sábado, 20 de setembro de 2014

A EMERGÊNCIA ESPIRITUAL E A PSICOSSÍNTESE




Muitas pessoas pregam e falam de experiências místicas, extrafísicas e transcendentais há centenas e milhares de anos, mas quando alguém, nos dias atuais, relata ou vive algo similar é classificado como psicótico, esquizofrênico, etc. 


Emergência espiritual é o processo que uma pessoa vive por lidar com o despertar de consciência ou em traduzir a integração de experiências transcendentais. 

São experiências dramáticas e estados mentais incomuns que a psiquiatria tradicional diagnostica e trata como distúrbios mentais e que na verdade são crises de transformação pessoal. 

Episódios dessa espécie são descritos na literatura como marcos no caminho místico. Quando conduzidas essas “emergência espiritual” de maneira compreensiva e amorosa, tem-se um efeito de abertura para um novo estado de grande criatividade. 






O termo “emergência espiritual” é um jogo de palavras que pode significar tanto uma crise (emergência) como uma oportunidade de ascenção a um novo nível de consciência - emergência como elevação, o que está emergindo.

Embora haja muitas exceções individuais, a psicologia e a psiquiatria dominantes não costumam distinguir entre misticismo e doença mental. Esses campos não reconhecem em termos oficiais que as grandes tradições espirituais que se dedicam há milênios ao estudo sistemático da consciência humana têm algo a oferecer. 

Por isso, os conceitos e práticas do budismo, do hinduísmo, do cristianismo, do sufismo e de outras tradições místicas são ignorados e descartados indiscriminadamente.

A palavra emergência é muita apropriada porque nem sempre, o sujeito que vive a experiência sabe se comportar com a própria experiência. 



As reações são, em muitas vezes, fora do que é aparente “normal” para a sociedade normótica. As pessoas à volta estranham e julgam. 

Buscar enquadrar essa pessoa em algum distúrbio é tudo o que resta para os que não compreendem, tem medo ou inveja da situação da pessoa, pois afinal, muitos gostariam de ter uma experiência similar e não tiveram ainda.


Existe um preceito super “simples” que facilita identificar o que é emergência espiritual e o que é distúrbio psicológico.

Quando os fatores como amar, trabalhar, estudar, criar, capacidade de perdoar e humor deixam de manifestar, isso é um forte indício de distúrbio, mas quando alguém tem eventos e comportamentos “anormais” e mantém os fatores acima presentes, isso é “emergência espiritual”.

Pessoas em emergência espiritual tem uma comunicação fora do normal, mas coerente em outros níveis.

No novo mundo que vem pela frente, teremos a cada dia pessoas em emergência espiritual.

São essas pessoas que estão se reconectando e alinhando à nova energia do planeta. Elas trazem as boas novas.




O desenvolvimento espiritual é uma longa e árdua jornada, uma aventura por estranhas terras plenas de surpresas, de alegrias e de beleza, de dificuldades e até de perigos. 

Envolve o despertar de potencialidades até então adormecidas, a elevação da consciência a novos domínios, uma drástica transmutação dos elementos "normais" da personalidade e um funcionamento no âmbito de uma nova dimensão interior. 

O termo "espiritual" é usado em sua conotação mais ampla e sempre com referência à experiência humana empiricamente observável. Nesse sentido, "espiritual" remete não somente a experiências tradicionalmente consideradas religiosas, como também a todos os estados de consciência tidos como misticos, metafíticos e transcendentes.



Uma das abordagens psicológicas que muito se aproxima da visão oriental sobre a psiqué humana é a Psicossíntese. Trata-se de uma abordagem criada por um médico psiquiatra, italiano, Roberto Assagioli (1888-1974). São utilizadas técnicas que levam a uma abertura de consciência e que ajudam o indivíduo a resolver problemas do seu cotidiano. 

A psicossíntese, entende essas experiências de valores superiores como produtos dos níveis supraconscientes do ser humano. Pode-se conceber o supraconsciente como a contraparte superior do inconsciente inferior tão bem mapeado por Freud e por seus sucessores. 

