terça-feira, 12 de maio de 2015

FORJANDO A ARMADURA - RUDOLF STEINER




Nego submeter-me ao medo,

Que tira a alegria de minha liberdade,

Que não me deixa arriscar nada,



Que me torna pequeno e mesquinho,

Que me amarra,

Que não me deixa ser direto e franco,

Que me persegue,



Que ocupa negativamente a minha imaginação,

Que sempre pinta visões sombrias.


No entanto, não quero levantar barricadas por medo do medo. 

Eu quero viver, não quero encerrar-me.

Não quero ser amigável por medo de ser sincero.

Quero pisar firme porque estou seguro.

E não porque encobri meu medo.


E quando me calo, quero fazê-lo por amor.

E não por temer as consequências de minhas palavras.

Não quero acreditar em algo só por medo de acreditar.

Não quero filosofar por medo de que algo possa atingir-me de perto.


Não quero dobrar-me só porque tenho medo de não ser amável.

Não quero impor algo aos outros, pelo medo de que possam impor algo a mim.

Por medo de errar não quero tornar-me inativo.


Não quero fugir de volta para o velho, o inaceitável, por medo de não me sentir seguro no novo.

Não quero fazer-me de importante porque tenho medo de que senão poderia ser ignorado. 

Por convicção e amor quero fazer o que faço e deixar de fazer o que deixo de fazer.


Do medo quero arrancar o domínio e dá-lo ao amor.

E quero crer no reino que existe em mim."

RUDOLF STEINER







2 comentários:

  1. Para reler e meditar , nestes tempos tão difíceis!

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  2. Para reler e meditar , nestes tempos tão difíceis!

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