sábado, 31 de maio de 2014

DMT - A Droga do Espírito



Dr. Rick Strassman é um médico especializado em psiquiatria e doutorado em psicofarmacologia.

Rick Strassman estudou a fundo os efeitos das drogas enteógenas e alucinógenos. Ele investigou os efeitos da substância (DMT), um poderoso enteógeno, ou psicodélico, que é produzido por plantas e animais, assim como nos organismos humanos, no qual foi apontado experimentos de quase mortes e REM.

O DMT é o psicodélico mais poderoso do mundo, e é também uma substância química produzida naturalmente pelo nosso cérebro. A glândula pineal que está localizada no centro do nosso cérebro é declaradamente a glândula que facilita a produção dessas substâncias poderosas, segundo Dr. Strassman.

Strassman especulou que a substância seria produzida pela glândula pineal, o qual escreveu um livro chamado DMT: A Molécula do Espírito, e um documentário baseado em seu livro.

Em um estudo realizado de 1990 a 1995, a Universidade do Novo México,  Strassman descobriu que alguns voluntários que injetaram altas doses de DMT relataram experiências com entidades "de outro mundo".

As entidades relatadas foram percebidas como habitantes de uma realidade independente. Subjetivamente, os resultados mais interessantes foram que altas doses de DMT permite que a consciência dos voluntários entrem em contato com ambientes não-corporais (não materiais) - independente da existência - habitada por seres diferentes que muitas vezes estavam a espera dos voluntários, e com quem os voluntários interagiam.


Pesquisadores acreditam que a molécula está relacionada à glândula pineal (conhecida como "glândula do espírito") e que ela pode ser uma facilitadora da dissociação momentânea entre corpo e alma que pode realmente ser uma porta de entrada para universos paralelos.




"Esses universos paralelos estão sempre entre nós a nos transmitir informações constantemente, mas não podemos percebê-los porque não fomos “programados” para entendê-los, senti-los ou percebê-los. Não temos ferramentas sensoriais disponíveis para sintonizar e captar esta informação." Rick Strassman

Ao contrário do que a crença de que viagens de DMT são meras alucinações, Dr. Rick Strassman sugere que, na verdade, o DMT teletransporta a nossa consciência para outras dimensões da realidade, dando-nos acesso aos reinos invisíveis. Em outras palavras, Strassman sugere que o DMT  permite que sua mente acesse outros universos!

A dimetiltriptamina (DMT) é uma substância psicodélica produzida, supostamente, pela glândula pineal do nosso cérebro. O DMT está presente em diversas plantas, animais e algumas drogas alucinógenas, com estrutura química semelhante à mescalina, presente no LSD.  

Por qual motivo o organismo humano produziria tal substância? Quando essa idéia se originou? Ela é realmente verdade?

A glândula pineal contém os blocos de construção necessários para fazer DMT. Por exemplo, possui os mais altos níveis de serotonina do que  qualquer parte do corpo, e é um precursor da serotonina crucial para melatonina pineal. A pineal também tem a capacidade de converter triptamina serotonina, um passo crítico na formação de DMT.

As enzimas que convertem a única serotonina, melatonina (hormônio cuja função é regular o nosso sono), ou triptamina em compostos psicodélicos também estão presentes em concentrações extremamente elevadas na pineal. 

Porque possui altos níveis das enzimas necessárias e precursores, a glândula pineal é o lugar mais provável para ocorrer a formação de DMT .



Se a pineal produz DMT, trata-se ainda de uma hipótese científica, no entanto, ela é encontrada no plasma sanguíneo e na urina, em baixas quantidades. Tal substância está presente no Chá do Santo Daime, que deriva de uma planta amazônica, utilizada em cultos religiosos, com uso liberado no Brasil.

A hipótese levanta por Strassman, sobre a pineal produzir DMT, é relevante pois tal glândula possui as enzimas e as moléculas necessárias para a formação e liberação dessa substância. 

Os relatos de pessoas expostas a psicodélicos possuem características semelhantes a estados místicos, mediúnicos e meditativos. Estudos controlados pelo cientista trouxeram importantes evidências dessa correlação. A noção de estar fora do corpo e ter um alto nível de integração com a natureza fazem parte dessa gama de descrições similares às experiências induzidas de viagens astrais e contatos espirituais. 

No momento da nossa morte, devido ao nível de estresse biológico, talvez a pineal produza uma forte quantidade de DMT, acarretando as famosas experiências de quase-morte (EQM). Tal liberação, possivelmente, explique as EQMs relatadas nas quais o indivíduo sai ileso a acidentes ou traumas. 

Entretanto, isso não explica as experiências fora-do-corpo e os relatos verificados posteriormente por pacientes dados mortos clinicamente, uma vez que, em tais momentos, o cérebro está com atividade praticamente nula. Do mesmo modo, nas EQMs há uma clareza e lucidez acima do normal, o que já não ocorre com o uso dos psicodélicos, uma vez que geram frequentemente confusão mental, desorientação e falta de discernimento.


Durante seu discurso "Psychoactive Drugs Troughout Human History" (Drogas Psicoativas Através da História Humana), numa conferência em 1983 na Universidade da Califórnia em Santa Barbara, o pesquisador Andrew Weil mencionou em uma passagem: "A DMT é quase certamente feita pela glândula pineal no cérebro". 

Enquanto isso, na Universidade da Califórnia em San Diego, Rick Strassman começou a se perguntar se a pineal poderia ou não produzir compostos psicodélicos.


