domingo, 7 de setembro de 2014

LUZES DO MUNDO ROBERT HAPPÉ



Robert Happé nasceu em Amsterdã, Holanda, em plena Segunda Guerra Mundial, debaixo de um bombardeio. O pai havia sido preso por soldados alemães e a sua família (sua mãe e três crianças) fugiram para uma cidade menor e mais segura. 

Ele conta que certo dia, enquanto sua mãe tentava lhe dar algo para comer, seu  irmão e a irmã mais velhos brincavam na rua. Aviões sobrevoam o lugarejo. Ouve-se uma explosão e a rua inteira ficou em ruínas. Da casa só restou a cozinha. Da família só sobreviveram a mãe e ele. 

Em meio a confusão, sua mãe desapareceu depois da tragédia provocada pelos bombardeios alemães e Robert, ainda bebê, foi adotado por uma família. As dificuldades por que passou talvez expliquem sua busca incansável por respostas sobre o verdadeiro sentido da vida.



“Desde o início, busquei a verdade sobre a vida e sobre mim mesmo; queria entender também por que as pessoas se matam e qual a causa de tanto sofrimento no mundo”, declara.

Pouco mais de um ano após o fim da guerra, como por milagre, seu pai consegue encontra-lo. Robert se agarra ao destino. 

O pai encontra a mãe em um hospital psiquiátrico e a família voltou para Amsterdã para recomeçar a vida e continuar o drama. 

Com 16 anos, Robert coloca uma mochila nas costas e parte para a grande aventura de descobrir o mundo e seus mistérios, visitando diferentes países, culturas e povos. 

Ele estuda psicologia, mas não encontra respostas ali. É tempo de servir o Exército, mas Robert não quer aprender a matar pessoas. Fica preso por desobediência, lava latrinas e trabalha na cozinha, até que o Exército se livra do soldado fracassado. 





Sem dinheiro e com muito pouco a perder, o ele viaja pela Europa de carona. Na Suíça, trabalha na cozinha de um restaurante. Depois, de garçom em bares da Espanha. 

Conhece o submundo dos clubes de jogos na Inglaterra, onde trabalha nas mesas de pôquer. As antigas perguntas permanecem na cabeça e ele segue para o Líbano atrás das respostas. 

Passa cinco anos estudando Filosofia Oriental na Índia. Não foi suficiente e ele continua viajando pelo país. Estudou também Vedanta, Budismo e Taoísmo no Oriente durante 14 anos, tendo vivido e trabalhado com nativos de diferentes culturas de cada região onde esteve - Índia, Tibet, Camboja e Taiwan.



"No Camboja, as pessoas são muito amáveis, mas, como no Nepal e no Tibet, há muita ignorância. Eles não vivem a consciência do coração, vivem através dos dogmas."

Através do estudo das religiões e da Filosofia, fez muitas descobertas em sua jornada de quase duas décadas. A principal delas é que “todas as religiões, doutrinas e crenças, em sua maioria, estão tão impregnadas de dogmas, que deixam de cumprir o papel que lhes cabe”. 

E, ainda, que “o sistema no qual vivemos, com suas visões políticas, planos econômicos e educacionais, é o maior dogma do mundo e não tem qualquer consideração pelas pessoas.”

Em todos os lugares pelos quais passou: Europa, Nepal, Índia, Taiwan, Camboja (onde morou numa floresta durante três anos), EUA e América do Sul, Robert diz ter encontrado amor. “Não existe um só povo que não seja capaz de amar”, confessa. 




Aos 31 anos, em seu retorno à Europa, termina a busca e começa a missão de dividir com o mundo seus conhecimentos adquiridos e suas experiências de consciência e o significado da vida.   A partir daí, trabalhou em várias universidades, e tem trabalhado continuamente com grupos de pessoas interessadas em autoconhecimento e desenvolvimento de seus próprios potenciais como seres criadores.



"Na Índia eu descobri que a vida continua depois da morte. Mas nestas viagens eu também descobri que todas as religiões falam as mesmas coisas, mas de formas diferentes e umas contra as outras. Percebi que as pessoas não estudam para encontrar a verdade, mas para adorar suas religiões. Quando você adora sua religião, você não questiona e acaba virando as costas para a verdade. E eu sempre questiono."

Desde 1987 vem compartilhando informações em forma de seminários e workshops em países da Europa, na África do Sul, nos EUA, na Austrália, e no Brasil.

