sábado, 7 de novembro de 2015

A Mentira Que Vivemos




Agora você poderia estar em qualquer lugar, fazendo qualquer coisa. 

Em vez disso está sentado sozinho diante de uma tela. O que está nos impedindo de fazer o que queremos, de estar onde queremos?



Cada dia acordamos no mesmo quarto e seguimos o mesmo caminho para viver o mesmo dia que vivemos ontem. Em outros tempos cada dia era uma nova aventura, mas alguma coisa mudou.

Antes nossos dias eram atemporais, agora nossos dias são programados. É isso que significa ser evoluído? Ser livre? Mas nós somos realmente livres?



Comida, água, terra...
Os principais elementos que precisamos para sobreviver, são propriedades de empresas. Não há comida para nós nas árvores, água fresca nos riachos, terra para construir casas. Se tentar e pegar o que a terra oferece, você será preso.

Então, nós obedecemos suas regras. Nós exploramos o mundo através dos livros. Por anos nos sentamos e regurgitamos o que nos disseram. Fomos testados e classificados como sujeitos num laboratório. 

Não para fazer a diferença neste mundo. Mas para não ser diferente. Inteligentes o suficiente para fazer nosso trabalho, mas não para questionar o que fazemos.


Nós trabalhamos, e o trabalho nos deixa sem tempo para viver a vida para qual trabalhamos. Até que chega o dia que estamos muito velhos para trabalhar, e somos deixados para morrer, nossas crianças ocupam nosso lugar no jogo.

Para nós, o nosso caminho é único, mas juntos somos somente um combustível que alimenta a elite. 

A elite se esconde por trás das logos de empresas. Esse é o mundo deles. E o seu recurso mais valioso não é o chão, somos nós. Nós construímos suas cidades, operamos suas máquinas, lutamos suas guerras.


Afinal de contas, o dinheiro não é o que os impulsiona, é o poder. O dinheiro é simplesmente a ferramenta que eles usam para nos controlar.

Pedaços de papel inúteis que dependemos para nos alimentar, nos movimentar, nos entreter. Eles nos deram o dinheiro e em troca demos a eles o mundo.

Onde haviam árvores que limpavam o nosso ar, agora há fábricas que o envenena. Onde havia água para beber, há lixo tóxico que cheira mal. Onde antes os animais corriam livres, há fazendas industriais onde eles nascem e são abatidos para a nossa satisfação.


Mais de um bilhão de pessoas estão morrendo de fome, apesar de ter comida suficiente para todos. Para onde vai tudo isso?

70% dos grãos que colhemos é alimento para engordar os animais que você come no jantar. Por que ajudar aos famintos? Você não pode lucrar com eles.

Somos como uma praga varrendo a terra, destruindo o próprio ambiente em que vivemos. Vemos tudo como algo a ser vendido, como um objeto a ser possuído. 


Mas o que acontecerá quando tivermos poluído o último rio? Envenenado a última brisa de ar? Não termos óleo para os caminhões que trazem a nossa comida? Quando é que vamos perceber o dinheiro não se pode comer, que não tem valor?

Não estamos destruindo o planeta. Estamos destruindo toda a vida nele. 

Anualmente, milhares de espécies são extintas. E o tempo está se esgotando antes de sermos os próximos. Se você mora na América há uma chance de 41% de você ter câncer. Doenças do coração matarão um em cada três norte-americanos.

Tomamos medicamentos prescritos para lidar com esses problemas, mas cuidado médico é a terceira principal causa de morte depois do câncer e das doenças cardíacas. 


Nos dizem que tudo pode ser resolvido dando dinheiro aos cientistas para que eles descubram uma pílula para acabar com os nossos problemas, as empresas farmacêuticas e as sociedades de câncer dependem de nosso sofrimento para lucrar.

Nós pensamos que estamos alcançando uma cura, mas na verdade estamos fugindo da causa. Nosso corpo é um produto que consumimos e os alimentos que comemos são projetados exclusivamente para o lucro. 

Nós nos enchemos com produtos químicos tóxicos. Os animais estão infestados com drogas e doenças. Mas nós não vemos isso. 

Um pequeno grupo de empresas são proprietários dos meios de comunicação não querem que a gente saiba. Nos cercam com uma fantasia e nos dizem o que é a realidade.


Olhamos para nossa tecnologia e dizemos que somos os melhores e mais inteligentes. Mas os computadores, os carros e fábricas realmente mostram o quão inteligente somos ou será que eles mostram quão preguiçosos nos tornamos?

Colocamos essa máscara "civilizada", mas quando você remove-a, o que somos?

