domingo, 13 de setembro de 2015

LUZES DO MUNDO - JOSEPH CHILTON PEARCE



Joseph Chilton Pearce - "Nós somos o corpo e muito mais." 



Joseph Chilton Pearce, nascido em 14 de janeiro de 1926  é um escritor norte-americano, pai de cinco filhos, autor de uma série de livros sobre o desenvolvimento humano e em especial, o desenvolvimento das crianças. Atualmente Pearce vive nas montanhas Blue Ridge da Virgínia, EUA.

Nasceu em Pineville, Kentucky , Estados Unidos. Ele serviu na Aeronáutica dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial. Graduou-se em Ciências Humanas na Universidade College of William and Mary , em Williamsburg, Virginia, e concluiu seu mestrado em Psicologia na Universidade de Indiana, além disso fez pós-graduação no Genebra Theological College em Beaver Falls, Pensilvânia. 



Pearce foi professor universitário até meados da década de 1960. Desde o início dos anos 1970, conduz palestras e seminários sobre as novas necessidades das crianças e a evolução da sociedade humana. 

Nas décadas seguintes, ele tem escrito sobre temas que vão desde o desenvolvimento da criança, a temas sobre espiritualidade, ao todo Pearce tem mais de 12 livros  publicados. 



Joseph Chilton Pearce teve sua iniciação espiritual com o mestre Swami Muktananda. Treinou técnicas de meditação transcendental e Siddha Yoga com o Swami, em Ganeshpuri, na Índia. Neste despertar Pearce experimentou uma mudança dramática da mente e chegou à conclusão de que "a experiência da consciência divina é atingível neste corpo humano."

Joseph Chilton Pearce é um investigador na área do desenvolvimento humano especialmente sobre a infância. Em sua pesquisa, ele combina resultados de ciência comportamental com neurociência e apresenta conclusões sobre como o modo como criamos nossos filhos hoje, pode e deve ser melhorado.



Ele nos lembra que 95% dos padrões de comportamento que qualquer criança aprende durante a infância, nasce da observação de como os adultos se comportam e apenas 5% desses padrões comportamentais, se referem ao que os adultos dizem para a criança. 

Por quase meio século, Joseph Chilton Pearce, que prefere ser conhecido apenas como Joe, tem procurado investigar os mistérios da mente humana, escrevendo ou dando palestras internacionais, sobre o desenvolvimento humano e as necessidades de mudança das crianças. 



Joe tem expandido os limites do desenvolvimento humano para muito além de modelos mecanicistas. Sua missão: "compreender as nossas 'capacidades incríveis e limitações auto-infligidas. Nós somos o corpo e muito mais. Somos emoções e muito mais. Somos mente e muito mais." 



Autor de "Rachadura no Ovo Cósmico",  "A biologia da Transcendência", " Criança Mágica", "O Fim da Evolução", "O Fim da Religião e o Renascimento da Espiritualidade" (Entre outros), uma de suas paixões insaciáveis continua sendo o estudo do que ele chama a inteligência reveladora nas crianças. 

Ele se auto proclama um iconoclasta sem medo de se manifestar contra as inúmeras maneiras com que a cultura norte-americana contemporânea falha na fomentação das necessidades e anseios intelectuais, emocionais e espirituais dos jovens. 



Em parte catedrático, cientista, místico, professor itinerante, Joe se mantém em constante contato com os mais brilhantes homens e mulheres em suas áreas de conhecimento. Ele cria uma síntese única de seus trabalhos e traduz os resultados numa linguagem acessível, uma contribuição valiosa nestes dias de crescente especialização científica.


Então Joe viaja pelo mundo, para compartilhar sua sabedoria (meticulosamente reunida), com quem ele acredita que pode fazer a diferença. 



Para Joe, a ideia de que podemos pensar com nossos corações não é mais uma metáfora, mas de fato, um fenômeno bem real. "Agora sabemos que o coração é o maior centro de inteligência nos seres humanos."


Recentemente, neurofisiologistas ficaram surpresos ao descobrirem que o coração é mais um órgão de inteligência, do que (meramente) a estação principal de bombeamento do corpo. 

Mais da metade do Coração é na verdade composto de neurônios da mesma natureza daqueles que compõem o sistema cerebral. 



Pearce chama a isto de “o maior aparato biológico e a sede da nossa maior inteligência.” 

O coração também é a fonte do corpo de maior força no campo eletromagnético. Cada célula do coração é única e na qual não apenas pulsa em sintonia com todas as outras células do coração, mas também produz um sinal eletromagnético que se irradia para além da célula.