Agindo como o centro unificador do supraconsciente e da vida do indivíduo como um todo, temos o Eu Transpessoal ou Superior. Logo, as experiências espirituais podem limitar-se aos domínios supraconscientes ou incluir a percepção consciente do Eu. Essa percepção torna-se aos poucos Auto-Realização - a identificação do "eu" com o Eu Transpessoal. 



“O espectro de experiências de emergências espirituais é extremamente rico; envolve emoções intensas, visões e outras mudanças de percepções e processo de pensamento incomuns, bem como vários sintomas físicos que vão de tremores a sensações de sufocação.”  - Stanislav Grof 


À observação objetiva e clínica do terapeuta, esses elementos podem parecer os mesmos decorrentes de causas mais comuns. Na realidade, contudo, eles têm um significado e uma função bem distintos, precisando ser tratados de maneira bem diferente. 

A incidência de distúrbios de origem espiritual cresce rapidamente hoje acompanhando de perto o número crescente de pessoas que, consciente ou inconscientemente, abrem o seu próprio caminho para uma vida mais plena. 

Além disso, o maior desenvolvimento e complexidade da personalidade do homem de nossos dias e a sua mente cada vez mais crítica tornaram o desenvolvimento espiritual um processo mais rico e compensador, mas, ao mesmo tempo, mais difícil e complicado. 

No passado, uma conversão moral, uma simples devoção sincera a um mestre ou salvador, uma amorosa entrega a Deus costumavam ser suficientes para abrir as portas para um nível superior de consciência e para um sentido de união e de realização interiores. 

Agora, entretanto, os aspectos mais variados e complexos da personalidade do homem moderno estão envolvidos no processo e requerem uma transmutação e uma harmonização entre si: seus impulsos fundamentais, suas emoções e sentimentos, sua imaginação criadora, sua mente inquisitiva, sua vontade afirmativa, bem como suas relações sociais e interpessoais. 

O termo simbólico “despertar” sugere com clareza a tomada de consciência de uma nova área da experiência, a abertura dos olhos até então fechados para uma realidade interior antes desconhecida. 




"Muitos meditadores conhecem bem os “episódios de consciência unitiva” que são experiências em que nos sentimos dissolvidos no todo. A mente pára e a consciência transpessoal se integra ou se une à existência proporcionando uma sensação atemporal, onde reina uma profunda paz, um eterno silêncio e um sentimento que somos um com o universo." -  Stanislav Grof 

Em nossa vida cotidiana, somos limitados e atados de mil maneiras - presas de ilusões e fantasmas, escravos de complexos irreconhecidos, empurrados de um lado para o outro por influências externas, ofuscados e hipnotizados por aparências enganadoras. 

Não é de admirar que, num tal estado, o homem se mostre frequentemente insatisfeito, inseguro e variável em seu estado de espírito, em seus pensamentos e ações. 

Sentindo intuitivamente que é "uno" e, no entanto, descobrindo que está "dividido em si mesmo", ele fica perplexo e não consegue entender-se a si mesmo nem entender os outros. 


"As condições necessárias a serem atendidas para a elevada façanha da Auto-Realização são uma regeneração e uma transmutação completas da personalidade. Trata-se de um processo longo e multilateral que compreende várias fases: a remoção ativa dos obstáculos ao influxo e à operação das energias supraconscientes; o desenvolvimento das funções superiores adormecidas ou não-desenvolvidas; e períodos em que se pode deixar o Eu Superior agir, mediante a receptividade à sua orientação." - Roberto Assagioli

Crises Causadas pelo Despertar Espiritual 



A abertura de um canal entre os níveis consciente e supraconsciente, entre o "eu" e o Eu, assim como a cascata de luz, de energia e de júbilo que a segue, costumam produzir uma prodigiosa liberação. 

Os conflitos e sofrimentos precedentes, bem como os sintomas físicos e psicológicos que geraram, por vezes desaparecem com surpreendente rapidez, confirmando o fato de não se deverem a causas físicas, mas de serem o resultado direto de um esforço interior. Nesses casos, o despertar chega a uma real resolução.