Em seu livro “Eros e a Pineal: O guia do leigo do cérebro solitário”, Albert Most afirmou que “Um par de enzinas que ocorrem naturalmente na pineal [...] é capaz de converter a serotonina em vários alucinógenos potentes.” 

*Albert Most é talvez mais conhecido pelo seu livro de 1984 Bufo alvarius: The Psychedelic Toad of the Sonoran Desert (Bufo alvarius: o sapo psicodélico do deserto de Sonora), no qual explica como coletar e fumar o 5-MeO-DMT- contido nas secreções deste animal. Coincidentemente, Most foi um dos dois primeiros voluntários na pesquisa do Rick Strassman com o DMT, iniciada em 1990 e terminada em 1995. 

A maioria dos pesquisadores indica que a pineal pode transformar serotonina em 5-metoxi-N-metiltriptamina e em seguida fazer com que esse composto se transforme em N,N-dimetiltriptamina. Infelizmente, não há referências fornecidas para suportar a descrição dada por Albert Most para o metabolismo da pineal. No entanto, parece provável que esta linha geral de pensamento – a de que algumas triptaminas psicoativas são produzidas na pineal – nasceu no início dos anos 80.



Para o hinduísmo o Terceiro Olho (chacra frontal) propicia o contato com o plano astral e as visões espirituais. Cada chacra possui, supostamente, ligação com as glândulas corporais. Seria mera coincidência tal informação religiosa? 

Se a DMT é capaz de alterar a nossa consciência, de que maneira o hinduísmo conhecia tal correlação com a pineal? O filósofo René Descartes afirmou que a pineal é o ponto substancial entre a alma e o corpo. Alguns livros espíritas alegam a mesma coisa. 

Qual seria então o limite entre a experiência mística e a experiência provocada por alucinógenos? 

Strassman afirma: "Porque eu sei tão pouco sobre física teórica, há menos constrangimento da minha parte em fazer tais especulações." E para aqueles que não sabem virtualmente nada sobre nenhum dos tópicos, parece não haver restrições em fazer especulações. 

É exatamente por essa razão que as teorias de Strassman foram aceitas como fato por muitas pessoas, e expandida criativamente em novas direções. Algumas teorias especulativas incluem a idéia que os antigos profetas produziram mais DMT, que os campos eletro-magnéticos aumentam a produção de DMT, que passando duas semanas na escuridão total aumenta a produção de DMT, e que água fluoretada suprime a produção de DMT. 


E apesar do fato de Strassman claramente afirmar que as suas idéias sobre o DMT e a glândula pineal não são comprovadas, muitas pessoas tem as aceitado como um fato. 

Até junho de 2010 não havia evidências científicas de que a glândula pineal produz DMT, muito menos evidências há sobre as especulações que Strassman fez sobre o DMT ser um modulador químico da alma humana. 


"Nós não sabemos se o DMT é feito na pineal. Eu reuni um grande grupo de evidências circunstanciais suportando a razão para olhar com calma e profundamente para a pineal, mas nós não sabemos ainda. Há estudos sugerindo aumento de DMT na urina de paciente psicóticos quando suas psicoses estão no pior grau. No entanto, nós não sabemos se o DMT aumenta durante os sonhos, meditação, experiências de quase-morte, morte, nascimento ou qualquer outro estado alterado endógeno. 
Na medida em que estes estados se assemelham àqueles produzidos pela ingestão de DMT, certamente faz sentido se você imaginar que o DMT endógeno possa estar envolvido, e se estiver, iria explicar muita coisa. Mas nós não sabemos ainda. Mesmo se a pineal não estiver envolvida, isso teria pouco impacto nas minhas teorias que sugerem um papel para o DMT nos estados alterados endógenos, porque nós já sabemos que o gene envolvido na síntese do DMT está presente em vários órgãos, especialmente do pulmão. Se a pineal também produz DMT, isso iria amarrar um monte de pontas soltas sobre este enigmático órgão. Apesar de que pessoas podem viver normalmente sem a glândula pineal, por exemplo quando ela teve que ser removida por causa de um tumor."  
Rick Strassman




Para Dr. Strassman, a hipótese mais geral é que a pineal produz quantidades psicodélicas de DMT em momentos extraordinários da nossa vida. A produção de DMT na pineal é a representação física de processos energéticos não-materiais. 

Ele nos fornece o veículo para conscientemente experimentarmos o movimento da força vital nas suas mais extremas manifestações. Desta forma, existe claramente a probabilidade de que o DMT possa alterar o funcionamento do cérebro, de modo a permitir o acesso ou conhecimento sobre "mundos paralelos". 




Depoimento de Timothy Leary


"Durante os primeiros dois anos do Harvard Psychedelic Research Project (Projeto de Pesquisa Psicodélica de Harvard) circularam rumores sobre um “poderoso” agente psicodélico chamado dimetiltriptamina: ou DMT. O efeito dessa substância deveria durar menos que uma hora e produzir efeitos estilhaçantes e aterrorizadores. Dizia-se que era a bomba atômica da família psicodélica."
O DMT produz efeitos no homem similares ao LSD e mescalina. A única diferença é na duração: enquanto LSD e mescalina tipicamente duram de 8 a 10 horas, o DMT dura de 40 minutos a uma hora. Como LSD e psilocibina, o DMT tem a propriedade de aumentar a modificação metabólica da serotonina no corpo.

“Minha experiência com DMT ocorreu na mais favorável condição. Tínhamos acabado de presenciar a experiência extática de meu colega e a radiância de sua reação forneceu uma estrutura otimista e segura. Minhas expectativas eram extremamente positivas.”

