terça-feira, 20 de outubro de 2015

RITMO DA VIDA



Tudo no universo tem um ritmo e um ciclo.
Numa infinita periodicidade de idas e vindas.
Tudo o que sobe, depois acaba descendo.
E descendo, depois pode subir.
Tudo o que vai para a direita, acaba voltando para a esquerda.
E na esquerda, de novo se compensa indo para a direita.


Tudo o que se constrói, com o tempo acaba sendo destruído.
E sendo destruído, há possibilidade de reconstrução.
Tudo o que nasce, um dia acaba morrendo.
E a morte acaba sendo um novo nascimento.
Caminhamos com um pé e depois o outro,
Sem as marés que vão e vem não há movimento, não há vida.


Uma hora estamos alegres, e em outro momento tristes,
Num instante estamos doentes, e depois temos saúde.
Oscilamos entre o bem estar e o mau estar.

Mesmo parados, nunca estamos no mesmo lugar.
Quem quer se paralisar, acaba sendo conduzido.


A ausência de movimento faz romper nossa estagnação e destrói nossa estabilidade.
Uma hora estamos por cima e outra hora por baixo.
Num momento temos poder e mando, e no outro estamos submissos e obedecemos.
Não caçoe dos que estão por baixo, pois é uma questão de tempo até sua queda.


Quanto mais acima estamos na roda da vida, maior será a descida e vice versa.
Na eterna roda da existência, onde tudo gira e circula.
O batimento cardíaco, a respiração, os ciclos de sono e repouso,
Imitam o ritmo dos planetas, das estrelas, dos sistemas solares: o giro dos astros.


As fases da lua, as estações do ano, num encadeamento de movimento e ritmo.
A vida se regula pelo fluxo e refluxo; pela expansão e a retração,
Onde todo excesso se segue a um recesso, e onde todo recesso pode provocar um excesso.


Há quem vá com a maré para onde ela for;
São aqueles que vão aonde a força da vida os conduz.
São meros joguetes do impulso inebriante da existência.
Nesse eterno giro cíclico do ritmo da vida vamos aprendendo a nos equilibrar.


O equilíbrio é o ponto em que as oscilações não nos deslocam de lá para cá.
E vivemos em paz tanto na tempestade quanto na bonança.
Quando a roda do mundo gira,
Quem fica nas bordas sofre mais com o movimento.
Mas aqueles que se guiam para o centro, buscando o ponto imóvel,
Esses ficam estáveis e não padecem no balanço infindável da roda da vida.


Oriente sua vida ao seu centro interno, seu eu interior,
Somente assim você não será tragado pelas correntezas da ilusão
Do perene vai-e-vem da existência.


Autor: Hugo Lapa





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