quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

QUEM ERAM OS PROFETAS DA BÍBLIA?



Escrita por, aproximadamente, 40 autores, como é aceito pela maioria dos Cristão, a Bíblia é marcada por passagens de profetas, tanto no Antigo como no Novo Testamento. 

Conhecer e estudar os autores deste livro é um enorme desafio dadas as dificuldades em relação à comprovação dos fatos e também por conta das variações sofridas com traduções e interpretações ao longo do tempo. 



Neste sentido, foram reunidos um pouco da história do grupo dos “Profetas Maiores” da Bíblia, presentes no Antigo Testamento. Eles forneceram importantes relatos sobre a época em que viveram e também ajudam a entender como era a questão da fé na época no que dizia respeito à chegada de um messias.

Isaías


Estima-se que o profeta Isaías tenha vivido entre 765 a.C e 681 a.C., no Reino de Judá, durante os reinados de Uzias, Jotão (ou Jotam), Acaz e Ezequias. 

O profeta também seira contemporâneo à destruição de Samaria pela Assíria e à resistência de Jerusalém às tropas do rei Senaqueribe em 701 a.C.



Ao longo dos 60 capítulos do seu livro na Bíblia, ele teria recebido o chamado de Deus para se tornar um profeta por meio de uma visão no templo. 

Pode-se afirmar que Isaías é o profeta que mais fala sobre a vinda do Messias, descrevendo-o ao mesmo tempo como um "servo sofredor" que morreria pelos pecados da humanidade e como um príncipe soberano que governará com justiça. Por isso, um dos capítulos mais marcantes do livro seria o de número 53 que menciona o martírio que aguardava o Messias:



"Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados". (Is 53:5). 

O capítulo 6 do livro informa sobre o chamado de Isaías para tornar-se profeta através de uma visão do trono de Deus no templo, acompanhado por serafins, em que um desses seres angelicais teria voado até ele trazendo brasas vivas do altar para purificar seus lábios a fim de purificá-lo de seu pecado. 

Então, depois disto, Isaías ouve uma voz de Deus determinando que levasse ao povo sua mensagem.



Focando em Jerusalém, a profecia de Isaías, em sua primeira metade, transmite mensagens de punição e juízo para os pecados de Israel, Judá e das nações vizinhas, tratando de alguns eventos ocorridos durante o reinado de Ezequias, o que se verifica até o final do capítulo 39.


A outra metade do livro (do capítulo 40 ao final) contém palavras de perdão, conforto e esperança.

Atualmente, estudiosos da Bíblia afirmam que o livro de Isaías, na realidade, teria sido escrito por mais de um profeta, pois nota-se uma forte descontinuidade histórica de fatos relatados entre o Primeiro e o Segundo Isaías.


Jeremias


Jeremias, também chamado de “profeta chorão”, é considerado autor de dois livros da Bíblia: o Livro de Jeremias e o Livro das Lamentações. 

Pertencente ao mundo camponês, em seus relatos, ele mostrou a visão dos camponeses e fez críticas sobre a situação do Reino de Judá. 

Acredita-se que tenha vivido entre 655 a.C (nasceu em Israel) e 586 a.C (morreu no Egito). 

Jeremias teria sido convocado por Deus para sua atividade profética quando era jovem e, por isso, teria demonstrado receio ao assumir tal tarefa. 



O profeta não teve filhos, atendendo a um pedido divino. O fato é atribuído para ilustrar a mensagem de que haveria o extermínio da próxima geração de Jerusalém.

O profeta também viveu a época em que a população do Reino de Judá foi levada ao Cativeiro Babilônico. 

Jeremias era pesquisador e historiador, além de profeta. Acredita-se que tenha sido ele o autor do livro que leva seu nome e possivelmente do livro das Lamentações. 

Jeremias foi um crítico da conduta do seu povo e com os julgamentos que este sofreu, mediante uma visão de que Israel era a nação de Deus, vinculada a Ele por meio de um pacto e sujeita à sua Lei, o que eles violavam claramente naqueles dias praticando a idolatria, desrespeitando o descanso no dia do sábado e não libertando os escravos no Ano do Jubileu.