“Cinco minutos após a injeção, deitado confortavelmente na cama, senti os sintomas típicos da aproximação psicodélica — uma soltura somática prazerosa, um afinamento sensitivo a sensações físicas.”

“Olhos fechados… visões típicas de LSD, a beleza rara do maquinário retinal e físico, transcendência da atividade mental, desapego sereno. 


“De repente, abri meus olhos e sentei… a sala era celestial, brilhando com iluminação radiante… luz, luz, luz… as pessoas presentes estavam transfiguradas… criaturas que pareciam deuses… estávamos todos unidos em um organismo. Abaixo da superfície radiante pude ver o delicado e fantástico maquinário de cada pessoa, a rede de músculos, veias e ossos — excelentemente lindo e unido, tudo parte do mesmo processo.”

“Nosso grupo estava comungando uma experiência paradisíaca — cada um no seu turno estava recebendo a chave da eternidade — agora era a minha vez, eu estava experimentando esse êxtase pelo grupo. Mais tarde, outros iriam embarcar. Éramos membros de uma coletividade transcendente.”



“O Dr. X me auxiliou delicadamente… me deu um espelho onde vi meu rosto como um retrato em vidro manchado”.

“A incrível unidade complexa do processo evolutivo — incrível, infinita em sua variedade — por quê? Para onde está indo? etc… etc. As velhas perguntas e então a gargalhada de aceitação divertida, extática. Demais! Muito! Esqueça! Não pode ser deduzida. Ame-a em gratidão e aceite! 

“Gradualmente, a iluminação brilhante foi recuando para o mundo tridimensional e me sentei. Renascido. Renovado. Radiante com afeição e reverência.”



“Essa experiência me levou ao ponto mais alto da iluminação com um enteógeno — um satori -pedra-preciosa. Foi menos interno e mais visual e social que minhas experiências usuais com LSD. Não houve um segundo de medo ou emoção negativa. Só alguns momentos de paranoia benigna (agente do grupo divino etc).”

“Fui deixado com a convicção de que o DMT oferece muito potencial como um gatilho transcendental. A brevidade da reação tem muitas vantagens — fornece segurança com a certeza de que acabará em meia hora e pode possibilitar a exploração precisa de áreas transcendentais específicas.”


A lição era clara. O DMT, como outras chaves psicodélicas, podia abrir uma infinidade de possibilidades. Mas ambiente, condição, sugestionabilidade e estrutura da personalidade estavam sempre lá como filtros, através dos quais a experiência extática podia ser distorcida.



Na volta a Cambridge, arranjos foram feitos com uma empresa farmacêutica e com nosso consultor médico para conduzirmos uma pesquisa sistemática com a nova substância. Durante os próximos meses fizemos mais de 100 sessões — no início, exercícios de treino para pesquisadores experientes e, depois, testes com pessoas completamente inexperientes em assuntos psicodélicos.

A porcentagem de sessões de sucesso, extáticas, foi alta — acima de 90%. A hipótese ambiente-condição claramente contou a favor do DMT, em relação a experiências positivas. Mas havia certas características definidas da experiência que eram notavelmente diferentes de psicodélicos clássicos — LSD, psilocibina e mescalina. 

Primeiro de tudo, a duração. A transformação de 8 horas do LSD foi reduzida para 30 minutos. A intensidade também era maior. Isso significa que o estilhaçamento da percepção “aprendida” das formas, o colapso da estrutura adquirida, era muito mais pronunciado. 




“Olhos fechados” produziam uma suave, silenciosa, na velocidade da luz, dança redemoinhante de formas celulares incríveis — acre sobre acre, milha sobre milha de formas orgânicas em giro suave. Uma volta de foguete convolutiva, acrobática e suave através da fábrica de tecidos. A variedade e irrealidade dos precisos, fantásticos e delicados mecanismos da maquinaria orgânica. 

Muitos que experimentam LSD reportam odisseias sem fim através da rede de túneis circulatórios. Não com DMT. No lugar disso, uma volta na nuvem sub-celular em um mundo de beleza móvel e ordenada que desafia a busca por metáforas.

“Olhos abertos” produziam um colapso similar da estrutura adquirida — mas desta vez dos objetos externos. Rostos e coisas não mais tinham forma, mas eram vistos como um fluxo tremeluzente de vibrações (que é que elas são). 




A percepção de estruturas sólidas era vista como uma função de redes visuais, mosaicos, teias de energia luminosa.

A transcendência do ego-espaço-tempo foi o relato mais frequente. As pessoas frequentemente reclamavam que se tornavam tão perdidas no amoroso fluxo de existências infinitas que a experiência terminava muito rápido, e era tão suave que faltavam pontos de referência para tornar as memórias mais detalhadas. As costumeiras referências de percepção e memória estavam faltando! 

Não podia haver memória da sequência de visões porque não havia tempo — e nenhuma memória de estrutura porque o espaço foi convertido em um processo fluído.


Timothy Leary é Ph.D, foi professor de Harvard, psicólogo, neurocientista, escritor,  libertário, ícone maior dos anos 1960 e do hedonismo, ficou famoso como um proponente dos benefícios terapêuticos e espirituais do LSD.

A Experiência Psicodélica

Uma experiência psicodélica é uma jornada a novos reinos da consciência. A abrangência e o conteúdo da experiência são ilimitados, mas suas características são a transcendência de conceitos verbais, das dimensões de espaço-tempo, e do ego ou identidade. Tais experiências de consciência expandida podem ocorrer de diversas formas: privação sensorial, exercícios de ioga, meditação disciplinada, êxtases religiosos ou estéticos, ou espontaneamente. 

