terça-feira, 21 de outubro de 2014

Mundo tem 60 dias para frear epidemia de EBOLA



Até o final desta semana, o planeta atingiu a marca de 9 mil casos de ebola e 4.500 mortes. A informação foi revelada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em uma reunião que aconteceu em 16/10/2014.

A batalha do mundo contra a pior epidemia já registrada desta doença ganhou novos contornos nesta semana, depois que a Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu alertas preocupantes sobre a seriedade da situação e disse que os esforços atuais da comunidade internacional “não são suficientes.”

Anthony Banbury, chefe da missão da ONU de combate ao EBOLA

“Ou paramos o ebola agora ou enfrentaremos uma situação sem precedentes e para a qual não temos um plano”, alertou Anthony Banbury, chefe da missão da ONU que se dedica ao combate da doença.


Ainda segundo ele, considerando o início de outubro, o mundo tem 60 dias para colocar 70% das pessoas infectadas em tratamento e 70% dos mortos enterrados de forma adequada. Caso contrário, a quantidade de novos casos aumentará e sobrecarregará a capacidade de resposta que é possível promover hoje.

O ebola já deu sinais de que pode, em breve, se expandir para outros continentes. Contudo, as populações que correm os maiores riscos seguem as que vivem em países do oeste da África. 

Novos Casos



O número de novos casos de ebola na África Ocidental está crescendo mais rápido do que as autoridades podem gerenciar, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). 

A entidade renovou seu apelo para os profissionais de saúde de todo o mundo irem para a região ajudar.

À medida que o número de mortos subiu para mais de 4.500 a diretora geral da OMS, Margaret Chan, disse em entrevista coletiva em Genebra, na Suíça, que a vasta natureza do surto – principalmente nos três países mais atingidos, Guiné, Libéria e Serra Leoa – exige uma resposta de emergência maciça.

No início da semana, a OMS revisou as estimativas futuras sobre a epidemia e prevê que, até o final do ano, podem ser registrados entre 5 mil e 10 mil novos casos por semana. O aumento é significante, especialmente considerando que atualmente a incidência está na casa de mil.

Declaração de porta-voz da OMS 

“Levará meses antes que seja possível frear esta epidemia. Enquanto isso, temos que garantir que a doença não se espalhe para outros países”, declarou uma porta-voz da OMS na reunião desta quinta-feira.

A agência de saúde da ONU já havia alertado que poderia haver cerca de 20.000 casos na região antes do surto estar sob controle.


Portanto, a entidade decidiu endurecer os esforços para conter os avanços do ebola em 15 países considerados prioritários: Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Mali, Senegal, República do Benim, Burkina Faso, Camarões, República da África Central, República Democrática do Congo, Gâmbia, Gana, Mauritânia, Nigéria, Sudão do Sul e Togo.

Ebola fora da África


A segunda quinzena de outubro começou com o surgimento de novos casos de ebola em diferentes partes do mundo.

Nos Estados Unidos, por exemplo, uma segunda enfermeira teve o diagnóstico confirmado da doença. Amber Vison trabalhou com Nina Phan, a primeira contaminada, no caso de Thomas Duncan, o liberiano que faleceu em decorrência do ebola no Texas há alguns dias.

Já na Espanha, uma enfermeira está isolada para tratamento e 15 pessoas que tiveram contato direto com ela encontram-se internadas. Há ainda 68 pessoas em vigilância.


Segundo Organização Mundial da Saúde, surto da doença já é o maior e mais catastrófico já registrado. 




Fonte:http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/mundo-tem-60-dias-para-frear-epidemia-de-ebola-avisa-onu

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