domingo, 15 de fevereiro de 2015

LUZES DO MUNDO - JOHN LENNON



John Lennon - O ATIVISTA DA LIBERDADE



Infância e Adolescência:

Nascido em Liverpool, Inglaterra, foi batizado com o nome de John Winston Lennon. Seu pai, Alfred Lennon, trabalhava na marinha mercante e deixou a família quando John ainda era muito pequeno. Abandonada pelo marido, a mãe de John, Julia Stanley Lennon, acabou deixando o filho para sua irmã criar. Durante o resto de sua infância e adolescência, John morou com sua tia Mimi e seu tio George Smith, na Menlove Avenue, em um bairro classe média da cidade de Liverpool. Tia Mimi tinha um jeito mais duro do que George. George estimulava John a desenhar e pintar. Morreu em 1955. Apesar de deixar o pequeno John com sua irmã, Julia sempre ia visitá-lo. Em 15 de julho de 1958, após uma dessas visitas, Julia morreu atropelada.

John estudou na Quarry Bank School. Nessa escola, em 1956, ele fundaria uma banda de rock chamada Quarrymen, que daria origem aos Beatles. Os Quarrymen eram inicialmente uma banda de skiffle (ritmo que fazia sucesso na Inglaterra na época), que depois de algum tempo eles abandonariam para se dedicarem mais ao rock quando este estilo de música vindo dos Estados Unidos começou se tornar muito popular pela Inglaterra, no final dos anos 50.

Em 6 de julho de 1957, John Lennon conheceu Paul McCartney, que acabou entrando para sua banda de rock. Paul e John acabaram se tornando mais próximos quando a mãe de John morreu em 58. Paul também perdeu a mãe muito jovem, tendo ele 14 anos quando ela morreu, de câncer. Em 1958, George Harrison entrou para a banda como guitarrista. A banda trocou de nome várias vezes até chegar ao nome defenitivo The Beatles.
Lenon e Cynthia Powell

John era um aluno problemático na escola, e mesmo assim foi aceito na Liverpool College of Art. Foi nesta escola que ele conheceu sua futura esposa Cynthia Powell e fez amizade com Stuart Sutcliffe. Devido à grande amizade formada, em 1960, Stuart entrou para sua banda de rock como contrabaixista e tempos depois abandonaria a banda. Stuart morreria em 1962.


John e os Beatles:



THE BEATLES - CAN´T BUY ME LOVE








John como fundador dos Beatles, era o líder natural da banda. Eles lançaram a primeira canção em um compacto de 1962. No início, John Lennon e Paul McCartney escreviam canções colaborando um com o outro, mas com o passar do tempo eles começaram a compor individualmente várias canções. Como eles tinham um acordo, mesmo as canções que eles faziam sozinhos, eram creditadas a dupla Lennon/McCartney.





No auge da beatlemania, na primeira fase do grupo, John era responsável pela maioria das canções dos Beatles. Logo começou a desenvolver-se como letrista e compôs canções mais intimistas influênciadas por Bob Dylan como“I’m loser” e “You’ve got to hide your love away”. Em 1966, John declarou que os Beatles eram mais populares que Jesus Cristo. A declaração foi mal recebida e John pediu desculpas se explicando logo depois. 
Devido a morte do empresário dos Beatles, Brian Epstein, em 1967, Paul começou a tomar o controle sobre a banda. Com o fracasso financeiro daApple Corps, empresa criada pela banda, a presença constante de Yoko Ono nos estúdios de gravação, a procura conflituosa de um novo empresário, fez com que principalmente John e Paul tomassem lados opostos. Durante as gravações o clima estava cada vez mais tenso Lennon então foi o primeiro a decidir sair dos Beatles. Em 1970, Paul McCartney anunciou o fim dos Beatles.


Logo após a separação, John deu uma entrevista a BBC onde ele mostrou ressentimentos relacionados a Paul McCartney e aos Beatles. Segundo ele, os Beatles tratavam com hostilidade Yoko Ono e quando Paul tomou o controle da banda, eles começaram a rodar em círculo.


John e Yoko:

John casou-se a primeira vez em 23 de agosto de 1962 com Cynthia Powell, ela estava grávida e em 8 de abril de 1963 eles tiveram um filho chamado Julian Lennon (cujo nome de batismo foi John Charles Julian Lennon). No começo do sucesso dos Beatles, orientados pelo empresário Brian Epstein, eles tentaram esconder o fato de John ser casado para não magoar as fãs. Mas este segredo não durou muito tempo.


