 de abril de 1924, em Strasbourg, teve contato, desde a sua infância com conflitos religiosos em sua família, constituída de três religiões, como também conflitos e guerras entre a França e Alemanha por causa do fato de ser ele alsaciano. Esses conflitos contribuíram para que Pierre Weil se tornasse um amante da Paz.

Em sua autobiografia publicada no Brasil sob o título de "A Revolução Silenciosa", ele nos conta como ele progressivamente se dedicou à Paz e, mais especificamente, à Educação para a Paz. Aos oito anos de idade ele se diverte com primos, ao criar a associação católica dos judeus protestantes. Aos quatorze anos ele escreve, no seu diário: "Minha pátria é principalmente a Terra". Com a mesma idade, em plena guerra mundial, ele propõe a "ideia" de eliminar as fronteiras, de criar a Europa com uma moeda única; os adultos a quem ele se dirige recebem suas idéias com um ceticismo divertido. 

Sua consciência de jovem francês, leva-o, aos 17 anos, a se engajar na "maquis", para dar a sua contribuição à expulsão do nazismo. Convidado a escolher uma das metralhadoras que lhe foram oferecidas, de toda a sua alma ele refuta a ideia de matar, recusa-se a se armar, e propõe a sua participação com enfermeiro. 

Ele descobre, assim, sua natureza não violenta, antes mesmo de ter tido contato com Ghandi. Certo dia, enquanto os seus companheiros preparavam-se para explodir uma ponte ferroviária, ao passear sobre os trilhos, ele se imagina como organizador de uma escola futura dotada de todos os métodos modernos de educação, a serviço da Paz.

A partir dessa época, pode-se afirmar que o destino, para não dizer a missão de Pierre Weil, fica delineada de uma forma clara e precisa.




Preparação do educador para a Paz

A vida irá prepará-lo, durante um longo período de estudos superiores sobre educação e psicologia, para uma atividade profissional de escritor, de educador e de terapeuta,e uma profunda pesquisa do sentido da existência, após uma crise existencial seguida de câncer, leva-o a se dedicar de corpo e alma e, definitivamente, à Paz.

Doutor em Psicologia pela Universidade de Paris VII, Pierre Weil foi aluno de grandes psicólogos e educadores como Leon Walther, Henri Piéron, Wallon, André Rey, Jean Piaget. Posteriormente recebe uma formação psico-terapêutica de Igor Caruso, de Jacob Levy Moreno, de Zerka Moreno e Anne Ancelin Scützemberger.

Numa primeira fase de sua carreira universitária ele faz pesquisas sobre a emotividade neuro-vegetativa, sobre os fatores culturais e escolares da inteligência e sobre os diferentes aspectos da personalidade. Ele ocupa uma cátedra de psicologia social à Universidade Federal de Belo Horizonte e, no final da carreira, de psicologia transpessoal, matéria em que ele é um dos pioneiros no mundo.

O sucesso sem felicidade, leva-o a uma crise existencial acompanhada de um câncer e a perda do sentido da existência. Ele começa, então, a se perguntar sobre questões existenciais relativas ao sentido da vida e da morte. Isto o leva a encontrar respostas, numa síntese entre o Oriente e o Ocidente, entre a prática da Yoga e da Psicanálise. Ele estava, neste aspecto, adiantando 20 anos com relação à Declaração de Veneza, da UNESCO, que recomenda o encontro complementar entre o cérebro direito e o esquerdo e entre o oriente e o ocidente.

Durante essa pesquisa ele entra em contato com grandes mestres de Yoga como Swami Chidananda, Muktananda e lamas tibetanos, como Kanjur Rimpoché e Pemala Rimpoché, no Himalaia.

Em 1982, cada vez mais preocupado com a tensão internacional e com o perigo nuclear, ele hesita entre fazer um retiro tibetano de 3 anos, no qual ele tratará de sua paz interior, ou juntar-se a Bernard Benson, que é seu amigo pessoal, e apoiar seu movimento pela Paz internacional. Ele se convence rapidamente a optar pelo retiro, ou seja, a começar a se ocupar de sua paz interior. Ele segue, neste aspecto, as recomendações do preâmbulo da criação da UNESCO, sobre a paz no espírito dos homens.

Pode-se dizer que após esse retiro ele se encontra prestes a realizar o seu sonho do tempo de "maquis", de se dedicar à Educação para a Paz.