Mais recentemente elas se tornaram disponíveis para qualquer um mediante a ingestão de drogas psicodélicas como LSD, pscilocibina, mescalina, DMT, etc. 

Obviamente, a droga não produz a experiência transcendental. Ela apenas age como uma chave química – ela abre a mente, liberta o sistema nevoso de seus padrões e estruturas ordinários. A natureza da experiência depende quase inteiramente do arranjo e do cenário. 
Arranjo refere-se à preparação do indivíduo, inclusive de sua estrutura de personalidade e do seu humor no momento. Cenário é o elemento físico – o clima, a atmosfera do ambiente; o social – sentimentos das pessoas presentes; e cultural – visões predominantes sobre aquilo que é real. É por esta razão que manuais ou guias são necessários. Sua proposta é fazer com que a pessoa seja capaz de entender as novas realidades da consciência expandida, servir como mapas rodoviários das novas zonas interiores que a ciência moderna tornou acessíveis. 

A experiência psicodélica é caracterizada pela percepção de aspectos da mente anteriormente desconhecidos, inusitados ou pela exuberância criativa livre de obstáculos. Os estados psicodélicos fazem parte do espectro de experiências induzidas por substâncias psicodélicas. Neste mesmo campo de estados, encontram-se as alucinações, distorções de percepção sensorial, sinestesia, estados alterados de consciência e, ocasionalmente, estados semelhantes à transcendência  e ao êxtase religioso.

Entre conosco nesta jornada pela Experiência Psicodélica, através do video abaixo:" A Experiência Psicodélica"

Vídeo:Mundo Cogumelo






Aqui no Brasil a molécula DMT é consumida através de uma bebida preparada com a planta Ayahuasca, muitas vezes, em rituais de determinado grupo espiritualista com o intuito de provocar experiências espirituais. Essa doutrina espiritualista é chamada de Santo Daime e surgiu no interior da Amazônia no início do século vinte, sendo que o uso a Ayahuasca para experiências extracorpóreas já era feito pelos indígenas da região há centenas de anos.

"A bebida tem uma farmacologia bem complexa, que inclui pelo menos quatro substâncias importantes. Três delas atuam no sistema de transmissão da serotonina e a quarta, chamada DMT, ativa a área do cérebro que induz a visões de caráter realista", afirmam os cientistas que que pesquisaram a droga.

"Sob o efeito do Daime, a pessoa sente como se estivesse viajando dentro de si mesma e a conseqüência se manifesta em modificações na percepção. Os sentidos tornam-se mais aguçados, podendo ocorrer estranhas visões luminosas, até mesmo causando a sensação de estar mantendo contato com pessoas distantes."

A ayahuasca provoca “expansão da consciência” sem causar danos físicos, inclusive atribuindo à substância propriedades curativas, como reativar órgãos danificados.



O fato de uma determinada substância ser liberada em estados transcendentais não prova que sejam ilusões, uma vez que o cérebro não pode nos dizer sobre a realidade de fato. Imaginar ou perceber algo ativa exatamente as mesmas áreas cerebrais. Abre-se então uma questão pertinente: essas substâncias psicodélicas são mediadoras ou CAUSAM tais fenômenos? 

Na atualidade não há motivos para manter assuntos do campo espiritual longe da ciência e e certamente que tais fenômenos  psicodélicos devem ser estudados. 

No entanto, o estudo com drogas psicodélicas e seus efeitos em ambiente controlado recebe pouco destaque da comunidade científica tradicional. Talvez a questão aqui seja mais da ordem da burocracia. Pesquisadores que tentam verba para tais estudos dificilmente a conseguem. Ainda há um enorme preconceito em torno do assunto. Ainda há muitas perguntas não preenchidas no conhecimento científico. 

Os pesquisadores mais otimistas (e sensatos) acreditam que a molécula está relacionada à glândula pineal (conhecida como "glândula do espírito") e que ela pode ser uma facilitadora da dissociação momentânea entre corpo e alma.


"Nossa sociedade valoriza a consciência de alerta para resolver problemas. Desvaloriza todos os demais estados de consciência. Qualquer outra consciência que não está relacionada a produção de consumo de bens materiais é estigmatizada em nossa sociedade atual." Rick Strassman

A grande resistência dos cientistas sobre esse tema só prova que, a ciência não está, ou não esteve por muito tempo, interessada em fazer ciência lúcida, que é a ciência que segue as evidências onde quer que elas nos possam levar, mesmo que isso implique no choque entre ideologias científicas, interesses comerciais e crenças predominantes na sociedade.

Estudos recentes propõem a probabilidade de que a DMT é a substância chave que altera as propriedades físicas do cérebro, alterando o funcionamento de como ele observa o “seu mundo”, de modo a permitir o acesso ou conhecimento sobre muitos mundos.


Esta possibilidade só confirma muitas das histórias relatadas por aqueles que usaram DMT de que não é apenas mera alucinação ou uma "viagem", pois interagiram com seres que habitam esses outros mundos... 



A sutil combinação de ciência, espiritualidade e filosofia na abordagem de Strassman lança luz sobre uma série de idéias que podem alterar consideravelmente a forma do homem entender o universo e se relacionar com ele.




Filme: DMT- A Molécula do Espírito

O filme "DMT - A Molécula do Espírito" tem a direção de Mitch Schultz e foi lançado em 2010 nos Estados Unidos da América. Neste filme são relatadas as experiências que o Dr. Rick Strassman obteve através de suas pesquisas pioneiras sobre a molécula dimetiltriptamina (DMT).