Seu trabalho é independente, estando desvinculado, sob todo e qualquer aspecto, de organizações religiosas, seitas, cultos e outros grupos.






Hoje com 67 anos,  o filósofo Robert Happé é um desses seres humanos raros, que abraçam e beijam todo mundo. Nesses mais de 30 anos de peregrinação, tem encantado plateias por onde passa, não apenas por suas idéias, mas pela maneira simples com que fala delas. 

Autor do livro "Consciência é a Resposta", atualmente divide seu tempo entre a convivência com a família — ele é pai de um garoto  -, a produção de um segundo livro e os seminários na Europa, Estados Unidos, Argentina e Brasil, país que ele define como a última esperança. 

É diretor do Centro de Educação Espiritual que leva seu nome, em Araçoiaba da Serra (SP),  e hoje se dedica a missão de “manter o equilíbrio no meio de todo o caos existente no nosso mundo”.

Transformações:

ROBERT - A escolha a ser feita por aqueles que desejam paz e atitudes cocriativas é a de assumir responsabilidade pessoal pelo seu próprio progresso. 

O motivo pelo qual o processo de evolução leva um tempo é porque a evolução não acontece apenas fisicamente, mas precisa também acontecer mentalmente, emocionalmente e espiritualmente. 



Até agora nossa história tem sido testemunha da tremenda falta de educação no que diz respeito a quem somos e o que podemos fazer. 

A confiança que inocentemente demos à autoridade tem sido violada por todas as nossas estimadas instituições, provocando separação, conflito, stress e insegurança em todas as culturas do mundo todo. 

Agora que nossa terra ascendeu para uma realidade mais vibrante e elevada, isso provoca ao mesmo tempo uma aceleração do processo de desenvolvimento até o ponto da revisão interna. 

Quando mais pessoas começarem a desejar uma mudança e começarem a viver suas vidas da forma como quiserem, nosso mundo logo vai se tornar o paraíso que um dia já foi. 



Quando as progressões da consciência não estão sincronizadas com a harmonia da mãe natureza, um tipo de fricção acontece. 

Este estado de não sincronicidade provoca desarmonia e mais fricção, que experienciamos como caos temporário. 

Quantos mais de nós se interessam em compreender o que esta acontecendo à nossa volta, mais nos voltamos para dentro, e refletimos sobre tudo isso com o nosso sentimento espiritual mais profundo. 

O que hoje precisa ser compreendido é que as regras do jogo mudaram. O novo jogo que está se revelando ainda não esta claro para a maioria, então a confusão continua. 



O novo jogo, porém, é a percepção de que cada um de nós, como um ser criador e filho da luz, é de fato o criador de sua vida e das experiências de sua vida. 

Quando isso é finalmente compreendido no mais profundo de seu ser, fazemos o que realmente queremos fazer, e vivemos o que acreditamos ser o caminho certo. 

Uma vez que você reconheça sua verdade, o próximo passo é viver sua verdade, criativamente. 

Robert 11 de janeiro de 2014 


"Consciência é a Resposta"



Resguardei-me, por muitos anos, da ideia de escrever um livro, pois não queria que as informações que compartilho nos seminários se tornassem assim mais um jogo de entretenimento da mente.

Nos seminários, a fala ou o som, bem como a interação espontânea entre palestrante e ouvinte, permite àqueles que participa colocar em movimento mais do que suas qualidades intelectuais. Habilidades intuitivas se unem a elas no processo de lidar com as informações, acelerando, assim, a compreensão natural de cada um.

Todos nós fomos programados para compreender a vida através da mente racional. Quando, porém, olhamos para nosso mundo, podemos ver claramente que esse enfoque exclusivo nela não nos garantiu um desempenho muito satisfatório.




Para que nossos sentimentos sejam tocados, é preciso mais que apenas palavras nos papel; por outro lado, informações são de que mais precisamos.

Livros, sem dúvida, constituem-se num precioso meio de veiculá-las. Assim, este ano, senti que o momento era propício e oportuno para expressar-me através de meu primeiro livro sobre Vida e Amor, ou, em palavras, sobre propósito, possibilidades e qualidades interiores.

Agora que o concluí, é como se tivesse realizado algo que me cabia fazer; estou imensamente grato por ter vivenciado o processo de escrever.