Os biólogos moleculares descobriram que o coração é a glândula endócrina mais importante do corpo. Os neurocardiologistas descobriram que 60 a 65% das células do coração são na verdade células neurais, não células de músculo como se acreditava até então. 



Há literalmente um cérebro no coração, cujos gânglios estão ligados a cada órgão importante do corpo, ao sistema muscular inteiro e que de uma maneira única capacita os humanos a expressar suas emoções. 


Vídeo: Os Caminhos do Coração e da Intuição


A Biologia da Transcendência:





Joseph Chilton Pearce, em seu livro “Biologia da transcendência” demonstra a existência de um forte sistema neuronal no órgão cardíaco, sugerindo que o coração possa ser um “cérebro emocional”. 

O autor tenta explicar por que as potencialidades do neocórtex, sede do intelecto e da criatividade, são a cada geração menos usadas, desde a infância. 

Ele coloca a culpa sobre a sociedade moderna que focaliza a atenção sobre "ter" mais do que sobre "ser", o que gera um estresse e um estado de defesa tão fortes que a comunicação entre o neocórtex e o coração fica impossibilitada. O ser humano fica preso numa situação primitiva de "fuga ou luta".


A transcendência seria para Joseph, a capacidade de superar e ir além das limitações e restrições. 






"Nossa incapacidade de ir além do nossa limitação e restrição atual nos leva a toda a nossa violência. Nós temos nesta vida uma escolha entre duas coisas: ou transcendência ou violência. E não  há mais nada no meio. Cultura depende de violência. Cultura gera violência. E a cultura vive da violência. E, claro, tudo isso é muito anarquia ... é anarquista. É anti-cultural. Para ser anti-cultural preciso ser praticamente "anti" cada aspecto do que nós entendemos como civilização." 

Em  "Biologia da Transcendência” Pearce usa novas pesquisas sobre o cérebro, para explorar como nós podemos transcender nossas atuais limitações físicas e culturais.  

Joseph Pearce examina a compreensão biológica atual da nossa organização neural, para abordar como podemos ir além das limitações e restrições das nossas capacidades atuais do corpo e da mente.

Recentes pesquisas em neurociências e neuro cardiologia identificaram os quatro centros neurais do nosso cérebro e indicam que um quinto centro está localizado no coração. Esta pesquisa revela que a estrutura evolutiva do nosso cérebro e suas interações dinâmicas com nosso coração são projetados pela natureza para atingir além de nossa capacidade evolutiva atual. Literalmente, somos feitos para transcender.




Para Joseph, o nosso sistema biológico natural é projetado para evoluir constantemente e superar as limitações e as restrições de nosso estado atual. Quando bloqueado, nós apresentamos apenas uma reação: que é a violência. Por isso, devemos transcender ou vamos começar a implodir e destruirmos a nós mesmos.

Resumindo drasticamente o pensamento de Joseph Chilton Pearce, está a descrição do cérebro e de seu funcionamento:

O coração é o maior controlador dos sistemas imunológico, hormonal e glandular. Ele opera na região do átrio do coração, perto do núcleo que dá o ritmo (pace-maker) o que tem, por ressonância eletromagnética, uma importância fundamental sobre o funcionamento de todas as glândulas do cérebro.

O coração possui uma inteligência que não é pessoal. Ao contrário, a inteligência do coração é impessoal, transpessoal. O coração atua sobre o cérebro mudando a estrutura do cérebro.

Segundo J. C. Pearce, existem dois pólos: de um lado a inteligência universal do coração e do outro o intelecto muito específico do indivíduo.

O verdadeiro sucesso do ser humano será encontrar o equilíbrio perfeito entre a inteligência universal e o intelecto individual.



"Cada célula do nosso corpo é de uma inteligência, com uma complexidade desconcertante"

A tese de Joseph Chilton Pearce mostra que a inteligência do coração deve ser desenvolvida com a atenção amorosa dos pais e o intelecto, sendo uma ferramenta do coração. Santos e sábios alegam que a verdadeira sede do ser é o coração, que os verdadeiros humanos pensam com o coração. 

Pearce vê no reconhecimento da inteligência do coração a evolução natural do quarto nível da inteligência humana. Quem respeita a prevalência do coração sobre o intelecto está seguindo o verdadeiro fluxo da evolução humana. 




A Matriz do Coração-mente: Como o coração pode ensinar a mente novas formas de pensar

Expandindo as teorias revolucionárias da mente explorada no Best-seller "Rachadura no Ovo Cósmico"e a "Biologia da Transcendência", Joseph Chilton Pearce explica como o coração fornece ao intelecto calculista do cérebro, um sistema inato de coerência emocional-mental, perdida gerações atrás através de um colapso da cultura dos nossos antepassados. 