Realização do seu ideal

Pouco tempo após o fim de seu retiro, em 1986 ele é convidado pelo então Governador de Brasília, o ex-Ministro e Embaixador José Aparecido de Oliveira, a criar a Fundação Cidade da Paz, da qual é eleito Presidente e cuja função seria criar e administrar a Universidade Holística Internacional de Brasília, a UNIPAZ, com o apoio de Monique Thoenig (criadora da primeira Universidade Holística de Paris) e de Jean Yves Leloup, à época Diretor do Centro Internacional da Santa Consolação.

EM 1987 é criada a Fundação Cidade da Paz, na presença de juristas eminentes e dos construtores de Brasília, Lucio Costa e Oscar Niemeyer. No dia 14 de abril de 1988, na presença do Presidente do Conselho da UNESCO, Sr. Israel Vargas, inaugura-se a Universidade.


Em 1988, Pierre Weil elabora uma teoria sobre a gênese da destruição da vida sobre o Planeta e sobre os princípios e abordagens que possibilitam um novo método de Educação para a Paz. Inspirado na Declaração de Veneza, que ele incluiu nos estatutos da Fundação Cidade da Paz e em inúmeras outras recomendações da UNESCO, ele começa a experimentar uma síntese de seminários que ele havia dado aos seus alunos na Universidade de Belo Horizonte, aplicando o modelo transdisciplinar dessa teoria.

Encorajado pela grande receptividade desse seminário, que ele denomina "A Arte de Viver em Paz", ele redige uma exposição pedagógica na qual mostra os aspectos originais dessa contribuição, sobretudo no que se refere a uma síntese de métodos do Oriente e do Ocidente, como também uma teoria e visão transdisciplinar da Paz e da Consciência.

Trata-se verdadeiramente de uma obra internacional a serviço da Paz. Esse trabalho foi apresentado à UNESCO pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil e por sua delegação junto àquela organização, chegando ao conhecimento do Sr. Frederico Maior. A divisão de Educação Humanística, dirigida pela Sra. Kaisa Savolainen, publica-o em francês e inglês, em 1991 e a Sra. Savolainen redige um prefácio à edição inglesa, em Findhorn.


Até o presente, o referido trabalho foi publicado em seis idiomas. O Sr. Robert Muller, Chanceler da Universidade da Paz e agraciado com o Prêmio da UNESCO, faz um prefácio para a edição brasileira. Pouco tempo em seguida, Pierre Weil é convidado a apresentar seu método num seminário regional da UNESCO em Cartum, Sudão. Seu seminário é muito bem aceito por todos os participantes onde a grande maioria de muçulmanos tece grandes elogios à sua obra. 

Em 1993, Pierre Weil apresenta o seu seminário à Universidade da Paz da ONU, em São José da Costa Rica, que nele se inspira para a elaboração de uma logomarca para suas publicações e decide estabelecer um convênio oficial de intercâmbio entre as duas Universidades.

Após ter começado a formar os atores em toda a América do Sul e na Europa, uma Associação Européia de Educação para a Paz é criada especialmente para divulgar a Arte de Viver em Paz em toda a Europa e para multiplicar o processo.

A UNIPAZ se ocupa da Educação, em três níveis; de sensibilização, de formação e de pós-formação, de pesquisas e de ação reparadora daquilo que o ser humano desorganizou ou destruiu em si mesmo, na sociedade ou na natureza.

Pierre Weil conseguiu integrar com êxito, na maior parte dos programas educativos, essa mesma trilogia integrativa de três aspectos da Paz:

1. A Paz consigo próprio (Ecologia e Consciência individuais), sobre os planos do corpo, das emoções e do espírito. 

2. A Paz com os outros (Ecologia e Consciência Sociais), sobre os planos da economia, da sociedade e política, e da cultura.

3. A Paz com a natureza (Ecologia e Consciência do Universo), sobre os planos da matéria, da vida e da informação.




Contribuições à cultura da Paz

Este novo modelo de educação registra-se também como uma contribuição à transdisciplinariedade, recomendada por diferentes declarações da UNESCO.

Ele é também uma aplicação prática do preâmbulo do ato de constituição da UNESCO, no que concerne a Paz no Espírito dos Homens.

