domingo, 20 de dezembro de 2015

MOVIMENTO LOWSUMERISM - POR UM CONSUMO EQUILIBRADO




LOWSUMERISM

CONSUMIR MENOS, BUSCAR ALTERNATIVAS E VIVER APENAS COM O NECESSÁRIO. O RECADO DO LOWSUMERISM FOI DADO E ESTÁ CLARO: O PROCESSO DE AUTODESTRUIÇÃO CAUSADO PELO CONSUMISMO SÓ PODERÁ SER FREADO POR MEIO DE UM PROFUNDO DESPERTAR DE CONSCIÊNCIA.

É ingênuo acreditar que hábitos individuais não interferem na vida de mais ninguém. Lowsumerism é um movimento que deve ser colocado em prática com urgência: o consumismo é um comportamento ultrapassado do qual logo sentiremos vergonha.


O lowsumerism é baseado em três pilares: menos consumismo, busca por alternativas e viver apenas com o necessário. 


“menos é muito mais”

Chegamos na era do “menos é muito mais”: o lowsumerism é a nova maneira de consumir que, aos poucos, está chegando à todos nós. A verdade é que o ato de comprar não está mais relacionado à quantidade e sim à real necessidade. 

O Lowsumerism não sugere a inibição dos desejos, mas sim que essas vontades sejam remodeladas a partir do entendimento que boicotar a excessividade diminui o impacto ambiental e social do consumismo. 

A melhor tradução para Lowsumerism seria “consumo equilibrado”.



Eu realmente preciso disso?

A primeira coisa que um consumidor alinhado com uma nova consciência da realidade precisa se perguntar é: eu realmente preciso disso?

A partir dessa ideia, surgiram vários textos ponderando as possibilidades de reverter os impactos negativos da revolução industrial e do consumo exagerado, levando em consideração que vivemos em uma sociedade cuja economia é baseada no capitalismo e acumulo de bens.

Desde a revolução industrial, quando a produção passou a ser em larga escala, e os processos artesanais ficaram em segundo plano, nossa maneira de consumir mudou.


Quanto mais natural, melhor!

No passado, nós comprávamos algo para atender a uma necessidade, agora vivemos em uma cultura que transformou tudo em excesso.


Alta demanda, grandes estoques e uma vontade incontrolável de consumir fez com que, somente nas últimas três décadas, um terço dos recursos naturais da Terra forem consumidos.

Agora, a ideia é buscar alternativas e viver apenas com o necessário.


Podemos pagar por isso? Ou apenas queremos nos sentir incluídos ou afirmar nossa personalidade?

Mas o que isso significa na prática? Como ser mais consciente e consumir menos? Como esse comportamento pode ser viável em uma sociedade dominada por indústrias e marcas? 

As respostas vêm em camadas, são compostas por microtendências que levam a uma macrovisão da vida contemporânea.


A tendência é que, nos próximos anos, o mercado abrace esta mentalidade e assuma o papel de requalificar o desejo do consumidor, deixando-o menos associado ao excesso. 

O consumidor, cada vez mais consciente, abraçará as alternativas de novos modelos mercadológicos capazes de atender às suas necessidades e vontades de uma maneira menos nociva.

O Lowsumerism surge, com uma ideia simples: ser mais consciente e consumir menos. O termo vem das definições em inglês “low”, baixo, e “consumerism”, consumismo. A proposta é repensar a lógica do consumo e agir com equilíbrio (sem se deixar levar pelo impulso de “ter”).


Não estamos sendo iludidos pela propaganda?

O movimento lowsumerism conscientiza a partir de perguntas básicas:

– Realmente precisamos disso?
– Podemos pagar por isso? Ou apenas queremos nos sentir incluídos ou afirmar nossa personalidade?
– Sabemos a origem desse produto e para onde ele vai depois que o descartamos?
– Não estamos sendo iludidos pela propaganda?
– E, principalmente, qual é o impacto que esse produto causa no meio ambiente?


Reutilizar de forma criativa.

São algumas atitudes simples que fazem uma grande diferença:

– Pensar antes de comprar.
– Buscar alternativas de menor impacto para os recursos naturais, como trocar, consertar e fazer.
– Reutilizar de forma criativa.
– Quanto mais natural, melhor!
– Viver apenas com o que é realmente necessário.

Não é difícil e faz uma grande diferença para nós e para as gerações que estão por vir.


