domingo, 25 de outubro de 2015

Estão Trocando o Amém por Namastê.


A era da mudança de consciência chegou.
Mas estão fazendo a maior confusão.
Estão trocando uma crença por outra. 
Estão trocando o amém por namastê.
Estão trocando a quem seguir, Jesus ou o Guru de túnica e turbante.



Continuam procurando fora, o que está dentro.
Continuam seguidores.
Os novos engajados, no caminho da espiritualidade, continuam sem liberdade e autonomia, rejeitam o ocidente e abraçam o oriente (como lei).
O Papa não tá com nada, mas Osho é o cara.

Parece que ninguém entendeu nada...ainda.


A verdadeira espiritualidade é a liberdade enquanto você caminha. É experimentarmos em parte o que de fato somos. 

O mundo a nossa volta é o espelho de nosso mundo interior,  nossos corpos são fronteiras entre as paisagens impermanentes e as atemporais, entre projeções e significados, entre o que parece e o que é.

Para esse novo "modismo", basicamente, se você não faz yoga, não é vegano e não pratica meditação, você não despertou ainda!!

Você precisa trocar uma "tribo" por outra, para se sentir espiritualizado.


Nada de templos e igrejas. Nada de padres e sacerdotes, a verdadeira espiritualidade, para os novos adeptos, está em seguir os ensinamentos de um "mestre", de preferencia oriental, se for da Índia, melhor ainda.

Contemplar a natureza, se sentir um ser cósmico, super, hiper conectado, faz parte dessa adesão. 

"Somos todos um" - Se transformou no mantra mais popular entre eles. Possivelmente, não fazem a menor ideia do que isso quer dizer.


Os novos despertos, parecem repetir o mesmo, do mesmo, incansavelmente. "Temos que transcender o ego, alcançar nossa essência, contemplar nossa verdadeira natureza, através do silêncio".

Não seriam essas  as medidas desproporcionais que nos distanciam dos recantos da consciência? Somos quase obrigados a assumirmos um lado, o “lado da verdade”, que nos colocará em oposição com todo o resto e nos cegará para nossa verdade interior.


"Um dos maiores roubos de nossa cultura é a produção de crenças que nos roubam as asas. Nos convencem que não podemos voar, que somos seres rastejantes que precisamos viver sob opressão e a liberdade é uma utopia." Flavio Siqueira
A experiencia espiritual,  é tão simples que não requer crença alguma. Só assim você experimentará esse extraordinário silêncio consciente vivo que não é induzido, nem forçado, esse vazio criador onde só a realidade pode entrar, e acontece sem esforço algum.

Mas você não tem que lutar e se esforçar para dizer “Eu aceito esta autoridade, não aceito aquela. A autoridade do meu guru é maravilhosa mas eu rejeito a autoridade do sacerdote”. Elas, as autoridades, são todas exatamente a mesma coisa. 


Você deve conhecer pessoas que gostam muito de entender e praticar a espiritualidade. Praticam todas as modas espirituais que surgem de tempos em tempos, se envolvem com mensagens de mestres/médiuns/canalizadores/gurus espirituais desta ou de outras épocas e planos.

São pessoas amenas, doces, de fala lenta, macia, tranquila. Aparentemente sem agressividade e muito conselheiras.

Acabam se tornando referência para muitas outras pessoas por essa sua postura ultra-mega-extremamente adorável-amorosa-pacífica. É aquele seu amigo "sabixão-espiritual", "muito iluminado".

Mascaradamente, julgam outras como menos iluminadas por seus comportamentos e até por condições de vida adversas que podem acometer qualquer um (agressividade, vícios, sofrimentos).



As ideologias religiosas/espiritualistas estão cheias de negação dos sentimentos tais como muitos deles são: ruins. Pensam que não entrando em contato com seus conteúdos psíquicos desagradáveis estão num caminho espiritual melhor do que aqueles que estão tomados pelo que sentem.

Tudo no mundo do ultra-espiritual é manipulação e conspiração e só é verdadeiramente bom aqueles que jogam fora tudo o mais do mundo material e ordinário. 