Desde o início da UNIPAZ, Pierre Weil dirige pessoalmente uma série de simpósios sobre os seguintes assuntos: A Contribuição das Tradições Espirituais para a Paz e o meio-ambiente, A Diplomacia Silenciosa da Paz, Militares pela Paz, O Papel da Mídia na Paz e na Não Violência, o Transpartidarismo Político, entre outros. Durante cada Congresso Holístico Nacional ou Internacional realizado em Findhorn, Escócia, teve por tema Um Apelo à Paz.

Pode-se também afirmar que a criação da UNIPAZ por Pierre Weil e a sua existência atual em seis campi no Brasil, assim como a sua atuação na Europa e em Israel, constituem uma importante e efetiva contribuição à Cultura da Paz no Mundo.

Pierre Weil tem participação ativa na difusão do Ano Internacional da Cultura da Paz, no Brasil, ao assinar um acordo oficial com o Sr. Wertheim, Diretor da UNESCO para o Brasil, em vista também da difusão permanente dos princípios da UNESCO, na Revista META, órgão da UNIPAZ e na sua Rede da Paz, via Internet.



A Marselhesa da Paz

Sob a influência duma intuição segundo a qual os inúmeros hinos nacionais constituem expressões fortíssimas da cultura da violência e das guerras, como denunciou Federico Maior, Pierre Weil , em 1986, uma década antes dessa declaração do Diretor-Geral da UNESCO, redige uma nova Marselhesa, que ele denomina Hino ao Planeta ou Marselhesa da Paz. 

Ele envia uma cópia a Robert Muller que responde-o exprimindo o seu entusiasmo e declara que ele próprio havia lançado um movimento para a revisão dos hinos nacionais. Robert Muller canta a nova Marselhesa na sede da ONU, com um grupo de amigos e confia o texto ao coral das Nações Unidas. Por seu lado, Pierre Weil, em Strasbourg, a alguns passos do local onde Rouget de Lisles entoou seu hino por vez primeira,  promove o canto do novo texto para cerca de mil participantes de um congresso internacional de psicologia transpessoal. Alguns dias depois, o texto é publicado pela revista l'Express.

Agora que o sonho de Pierre Weil, de um Europa unida, tornou-se realidade, pode-se facilmente perceber quão oportuna se faz a mudança dos textos de inúmeros hinos nacionais, tornando-os compatíveis com o espírito fraternal que presidiu a organização da Europa. Robert Muller e Pierre Weil estão unidos pela realização dessa idéia.




O professor Pierre Weil, psicólogo, educador e escritor, autor de mais de 50 livros, mentor e Reitor da UNIPAZ desde a sua fundação, fez sua passagem em outubro de 2008. O pensamento e a ação de Pierre Weil, com relação a educação para a paz foi uma marco para todos os que buscam uma educação consciente. 

A morte de Pierre Weil não significou o fim de seus ideais. Iniciativas como a Unipaz serão mantidas pelos seguidores do educador, que os preparou  para a sua “passagem” durante 10 anos. 

Quase ninguém chorou no velório do educador e psicólogo francês Pierre Weil. Não que ele não fosse querido, mas porque ensinou as pessoas próximas a lidar com a “passagem” e sempre pregou o desapego como uma grande virtude. “O apego é a grande raiz do sofrimento humano”, dizia. E a maioria de seus 84 anos de vida foram dedicados à luta contra esse sofrimento. O estudioso, que abraçou Brasília como lar havia mais de duas décadas, deixou como legado uma extensa rede de busca pela paz interior e exterior. 



CONSCIÊNCIA - O SEU DESPERTAR?