Por termos nos separado de nossa inteligência do coração, ficamos com nosso cérebro um tanto egoísta, orientados para a sobrevivência,  o que cria e reforça ilusões entre a realidade potencial e a real, levando-nos a ciclos infinitos do nosso mundo moderno de catástrofes e crises sociais. 



Pearce explica que para quebrar estes ciclos e transcender uma vida focada exclusivamente em sobrevivência,  (resultado dos nossos próprios padrões reativos), nós devemos nos reconectar com a compassiva inteligência do coração.

Oferecendo uma rica variedade de provas, Pearce explora pesquisas neurológicas, Culturas perdidas, experiências pessoais e textos escritos por sábios modernos, tais como Jane Goodall, Maria Montessori e Rudolf Steiner. 



Ele mostra que ativando a matriz original da mente-coração (o motor da nossa evolução espiritual e nossa conexão inata com o universo), podemos ensinar nossos cérebros novas maneiras de pensar, alterar nossos comportamento destrutivo  e entrar em um futuro de paz, conexão espiritual e evolução consciente.





O Fim da Religião e o Renascimento da Espiritualidade:


Estamos acostumados à variedade infinita de comportamentos cruéis e violentos noticiados na mídia, que nos mostra diariamente pessoas sofrendo ou morrendo nas mãos de outras pessoas. A pergunta inevitável é: essa violência e crueldade são próprias da natureza humana? Somos mesmo seres tão bárbaros? 

Em O Fim da Religião e o Renascimento da Espiritualidade, Joseph Chilton Pearce, que defendeu o potencial humano ao longo de toda a sua vida, responde com um "não" enfático e convincente.



Pearce explica que, em nosso subconsciente, a cultura imprime um campo de força negativo que bloqueia o acesso natural do nosso espírito à natureza autêntica e inata do amor e do altruísmo. 


Com visão de mestre, nos ajuda a superar os aspectos destrutivos da religião e da sociedade moderna, defendendo a realidade magnífica do espírito e a inteligência amorosa que pode nos levar adiante. Ele vê na religião uma força cultural primitiva por trás desse condicionamento negativo. 



Baseando-se em pesquisas recentes da neurociência, da neurocardiologia, da antropologia cultural e do desenvolvimento cerebral, Pearce mostra que, se permitirmos que a inteligência do coração se manifeste plenamente, poderemos reverter essa perda inconsciente da nossa verdadeira natureza.



Neste livro, o autor examina o DNA mimético da nossa cultura e o recodifica para afirmar o potencial da vida. 





O Fim da Evolução:
Reivindicando a Nossa Inteligência em Todo o Seu Potencial

Este livro, uma crítica veemente e provocadora da maneira como criamos os nossos filhos e prejudicamos o futuro da nossa sociedade mostra como dificultamos o nosso próprio progresso criativo, revelando novas possibilidades para o próximo passo rumo à evolução da humanidade. 

Aspectos comuns da vida social de hoje como excessos na TV, escolarização precoce, hormônios sintéticos presentes nos alimentos e outros têm efeito cumulativo contribuindo para a violência e degeneração das estruturas e da sociedade. 




Propondo soluções simples, o autor argumenta que em vez de continuar atravancando o nosso próprio desenvolvimento, devemos deflagrar o "ilimitado", espantoso e desconhecido "potencial humano" acumulado durante três bilhões de anos de evolução, reivindicando a nossa inteligência em todo o seu potencial.



A Criança Mágica:


Começando a partir do nascimento, o primeiro grande ato do intelecto, a criança só tem um interesse: aprender tudo o que deve ser aprendido sobre o mundo da qual faz parte. 

A Criança Mágica nos mostra um caminho para a recuperação da extraordinária capacidade da inteligência criativa. 

O Livro aponta não só a nossa cegueira e surdez total aos apelos aflitos da infância, descrevendo nossos erros tão comuns e atuais como também explica o jeito que a inteligência se desenvolve na vida humana. 

A primeira informação importante destacar é que a inteligência se desenvolve a partir de um plano biológico, uma programação da natureza. Isso significa que existe um caminho estabelecido, uma sequência, uma ordem da natureza que deve ser preservada. 

Pearce relembra o padrão que todos nós passamos: desde os primeiros movimentos do bebê até aos dentes-de-leite, a sexualidade genital e assim por diante. Então, a partir dessa premissa, ele conclui: "Para que seja possível um desenvolvimento total da inteligência, temos de reconhecer e cooperar com esse plano biológico".



"A inteligência, assim como o corpo, pode ser lesada ou protegida, estimulada ou aniquilada. As barreiras à inteligência já foram há muito tempo removidas pela natureza porque ela não programa para o fracasso. 