No dia 9 de novembro de 1966, John conheceu a artista plástica japonesa Yoko Ono. Yoko estava expondo em uma galeria de arte chamada Indica em Londres. Embora Yoko tivesse desde então procrurado John várias vezes para pedir financiamento para outra exposição, eles mantinham um distanciamento. Somente em 1968 é que John e Yoko começaram um relacionamento amoroso. Na época Cynthia estava viajando e quando descobriu o caso do marido pediu divórcio alegando infidelidade.


Após a separação de John e Cynthia o caminho ficou aberto para Yoko. John a levou para gravações do Álbum Branco dos Beatles. O clima entre os Beatles já não estava dos melhores e a presença de Yoko elevou o clima pesado, pois Paul McCartney e George Harrison não lhe viam com bons olhos. A imprensa e os fãs dos Beatles chamavam Yoko de feia o que fez que John declarasse que ele e ela era uma pessoa só.



Durante os últimos anos dos Beatles, John e Yoko tornaram-se inseparáveis. Eles apareceram juntos na gravação do Rock and Roll Circus dos Rolling Stones. No dia 20 de março de 1969, eles se casaram em Gilbratar e na lua de mel promoveram o famoso bed-in. Ainda no mesmo ano durante as gravações do álbum/filme Let it be, Yoko esteve presente.
Um pouco depois da separação dos Beatles, o casal mudou-se para Nova York. Em 1973 se separaram e John começou a viver com uma nova mulher, May Pang. Após a reconciliação de John e Yoko, no dia 9 de outubro de 1975, eles tiveram um filho chamado Sean Lennon (nascido Sean Taro Ono Lennon). John abandonou a carreira para dedicar-se mais ao filho e permaneceu ao lado de Yoko até quando morreu.

WOMAN





Carreira solo:


Apos a separação dos Beatles, John lançou seu álbum John Lennon Plastic Ono Band em dezembro de 1970. Era o primeiro álbum solo oficial depois dos três álbuns experimentais e do álbum ao vivo lançados enquanto ainda estava nos Beatles. Na época, John e Yoko participavam da terapia primal do Dr. Arthur Janov em Los Angeles. Através da terapia, John tentou lidar com seus traumas da infância (abandono, isolamento e morte).
Em 1971, John atinge o sucesso com o álbum Imagine, a faixa-título faz muito sucesso e torna-se um hino a paz no mundo inteiro. John viria a dizer, pouco antes de sua morte, que parte da letra de “Imagine” era de Yoko, apesar de ele não haver creditado a parceria à esposa. O álbum atingiu o primeiro lugar nas paradas de sucesso americana e inglesa.

IMAGINE




Abandono da carreira solo:
Na época da gravação do álbum Rock’n Roll, Yoko engravidou de John Lennon e após o nascimento do seu filho, Sean, John abandonou a carreira para se dedicar ao filho e a família. Ainda em 1975, John ganhou o Green card americano, o que lhe deu direito de permanecer morando nos Estados Unidos mesmo sendo estrangeiro.




Ativismo:

Ao deixar o fenômeno Beatles e partir para carreira solo, Lennon mostra sua coerência em favor de sua arte, abrindo mão de milhões de dólares que certamente viriam se o grupo continuasse. Chegou um momento para o ídolo em que "era mais importante olhar para nós mesmo e encarar a realidade do que continuar uma vida de rock 'n' roll ligada ao show business, subindo e descendo ao sabor dos ventos, tanto do próprio desempenho quanto da opinião do público sobre nós".