"Fala-se muito neste fim de século nos meios já inspirados por um novo paradigma cujas vistas estão voltados para o terceiro milênio do "Desenvolvimento de uma nova consciência"...
Na realidade esta expressão é inadequada pois esta consciência não tem nada de novo, e por conseguinte não há nada para desenvolver.
Quando falamos em Consciência, do ponto de vista holístico, nós nos referimos a um espaço luminoso, cuja característica essencial é ser consciente.
Por isto demos a este artigo o título de "DESPERTAR" e não de "desenvolvimento".
Espaço com conscencial constitui o SER a que muitos nomes de caráter divino se tem dado através dos tempos e das culturas, tais como Jahve, Deus Allah, Brahman, Tao, Natureza de Budha, e assim por diante. Mas recentemente se tem falado em Consciência Cósmica, Consciência, Universal, Espaço primordial, Consciência Transpessoal, Super Consciência, entre outros termos.
Assim sendo esta consciência tem um caráter universal, onipresente, onisciente e onipotente.
Esta consciência, pelo seu caráter de onipresença, se encontra também no ser individual, isto é de cada um de nós sem exceção. É a que chamamos de consciência individual. O termo é também usado como sinônimo de Espírito Universal e Espírito Individual ou mesmo alma Universal e Alma Individual. Por conseguinte, pelo seu caráter esterno ela não é nova.
Por esta razão demos aqui o título de despertar da consciência em vez de desenvolvimento, pois, mesmo no ser humano a consciência esta sempre aí.
Muitos vão perguntar porque não temos acesso a consciência individual, a esta presença em nós, se ela está sempre aí?
Embora sempre presente, ela está velada escondida por uma distorção dela mesma; a nossa mente, que emana dela, tende a criar uma miragem, uma ilusão, a da existência de um eu, separado dela e do mundo que se torna percebido como exterior. Cria-se então o que se chama de filosofia, a dualidade sujeito-objeto.
Esta dualidade gera por sua vez o apego ou a rejeição de coisas, pessoas ou idéias que nos causam respectivamente prazer ou dor. Isto leva ao estresse, à doença, ao sofrimento, reforçando então o distanciamento da consciência.
Podemos sair deste círculo vicioso e recobrar a consciência?
A resposta é positiva. Sim, podemos despertar deste estado de sonolência. Como? Principalmente através da meditação. Esta consiste em sentar, em posição de coluna ereta, sem rigidez; concentrando-se sobre a respiração deixa-se os pensamentos aquietar-se, até aparecer o espaço consciencial, até despertar a plena consciência.
A plena consciência é acompanhada de um estado de Paz e de Plenitude e leva a verdadeira Sabedoria e Compaixão por todos os seres ainda no estado de inconsciência."   -  
Pierre Weil




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sábado, 18 de abril de 2015

EQM - Experiência de Quase Morte



Há algumas décadas, em especial nos últimos quarenta anos, diversos pesquisadores, entre médicos, psicólogos, enfermeiros e outros profissionais, vem coletando relatos de pessoas que, ao enfrentarem a crise da morte nas mais diversas situações, conseguiram retornar à vida com ajuda médica e, para surpresa das testemunhas, relatam ter observado as tentativas de ressuscitamento de um ponto de vista bem diferente de onde estava o seu corpo, e como se comportaram as pessoas ao redor, o que elas disseram e fizeram.


O termo EQM (NDE, em inglês) foi criado pelo médico americano Raymond Moody Jr., em meados dos anos 70, para englobar estes relatos. 

Em 1975 ele publica seu livro “Vida depois da Vida” relatando as experiências de uma parcela de pacientes que foram ressuscitados após terem tido morte clínica. No entanto, relatos parecidos eram conhecidos desde há muitos anos. Elizabeth Kübler-Ross (1926-2004) pesquisou relatos deste tipo em pessoas que viveram em campos de concentração na Polônia.

O resultado do interesse despertado pelos estudos de Moddy e Kübler-Ross foi mais diretamente exposto na fundação da International Association for Near-Death Studies (Associação Internacional de Estudos do Quase-Morte), em 1978. 

A associação faz um levantamento global de relatos de EQM, tanto de pacientes quanto da equipe médica e multidisciplinar associada aos pacientes ou pessoas que passam pela experiencia, utilizando sempre a "near-death experience scale" ("escala de experiência de quase morte"), um método criado pelo psiquiatra, professor universitário e parapsicólogo Bruce Greyson para determinar as EQMs legítimas. 

Estas apresentam um conjunto de características, que se desenrolam em estágios, e que, se não todos os estágios, são encontradas quase sempre nos relatos das pessoas que vivenciaram o fenômeno. 


A experiência é geralmente descrita como envolvendo uma sensação de extrema paz, um som semelhante a uma campainha ou um zumbido, uma passagem nas trevas, e a seguir uma passagem para a luz. Contudo, a pouca investigação neste campo, indica que estas sensações se obtêm em situações que afetam o estado do cérebro, como paradas cardíacas e anestesias. 

As condições que levam ao estado de Quase-Morte parecem afetar significativamente a natureza da experiência. Ainda, muitas pessoas que não tiveram experiências de quase-morte fazem relatos semelhantes. Estes são geralmente provocados pelo uso de psicóticos (devido a severos desequilíbrios neuroquimicos) ou drogas como haxixe ou LSD.