Agimos como se nós soubéssemos tudo, mas há muito ainda que não conseguimos ver. Andamos pela rua ignorando todas as pequenas coisas, os olhos que nos olham fixamente, as histórias que compartilham. Vemos tudo buscando um fim para nós mesmos.

Talvez nós tememos não estar sozinhos. Imaginamos que somos uma parte de uma imagem muito maior. Mas não conseguimos fazer a conexão.

Estamos matando porcos, vacas, galinhas, pessoas estranhas de terras estrangeiras, mas não os nossos vizinhos, não os nossos cães, nossos gatos, pois eles nós aprendemos a amar e entender. Chamamos outras criaturas de estúpidas e apontamos para eles para justificar as nossas ações.


Mas será que matamos simplesmente por que nós podemos, por que sempre fizemos assim e torna isso certo? Ou isso mostra o quão pouco aprendemos?

Continuamos a agir primitivamente em vez de pensar e ter compaixão. 

Um dia, essa sensação que chamamos de vida vai nos deixar, nossos corpos vão apodrecer, não teremos mais nossos objetos de valor e restará apenas lembranças do passado. A morte nos rodeia constantemente, mas ainda nos parece tão distante de nossa realidade cotidiana.


Vivemos em um mundo a beira de um colapso. As guerras de amanhã, não terão vencedores. Pela violência nunca haverá respostas; ela destruirá todas as soluções possíveis. 

Se todos olharmos para o nosso desejo mais íntimo, veremos que nossos sonhos não são tão diferentes. 

Nós compartilhamos de um desejo em comum, a felicidade. Destruímos o mundo em busca de alegria, sem nunca olhar para dentro de nós mesmos. Muitas das pessoas mais felizes são aqueles que possuem pouco.

Será que estamos realmente felizes com nossos "iPhones", nossas grandes casas, nossos carros de luxo? 

Nos tornamos desconectados, idolatrando pessoas que nunca conhecemos, testemunhando o extraordinário nas telas, mas não o ordinário em qualquer outro lugar. Esperamos que alguém traga mudança, sem nunca pensar em mudar a nós mesmos.

As eleições presidenciais poderiam muito bem ser um sorteio. São dois lados da mesma moeda. Nós escolhemos a face que queremos e a ilusão da escolha é criada. Mas o mundo permanece o mesmo. Nós não percebemos que os políticos ão nos servem; eles servem aqueles que os financiam ao poder.

Precisamos de líderes e não de políticos. Mas nesse mundo de seguidores, nos esquecemos de liderar à nós mesmos.

Pare de esperar pala mudança, e seja a mudança que você quer ver, não chegaremos a este ponto sentados sobre nossas bundas. 



A raça humana sobreviveu não por que somos mais rápidos ou mais fortes, mas porque nós trabalhamos juntos.

Nós dominamos o ato de matar, agora vamos dominar a alegria de viver. 

Não se trata de salvar o planeta, o planeta estará aqui, quer estejamos ou não. A terra já existe a bilhões de anos, cada um de nós será sortudo se durar oitenta.

Somos um flash no tempo, mas o nosso impacto é para sempre. 

A internet nos dá o poder de compartilhar uma mensagem e unir milhões ao redor do mundo. Enquanto ainda podemos, devemos usar nossas telas para nos reunir, ao invés de nos afastar.

Para melhor ou pior, nossa geração vai determinar o futuro da vida no planeta. 


Podemos continuar a servir a este sistema de destruição até que nenhuma memória de nossa existência permaneça, ou podemos acordar e perceber que não estamos evoluindo, mas caindo, só temos telas em nossos rostos por isso não vemos para onde estamos indo. 

Este momento presente é o que cada passo, cada respiração e cada morte provocou. Somos os rostos de todos os que vieram antes de nós.

E agora é a nossa vez!

Você pode escolher esculpir o seu próprio caminho ou seguir a estrada que inúmeros outros já seguiram. A vida não é um filme, o roteiro ainda não foi escrito, nós somos os escritores. Esta é a sua história, a história deles, a nossa história.

Tradução do texto: "The Lie We Live". 
Autoria: Spencer Cathcart.














4 comentários:

  1. Muito Bom!! Graças pela postagem...Beijokas no Coração!

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  2. Não se preocupem amados filhos Eu o vosso Criador destruirei esse sistema brevemente e vós serão livres e viverão do sustento que a natureza prover. abstêm-se da carnificina porque Eu criei os animais para o equilíbrio espiritual da natureza e não para o vosso alimento. Assim sendo abstêm-se disso e sejam iluminados para me perceber.

    Um Abraço

    IAUEI

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