A natureza programa para o sucesso, e para isso constitui um vasto e espantoso plano em nossos genes. A natureza também programa os pais a responderem com os cuidados exatos necessários. O que ela não pode programar é o fracasso destes na proteção dos filhos".

O cérebro antigo contém todas as informações da nossa ancestralidade programada e o cérebro novo, o computador-bebê, está prestes a interagir com o mundo. 

É a interação entre eles que vai estruturar o conhecimento e, nos estágios iniciais, essa inteligência é desenvolvida por um plano pré-programado de movimentos do corpo do bebê. É muito técnico, mas vale captar a informação de que a inteligência do bebê está relacionada com seus movimentos: corpo, corpo, corpo!

Outro aspecto importante que Pearce traz é sobre a intencionalidade:




"O fato surpreendente sobre a criança pequena é que mais ou menos nos três primeiros anos de vida ela não tem controle volitivo, não tem vontade, no sentido adulto. Ela é movida pela sua intencionalidade quase da mesma forma como um fantoche é movido por cordões. 
A intencionalidade que provém de controles programados e autônomos do cérebro primitivo impele literalmente este corpo a interagir com mundo físico. A criança pequena não pode conscientemente desobedecer aos pais ou comportar-se mal propositalmente. A criança pequena pode apenas obedecer à intencionalidade inata que a impele".

O plano biológico será arruinado se a intencionalidade da natureza não for satisfeita com conteúdo apropriado, e sim com as intenções de um pai ou de uma cultura dominados pela ansiedade. 

A interação só ocorre quando um conteúdo se complementa com a intencionalidade. Um conteúdo impróprio provoca reação, e não desenvolvimento intelectual.


Perceber essa intencionalidade é uma mudança de paradigma e o capítulo "Mudanças de Matriz: Do conhecido ao Desconhecido" esclarece o seguinte: 



"A palavra matriz equivale a útero, em latim. Daí temos também os vocábulos matéria, material, mater, mãe, e assim por diante. Todos se referem à matéria básica, a substância física de onde se origina a vida."

O útero oferece três coisas a uma nova vida que está em formação: uma fonte de possibilidades, uma fonte de energia para explorar essa fonte de possibilidades, e um lugar seguro em que tal exploração possa ocorrer. 

Toda vez que estas três necessidades são satisfeitas, temos uma matriz, e o desenvolvimento da inteligência ocorre pelo uso da energia oferecida à exploração das possibilidades dadas enquanto se está no espaço seguro fornecido pela matriz.

Ao óvulo-matriz é dada a energia, a possibilidade e o lugar seguro do útero-matriz, que está dentro da mãe-matriz (que se situa no interior da Terra-matriz). Depois que o bebê sai do útero, a mãe torna-se a fonte de energia, a possibilidade e o lugar seguro onde ficar; razão porquê mãe, apropriadamente, significa matriz. 





Cada matriz precisa da outra para o desenvolvimento da inteligência e o processo de aprendizagem segue o caminho do conhecido para o desconhecido. 

Então, o bebê que aprendeu e assimilou bem dentro do útero as possibilidades de aprendizado que este ambiente oferece vai conseguir estruturar seu conhecimento para captar as possibilidades de aprendizagem da segunda matriz, a mãe. Ele precisa fazer esse caminho de vai e volta ( do que ele conheceu do útero para a matriz desconhecida, que é a mãe) com possibilidades de interações, ou seja, com pontes que façam sentido entre o conhecido e desconhecido. 

A razão da total dependência da criança por um período tão longo não se encontra apenas em causas psicológicas, emocionais, sentimentais ou até na ansiedade relativa à sobrevivência; pelo contrário, ela está nas funções biológicas específicas do sistema cerebral.



"Uma inteligência totalmente desenvolvida é aquela projetada para trocar energias com tudo que existe, sem ser nunca oprimida."

Unidade com o Universo é o direito de cada indivíduo, embora nós culturalmente sejamos vacinados para resistir a experimentar esta consciência superior. 

Nossa tecnologia reduz nossa capacidade de experimentar tal conexão e nos leva, em vez disso, em direção a vibração do pensamento confuso e materialista. 



"Quando este pesadelo econômico global, a que nos prendemos, finalmente se auto destruir, como acho que tem que acontecer, estas pequenas "luzes"  de inteligência coerente se manifestarão e proverão o ímpeto e a sabedoria às mudanças necessárias para criar um mundo no qual as crianças possam atingir seu potencial completo. Sou muito otimista a este respeito."




Vídeo - Play IS Learning (Aprendendo a jogar)
*Para tradução, acione a legenda





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