Os crentes pensam que as EQMs provam a existência de vida após a morte. Céticos pensam que as EQMs podem ser explicadas por neuroquimica e são o resultado de alterações no cérebro.

Estágios da EQM:


a)Todos os relatos de EQM possuem elementos de semelhança (possuem alguns pontos em comum). A imensa maioria que vivenciaram a morte clínica e tiveram a experiências, conseguem ver seu próprio corpo, bem como os médicos, paramédicos ou, em caso de acidentes ou mortes súbitas, os amigos tentando reanima-lo, de um ponto de vista privilegiado, quase sempre acima destes. 

Muitos se surpreendem com esta visão. Vários chegam mesmo a estranhar o fato de que tentem reanimar um corpo doente quando se sentem plenamente vivos, com um corpo idêntico, porém mais saudável, que aquele embaixo, neste momento.

b)Relatam ter deixado de sentir dores e, por vezes, sentem uma grande calma e uma sensação de maior conscientização de si e do ambiente, não se sentindo realmente "mortos". 

Em grande parte destes relatos, pode haver a sensação de uma presença espiritual amiga apoiando o paciente, mas que nem sempre é visível, embora possam ouvi-la ou entende-la. Parentes ou amigos já falecidos também são normalmente vistos na ocasião, como pessoas normais,  interagindo com o paciente, mas que não são percebidos pelas pessoas que tentam reanima-lo.



c)  Ocorre a visão – e por vezes, também a atração – de um túnel - provavelmente a contrapartida polar do canal de nascimento. 

d) Pode ocorrer durante a travessia deste túnel, ou logo depois de passá-lo, um flashback panorâmico e estranhamente rápido, mas integral, de toda a experiência vivida pelo paciente desde o nascimento (por vezes, desde a vida intrauterina) até o momento da morte.



e)Muitos relatam que a experiência do túnel é encerrada com a visão de alguma espécie de barreira simbólica, indicando um ponto de não retorno. Esta barreira pode ser expressa por um portão, uma porta, uma ponte, um muro ou qualquer outra coisa que indica entrada ou limite de um outra realidade.

Nesta ocasião é comum a visão de mais parentes e amigos já falecidos que amorosamente os recebem e que avisam que o cruzamento deste limiar representa a morte definitiva do corpo. Neste ponto, algumas pessoas são aconselhadas a voltar e, em outros relatos, lhes são perguntados se querem continuar no processo e ir além ou retornar ao corpo para cuidar de parentes, de assuntos pendentes ou para ajudar pessoas.



f)Há a visão de “seres de luz” que, geralmente, são interpretados, de acordo com a origem religiosa ou a cultura onde a pessoa foi formada, como sendo Jesus, Buda, um anjo, etc. Estes seres também perguntam se a pessoa quer ficar ou retornar ao corpo e à vida física. Eles podem aconselhar o retorno, explicando algum motivo para voltar.

g)Relutância a retornar ao corpo em boa parte dos casos. Muitas vezes, o retorno é feito com certa contrariedade por parte do sobrevivente.


h)A personalidade da pessoa nunca mais é a mesma ao retornar. Perde-se geralmente o medo de morrer na maior parte dos casos e na grande maioria ocorre uma completa reformulação da percepção e concepção da vida, das prioridades e dos valores, quase sempre tornando-se mais calmos, espiritualizados e centrados (incluindo ateus).

i)Apenas em uma parcela ínfima se tem notícias de uma EQM ruim (geralmente ocorrentes em casos de tentativas de suicídios, ou após a prática de crimes, etc.). Dos 150 relatos confirmados pelo Dr. Moody em seus dois livros clássicos, apenas 3 descrevem experiências negativas. A proporção permanece praticamente a mesma nas pesquisas de outros cientistas.

j)As experiências religiosas, crenças ou cultura não afetam a probabilidade ou profundidade de uma EQM, apenas a forma de interpretá-las após o evento. Existe mesmo uma estatística que mostra que ateus tiveram mais EQMs que pessoas religiosas.


Apesar do impacto existencial e espiritual destas experiências nas pessoas que as vivenciaram e em muitas que as pesquisaram (Moody, Ross, Lommel, Fenwick, etc) a interpretação de que a consciência não se reduz ao cérebro e que, portanto, pode sobreviver à crise da morte não é aceita (ao menos abertamente) pela maioria dos cientistas. As explicações mecanicistas para as EQMS são geralmente as seguintes: 

A visão do túnel seria fruto da anóxia cerebral. O “falso” abandono do corpo é encontrado em pessoas que passam por situações de estresse e de interferência sináptica por conta de medicamentos ou por problemas neurológicos e de orientação. A sensação de paz é resultado da liberação de endorfinas. 