Vídeo: Andrew Rogner Bisan

* Agradecemos a valiosa colaboração nas pesquisas, de nossa sempre parceira: Cecy- Lazzuly Blue


quinta-feira, 29 de maio de 2014

O MISTÉRIO DOS CRÂNIOS DE CRISTAL



Durante os últimos dez anos descobriu-se na América diversos crânios de cristal, provavelmente talhados por culturas pré-colombianas dotadas de meios tecnológicos "impossíveis" para aquela época. 

No entanto, eles já começaram a aparecer no final da década de 1890, quando dois deles, feitos de quartzo transparente, foram descobertos no México.


Tratavam-se de duas peças únicas em seu gênero, supostamente encontradas por mercenários que as obtiveram de camponeses locais, que por sua vez as tinham roubado de tumbas existentes naquela região. 

Algumas teorias sugeriram que os achados teriam sido esculpidos pelos astecas e três desses estão em exposição nos museus de Washington, Londres e Paris.


Um destes objetos é conhecido atualmente como a Caveira de Cristal Britânica. Esta foi comprada de contrabandistas pela famosa joalheria nova-iorquina Tiffany's e posteriormente, em 1898, adquirida pelo Museu Britânico por 120 libras esterlinas. Lá se encontra até hoje.

A outra é chamada de Caveira de Paris, que está exposta no Museu Trocadero, da capital francesa. 

Tem uma agulheta que a atravessa de cima a baixo - talvez feita por um grupo cristão para colocar nela uma cruz - e o estilo, a forma e o corte são similares a outros crânios de cristal menores, descobertos em diversas ruínas do México e atribuídos aos Astecas. 

Seus traços superficiais são muito toscos se comparados com as demais caveiras, mas esta é quase de tamanho humano. 

A arqueologia mais conservadora apenas se atreve a esboçar teses que expliquem os crânios de cristal encontrados em todo o mundo.


Os crânios de cristal foram encontrados no México, América Central e América do Sul e são uma das maiores descobertas arqueológicas do século XX. Cada peça foi esculpida em um único bloco de cristal por volta do ano 1.000 a.C., com uma perfeição de detalhes que só poderia ser repetida pela tecnologia atual.

O peso médio de cada crânio é de 5 quilos, com as dimensões de 13 cm de altura, 13 cm de frente e 18 cm de profundidade. Ao todo são 13 peças, hoje espalhadas por museus de todo mundo.

Nenhum aparato tecnológico conseguiu até agora desvendar o mistério dos crânios de cristal encontrados entre ruínas das antigas civilizações maia e asteca, no México, na América Central e América do Sul e, mais recentemente, na Europa e Ásia.





Com o tamanho aproximado de um cérebro humano e imitando suas formas à perfeição (alguns têm até mesmo o maxilar móvel), eles foram esculpidos em quartzo e ametista por povos que, se supõe, dominavam técnicas sofisticadas do trabalho com minerais.



O mais avançado laboratório de cristalografia do mundo – o da Hewlett Packard, na Califórnia, EUA – chegou à conclusão de que os crânios possuem um mecanismo interno de lentes e prismas que o homem moderno só começou a dominar há bem pouco tempo.

Segundo análises do laboratório da HP, de forma interessante e intrigante, os prismas e canais ópticos existentes dentro de suas estruturas, fazem convergir a luz incidida sobre os crânios convergirem para os orifícios dos "olhos" e da "bocas" de cada um deles, como um canal de saída.

Ninguém descobriu o motivo e a função dessa característica dos crânios, mas alguns cientistas "opinam", dizendo que pode ser um tipo de código gravado em sua estrutura de cristal, como existem hoje nos microchips de computadores, ou então que a convergência da luz para a saída em seus "olhos" e "bocas" possa ser algo que deva ser aplicado em conjunto com todos os crânios, formando um "equipamento maior", quando todos eles estiverem reunidos em algum local específico.

Como explicar então que eles tenham sido moldados em época de nenhum recurso cientifico?

Essas perguntas permanecem sem respostas, bem como é um mistério a idade desses cristais.
Não foi feito o teste de Carbono 14, pois ele não funciona com materiais inorgânicos.


O mistério desses inusitados artefatos passou a ser mais profundamente conhecido quando apareceu em cena o crânio de cristal de Mitchell-Hedges. 

Esta peça foi descoberta nas ruínas de uma cidade Maia em Belize, nas Honduras Britânicas, em 1924. Naquele ano, o explorador F.A. Mitchell-Hedges, segundo o relato de sua filha adotiva Anna, realizou uma expedição ao coração do país com a intenção de encontrar evidências arqueológicas da perdida cidade de Atlântida. 

Os nativos guiaram seu grupo até as ruínas Maias que estavam completamente escondidas pela vegetação. Assim que abriram caminho com fogo, surgiu uma grande localidade com muitos edifícios.

Ao que parece antes do descobrimento oficial aquele lugar recebia o nome de Lubaantum, que significa Cidade da Pedra Caída no dialeto Maia. 

Anna afirma ter encontrado a caveira debaixo do altar de um templo Maia em Lubaantun, uma cidade em ruínas em Belize, no seu aniversário de 17 anos. Enquanto caminhava pelas ruínas, algo refletiu a luz do Sol e chamou sua atenção. Neste dia, seu pai encontrava-se na Inglaterra arrecadando fundos para a expedição. 

