quarta-feira, 13 de maio de 2015

50 Galáxias Poderiam Abrigar Civilizações Avançadas



A grande questão que povoa a mente de nós seres humanos é saber se nós terráqueos estamos ou não sozinhos no universo, segundo o The Telegraph, após vasculhar 100 mil galáxias, uma esquipe de pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos EUA, descobriu que 50 delas poderiam abrigar civilizações alienígenas avançadas.

Segundo a publicação, assim como o nosso planeta libera luz e calor no espaço, algo parecido deveria ser emitido por outras civilizações avançadas que existam pelo Universo. 

Observatório espacial WISE da NASA

Assim, após analisar dados coletados pelo observatório espacial WISE da NASA, os cientistas descobriram algumas galáxias que estão emitindo níveis de radiação compatíveis com a liberação de energia produzida por tecnologias desenvolvidas por raças extraterrestres sofisticadas.

De acordo com os pesquisadores, foram detectados níveis consideravelmente altos de radiação no espectro do infravermelho sendo liberados por essas 50 galáxias. 

E os cientistas acreditam que essa descoberta pode ser promissora no que diz respeito a possivelmente encontrar formas de vida inteligente fora da Terra.

Os cientistas podem monitorar galáxias como Andrômeda para ver se  estão produzindo muita radiação para o número de estrelas

O estudo que chegou a tão surpreendente conclusão, foi realizado pelo Dr. Jason Wright do Centro para Exoplanetas e Mundos Habitáveis da Universidade da Pensilvânia, e publicado recentemente no The Astrophysical Journal.

“A ideia por trás de nossa investigação é que, se uma galáxia inteira foi colonizada por uma civilização avançada, a energia produzida pela tecnologia para usufruir essa meta seria detectável no espectro infravermelho”, explica o Dr. Wright,  professor assistente de astronomia e astrofísica do Centro de Exoplanetas e Mundos Habitáveis, da Universidade Penn State, que concebeu e iniciou a pesquisa.

"Se uma civilização avançada que viaja pelo espaço usa as grandes quantidades de energia das estrelas de sua galáxia para alimentar computadores, voos espaciais, comunicações, ou algo que nem podemos imaginar ainda, a termodinâmica fundamental nos diz que essa energia tem de ser irradiada na forma de calor em comprimentos de infravermelho intermediário.

"Essa mesma física básica faz com que seu computador irradie calor quando está ligado.

O astrofísico russo Nikolái Kardashov classificou o grau de evolução tecnológica de uma civilização em função de como (ou onde) extraem a energia necessária para se sustentar: Tipo I, II e III. 

A primeira se refere as civilizações que extraem os recursos energéticos que necessitam sem se mover de seu próprio planeta. A do tipo II os extrai diretamente de uma estrela, enquanto que a do tipo III extrai a energia de toda sua galáxia. Nossa primitiva civilização (Tipo Zero) se encontraria atrás por um fator de milhares de milhões, no sótão da classificação.

A cor laranja representa a emissão do calor de estrelas em formação nos braços espirais da galáxia

A energia que se desprende da tecnologia termonuclear de uma Civilização Tipo II, seria evidente para os olhos do Telescópio Wise da NASA utilizado no estudo citado.

De 100 mil galáxias de interesse escolhidas para a pesquisa, só 50 se destacaram por emitir “níveis inusualmente altos de radiação infravermelha”.

“O próximo passo de nossa investigação é examinar a verdadeira origem destas radiações para saber se provêm de processos astronômicos naturais ou, pelo contrário, efetivamente indicam a presença de civilizações avançadas”, conclui o Dr. Wrigth.

A ideia de que a liberação de radiação serviria como evidência sobre a presença de formas de vida inteligente em outros planetas foi proposta pela primeira vez na década de 60 pelo físico teórico Freeman Dyson. 

Imagem em cores artificiais de emissões em infravermelho intermediário da Grande Galáxia em Andromeda, em observação feita com o telescópio 

No entanto, apenas mais recentemente — com o desenvolvimento tecnológico e o lançamento de telescópios espaciais como o WISE — é que se tornou possível buscar e medir a radiação emitida por astros que se encontram pelo Universo.

Os cientistas explicaram que continuarão com as pesquisas para determinar se a radiação é resultado de algum processo astronômico ou se ela realmente indica a presença de civilizações avançadas. 

No entanto, considerado que a existência de seres alienígenas inteligentes seja confirmada, os pesquisadores explicaram que, se uma galáxia inteira foi colonizada por extraterrestres, a radiação emitida por eles seria a do espectro do infravermelho.

Os mesmos fenômenos foram observados na Via Láctea

A equipe também descobriu novos fenômenos em nossa galáxia, a Via Láctea.

Entre as descobertas estão uma brilhante nebulosa ao redor da estrela próxima 48 Librae e um aglomerado de objetos facilmente detectados pelo WISE em um trecho de céu que parece totalmente negro quando visto com telescópios que só detectam luz visível.

"Esse aglomerado é, provavelmente, um grupo de estrelas muito jovens formando-se no interior de uma nuvem molecular anteriormente desconhecida, e a nebulosa 48 Librae aparentemente se deve a uma enorme nuvem de poeira ao redor da estrela, porém ambos devem ser objeto de muitos e mais cuidadosos estudos," disse Matthew Povich, professor assistente da Cal Poly Pomona.

Uma imagem  artificial da nebulosa em infravermelho médio em torno da estrela próxima de 48 Librae. Esta nebulosa foi descoberta no decorrer do projeto G-HAT usando telescópio espacial WISE, da Nasa. A nebulosa é invisível na maioria dos tipos de luz, incluindo luz visível.


Segundo disseram, de momento não possível dizer se civilizações avançadas estão fazendo uso de grandes quantidades de energia — obtidas a partir de estrelas de suas galáxias — para garantir o funcionamento de equipamentos, veículos, dispositivos de comunicação ou sabe-se lá o que. 

Contudo, de acordo com as leis fundamentais da termodinâmica, essa energia toda seria propagada na forma de radiação em comprimentos de onda do infravermelho.

Ainda segundo os cientistas, esse tipo de radiação é justamente o mesmo que os equipamentos do WISE são capazes de detectar, embora telescópio tenha sido desenvolvido para a realização de outros levantamentos. 

Os pesquisadores garantiram que este é apenas o início de um longo estudo, e que ainda será necessário realizar uma série de observações e medições antes de confirmar que realmente não estamos sozinhos no cosmos.





Fonte:http://www.telegraph.co.uk/news/science/space/11541574/Advanced-alien-civilizations-possible-in-50-galaxies.html
https://extraterrestresmyblog.wordpress.com/2015/04/18/cientistas-encontram-possivel-evidencia-de-civilizacoes-avancadas-em-pelo-menos-50-galaxias/

3 comentários:

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  2. Acredito que essas galáxias devam abrigar vida como a nossa: seres da 3ª dimensão, regidos e sujeitos às mesmas leis da física. Por isso, a impossibilidade de se comunicar com eficiência e se deslocar por grandes distâncias.
    Se são mais avançados que nós? Acho muito pouco provável. Devem estar no nosso mesmo patamar. Acredito que os mais avançados estão em outra dimensões!

    Visão e Consciência
    visaoeconsciencia.blogspot.com

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