Mas em outros casos, não muito incomuns, a personalidade não consegue assimilar direito o influxo de luz e de energia. 

Isso ocorre, por exemplo, quando o intelecto não é bem coordenado e desenvolvido; quando as emoções e a imaginação são descontroladas; quando o sistema nervoso é demasiado sensível; ou quando a entrada de energia espiritual, dado o seu caráter súbito e a sua intensidade, é insuportável.

A incapacidade mental de suportar a iluminação, ou uma tendência de autocentração ou vaidade, podem levar à interpretação errônea, disso resultando, por assim dizer, uma "confusão de níveis". A distinção entre verdades absolutas e relativas, entre o Eu e o "eu" fica imprecisa e as energias espirituais que entram podem ter o efeito infeliz de alimentar ou de inflar o ego pessoal.




A experiência interior do Eu espiritual, e a sua íntima associação com o seu pessoal, dão um sentido de expansão interior, de universalidade, assim como criam a convicção de se participar de alguma maneira da natureza divina. 

Nas tradições religiosas e doutrinas espirituais de todas as épocas, encontramos inúmeras comprovações dessa questão - algumas delas expressas em termos avançados.  

Como quer que concebamos o relacionamento entre o eu individual, ou "eu", e o Eu Universal, consideremo-los semelhantes ou diferentes, distintos ou unidos, o mais importante é reconhecer com clareza, e manter sempre presente, na teoria e na prática, a diferença entre o Eu em sua natureza essencial - aquilo que tem sido chamado de "Fonte", "Centro", "o Ser profundo", o "Ápice" de nós mesmos - e o pequeno eu, ou "eu", identificado com a personalidade comum, da qual costumamos ter consciência. A desconsideração dessa distinção tem conseqüências absurdas e perigosas.



Em termos filosóficos, trata-se de um caso de confusão entre uma verdade relativa e uma verdade absoluta, entre os níveis empírico e transcendente da realidade. Exemplos dessa confusão não são incomuns entre pessoas que ficam perturbadas ao terem contato com verdades grandes demais ou com energias demasiado potentes para a apreensão pelas suas capacidades mentais e para a assimilação pela sua personalidade. 

Há também casos em que o súbito influxo de energias produz uma perturbação emocional que se exprime num comportamento descontrolado, desequilibrado e desordenado. 

Gritar e chorar, cantar e ter explosões de vários tipos caracterizam essa modalidade de resposta. Se for ativo e impulsivo, o indivíduo pode ser facilmente impelido, pela excitação do despertar interior, a desempenhar o papel de profeta ou de salvador; pode fundar uma nova seita e começar uma espetacular campanha de proselitismo.

Em alguns indivíduos sensíveis, há um despertar de percepções parapsicológicas. Eles têm visões, que acreditam ser de seres exaltados; podem ouvir vozes ou começar a escrever automaticamente, aceitando as mensagens ao pé da letra e obedecendo a elas de modo irrestrito. A qualidade dessas mensagens é extremamente variada. Algumas contêm
refinados ensinamentos e outras são muito pobres ou sem sentido. 

Sempre devemos examiná-las com muita discriminação e um sólido julgamento, e sem nos deixarmos influenciar pela sua origem incomum nem por alegações do seu pretenso transmissor. Não se deve atribuir nenhuma validade a mensagens que contenham ordens definidas e determinem a obediência cega, nem às que tendem a exaltar a
personalidade do receptor.

Reações ao Despertar Espiritual


Um despertar interior harmonioso é caracterizado por uma sensação de júbilo e de iluminação mental que traz consigo uma percepção do sentido e do propósito da vida; ela dissipa muitas dúvidas, oferece a solução para muitos problemas e fornece uma fonte interior de segurança. 

Ao mesmo tempo, surge a compreensão de que a vida é una e uma chuva de amor flui pelo indivíduo desperto para os semelhantes e para toda a criação. A personalidade anterior, com seus contornos grosseiros e características desagradáveis, parece ter passado para o segundo plano, e uma nova pessoa, amorosa e adorável, sorri para nós e para o mundo inteiro, ávida por ser gentil, por servir e por compartilhar suas riquezas espirituais recém-adquiridas, cuja abundância lhe parece grande demais para ser contida.