Mas existem casos onde tais explicações não fazem sentido ou nada explicam. Houve ao menos um caso bem documentado em que todo o sangue do paciente foi drenado, estando o corpo em hipotermia e, ainda assim, a paciente relatou as práticas efetuadas pelo cirurgião vários minutos após o inicio da cirurgia, citando atos e até o que foi dito durante o procedimento.

Pesquisadores explicitamente atrelados ao paradigma mecanicista, como a psicóloga britânica Susan Blackmore e o anestesiologista Lakhmir Chawla, acreditam, por uma questão de preferência e ideologia, na teoria de que as EQMs são alucinações complexas causadas pela falta de oxigênio no cérebro durante a etapa final do processo de morte. 

No entanto, muitos outros pesquisadores, como o neurologista Peter Fenwick, o cardiologista Pim van Lommel e os psiquiatras Raymond Moody e Bruce Greyson, discordam destas teorias reducionistas, defendendo as experiências como evidências de que a consciência do ser humano existe independentemente do cérebro, argumentando principalmente que muitas pessoas demonstram percepções extrassensoriais com precisão em seus relatos de EQM e que não há sinais de funções mentais prejudicadas nas situações clínicas em que as EQMs ocorrem. 

Como pode uma alucinação provocada por anóxia permitir a percepção de informações posteriormente confirmadas?


O físico Sir Roger Penrose e o anestesiologista Stuart Hameroff, baseados na teoria desenvolvida e denominada por eles como orchestrated objective reduction, defendem que em EQM a "alma quântica", ou seja, a consciência como um campo quântico, deixa o sistema nervoso e re-entra no cosmos. 

De acordo com Hameroff, "é possível que a informação quântica que constitui a consciência possa mudar para planos mais profundos e continue a existir puramente na geometria do espaço-tempo, fora do cérebro, distribuída não-localmente", como uma "alma quântica" à parte do corpo.



Um dos primeiros estudos clínicos sobre experiências de quase morte em pacientes em estado de parada cardíaca foi feito pelo cardiologista holandês Pim van Lommel e sua equipe médica, tendo sido publicado em 2001 pela revista científica Lancet . 

De acordo com o cardiologista, dos 344 pacientes estudados que foram reanimados com sucesso depois de sofrerem parada cardíaca, 62 (18%) tiveram EQMs e lembraram com detalhes as condições que passaram quando estavam clinicamente mortos. Na conclusão de Lommel, nossa consciência existe independentemente do cérebro; este sendo um veículo físico de expressão da consciência mas não o produtor da mesma.



As teorias que explicam as experiências de quase-morte caem em duas categorias básicas: explicações científicas (incluindo médicas, fisiológicas e psicológicas) e explicações sobrenaturais (incluindo espirituais e religiosas). Essas últimas não podem ser provadas nem negadas. A aceitação das explicações sobrenaturais baseia-se na fé e no contexto espiritual e cultural.



A explicação sobrenatural mais comum é que alguém que passa por uma EQM está, na verdade, experimentando e lembrando de coisas que aconteceram com sua consciência não corpórea. 

Quando estão próximas da morte, suas almas deixam o corpo e começam a perceber coisas que normalmente não perceberiam. A alma passa pela fronteira entre o nosso mundo e o pós-vida, geralmente representada por um túnel com uma luz no final. 

Enquanto está nessa jornada, a alma encontra-se com outras entidades espirituais e pode até encontrar uma entidade divina, que muitas pessoas percebem como sendo Deus. Eles vêem um relance de outra realidade de existência, geralmente interpretado como Céu, mas são trazidos de volta, ou escolhem voltar, para seu corpo terreno.

Outras teorias são um pouco mais esotéricas. Alguns acreditam que uma EQM representa uma ligação psíquica com seres inteligentes superiores de outra dimensão. Estes seres podem ser humanos, que evoluíram suas almas superando o ciclo nascimento-morte-reencarnação, oferecendo desse modo um relance do futuro da humanidade como seres espirituais superiores. 

A ciência não pode realmente explicar por que algumas pessoas têm experiências de quase-morte. Isso não quer dizer que as explicações científicas atuais estejam erradas, mas sim que as EQMs são complexas, subjetivas e têm uma forte carga emocional. 

