domingo, 14 de junho de 2015

LUZES DO MUNDO - ALAN WATTS





Alan Watts - O "Guru" da Contracultura


Alan Wilson Watts foi um filósofo, escritor, orador e teólogo, que popularizou e difundiu a cultura oriental e principalmente o Zen-Budismo no ocidente (embora não sem críticas de que ele não entendia realmente o Zen-Budismo).

Alan Watts se considerava um "Spiritual Entertainer"("divertidor espiritual"), titulo inventado por ele, pois ele não se considerava um mestre, guru, ou educador sobre espiritualidade, pelas conotações que esses rótulos carregam, conotações de autoridade sobre determinado assunto, autoridade que ele não julgava ter, tendo em vista que a verdadeira autoridade está dentro de cada um. 

Nascido na Inglaterra em 1915, Alan Watts, ainda na infância, sentiu-se atraído pelas histórias sobre o Extremo Oriente e passou a ler tudo o que conseguia encontrar sobre o assunto. 

Com a idade precoce de 16 anos, fazia palestras regulares no templo budista em Londres. Foi lá que conheceu D. T. Suzuki e familiarizou-se com a qualidade iogue do hinduísmo e as influências taoístas do zen-budismo. 



Antes de emigrar para os Estados Unidos, Pouco antes da guerra, era pastor da Igreja anglicana. Após haver abandonado o cargo religioso, viveu vários anos no Japão, onde estudou o budismo zen. Depois da guerra, lecionou em diversas universidades americanas: Harvard, Cornell, Havaí. 

Milhões de ouvintes acompanhavam seus cursos pelo rádio. Anos depois, mudou-se para Nova York onde passou um tempo com o mitólogo Joseph Campbell.

Filósofo, escritor e estudioso de religiões, inspirou o personagem Japhy Rider do romance "Vagabundos iluminados", de Jack Kerouac.


Watts apenas levantava questionamentos e duvidas que nos levam até determinadas conclusões, que não concluem nada necessariamente, apenas levantam mais questionamentos. 

Se você diz que determinada pessoa tem conhecimento sobre tal assunto, e que a opinião dela faz sentido, essa é a SUA opinião, e é a SUA autoridade definindo isto como sua verdade. 




Escreveu o livro "The Way of Zen" em 1957, um dos primeiros best-sellers de budismo, e em "Psychotherapy East and West" (1961) ele propôs que o budismo poderia ser encarado como uma psicoterapia, e não uma religião (um ponto de vista mais próximo do que sugere o Dalai Lama). 

"Sou filósofo, mas um filósofo que não constrói um sistema intelectual, um filósofo que vive sua filosofia. Não sou pregador: não desejo converter ninguém. Não filosofo pela glória da filosofia, mas porque o mundo me fascina e desejo comunicar essa emoção aos outros."



Guru dos hippies, Alan Watts desempenhou um papel crucial nos movimentos alternativos que levaram à formação do conjunto de idéias hoje chamadas de New Age.

Watts deu aulas de teologia na Universidade Harvard e tornou-se famoso como uma espécie de “guru da contracultura” dos anos 60, época da geração beatnick, quando participou de experiências psicodélicas com LSD junto com o escritor Aldous Huxley (autor de Admirável mundo novo).

Toda obra de Alan Watts está marcada pela preocupação de unir o pensamento ocidental ao oriental. 

Nos Estados Unidos, ele é considerado um dos líderes intelectuais da juventude, e não apenas dos hippies de São Francisco e Nova York, como também dos estudantes universitários em geral. 

Ele não fez nada, no entanto, para ocupar essa posição de liderança junto aos jovens revoltados ou inquietos. Mas, subitamente, sua visão do mundo e do homem encontrou a interrogação surda que se levantava entre a juventude dos dois continentes.



Escreveu mais de vinte e cinco livros e muitos artigos sobre assuntos como identidade pessoal, a verdadeira natureza da realidade, consciência elevada, o sentido da vida, conceitos e imagens de Deus e a busca da felicidade. Mas sempre se mantendo aberto e falando apenas do que é absolutamente observável por cada um.

