quarta-feira, 17 de setembro de 2014

O SEGREDO DOS HUNZA - O POVO QUE DESCOBRIU A LONGEVIDADE




Sobre o vale do rio Hunza, situado nas montanhas do Himalaia no extremo norte da Índia, onde se juntam os territórios de Caxemira, Índia e Paquistão, reside uma população que as pessoas conhecem como o “oásis da juventude” – e por mais de um motivo: seus habitantes vivem, em média, 120 anos, quase nunca ficam doentes e sua aparência é sempre jovem. 

São apenas 30 mil habitantes em um vale paradisíaco com 3000 mil metros de altitude, nas montanhas do Kush Hindu. Seus habitantes amigáveis e hospitaleiros aparentam serem muito mais jovens do que realmente são e lá,  o processo de envelhecimento parece caminhar mais lento. 




Inclusive pessoas com 100 anos disputam partidas a céu aberto. Não é raro os anciões atingirem os 130 anos e alguns deles os 145 anos, segundo Chrisitan H Godefroy autor do livro ”Os Segredos de Saúde dos Hunzas”.

"Este povo não é fruto da lenda e a região onde habita não se chama utopia. São os chamados Hunzas e habitam as altas montanhas dos Himalaias. Diz-se deste pequeno povo que vive num vale inóspito, a 3 mil metros de altitude e que está isolado do resto do mundo – que é o povo mais feliz da terra."  Chrisitan H Godefroy 

As suas origens são misteriosas. Diz a lenda que os seus fundadores foram três soldados gregos que, tendo desertado do exército de Alexandre O Grande, se refugiaram com as suas esposas persas neste vale paradisíaco. Ai viveram totalmente isolados, aproveitando a singular configuração geográfica do local para manter afastado os visitantes inoportunos, e conseguindo facilmente afastar qualquer invasão.




Em relação às nações vizinhas, os moradores de Hunza se destacam por terem uma fisionomia semelhante a dos europeus, um idioma próprio (o burushaski, diferente de qualquer outro no mundo) e uma religião (a ismaelita) muito peculiar, parecida com a muçulmana.

No entanto, o aspecto mais surpreendente dessa pequena nação é sua capacidade extraordinária de se manter sempre jovem e saudável. Seus habitantes tomam banhos imersos em águas geladas a 15 graus abaixo de zero, praticam esportes até os 100 anos de idade, as mulheres de 40 anos têm a aparência de adolescentes e é comum uma mulher dar à luz aos 65 anos. Durante o verão, as pessoas se alimentam de frutas e verduras cruas, enquanto no inverno, consomem damascos secos, grãos germinados e queijo de ovelha.




Foi um audacioso médico escocês Robert McCarrison,  que descobriu esse povo e com ele conviveu por 7 anos.

Aventureiro por natureza, McCarrison não temeu realizar, entre as duas guerras, uma viagem arriscada que o conduziu às altas montanhas dos Himalaias, onde permaneceu entre os Hunzas. 

A sua primeira constatação foi de que os Hunzas eram dotados de uma saúde, absolutamente excepcional. Melhor ainda, pareceu-lhe que eles não conheciam a doença, que esta não tinha qualquer poder sobre eles. 

Não é raro ver os Hunzas de 90 anos procriarem e as mulheres com mais de 80 anos passarem por mulheres ocidentais com 40 anos, isto se estiverem em plena forma.




O Dr. McCarrison presenciou mulheres Hunza “com mais de 80 anos" executarem, sem a menor aparência de fadiga, trabalhos físicos extremamente árduos durante horas. Vivendo nas montanhas, elas são obrigadas a subir desníveis consideráveis para realizar as suas tarefas quotidianas. 

Além disso, mesmo em idade avançada as mulheres Hunza permanecem esbeltas e têm um porte de rainha, caminhando com agilidade e elegância. Elas não conhecem a existência da palavra dieta e ainda menos a da obesidade. 


Robert McCarrison,  destacou o fato de os hunza consumirem uma dieta com restrição de proteínas. E é precisamente essa dieta especial que, na opinião de McCarrison, permite a notável longevidade desse povo. 

Ao contrário dos países vizinhos, que compartilham a mesma condição climática, mas não possuem a mesma alimentação, os hunza não conhecem as doenças e têm uma expectativa de vida duas vezes maior. 



Com alimentação 100% natural e sem qualquer aditivo químico, os hunzas são cheios de vitalidade, alegria de viver, elegância e possuem surpreendente energia muscular e nervosa. 

Alimentam-se principalmente de cereais, consomem com regularidade frutas e legumes frescos e crus.  Em seu cardápio não podem faltar iogurte, nozes, amêndoas e avelã, mas a base da alimentação dos Hunzas está no Chapatti (pão feito com ingredientes especiais que é consumido em todas as refeições). 

Especialistas acreditam que o consumo regular deste alimento especial tem influência no fato de um hunza de 90 anos ainda conseguir fecundar uma mulher, o que no nosso mundo ocidental seria uma grande proeza.



Os habitantes de Hunza, todavia, não escondem seu segredo: recomendam abertamente uma dieta vegetariana, trabalhar e se movimentar constantemente. Além disso, acrescentam que, entre muitos outros benefícios, o estilo de vida que levam permite estarem sempre de bom humor, sem tensão nem estresse.

Mesmo vivendo em condições mais difíceis que os ocidentais, o povo Hunza sabe cultivar o otimismo e o bom humor, não sabem o que é inquietação do futuro e não recebem visitas de fantasmas do passado. Vivem o presente. A dúvida ou o medo de falhar não chegam nem perto de suas casas.