Enquanto na Europa explodia o Maio francês, os EUA assistiam a emergência dos movimentos de luta pelos direitos civis. A guerra do Vietnã, que nunca fora popular, provocava um amplo movimento de rechaço principalmente entre a juventude norte-americana. 
E em meio a tudo isso, John Lennon, se mudou para o epicentro daquele turbilhão que passava pelas ruas dos EUA: Nova Iorque. 
Abraçava, assim, o ativismo político. 
Enquanto seus antigos companheiros aproveitavam a fortuna que haviam acumulado nos anos de estrelato, Lennon se politizava cada vez mais. Aproximou-se de ativistas políticos como Bobby Seale, líder dos Panteras Negras. Integrou-se numa campanha pela libertação do ativista John Sinclair, preso ao oferecer dois baseados a policiais disfarçados. 
Extremamente consciente de sua influência e da força de sua imagem, Lennon a utilizou na luta contra a guerra e na campanha pelas liberdades democráticas no país. Arrebanhando uma legião de seguidores e oferecendo uma trilha sonora para as mobilizações, Lennon logo provocou a reação do conservador governo norte- americano.
A luta política de Lennon ia bem além do pacifismo hippie. A potencialidade da arte unida à força de uma ideia, ameaçavam os EUA, por tudo que representava. 

Com muita clareza, Lennon define toda sua vida e expõe a vontade de viver longos anos ainda para produzir muito mais. Critica ferozmente o capitalismo e se define como um "socialista por instinto", colocando-se ao lado dos trabalhadores e da vida.

A luta pela paz e por um mundo melhor é tão intrínseca à obra de Lennon que ele, em toda sua carreira, enfrentou inúmeras controvérsias. E amealhou milhões de fãs, do Tibete ao Brasil, do Vietnã aos Estados Unidos, do Japão a Cuba, pessoas de todos os credos e cores amavam os Beatles e acreditavam (e continuam acreditando) nas palavras mágicas de John Lennon.

A morte:


Na noite de 8 de dezembro de 1980, quando voltava para o apartamento onde morava em Nova Iorque , no edifício Dakota, emfrente ao Central Park, John foi abordado por um rapaz que durante o dia havia lhe pedido um autógrafo em um LP Double Fantasy em frente ao Dakota. O rapaz era Mark David Chapman, um fã dos Beatles e de John, que acabou atirando em John Lennon com revólver calibre 38. A polícia chegou minutos depois e levou John na própria viatura para o hospital. O assassino permaneceu no local com um livro nas mãos, “O Apanhador no Campo de Centeio” de J.D. Salinger. John morreu após perder muito sangue, aos quarenta anos de idade. Logo após a notícia da morte de John Lennon, que correu o mundo, uma multidão se juntou em frente ao Dakota, com velas e cantando canções de John e dos Beatles.



O assassino foi preso, pois permaneceu no local. Em seu julgamento alegou ter lido em “O apanhador no Campo de Centeio” uma mensagem que dizia para matar John Lennon. Acabou sendo condenado à prisão perpétua .
Após a morte de John, foi criado um memorial chamado Strawberry Fields Forever no Central Park, em frente ao Dakota. Alguns discos póstumos foram lançados, como Milk and Honey, com sobras de canções do disco Double Fantasy. Várias coletâneas e um disco chamado Accoustic foram lançados em 2005. Yoko Ono administra tudo o que se refere a John Lennon, suas canções em carreira solo, seus vídeos e filmes.


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4 comentários:

  1. Maravilhosa e justa homenagem!
    John, foi sem dúvida, um farol que iluminou toda uma geração.Em nome da Liberdade e da possibilidade de esclarecer udo aquilo que pudesse limitar a expressão da VIDA...Pioneiro e quebrando paradigmas fatalmente teve sua morte decretada pelo mesmo sistema que tanto se rebelou. Mas sua presença e suas canções voaram com o vento e impregnaram o mundo...

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  2. IHÚUUUUUUUUUUUU!!! HAhhahahahahahahaha!! SANDRÓCA também não resisti,caí na folia!!BOM D+++++++++!!!!! Até cansei!Rsrsrsrsrsrsrs!!!
    Quem diria hein! LENNON já falava da UNIDADE EM SUAS BELAS CANÇÕES!
    Bela postagem!! GOSTEI MUUUUUUUITO!!
    BRIGADÚUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!!!
    BEIJOS DANÇANTES!!! HAhahahahahaha!!
    CEIÇA!

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  3. Querido John! Inesquecível!!! Imortal!!!
    Quantas matinés dançantes com os amigos(as)! Bom D+!!!
    Sim, ele marcou Presença em nossa geração! Uhúuuu!...
    Beijinhos e Beijocas Dançantes!

    Cecy!

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  4. Excelente, querido John realmente é um ser iluminado, influenciou o mundo para a evolução do ser humano.
    Parabéns pelo texto e viva Nutopia!!!

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