Esse estado de júbilo exaltado pode durar por períodos variáveis, mas está fadado a desaparecer. O
influxo de luz e de amor é rítmico, como todas as coisas do universo. Depois de algum tempo, diminui ou cessa e a maré cheia é seguida pela vazante.




personalidade foi infundida e transformada, mas essa transformação raramente é permanente ou completa. O mais comum é a reversão de uma ampla parcela de elementos da personalidade envolvidos ao seu estado anterior.

Crises que Precedem o Despertar Espiritual

Para melhor entender as experiências que costumam preceder o despertar, segue algumas das características psicológicas do ser humano “normal”: 



Dele, pode-se dizer que “deixa-se viver” em vez de viver. Toma a vida tal como ela vem e não questiona o seu significado, o seu valor ou o seu propósito; dedica-se à satisfação dos desejos pessoais; busca o prazer dos sentidos e das emoções, a segurança material ou a realização das ambições pessoais. 

Se for mais maduro, subordina as satisfações pessoais ao cumprimento dos vários deveres sociais e familiares que lhes são atribuídos, mas sem procurar entender as bases em que esses deveres se apoiam ou a sua fonte. 

Possivelmente se considera “religioso” e crente em Deus, mas em geral sua religião é exterior e convencional e, quando se conforma às injunções da sua igreja e participa dos seus ritos, ele acha que faz tudo o que lhe foi exigido. 

Em resumo, sua crença operacional é a de que a única realidade é a do mundo físico que ele pode ver e tocar, razão por que tem forte apego aos bens materiais. 

Assim, para todos os propósitos práticos, ele considera esta vida um fim em si mesmo. Sua crença num “céu” futuro, se ele conceber um, é totalmente teórica e acadêmica – como o prova o fato de ele fazer os maiores esforços para adiar o máximo possível a sua ida para as delícias do céu. 



Mas pode ocorrer de esse “homem normal” ser surpreendido e perturbado por uma mudança – súbita ou gradual – de sua vida interior. 

Isso pode acontecer depois de uma série de desilusões; não é incomum que sobrevenha depois de algum choque emocional, como a perda de um ente querido ou de um amigo muito amado. Mas por vezes se manifesta sem causa aparente e no pleno gozo da saúde e da prosperidade. 

A mudança começa muitas vezes com uma crescente sensação de insatisfação, de carência, de “alguma coisa que falta” - que nada tem de material e definido; trata-se de algo vago e fugidio que a pessoa não consegue descrever.

Acrescenta-se a isso, gradualmente, um sentido de irrealidade e de vazio com relação à vida cotidiana. Assuntos pessoais, que antes absorviam tanto a atenção e o interesse, parecem recuar, em termos psicológicos, para o segundo plano; perdem importância e valor. 



Surgem novos problemas. A pessoa começa a procurar a origem e o propósito da vida, a perguntar a razão de muitas coisas que antes tinha por certas – a questionar, por exemplo, o sentido do sofrimento pessoal e alheio, e da justificativa possível para tantas desigualdades no destino dos homens.

Quando chegou a esse ponto, a pessoa pode entender e interpretar erroneamente a sua condição. Muitos que não compreendem o significado desses novos estados mentais os consideram fantasias e devaneios anormais. 

Alarmados com a possibilidade de desequilíbrio mental, esforçam-se por combatê-los de várias formas, fazendo frenéticos esforços para recuperarem a ligação com a “realidade” da vida cotidiana, que parece fugir-lhes. 




É freqüente que se atirem, com sofreguidão, numa ciranda de atividades externas, buscando novas ocupações, novos estímulos e novas sensações. Por esses e outros meios, podem conseguir por algum tempo aliviar a sua perturbação, mas não podem livrar-se dela permanentemente. 

O problema continua a fermentar as profundezas do seu ser, até poder irromper novamente com intensidade redobrada.  O estado de incômodo e de agitação vai ficando cada vez mais doloroso e a sensação de vazio interior ainda mais intolerável. 