Quando Mitchell regressou, o grupo passou algumas horas levantando pedras pesadas, ajudado pela população local, até que encontrou a parte superior de um perfeito crânio de cristal. Seis semanas mais tarde, em uma área diferente e cheia de andares, a mesma equipe descobriu uma mandíbula articulada formada por duas peças distintas, fabricadas com quartzo transparente, que se encaixava perfeitamente no crânio anteriormente encontrado.


Segundo Anna, os maias disseram a ela que a caveira era usada para "chamar a morte".  Quando um padre ficasse velho demais para continuar com seus serviços, ele e o seu substituto se deitariam em frente ao altar com a caveira. Após um cerimonial, todos os conhecimentos do padre idoso seriam transferidos para o jovem rapaz. E então, o padre morreria.

A caveira de Mitchell-Hedges é feita de quartzo transparente e mede cerca de 20 cm de comprimento, 13 cm de largura e 13 cm de altura. Ela pesa cerca de 5 quilos e possui muitos detalhes de uma caveira humana, com curvas, ossos molares, buraco do nariz, maxilar solto e buracos profundos nos olhos.


Em 1936, uma descrição da caveira apareceu no diário britânico "Man" (em comparação com outra caveira de cristal do Museu Britânico), mas a sua propriedade foi atribuída a um negociador de arte chamado Sydney Burney. Anna explicou que o seu pai realmente deixou a caveira aos cuidados de Burney, que a colocou em leilão para o pagamento de uma dívida, em 1943. Mitchell-Hedges acabou pagando a Burney no leilão da Sotheby's para ter a caveira de volta.


"O Crânio do Destino é de cristal de rocha puro e, segundo os cientistas, fazê-la deve ter levado 150 anos, geração depois de geração, trabalhando todos os dias de suas vidas, esfregando com areia um imenso bloco de cristal de rocha até que finalmente emergiu o crânio perfeito. Tem ao menos 3.600 anos e, de acordo com a lenda, o grande sacerdote dos Maias a utilizava na celebração de ritos esotéricos. Dizem que, quando invocava a morte com a ajuda da caveira, a morte sempre acudia. É considerada a encarnação de todo mal"
F.A. Mitchell-Hedges em 1954 em Danger My Ally (Perigo, meu aliado), sua autobiografia.

Seus descobridores alegavam serem esses, artefatos pré-colombianos da América Central, até mesmo, Astecas e Maias, mas não há provas. 

O comércio de artefatos pré-colombianos falsificados se desenvolveu durante o século XIX e, em 1886, o arqueólogo William Henry Holmes, do Instituto Smithsoniano, escreveu um artigo sobre o assunto, chamado "The Trade in Spurious Mexican Antiquities", para o jornal Science. 

Embora vários museus tenham adquirido anteriormente crânios, foi Eugène Boban, um negociante de antiguidades que abriu sua loja em Paris em 1870, quem ficou mais associado às coleções de crânios de cristal. Muito de sua coleção, incluindo três crânios de cristal, foi vendida para o etnógrafo Alphonse Pinart, que doou a coleção para o Musée de l´Homme em Paris.

O pesquisador norte-americano Joshua Shapiro, mais conhecido como “Illinois”, estado norte-americano onde nasceu, que há vários anos investiga o fenômeno, tem se valido de informações fornecidas por sensitivos.

Captando a energia emitida pelos cristais, eles chegaram à conclusão de que os crânios devem ter por volta de 4 mil anos de idade.

Segundo Shapiro, os crânios seriam espécies de computadores primitivos, onde estariam armazenadas as informações sobre a vida das culturas que os produziram.

É possível. O químico norte-americano Don Robins, no livro "A Linguagem Secreta das Pedras (Editora Siciliano)", diz que o cristal possui depósitos de energia, que é liberada em forma de mensagens codificadas quando a pedra entra em contato com o homem.

Shapiro acredita que eles têm origem nos continentes perdidos da Atlântida ou da Lemúria ou ainda que sejam obra de extraterrestres.


“Paranormais com os quais temos trabalhado dizem que os crânios eram inicialmente de osso humano e que foram transformados em cristais pelo poder da mente. Eles acreditam ainda que os crânios estão conectados de alguma forma a povos que vivem no interior da Terra”, conta Shapiro.

Em 1970, o conservador e restaurador de arte Frank Dorland teve permissão para submeter o crânio de cristal a testes conduzidos nos Laboratórios Hewlet Packard em Santa Clara, Califórnia. Destes testes e de estudos cuidadosos feitos pelo próprio Dorland, o crânio revelou muitas anomalias. 

Quando submerso em álcool benzílico, com um feixe de luz passando através, tanto o crânio como a mandíbula vieram do mesmo bloco de quartzo. O que impressionou muito as pessoas envolvidas no teste é que eles perceberam que o crânio havia sido entalhado com total desrespeito ao eixo natural do cristal no quartzo.

O artista desconhecido também não usou instrumentos metálicos. Dorland não conseguiu encontrar sinais de qualquer metal que deixasse marcas no cristal quando o analisou com um microscópio muito potente. Na verdade, a maioria dos metais não teria sido efetiva, pois o cristal tem uma gravidade específica de 2.65 e um fator de dureza Mhos de 7. Em outras palavras, mesmo um canivete moderno não pode fazer uma marca nele.

A partir de minúsculos padrões no quartzo próximos das superfícies esculpidas, Dorland determinou que o crânio foi primeiramente cinzelado em uma forma rudimentar, provavelmente com o uso de diamantes. 


O aperfeiçoamento da forma final, a lapidação e o polimento, conforme acredita Dorland, foi feito por inúmeras aplicações de soluções de água e areia de cristal de silicone. 