Além disso, muitos aspectos das EQMs não podem ser testados. Não podemos fazer um teste para determinar se alguém realmente visitou o céu e encontrou-se com Deus, ou propositalmente colocar alguém à beira da morte para então ressuscitá-la em laboratório para testar sua percepção extra-corpórea.

Apesar de tudo isso, a ciência médica oferece evidências atraentes de que muitos aspectos das EQMs são de natureza fisiológica e psicológica. Os cientistas têm comprovado que as drogas cetamina e PCP (cloridrato de fenciclidina) podem criar sensações nos usuários que são quase idênticas a muitas EQMs. De fato, alguns usuários pensam que estão realmente morrendo enquanto estão sob o efeito da droga.

Dentre as explicações científicas, vale destacar a pesquisa de Sam Parnia:


O cientista Sam Parnia da Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha, coordenou a maior pesquisa já feita sobre a consciência no momento exato após a morte, através do estudo de 2 mil casos de infarto em 15 hospitais do Reino Unido, EUA e Áustria. Trinta e nove por cento dos sobreviventes relataram ter experimentado algum estado de consciência, e 9% deles teriam tido uma “experiência de quase morte” (EQM).

Um desses pacientes disse ter visto, do canto da sala de operações, as tentativas dos médicos em reanimá-lo: “Ele esteve consciente por um período de três minutos, durante os quais estava sem pulso. E isso é contraditório, já que, normalmente, o cérebro deixa de funcionar entre 20 e 30 segundos depois que o coração para e não retoma sua atividade até ele voltar a bater”, explicou Parnia.

O estudo de Sam Parnia não pretende comprovar eventos sobrenaturais, mas defender a tese que a consciência talvez não seja tão dependente do sistema nervoso. 




“Temos algumas provas de que a consciência poderia se manter mesmo depois de o cérebro parar de funcionar. No entanto, precisamos examinar este fato com estudos mais detalhados, de forma imparcial e sem preconceitos, para dar respostas mais claras e precisas”. Respostas essas que poderão revolucionar a ideia que temos sobre o misterioso ato de morrer. Por enquanto, existem avanços promissores, embora não definitivos.

Experiências de quase morte, em que as pessoas alegam experimentar uma variedade de fenômenos incomuns, incluindo caminhar através de um túnel em direção à luz, se sentir leves, em paz, se encontrar com parentes mortos e em momentos profundamente espirituais, sempre foram classificadas pelos pesquisadores científicos em função da anoxia, ou privação de oxigênio no cérebro.

Em outro estudo sobre o mesmo tema da Universidade Médica de Michigan, mostra como o cérebro envia sinais para o coração momentos antes da morte. É essa enxurrada de atividade mental que é fundamental para a morte cardíaca, dizem os pesquisadores, e muito provavelmente a base das experiências de quase-morte.

Cientistas da Universidade de Michigan, George Mashour e Jimo Borjigin, depois de analisar as atividades cerebrais de ratos nos segundos seguintes a uma parada cardíaca,  surpreenderam-se ao constatar uma alta frequência de atividades neurofisiológicas. Nessa fase, a frequência cerebral excede inclusive aquela observada durante o estado de vigília consciente. 

“A redução de oxigênio e/ou glicose durante a parada cardíaca pode estimular a atividade cerebral, que é característica do processamento consciente,” Afirma o Dr. Jimo Borjigin, principal autor do estudo. "Estes resultados atuais combinados com pesquisas anteriores fornecem um quadro científico para as experiências de quase-morte relatadas por muitos sobreviventes de parada cardíaca", conclui.



Pode ser o primeiro passo para um estudo que possa explicar o que ocorre realmente com nosso cérebro após a morte. Mas por enquanto, a ciência continua devendo uma explicação para tantos relatos e experiências absolutamente incríveis e até o momento, totalmente inexplicáveis no âmbito científico.


EQM - Experiência de quase morte (Fatos Reais)





Fonte:http://paraalemdocerebro.blogspot.com.br/2014/05/o-fenomeno-da-experiencia-de-quase.html
http://seuhistory.com/noticias/cientistas-realizam-maior-estudo-ja-realizado-sobre-consciencia-apos-morte-conheca-alguns
http://pessoas.hsw.uol.com.br/experiencias-de-quase-morte.htm