“Acordar para quem você é requer desapego de quem você imagina ser” - Alan Watts





Ensinamentos:

-O Zen é uma libertação do tempo. Se abrirmos nossos olhos e vermos claramente, torna-se óbvio que não há nenhum outro momento além deste instante, e que o passado e o futuro são abstrações da mente, sem qualquer realidade concreta.

-Nós raramente percebemos, por exemplo, que os nossos pensamentos mais íntimos e emoções, não são realmente nossos. Por que pensamos em termos de linguagens e imagens que nós não inventamos, mas que foram nos dadas por nossa sociedade.

-Ter fé é como estar na água. Quando você nada você não se agarra na água, porque se você fizer isso você vai afundar e se afogar. Em vez disso você relaxa e daí, flutua.




-Tentar definir a si mesmo, é como tentar morder seus próprios dentes.



-O sentido da vida é apenas estar vivo. É tão óbvio e tão simples. E, no entanto, todo mundo corre em torno de sentido com um grande pânico, como se fosse necessário conseguir alguma coisa além de si mesmos. 

- O desejo de segurança e o sentimento de insegurança são a mesma coisa. Prender a respiração é perder o fôlego. Uma sociedade baseada na busca por segurança nada mais é que um concurso de quem prende mais a respiração - onde todo mundo é tão tenso como um tambor, e tão roxo como uma beterraba.



-Quanto mais uma coisa tende a ser permanente, mais ela tende a ser sem vida.

-Um sacerdote me disse uma vez , que a religião estará morta se um dia os sacerdotes rirem uns para os outros no altar. Eu sempre ri nos altares, seja ele cristão, hindu ou budista, porque a verdadeira religião é a transformação da ansiedade numa grande gargalhada.

-Se você pegar um frasco de tinta e jogar em uma parede, ele estoura e toda a tinta se espalha! No meio, a tinta é mais densa, não é? Nas extremidades, as pequenas gotas são mais tênues, e criam padrões mais complicados, você consegue visualizar? Assim, da mesma forma, houve um big-bang no início das coisas e tudo se espalhou.

-Se você se considera como sendo apenas o que está dentro de sua pele, saiba que você é bem mais que isso, você está bem na borda dessa grande explosão. Muito distante no espaço e no tempo, há bilhões de anos atrás, você era o Big-bang, mas agora você é um ser humano complexo.
E então nós nos distanciamos, e não sentimos que ainda somos o Big-bang. Mas nós ainda somos. 
Você não é alguma espécie de fantoche no final do processo. Você ainda é o processo! Você é o big-bang, a força original do universo, acontecendo...

Quando eu te encontrar, eu não ver como que você se define como Senhor tal ou Senhora tal, eu vejo cada um de vocês como a energia primordial do universo, que vem até mim dessa forma particular. 
Eu sei que eu sou isso também. Mas nós aprendemos a nos definir como separados de tudo isso. 




- A verdadeira fé é uma abertura a qualquer tipo de verdade. Enquanto me parece ser falta de fé prender-se a uma imagem de um Deus que protege o universo, que o sustenta. Não é possível segurar na água para nadar; devemos ter confiança nela. da mesma forma, as imagens mentais de Deus são mais perigosas do que os ídolos de pedra ou de madeira.


Algumas obras publicadas:

- O espírito do Zen (Coleção L&PM Pocket)
- Filosofias da Ásia
- Cultura da contracultura
- O Tao da Filosofia
- Taoísmo: muito além da busca
- Mito e religião
- O significado da felicidade



Nada melhor para conhece-lo do que ver as perspectivas dele, expressadas por ele mesmo. Abaixo alguns videos que recomendo para conhece-lo:


























Fonte:http://evoluasuaconsciencia.blogspot.com.br/2014/02/alan-watts.html
http://ventosdepaz.blogspot.com.br/2014/12/alan-watts-ensinamentos.html
http://fatossurreais.blogspot.com.br/2013/12/entrevista-com-alan-watts-abril-de-73.html

2 comentários:

  1. Seu blog é maravilhoso! Quem mais se lembraria de Alan Watts?

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  2. O Muito Além sempre surpreendendo com essas luzes de sabedoria!!
    Quem mais se lembraria de Alan Watts? POSTAGEM ILUMINADA!!
    ah.... e a trilha sonora tá cada dia melhor!!
    Antonio Moura

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