O indivíduo sente-se confuso; boa parte do que constituía a sua vida agora lhe parece ter desaparecido como um sonho, sem que nenhuma nova luz tenha aparecido. Na verdade, ele ainda ignora a existência dessa luz ou então não pode acreditar que ela venha a iluminá-lo.



É freqüente que esse estado de agitação interior seja acompanhado por uma crise moral. Sua consciência dos valores se enfraquece ou se torna mais sensível; surge um novo sentido de responsabilidade e o indivíduo pode sentir-se oprimido por um pesado sentimento de culpa. 

Ele julga a si mesmo com severidade e é presa fácil de um profundo desânimo, chegando a ponto de pensar em suicídio. Para ele, a aniquilação física parece ser a única conclusão lógica do crescente sentimento de impotência e desespero, de colapso e de desintegração.

Os dados acima são, com efeito, uma descrição geral dessas experiências. Na prática, as experiências e reações das pessoas variam amplamente. Há alguns que nunca chegam a esse estágio agudo, enquanto outros o alcançam quase de uma vez. 

Uns são mais acossados por dúvidas intelectuais e problemas metafísicos; em outros, são mais pronunciadas as depressões emocionais ou as crises morais.



É importante reconhecer que essas várias manifestações de crise muito se assemelham a alguns dos sintomas tidos como característicos de estados neuróticos e de estados psicóticos. Em alguns casos, a tensão e a pressão da crise também produzem sintomas físicos como tensão nervosa, insônia e outros distúrbios psicossomáticos.

Portanto, para lidar corretamente com essa situação, é essencial determinar a fonte básica das dificuldades. De modo geral, isso não é difícil. 

Observados isoladamente, os sintomas podem ser idênticos; mas um exame cuidadoso de suas causas, uma consideração da personalidade individual em sua inteireza e - o que é mais importante - o reconhecimento de sua situação real, existencial, revelam a natureza e o nível distintos dos conflitos de base. 

Em casos comuns, os conflitos ocorrem entre os impulsos "normais", entre estes e o "eu" consciente, ou entre a pessoa e o mundo exterior (em particular com as pessoas próximas, como os pais, o parceiro ou os filhos). 



Nos casos de emergência espiritual, contudo, os conflitos ocorrem entre algum aspecto da personalidade e as tendências e aspirações progressivas e emergentes de caráter moral, humanitário ou espiritual. 

E não é difícil determinar a sua presença uma vez que se reconheçam a sua validade e a, sua realidade, em vez de descartá-las como meras fantasias ou sublimações. De maneira geral, a emergência de tendências espirituais pode ser considerada o resultado de pontos decisivos do desenvolvimento, do crescimento da pessoa.

Assim sendo, essas crises são preparativos positivos, naturais e, com freqüência, necessários para o progresso do indivíduo. Eles trazem à superfície elementos da personalidade que precisam ser considerados e modificados no interesse do crescimento adicional da pessoa.


O estágio de sofrimento mais intenso muitas vezes não ocorre. Em muitas pessoas, esse desenvolvimento se realiza de maneira gradual e harmoniosa, de modo que as dificuldades são superadas e os vários estágios percorridos sem reações severas de qualquer espécie. 

Os problemas físicos, mentais e emocionais que surgem no caminho da Auto-Realização, por mais sérios que pareçam, não passam de reações temporárias, subprodutos,  de um processo orgânico de crescimento e de regeneração interiores. 



Trata-se de uma condição caracterizada pelo júbilo, pela serenidade, pela segurança interior, pelo sentido de calma força, de claro entendimento e de amor radiante. Em seus aspectos mais elevados, trata-se da realização do Ser essencial, da comunhão e da identificação com a Vida Universal.


Vídeo: O que é Holotrópico? Por Stanislav Grof




 Fonte: Parte do texto retirado do livro: "Psicossíntese; de Roberto Assagioli."
http://integrandofragmentos.blogspot.com.br/2008/08/auto-realizao-e-distrbios-psicolgicos.html
http://www.sobrenatural.org/conto/detalhar/15871/carta_dos_mahatmas/

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