quarta-feira, 18 de março de 2015

Descoberta Cidade Perdida nas florestas de Honduras



A primeira expedição arqueológica a uma antiga cidade perdida no leste de Honduras está de volta com novas descobertas emocionantes. 

Vestígios de cidade perdida, encontrados em 2012 nas Honduras, poderão ser afinal parte de uma "civilização perdida", segundo nova expedição da mesma equipa de arqueólogos.

Ao regressar à remota região tropical das Honduras, La Mosquitia, uma equipa de arqueólogos encontrou novos vestígios de uma “civilização perdida”. Esta descoberta sucede-se a uma expedição da mesma equipa em 2012 em que recolheram os primeiros dados sobre uma “cidade perdida”.



Há três anos, a equipe de arqueólogos organizou uma expedição à remota região tropical das Honduras motivada pelos rumores acerca da existência da chamada “White City” (“Cidade Branca”), também conhecida por “City of the Monkey God” (“Cidade do Deus Macaco”). 


Através da tecnologia Light Detection and Ranging, que permite a localização de vestígios arqueológicos com um laser, delineando as suas características arqueológicas mesmo por debaixo de densas florestas tropicais, a equipa encontrou em 2012 um conjunto de ruínas no local correspondente à localização da “White City”, segundo a revista americana.

Os exploradores voltaram com um tesouro de imagens – ainda mal arranhamos a superfície do que a cidade tem para revelar sobre uma cultura tão esquecida que falta até mesmo um nome.



Um riacho serpenteia através de parte de um vale inexplorado em La Mosquitia, no leste de Honduras, uma região onde há muito tempo correm rumores de conter a lendária “Cidade Branca”, também chamada de “Cidade do Deus Macaco”.


As descobertas incluem 52 objetos que foram semi-enterrados no solo, no que parece ter sido um ato de sacrifício diante de um templo. Entre eles está uma cabeça esculpida, que acredita-se representar uma combinação de características humanas e de um jaguar. Presume-se que muito mais artigos estão enterrados no solo.

A  extraordinária arquitetura e matemática da cultura maia na América Central alcançou fama considerável em todo o mundo. No entanto, pouco depois que a civilização clássica entrou em colapso, algo de possivelmente igual significado estava surgindo, porém se manteve quase inteiramente desconhecido até agora.


Enquanto Professor Christopher Fisher, da Universidade Estadual do Colorado, tinha ouvido rumores do que foi chamada de “White City” ou a “Cidade do Deus Macaco,” a floresta tinha tomado a cidade de tal forma que a sua localização fosse desconhecida até 2012, quando um mapeamento aerotransportado revelou a provável presença da cidade. Essas imagens mostravam sinais de edifícios que se estendiam ao longo de uma grande faixa na margem do rio.


Quando Fischer e seus colegas entraram na cidade perdida, eles descobriram que seu isolamento é tão grande que ela escapou de saques em cerca de 600 anos desde que foi abandonada. “Esta é claramente a floresta tropical mais imperturbável na América Central”, disse o Dr. Mark Plotkin, da Amazon Conservation Team, ao National Geographic, cujo fotógrafo acompanhou a equipe.

A cidade perdida pode soar como algo de um filme de Indiana Jones, mas há três anos, Fisher documenta a cidade Purépecha, no México, que sediou uma civilização que rivalizava com os astecas. A equipe de arqueólogos acredita que a mais recente descoberta é uma das várias cidades escondidas na floresta.

Acredita-se que a civilização que construiu a cidade floresceu a partir dos anos 1000 até 1400. A causa de seu colapso é desconhecida, e quase tudo o que podemos conjecturar sobre eles vem dos resultados desta escavação e comparações com culturas vizinhas da mesma época.



Um dos objetos mais memoráveis ​​descobertos é “um jaguar-homem” que “parece estar usando um capacete”, disse Fisher ao National Geographic, e que pode representar um xamã em um estado de espírito. Outros achados no local incluem vasos esculpidos com representações detalhadas de animais e combinações de humanos e animais. Nenhum dos itens foi removido, mas imagens detalhadas foram tomadas, embora a maioria delas ainda não esteja disponível ao público.

O isolamento do local, bem como a diversidade biológica, foram preservados, mas os pesquisadores estão preocupados que isso possa não durar muito. Enquanto eles têm mantido o segredo local para evitar saques, as florestas de Honduras estão sendo rapidamente destruídas para pastar o gado.



A Cidade do Deus Macaco. “La Ciudad Blanca”, ou A Cidade Branca. Estes são nomes dados à lendária cidade perdida que teria existido em uma floresta intocada em Honduras – e a National Geographic encontrou evidências de que ela realmente existiu.