O motivo de existirem pessoas assim? Talvez modismos, ou falta de um maior entendimento sobre o assunto, já que nossa sociedade ocidental não foi fundada em conceitos espirituais (e sim religiosos), talvez por causa da nossa educação mainstream, que não nos dá o suporte concreto para o entendimento desse conceito. 

Qual a diferença entre essas pessoas e aqueles fundamentalistas horríveis que manipulam massas, como algumas seitas que fazem pessoas se explodirem (literalmente) em prol de uma possível “libertação”? O que elas tem em comum? FANATISMO.


"Não faz nenhum diferença que tipo de conhecimentos possamos acumular, sejam ligados à física quântica, teologia, pensadores antigos (ou modernos) ou tanto faz. Se a tal espiritualidade não acontece em humanidade (de dentro pra fora) servirá para alimentar a mente, separar as pessoas ou gerar distração, mas o que é isso a não ser vaidade? Cresço quando me enxergo. Quando me assumo como sou. Quando admito que não há maiores ou menores. Somos todos aprendizes." - Flavio Siqueira

Será que não é possível viver de maneira equilibrada, ou como diria o Sr Sidarta Gautama (o Buda) buscar o caminho do meio? 

Não há nada de errado em desenvolvermos nossas culturas, mas o problema é quando elas vão se tornando absolutas, dando margem a posturas fundamentalistas. Nada há contra as pessoas serem veganas, ou viverem na natureza, ou de acreditarem em extraterrestres ou em qualquer outra coisa. 

A questão aqui é que existe uma linha muito tênue entre ser alguém mega-ultra-hiper-master-power espiritual com o fanatismo. 

Fanatismo silencia a todos a sua volta, inclusive você. Ele silencia a racionalidade, que também é uma importante aliada no autoconhecimento. 

Afinal, se você pensa diferente é inimigo?  Toda “verdade” é fragmento do todo, geralmente as certezas mais dogmáticas são facilmente relativizadas diante de um olhar desassombrado, sensível, verdadeiro.

Quando se é 8 ou 80 alguma coisa vai mal dentro de nós. Achar que o coleguinha é menos espiritualizado por não fazer ou pensar da mesma forma como você é uma forma de se achar superior, e não, você não é superior. Isso é seu ego manipulando sua autonomia.

Então, talvez a primeira coisa a ser feita, é tentar conhecer  si mesmo. Afinal de contas, sem entender a si mesmo, que base você tem para pensar corretamente? Tudo o que você vai fazer sem o entendimento de si mesmo é conformar-se ao seu acervo mental, buscando a resposta em seu condicionamento. 

A verdadeira prática espiritual não é um afastamento da vida, mas um equilíbrio na forma de se relacionar com ela.  Querer, de fato, encontrar uma liberdade que não dependa dos sentidos, das percepções, dos condicionamentos e muito menos dos "gurus".



"Ser livre é um estado de espírito que transcende as tentativas de condicionamento.Um ser livre enxerga além dos rótulos, dos gêneros, das “castas”. Não se prende a necessidade de afirmação de nenhuma natureza, não sente nenhuma necessidade de ser maior; sabe que isso é ilusão.Liberdade é escolher por onde caminhará, mesmo que os cenários não sejam os ideais. É saber que há dias mais difíceis do que outros, há curvas, há tropeços, mas em tudo oportunidade de significado, ser em liberdade." - Flavio Siqueira





*Para assistir o vídeo com legendas, basta um click no link a seguir: https://www.facebook.com/fatorquantico.br/videos/vb.350331251657313/996981776992254/?type=2&theater










3 comentários:

  1. Ei gente o texto ai è fogo,eu ja pensava ser santa,inves tudo voltou a ser duvida,parece tudo errado e tudo certo,vou ler o texto outras vezes,quem sabe consigo entender melhor qual è o rumo e pra onde ir,muito obrigado apesar de mi deixar com a cabeça fervendo,mais tudo bem,boa noite a vcs.

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