Somos todos, ao mesmo tempo, alunos e professores aprendendo sobre expressar e compartilhar amor e paz. O trabalho de cada um é, pois, guiar-se por aquilo que sente como apropriado para si, simplesmente compartilhando com os demais seu próprio entendimento.

Foi o que fiz e espero que cada um faça o mesmo. Não há necessidade de mencionar-me; passe adiante a partir de sua compreensão e desse modo você se torna a mensagem, e é a mensagem que precisa ser lembrada. Ninguém possui a verdade, mas cada um de nós pode sintonizar-se com a própria verdade e conhecimento e expressá-los à sua própria maneira.
Robert Happé


O livro, que trata do despertar da consciência através da cura de nossos medos e da comunhão do amor, já está na nona edição e, o segundo, virá em breve. 

O trabalho de Robert Happé é completamente independente, auto-consciente e desvinculado de qualquer organização religiosa, seita ou outro grupo espiritual. Ele não pertence a nenhuma religião, não segue nenhuma doutrina ou filosofia pré-estabelecida. 

Para ele, nossa principal tarefa aqui na Terra é nos tornarmos livres, expressando amor, luz e amizade nas relações cotidianas. “ É essa a experiência humana”, afirma.

O Jogo é O Amor



"Quando você me pergunta sobre a razão de vivermos aqui nesse planeta, e o que fazemos e por que há tanto caos...

Eu devo dizer que a vida é uma jornada, uma jornada para descobrir quem você é.

Quando se chega naquela encruzilhada em que descobre quem você é, então você chega à paz.

Uma vez que esteja em paz, você pode criar de acordo com sua consciência criativa. 

Isso tem sido muito difícil. Nós temos tentado por milhares e milhares de anos criar um mundo que seja próspero, que reconhecemos uns aos outros como divinos e iguais, e compartilhamos e cooperamos mas nunca fomos capazes de fazer isso.

O jogo não é mais julgar...O jogo é AMAR!


O jogo não é ter medo, mas acreditar em Si mesmo, e como você mesmo pode expressar sua luz e expressar seu amor. Essa é a experiência humana."








Servindo a Luz
Em 20 de novembro de 2011 O TEDxDaLuz promoveu uma série de palestras em São Paulo.

TED é um conjunto de conferências globais coordenado por uma fundação não lucrativa, cujo objetivo é disseminar o valor das ideias que merecem ser espalhadas. Desde seu inicio nos EUA em 1984, essa iniciativa vem se ampliando, incluindo outros projetos e eventos locais correlatos. 

O TEDxDaLuz se dedica a ouvir histórias de quem vem experimentando a vida que pulsa e emerge dentro de si. Os caminhos e ideias que surgem nessa dança, e a sintonia tecida com a vida vivida. 



Simples e profundo, o pesquisador espiritualista holandês Robert Happé fez a penúltima palestra do TEDxDaLuz e cativou com seu pedido de ação pelo coração. “A mente não está acostumada a fazer a coisa certa”, disse ele. “A mente só quer o que ela quer, melhor, maior, mais rápido, e só pra você”.

Apesar de “ouvir o coração” ser uma arte difícil de decifrar e praticar, Happé explicou o que acha que está acontecendo e porque não somos capazes de ouvir e agir a partir dele.

 “Só podemos viver a partir do amor ou do medo, e quando vivemos do medo, ele é capaz de criar um ruído tão alto que não podemos ouvir o que o coração diz. As pessoas não se amam mais. As pessoas trabalham por dinheiro, em empresas que não gostam de você. Se você está vivendo docemente no medo, você não será capaz de acessar seu coração. Você esquece o que é real. Seu coração vai tentar falar com você, mas você não poderá ouvir”.


Publicado com o título “Servindo a onda da luz“, a palestra de 19min foi muito aplaudida no evento por ser muito rica e muito simples, centrada no tema do amor versus medo, do despertar do coração e da nova era que está surgindo.






Fonte: http://www.roberthappe.net/

Um comentário:

  1. Estou extasiada! Quanta vida! Quanto amor há na história desse homem! Me vi nessa história, não com a pretensão de me igualar a esse homem maravilhoso que transmite tanto amor. Mas no que diz respeito as minhas inúmeras buscas de me conhecer e tornar-me um ser melhor, e encontrar essa tão falada e desejada paz. Muita gratidão!!! Uma intensa emoção amorosa se expandiu de dentro de mim enquanto lia essa publicação belíssima. Amor, amor, amor!

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