As denúncias de Jeremias reivindicavam a atenção dos príncipes e do povo, para que fossem responsáveis pela Lei, a qual violavam constantemente. Suas críticas eram feitas em discursos acalorados em plena praça pública. Seus principais alvos eram os sacerdotes, profetas, governantes e todos aqueles que seguiam o legalismo do "proceder popular".




O livro de Lamentações constitui evidência do seu amor e da sua preocupação com o povo de Jeová.


Há controvérsias de que Jeremias realmente tenha escrito também o Livro das Lamentações por conta da grande mudança de estilo - este último contém poemas eruditos, contrariando o estilo espontâneo do Livro de Jeremias

Daniel


Um dos mais importantes profetas do Antigo Testamento e venerado por várias religiões, Daniel, de acordo com o Bíblia, foi o escolhido para profetizar sobre o “reino que não será jamais destruído" (Daniel 2:44). Acredita-se que viveu durante 75 anos, entre os séculos VII a.C e VI a.C. 

O significado do nome é "Aquele que é julgado por Deus" ou "Deus assim julgou", ou ainda, "Deus é meu juiz".

Ao longo de sua vida, presenciou importantes fatos como a queda da Assíria e ascensão e queda da Babilônia.

Nesta última, ganhou poder por conta de sua conduta e sabedoria (Ezequiel 14:14, 20; 28:3). 

Sua vida imaculada em meio a corrupção de uma corte oriental, leva o profeta Ezequiel a mencioná-lo como um dos exemplos notáveis de piedade e dá testemunho de sua sabedoria.

Desta maneira, ocupou importantes cargos ao longo dos 70 anos de domínio da nação. Apesar de ter sido levado ao cativeiro babilônico (deportação dos judeus do antigo Reino de Judá), nunca se converteu aos costumes neo-babilônicos.

“Ele [Deus] revela o profundo e o escondido e conhece o que está em trevas; e com ele mora a luz” (Daniel 2.22) 



Por conta de seus poderes como profeta, ele interpretou os sonhos e visões de reis, conquistando prestígio na corte de Babilônia. 

Também era acometido por visões apocalípticas. Alguns dos contos mais famosos de Daniel são Sadraque, Mesaque e Abednego, A escrita na parede e Daniel na cova dos leões.

Samuel


O profeta Samuel exerceu um papel fundamental na história do povo de Israel. Ele teria vivido em torno do ano 1095 a.C, foi o último dos juízes de seu povo e é considerado o primeiro profeta. 

Samuel teria feito a transição para o período monárquico de Israel, consagrando seus dois primeiros reis, Saul e David. 

Não há muitas evidências sobre a existência de Samuel, tirando textos judaicos e a Bíblia. Desta maneira, sua própria existência é questionada por pesquisadores. Samuel também não estaria vivo na época em que a parte final do livro foi escrita.

O que se conta nos relatos bíblicos é que ele teria sido entregue a sacerdotes pela sua mãe, Ana, assim que foi desmamado. Ela não conseguia ter filhos e implorou a Deus que a ajudasse, já que ser estéril era uma grande vergonha para uma mulher na época. Ela prometeu que, caso sua súplica fosse atendida, a criança seria entregue ao templo para servir a Deus.




Quando criança, foi deixado aos cuidados de Eli, sumo sacerdote do tabernáculo em Siló. O Senhor chamou Samuel em tenra idade para ser profeta. 

Ainda na juventude, Samuel começou a manifestar dons proféticos, sonhando com palavras e visões divinas. Sua primeira profecia constava da confirmação de que Eli e seus filhos seriam retirados do sacerdócio.

Depois da morte de Eli, Samuel tornou-se o grande profeta e Juiz de Israel e restaurou a lei, a ordem e a adoração religiosa regular no país. 



A Samuel se atribui a autoria dos dois livros que levam seu nome, embora o profeta venha a falecer antes do final do primeiro volume.



Fonte:http://seuhistory.com/noticias/quem-escreveu-profecias-contidas-na-biblia-e-por-que

5 comentários:

  1. As manipulações e o poder das palavras, transgridem os relatos originais das historias ao longo do tempo.

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  2. MUITO BOM , BELO CONTEUDO GOSTEI MUITO DESSES ENSINAMENTOS

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  3. Muito bom,parabens pelos ensinamentos.

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  4. Muito bom,parabens pelos ensinamentos.

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