quinta-feira, 11 de setembro de 2014

APENAS SEIS PESSOAS TE SEPARAM DE QUALQUER UMA NO PLANETA



A Teoria dos Seis Graus de Separação originou-se a partir de um estudo científico, que criou a hipótese de que, no mundo, são necessários no máximo seis laços de amizade para que duas pessoas quaisquer estejam ligadas. 

Segundo a teoria, entre duas pessoas existem apenas seis contatos intermediários, mesmo que elas estejam em lados opostos do mundo. 

Esta ideia surgiu em 1967, quando um estudo do psicólogo americano Stanley Milgram concluiu que cada um de nós está a apenas seis graus separação de outro grupo de pessoas. Milgram chegou a este número por meio de uma experiência realizada com 160 voluntários nos estados norte-americanos de Nebraska e Kansas. 



Após uma série de experimentos conhecida como Small World (mundo pequeno) onde ele pedia a uma pessoa que passasse uma carta a outra, desde que essa outra pessoa fosse conhecida. O objetivo era que a carta chegasse a uma determinada pessoa, desconhecida da primeira, que vivia em uma outra cidade.

Segundo Milgram, o número médio de vezes que a carta foi passada foi seis - daí a teoria dos seis graus de separação.


A popularidade da crença no fato de que o número máximo de passos entre duas pessoas é 6 (seis) gerou, em 1990, uma peça de nome Six Degrees of Separation, de John Guare.

A experiência, que ainda hoje fascina muitas pessoas, foi a inspiração também para o filme de mesmo nome, do diretor australiano Fred Schepisi. 



Os estudos sobre grau de separação incluem-se entre os modernos estudos de análise das redes de relacionamentos. Várias pesquisas vem sendo feitas, como por exemplo, na identificação da estrutura das redes de colaboração de cientistas, redes de cooperação e de transmissão de doenças, e redes sociais, desde os comunicadores instantâneos até as redes de negócios. 


Essa teoria também é provada pelo uso das redes de relacionamento, como o Orkut. A base de funcionamento do Orkut é a própria teoria, pois graças a ela o engenheiro de software responsável pela rede de relacionamentos, Orkut Buyukkokten pôde estabelecer uma relação intermediária entre todos os usuários.

Um resultado interessante pode ser visto num jogo para a Internet denominado Oráculo de Bacon (The Oracle of Bacon). 





O jogo, criado por Brett Tjaden, um cientista da computação da Universidade de Virgínia, e mantido, atualmente, por Patrick Reynolds mostra como um ator, no caso Kevin Bacon, se relaciona com os demais artistas, sejam de filmes americanos ou não. 

Por exemplo, o ator Rodrigo Santoro tem um “número Bacon” de 2, porque atuou em Redbelt (2008) com John Robert, que atuou com Kevin Bacon em Frost/Nixon (2008).

Outro exemplo, agora com a atriz Fernanda Montenegro, que tem um número Bacon de 2, obtido da seguinte forma: ela atuou em O Amor nos Tempos do Cólera (2007) com Benjamin Bratt que atuou com Kevin Bacon em O Lenhador (2004). 



Em julho de 2006, a psicóloga Judith Kleinfeld, da Alaska Fairbanks University, analisou as anotações da pesquisa original de Milgram e verificou que 95% das cartas não haviam chegado ao seu destinatário final. Ela concluiu (deduziu) então que a teoria dos seis graus não passava de um mito.

Por sua vez, um estudo realizado nos Estados Unidos por pesquisadores da Microsoft concluiu que a teoria dos seis graus de separação pode estar realmente correta, embora talvez sete graus seja um número mais exato. Pesquisadores estudaram os endereços de pessoas que enviaram 30 bilhões de mensagens instantâneas usando o programa MSN Messenger durante um único mês em 2006. 


"Conseguimos nos meter no tecido social da conectividade entre os indivíduos em escala planetária e confirmamos que o mundo é muito pequeno", declarou Eric Horvitz, que co-dirigiu o trabalho com Jure Leskovec.

Em entrevista ao jornal Washington Post, um dos pesquisadores envolvidos no projeto Messenger, Eric Horvitz, disse que ele próprio tinha ficado chocado com os resultados. "O que nós estamos vendo indica que talvez exista uma constante de conectividade social para a humanidade", disse Horvitz. 

"As pessoas já suspeitavam de que nós todos somos realmente muito próximos. Mas estamos mostrando em grande escala que esta ideia vai além do folclore".

O banco de dados usado por Horvitz e seu colega Jure Leskovec envolveu toda a rede de mensagens instantâneas da Microsoft - cerca de metade de todo o tráfego de mensagens instantâneas do mundo - enviadas em junho de 2006. Para o estudo, duas pessoas foram consideradas conhecidas se tivessem enviado ao menos uma mensagem instantânea uma à outra. 

Tentando chegar ao menor número de elos necessários para conectar todos os usuários incluídos no banco de dados, os pesquisadores concluíram que a média era de 6,6 elos e que 78% dos pares poderiam ser conectados por sete ou menos pessoas. 


"Acreditamos que é a primeira vez que uma rede social em escala planetária pôde validar a descoberta conhecida como 'seis graus de separação'", destacou Horvitz. Os pesquisadores afirmaram que o trabalho respeitou a confidencialidade das mensagens e o anonimato dos indivíduos.


A teoria também foi revista em 2011 em uma parceria entre os criadores do facebook e a universidade de Milão. Usando os algoritmos preparados pela Universidade de Milão e tendo por base as interligações entre 712 milhões de membros do Facebook (atualmente esta rede social conta com cerca de 800 milhões de utilizadores em todo o mundo) - os seis graus de média descem agora para 4,74. 

Nos Estados Unidos, onde mais de metade das pessoas com mais de 13 anos utilizam o Facebook, estes números baixam para uma média 4,37 graus de separação.

A experiência durou um mês e impressiona pela quantidade de pessoas observadas neste estudo (712 milhões de pessoas equivale a dizer pouco mais de um décimo de toda a população mundial – que ainda recentemente ultrapassou a barreira dos sete mil milhões de seres humanos).


“Mesmo que consideremos o mais remoto usuário do Facebook na Sibéria ou o habitante da floresta peruana, um amigo de um amigo seu provavelmente conhece um amigo de um amigo dessa pessoa”, indicou o Facebook no seu blogue oficial fazendo um resumo do seu estudo “Four Degrees of Separation”. 

“Estamos todos próximos, de certa forma,  de pessoas que não necessariamente nos acham simpáticos, ou têm qualquer coisa em comum conosco, afirmou ao “The New York Times” Jon Kleinberg, professor de ciências da computação na Universidade de Cornell e assessor de um dos autores deste novo estudo.


"Mas, na realidade, são os pequenos laços que transformam o mundo em um lugar tão pequeno", completa. Ainda assim, ele nota que tais laços geralmente têm algum significado.  


Teorias como a dos seis graus de separação sempre existiram, mas agora essas conexões se tornaram ainda mais palpáveis, na medida em que podemos visualizá-las na tela do nosso computador. 

É difícil comprovar se entre você e alguém na Austrália ou no Paquistão só existem mesmo seis pessoas, mas não há dúvida de que as redes sociais que buscaram inspiração na Teoria dos Seis Graus de Separação, são um sucesso. 



Seis Graus de Separação (Documentário-2008)




fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_dos_seis_graus_de_separa
http://www.conexaoaluno.rj.gov.br/especiais-21c.asp
http://www.otempo.com.br/capa/brasil/somos-todos-separados-por-cinco-pessoas-diz-facebook-1.338121

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