Uma nova expedição retornou de uma localização remota — e secreta — de Honduras, onde não foi só confirmado o rumor da existência da cidade, mas de uma civilização inteira. Uma civilização tão nova aos arqueólogos que ainda nem recebeu um nome. É uma descoberta incrível.




O que é a Cidade do Deus Macaco?

Por muito tempo, ela foi só um rumor: uma cidade perdida localizada dentro de uma floresta em La Mosquitia, na costa leste de Honduras. Ela vem sendo procurada há centenas de anos por exploradores. Dizem que a cidade era formada por uma comunidade pré-colombiana de tamanho e riqueza consideráveis, e que existiu 1.000 anos antes de Cristo. O apelido “Cidade do Deus Macaco” se originou de um explorador americano que afirmou ter ouvido o nome de habitantes locais durante uma expedição.

Por que ela nunca foi encontrada?

Em primeiro lugar, a área onde a cidade se encontra é incrivelmente remota. Assim como diversas florestas tropicais, ela é um território inóspito para exploradores, especialmente para aqueles que não sabem o que estão procurando – mas os supostos avistamentos continuaram.

A alegação mais famosa sobre a cidade veio de um homem chamado Theodore Morde, cuja descoberta — não confirmada — foi noticiada pelo New York Times nos anos 1940, como pode ser visto na imagem acima.


Por décadas, pareceu que a Cidade do Macaco de Ouro permaneceria para sempre uma história de rumores sem fundamentos.

Então o que mudou?

A tecnologia mudou. Graças ao LIDAR, que mede distâncias iluminando um alvo com um laser e analisando a luz refletida, arqueólogos podem ver a Terra de formas completamente novas. Para gerar um modelo 3D bastante preciso da superfície da Terra, a tecnologia envia feixes de laser a partir de um avião, passando pela folhagem da floresta e qualquer forma de vida.



Em um artigo para a New Yorker em 2013, Douglas Preston — quem inclusive escreveu o artigo da National Geographic deste ano — acompanhou uma equipe que usava o Lidar na área que supostamente deveria abrigar a cidade perdida, e testemunhou a revelação de imagens detalhadas de pilares e piramides construídos pelo homem. É uma evidência bem real de uma cidade perdida e, conforme explicou Preston, terá enormes implicações em como os arqueólogos entendem as civilizações pré-colombianas:

Antigas teorias diziam que o solo das florestas tropicais da América Central e do Sul era pobre demais para acomodar grandes populações, e aquelas áreas poderiam suportar apenas pequenas tribos de caçadores. Mas aparentemente, a Floresta Amazônica já abrigou sofisticadas civilizações agrícolas que desmataram enormes áreas para construir vilas, cidades e uma rede de ruas e canais.

Embora a cidade tivesse finalmente sido descoberta pelo ar, ela ainda precisava ser confirmada em terra.
Abaixo da terra?

Sim, uma expedição retornou em 2015 à mesma área identificada pelo Lidar, e trouxe consigo 52 artefatos enterrados no solo, além de materiais de terraplanagem. 



O objeto mais marcante a ser retirado do solo é a cabeça do que Fisher especula ser um “homem-jaguar”, possivelmente a representação de um xamã em estado de transformação espiritual. Alternativamente, o artefato talvez tenha relação com jogos de bola que eram presentes na vida pré-colombiana na Mesoamérica.

A National Geographic enviou Preston e o fotógrafo Dave Yoder na expedição que trouxe uma série de fotos e textos sobre as descobertas. Aparentemente, o número de construções era tanto que fez a equipe acreditar serem diversas cidades, ao invés de apenas uma.


Era definitivamente uma cidade anciã. Arqueólogos, no entanto, não acreditam mais na existência de uma única “cidade perdida”, ou Ciudad Blanca, como descrita pelas lendas. Eles acreditam que Mosquitia abrigava muitas “cidades perdidas”, que, quando juntas, representam algo muito mais importante — uma civilização perdida.


E agora?

Conforme Preston explica, a maior dificuldade agora é proteger a cidade de ladrões e do crescente desmatamento. Uma vez que a cidade esteja protegida, começará o processo de catalogar e estudar as ruínas.

É incrível como o advento da tecnologia ajudou a descobrir uma civilização perdida inteira: apenas imagine quais outras cidades perdidas e histórias irão emergir, conforme o lidar e outras tecnologias se tornam cada vez mais comuns para os arqueólogos.





Fonte: http://hypescience.com/civilizacao-lendaria-e-encontrada-em-floresta-hondurenha/
http://gizmodo.uol.com.br/civilizacao-perdida-honduras/
http://news.nationalgeographic.com/2015/03/150302-honduras-lost-city-monkey-god-maya-ancient-archaeology/
http://misteriosdomundo.org/grande-cidade-perdida-e-descoberta-em-floresta-de-honduras/

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