O grande problema está em que, se este fosse o processo usado, isso significaria que haveria necessidade de um total de 300 anos terrestres de trabalho contínuo para a confecção do crânio. 

Devemos aceitar este fato praticamente inimaginável ou admitir o uso de alguma forma de tecnologia perdida na criação do crânio e de que atualmente não há nenhuma tecnologia equivalente.

O enigma do crânio, entretanto, não termina aqui. Os arcos zigomáticos (o arco ósseo que se estende ao longo dos lados e parte frontal do crânio) são precisamente separados da peça do crânio e agem como tubos de luz, usando princípios similares aos da óptica moderna, para canalizar luz da base do crânio para os orifícios oculares. 

Estes, por sua vez, são pequenas lentes côncavas que também transferem luz de uma fonte abaixo, para a parte superior do crânio. Finalmente, no interior do crânio, está um prisma e minúsculos túneis de luz, pelos quais os objetos que são colocados abaixo do crânio são ampliados e aumentam o brilho.


Richard Garvin, autor de um livro sobre os crânios de cristal, acredita que o crânio foi desenhado para ser colocado sobre um feixe de luz voltado para cima. O resultado, com as várias transferências de luz e efeitos prismáticos, iluminaria todo o crânio e faria com que os orifícios se tornassem olhos brilhantes. Dorland realizou experimentos usando esta técnica e relatou que o crânio “se acende” como se estivesse pegando fogo.

Um outro achado sobre o crânio de cristal revela conhecimento de pesos e pontos de fulcro. A peça da mandíbula se encaixa precisamente no crânio por dois orifícios polidos, que permitem que a mandíbula se mova para cima e para baixo.

O próprio crânio pode ser balanceado exatamente onde dois pequenos orifícios são trespassados de cada lado de sua base, que provavelmente antes continham suportes de suspensão. O equilíbrio nestes pontos é tão perfeito que a menor brisa faz com que o crânio balance para a frente e para traz, com a mandíbula abrindo e fechando como contra-peso. O efeito visual é o de um crânio vivo, falando e articulando.


Observadores relataram que, por razões desconhecidas, o crânio muda de cor. Às vezes, a parte frontal do crânio fica esverdeada, ou enevoada, parecendo algodão branco. Outras vezes ele se torna perfeitamente claro, como se o espaço interior desaparecesse num vácuo. 

Num período de 5 a 6 minutos, um ponto escuro frequentemente começa a se formar no lado direito e lentamente escurece todo o crânio, depois vai desaparecendo, tão misteriosamente como chegou.

Outros observadores viram cenas estranhas refletidas nos orifícios dos olhos, cenas de edifícios e outros objetos, mesmo quando o crânio está apoiado sobre um fundo preto. Outros ainda ouviram ruídos emanando de dentro e, ao menos em uma ocasião, um brilho distinto rodeou o crânio como uma aura por mais de seis minutos, sem que houvesse qualquer fonte de luz conhecida.

A soma total do crânio parece alterar todos os 5 sentidos físicos do cérebro. Há mudanças de cor e de luz, ele emite odores, cria sons, proporciona sensações de calor e de frio para aqueles que o tocam, mesmo quando o cristal havia permanecido a um temperatura física de 21°C sob todas as condições e produziu até sensações de sede e às vezes de gosto em poucos casos. 

Dorland é de opinião que o que está ocorrendo em todos estes fenômenos é que o “cristal estimula uma parte desconhecida do cérebro, abrindo uma porta psíquica para o absoluto”. Ele observa: “os cristais emitem continuamente ondas de rádio. Desde que o cérebro faz a mesma coisa, eles interagem naturalmente”. Ele percebeu também que ocorrências periódicas no crânio de cristal são devidas às posições do Sol, da Lua e dos planetas no céu.

A pesquisadora Marianne Zezelic concorda que o crânio foi usado primariamente para estimular e amplificar as capacidades psíquicas nos que o manuseavam. Ela observa: 

“O cristal serve como um acumulador de magnetismo terrestre. Quando se olha fixamente o cristal, os olhos entram numa relação harmônica, estimulando o magnetismo coletado naquela porção do cérebro conhecida como cerebelo. O cerebelo portanto se torna um reservatório de magnetismo que influencia a qualidade do fluxo magnético através dos olhos, originando assim um fluxo contínuo de magnetismo entre o observador e o cristal. A quantidade de energia que entra no crânio eventualmente aumenta numa tal proporção que afeta os polos do cérebro, uma região que se estende logo acima dos olhos, contribuindo para o fenômeno psíquico”.

São nove os crânios pesquisados até agora por Shapiro. Eles podem ser vistos no site Enterprises:

*Crânio de Mitchell-Hedges - Peça dupla de quartzo transparente. Pesa 5 quilos. Foi descoberto em Belize, nas ruínas de uma cidade maya, por Franck Mitchell-Hedges. Atualmente, está em Toronto, no Canadá, com Ana Mitchell-Hedges, filha adotiva de Franck. O cristal é uma cópia perfeita do crânio humano, exceto pelas têmporas, de forma circular.



*Max, o crânio do Texas – Peça única de quartzo transparente. Pesa 8 quilos. Foi doada ao Parque de Houston, Texas, por um monge tibetano, que por sua vez o recebeu como presente dos habitantes de uma pequena vila na Guatemala.
Há alguns anos, Max tem sido usado em cerimônias religiosas dos índios norte-americanos.