O Consumo Consciente

O Consumo Consciente:
O consumidor consciente é aquele que leva em conta, ao escolher os produtos que compra, o meio ambiente, a saúde humana e animal, as relações justas de trabalho, além de questões como preço e marca.
O consumidor consciente sabe que pode ser um agente transformador da sociedade por meio do seu ato de consumo. 


Seu hábito de consumo produzirá impacto significativo na sociedade e no meio ambiente.

Sabe que os atos de consumo têm impacto e que, mesmo um único indivíduo, ao longo de sua vida, produzirá um impacto significativo na sociedade e no meio ambiente.

Por meio de cada ato de consumo, o consumidor consciente busca o equilíbrio entre a sua satisfação pessoal e a  sustentabilidade, maximizando as conseqüências positivas e minimizando as negativas de suas escolhas de consumo, não só para si mesmo, mas também para as relações sociais, a economia e a natureza.


O consumidor consciente busca o equilíbrio entre a sua satisfação pessoal e a  sustentabilidade

O consumo consciente pode ser praticado no dia-a-dia, por meio de gestos simples que levem em conta os impactos da compra, uso ou descarte de produtos ou serviços, ou pela escolha das empresas da qual comprar, em função de seu compromisso com o desenvolvimento sócio-ambiental.

Consumir com consciência é consumir diferente, tendo no consumo um instrumento de bem estar e não um fim em si mesmo.

A ilusão do “objeto de desejo”, seria supostamente capaz de suprir as carências internas. 

O sociólogo Jean Baudrillard defende que o consumo se dá quando uma relação entre o indivíduo e o significado do objeto é estabelecida, ou seja, é o signo do qual o objeto se reveste que o torna consumível. É aí que nasce a ilusão do “objeto de desejo”, algo carregado de valores e signos que é oferecido ao ser contemporâneo como capaz de suprir suas carências internas. 

No entanto, ao perceber que o objeto não pode preencher esse vazio, ele permanece frustrado, gerando uma doentia compulsão pelo preenchimento da realidade ausente. É um ciclo infinito que jamais se concretiza, justamente por não ter limites.


Movimento biker

Inúmeras iniciativas podem ser citadas para exemplificar o crescimento do Lowsumerism na consciência coletiva. Desde o movimento biker, que faz crescer o desinteresse por parte dos jovens em adquirir um automóvel, aos adeptos do "faça você mesmo", até a tecnologia modular, que desafia a lógica do descarte tão comum na indústria de eletrônicos.


"faça você mesmo"

Na prática, o movimento exige três atitudes de alto impacto: pensar antes de comprar, buscar alternativas de menor prejuízo para os recursos naturais – como trocar, consertar, e fazer – e viver só com o que é realmente necessário. 

O vídeo da empresa especializada em tendências de comportamento e consumo Box 1824, The Rise of Lowsumerism, mostra a evolução do consumo ao longo dos últimos séculos e para onde estamos caminhando na nova era do lowsumerism, e põe em discussão o tema.











Fonte:http://pontoeletronico.me/2015/lowsumerism-entenda/
http://ecoredesocial.com.br/2015/09/o-que-e-lowsumerism/
http://www.mma.gov.br/responsabilidade-socioambiental/producao-e-consumo-sustentavel/consumo-consciente-de-embalagem/quem-e-o-consumidor-consciente




2 comentários:

  1. Interessante o texto sobre o consumismo de hoje.

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  2. Gostei muito do post, acho tudo mt bonito, mais um neologismo inglês etc, mas me parece q não vai ter jeito não, brother! Como diria aquele rei: Depois de mim... o dilúvio! Depois de nós.... Olhe em volta, ligue a tv, entre nas redes sociais, leia os jornais, visite as lojas, os mercados, as músicas, as crianças, os jovens, os adultos, os pobres e os ricos...estão todos como animais famélicos atrás da mercadoria fetichista, e agora somos o objeto, fomos coisificados de acordo com o profeta Marx, por meio da reificação. Ora...como manter esse sistema sem produzir comprar e consumir? Pode o vampiro viver sem sangue? Pode o peixe viver fora d'água? Impossível! Esses movimentos só servem como mudanças fictícias para ficar tudo a mesma coisa. E depois, estes conceitos, baseiam-se no bom senso que os mais conscientes já vem seguindo há décadas, mas isso não vai se massificar mesmo! Que Deus tenha piedade de nós!

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