Os Hunzas vivem essencialmente da agricultura e da criação de animais. Não fazem artesanato nem praticam o comércio. Na verdade, nem sequer têm moeda. Depois de se terem dedicado à pilhagem durante muito tempo, os Hunzas são desde há 150 anos perfeitamente pacíficos. A sua sociedade é verdadeiramente fora do comum, a ponto de nas suas povoações não existirem nem prisões, nem bancos.


Os Hunza praticam exercícios ao ar livre, diariamente, e até uma idade bem avançada, mesmo em dias frios. Em suas caminhadas chegam a percorrer facilmente entre 15 e 25 km. Ao exercício físico diário, aliam técnicas de yoga, relaxamento e meditação e praticam uma respiração lenta, profunda e ritmada.

Trabalham lentamente e ainda assim realizam uma quantidade imensa de tarefas mostrando que é possível trabalhar mais e por mais tempo se o trabalho for feito com paciência. Entre um trabalho e outro sempre fazem uma pausa para praticar pequenos exercícios de relaxamento e meditação. Sem estress, o maior mal da nossa sociedade capitalista.

Hoje em dia, O povo Hunza, recebe a atenção de alguns antropólogos e pesquisadores por as suas vidas extraordinariamente longas e saudáveis. 


"É importante ressaltar que para o povo Hunza não existe a aposentadoria, as pessoas mesmo com idade avançada, além do respeito com que são tratadas continuam as suas atividades com alegria e disposição. Os idosos são alvo de uma grande admiração por parte dos jovens. Em vez de interromperem bruscamente as suas atividades, eles optam por modificar gradualmente a natureza das mesmas, o que, de resto, não os dispensa sequer das atividades físicas às quais se entregam até uma idade avançada”, de acordo com o livro de Godefroy




O povo Hunza também é a prova viva de que a saúde, a vitalidade e a longevidade são o nosso estado natural de ser, e que a doença, o estresse e a miséria são as consequências completamente não naturais de um "estilo de vida moderno" que ignora nossas reais necessidades, nos programando  para repetir comportamentos condicionados, que só nos afastam de nossa verdadeira natureza.




Fonte: http://seuhistory.com/noticias/qual-e-o-segredo-dos-hunza-o-povo-que-nao-envelhece-e-vive-uma-media-de-120-anos
http://www.ellenjabour.com/zen/bem-estar/os-hunzas
http://www.curaeascensao.com.br/alimentacao_saude/segredos_curam/segredoscuram21.html
http://centrodeartigos.com/saude-e-dieta/artigo-4983.html

5 comentários:

  1. Olá; escrevi sobre os Hunzas em meu blog faz muitos anos. A triste realidade atual deste povo é que eles não se alimentam mais com os "apricotes" (pequenos frutos das árvores) - eles faziam a maceração dos frutos e colocavam numa cabaça. Durante o dia, enquanto pastoreavam eles bebiam este suco, levemente adocicado com mel. Atualmente existem em Hunza pequenas e grandes lanchonetes que vendem sanduíches até de carne de porco. Bebidas cocainadas tbém passou a ser o alimento deles. Resultado: lá foi o "Paraíso da Juventude".
    Obrigado

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  2. O TEXTO ME LEMBROU DA CIDADE DE "SHANGRI-LA" NO FILME HORIZONTE PERDIDO

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  3. Pelo jeito tinha que ir alguns idiotas gananciosos para poluir a saúde desse povo!!!!....Ninguém merece essa que se diz "humanidade", que aliás de humana não tem nada...

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  4. Lenda urbana já desmentida a décadas que voltou a circular com a internet.

    Em 1996, um jornalista do New York Times chamado John Tierney resolveu tirar essa história da suposta longevidade dos hunza a limpo e foi conhecer pessoalmente essas pessoas. Depois de alguns meses entre os locais, Tierney concluiu que o povoado vive em seu próprio ritmo e que eles simplesmente não contam os anos como nós fazemos. Eles possuem outro tipo de contagem de tempo! Em um trecho do seu artigo, o jornalista afirma que: “[…] O grande segredo da longevidade [dos hunza] acabou por ser a falta de certidões de nascimento. Os analfabetos idosos não sabia quantos anos tinham, e tendiam a atribuir uma década ou duas a mais. Descobri isso comparando suas memórias com os acontecimentos históricos que realmente aconteceram. Os hunza não tem nenhuma pessoa centenária e seu estilo de vida tradicional não é uma fórmula para uma vida longa. O ar da montanha parece puro, mas as pessoas muitas pessoas passam a vida toda em barracos de barro poluído pela fumaça de fogueiras. Sofrendo de bronquite e doenças como a disenteria, tuberculose, malária, tétano e câncer. A falta de iodo na dieta parece ser a causa de grande número de retardo mental. Seus filhos passam fome na primavera, quando seus estoques de alimentos diminuem. A duração média de vida em suas aldeias isoladas, de acordo com um estudo de 1986, é de cerca de 53 anos para homens e 52 para as mulheres. Quanto mais pessoas na área da saúde são aqueles que vivem em aldeias modernos perto das novas estradas. Há caminhões que transportam alimentos, vacinas, antibióticos, sal iodado e fogões com chaminés ventilados.[…]” O que o jornalista John Tierney viu e documentou em 1996 serviu para confirmar um estudo anterior, feito pelo pesquisador John Clark, em 1950.

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