*O crânio inglês – Peça única de quartzo transparente. Acha-se no Museu Britânico do Homem, em Londres, desde 1898.
Foi encontrado no México, em 1890, por um caçador de tesouros. É mais sombrio do que o crânio de Mitchell. A face direita está deformada.


*O crânio de Paris – Peça única de quartzo transparente. Também foi encontrado no México, em 1890. Acha-se agora no Museu Trocadero, em Paris. Possui as mais primitiva das faces de todos os crânios pesquisados. Tem um corte de cima para baixo, em forma de cruz.

* O crânio violeta - Peça única, esculpida em ametista. Foi achado em um depósito de artefatos maias por um membro de uma fraternidade secreta do México, em 1900. Está no Texas e à venda.
Difere dos outros pela sua têmpora circular e uma faixa branca em torno de sua parte superior.


*O crânio Maia – Peça única de quartzo transparente, encontrada na Guatemala, em 1912, semelhante ao crânio de ametista. Seu paradeiro atual é desconhecido.



*O crânio “ET” – Peça única de quarzo opaco, descoberto no povoado de uma família maia na América Central, por volta de 1900. A fronte é pontiaguda e os dentes são projetados para a frente.



*O crânio peruano - Foi encontrado no nordeste do Perú. Peça única de quartzo transparente, azulado na região dos olhos. Acha-se em mãos de uma tribo primitiva naquela região peruana.



*O crânio do Smithsonian Institute - Recentemente, o Smithsonian Institute recebeu uma crânio de quartzo transparente, doado por fonte anônima. É grande, oco e pesa 14 quilos.

Dezenas de livros já foram escritos sobre o assunto. É preciso separar os crânios autênticos de suas réplicas modernas. Muitas delas foram produzidas depois que a fama das caveiras de vidro se espalhou pelos quatro cantos do planeta.  

A chave pode estar no mais famoso e enigmático deles. Até agora, ninguém conseguiu provar ou desmentir as origens do crânio de Mitchell-Hedges. Nem a ciência e nem estudiosos. Análises apontam que seria impossível confeccioná-lo com a tecnologia humana. Ao menos com a tecnologia à disposição na época em que foi descoberto. 



Pesquisas realizadas em vários crânios de cristal no Museu Britânico, em 1967, 1996 e novamente em 2004, mostraram que as linhas recuadas na marcação dos dentes (esses crânios não tinham mandíbulas separadas, ao contrário do Crânio de Cristal de Mitchell-Hedges) foram esculpidas usando equipamentos de joalheria, desenvolvidos apenas no século XIX. 

O tipo de cristal foi determinado por exame de inclusões de cloreto, e só pode ser encontrado em Madagascar e no Brasil, sendo, portanto, inalcançável ou desconhecido dentro da Mesoamérica pré-colombiana. 


Um estudo detalhado do Museu Britânico e do crânio de cristal Smithsoniano foi aceito para publicação pelo Journal of Archaeological Science, em maio de 2008. Usando microscópio eletrônico e cristalografia de raios X, uma equipe de pesquisadores britânicos e americanos descobriu que o crânio do Museu Britânico foi trabalhado em uma substância dura abrasiva, tal como coríndon ou diamante, e foi moldado usando uma ferramenta de disco rotativo feito de algum metal adequado. 

A amostra do Instituto Smithsoniano havia sido trabalhada com um abrasivo diferente, o composto de carbeto de silício, ou carborundum, que é uma substância sintética fabricada utilizando modernas técnicas industriais. 

Desde que a síntese de carborundum apenas ocorreu na década de 1890, e sua maior disponibilidade tenha sido para o século XX, os pesquisadores concluíram: "Sugerimos é que ela foi feita na década de 1950 ou mais tarde".

Em 2005, Jane Walsh, uma antropóloga do Smithsonian, pegou a caveira de cristal do instituto para ser testada no Museu Britânico com um microscópio de elétrons. Ao invés de exibir os riscos irregulares que alguém esperaria de um objeto entalhado com ferramentas pré-colombianas, todas as caveiras de cristal mostraram linhas claras em arcos que podem ter sido feitas com ferramentas da joalheria moderna. 

Walsh afirma que "todas as caveiras de cristal foram entalhadas com rodas de lapidação modernas, utilizando diamantes industriais e polidas com maquinário moderno"

Depois de vários anos de minuciosos estudos, a equipe liderada pela arqueóloga Jane Walsh chegou à seguinte conclusão: Os crânios de cristal não são da época dos astecas.

Por que alguém "falsificaria" caveiras de cristal? No século 19, a "era do museu", tais tipos de artefatos eram bastante procurados e poderiam render muito dinheiro. Por causa das origens de cada caveira não poderem ser perfeitamente estabelecidas, alguns ainda preferem acreditar que elas sejam antigas. 

As caveiras são proeminentes nas culturas do México e da América Central, então é possível que algumas sejam mesmo artefatos antigos. Mas as mais conhecidas, perfeitamente suavizadas e detalhadas, devem ter sido entalhadas com técnicas modernas. Independente de suas origens, essas caveiras ainda são fascinantes e lindos trabalhos artísticos.

Contra os céticos de plantão, pesa a frase de Carl Sagam: "a ausência de evidências não é a evidência da ausência".  
     

Para maiores informações, assistam o vídeo: Mistério das Caveiras de Cristal 




FONTE:https://www.ufo.com.br/artigos/misteriosos-cranios-de-cristal-podem-ter-origem-extraterrestre
http://pessoas.hsw.uol.com.br/caveira-de-cristal5.htm
http://www.omartelo.com/misterios.html
http://anjodeluz.net/misterio/cranio_cristal.htm