quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O Mistério dos Três Astronautas Soviéticos que Aterrissaram Mortos e Sorrindo



Soyuz XI foi o nome da primeira missão espacial tripulada que conseguiu habitar uma estação espacial, a Salyut I. 

A nave Soyuz foi lançada em 6 de Junho de 1971, do Cosmódromo de Baikonur no centro do Cazaquistão que na época se chamava República Socialista Soviética Cazaque, com os cosmonautas Georgi Dobrovolski, Vladislav Volkov e Viktor Patsayev a bordo.

Eles acoplaram na Salyut 1 com sucesso em 7 de Junho e se mantiveram a bordo por 24 dias, marcando recorde de permanência no espaço que se manteriam até a missão americana Skylab 2 em Maio-Junho de 1973.



No dia 30 de Junho de 1971, a nave espacial soviética Soyuz XI pôs em funcionamento o seu sistema automático de aterragem, após permanecer 24 dias no espaço. Na base terrestre todos estavam satisfeitos apesar de nos últimos minutos terem perdido o contacto com os astronautas Dobrovoisky, Vlokov e Patsayev.

A perda de comunicações aconteceu no momento em que atravessavam a ionosfera carregada de partículas eléctricas. Normalmente não haveria preocupação pela situação.

O novo sistema automático de aterrissagem, tranquilizou os engenheiros na base terrestre, apesar de terem perdido contato com a tripulação durante os últimos minutos da manobra. 



Os astronautas Vladislav Vólkov, Gueorgui Dobrovolski e Viktor Patsayev estavam, finalmente, a um passo de voltar para casa, porém ninguém imaginava que, naquele instante preciso, nascia um dos maiores mistérios da história aeroespacial.

Mesmo sem contato direto entre a base e a nave, todos os sistemas indicavam um procedimento normal de entrada na ionosfera, e a tripulação aterrissava como o previsto. No entanto, uma vez em terra, os técnicos se surpreenderam quando, ao abrir a escotilha, nenhum dos astronautas se moveu, nem levantou a mão para saudação. Encontraram os três astronautas sorrindo, porém sem fazer movimento algum: todos estavam mortos. 



A partir daí, surgiram sucessivas e múltiplas hipóteses para tentar explicar porque a tripulação da Soyuz XI morreu, apesar de todas as condições parecerem normais durante a aterrissagem. Seus corpos não apresentavam deformação alguma e, longe de terem morrido com medo, seus rostos sorriam placidamente.

No princípio, especulou-se que a cabine teria atravessado uma descompressão repentina; porém, as autópsias revelaram ausência de hemorragias internas. Os exames também descartaram uma trombose ou um quadro de pânico, que resultaria em uma parada cardíaca. Assim, os enigmáticos sorrisos em seus rostos não refletiam nada além de felicidade.

A última troca de palavras entre a tripulação e a base terrestre ficou devidamente registrada: “Aqui Yantar”, disse Dobrovolski. “Tudo vai perfeitamente a bordo. Estamos em plena forma. Preparados para a aterrissagem. Já vejo a estação. O sol brilha”. “Até daqui a pouco, Yantar”, respondeu o controle na Terra. “Logo nos veremos na pátria”.

Segundo todas as aparências, estas foram as últimas palavras registradas, parecendo estar tudo bem. Se houve algo mais, as autoridades soviéticas nunca quiseram revelar. 



Alguns cientistas acreditam que eles sofreram uma asfixia, provocada por uma válvula que deveria ser aberta conforme o módulo de descida se separava do módulo de serviço. Os dois eram fixados por parafusos explosivos projetados para dispararem sequencialmente, porém de fato eles dispararam simultaneamente enquanto a nave sobrevoava a França. 

A válvula, com menos de 1 mm de diâmetro, tinha a função de equalizar e pressão dentro da cápsula nos momentos finais antes da aterrissagem, o que se acredita é que neste caso ela permitiu que o ar dos cosmonautas escapasse para o espaço. 




Outra teoria em resposta ao mistério, seria dada um pouco mais tarde pelo doutor Gultekin Gaymec, de origem turca, que ao ouvir a noticia recordou que a intensidade das cargas eléctricas presentes na atmosfera responde a certos ciclos.

Deduziu que as cargas eléctricas na ionosfera aumentaram repentinamente conduzindo a uma alcalose aguda nos astronautas soviéticos. A alcalose ou conteúdo alcalino exageradamente elevado no sangue e nos tecidos pode conduzir a uma parada cardíaca. O anidrido carbônico presente em excesso no organismo provoca a contração dos lábios, obrigando a mostrar os dentes, dando a ilusão de a pessoa estar sorrindo.

O médico fez testes em voluntários, descobrindo uma correlação direta entre os pacientes e os ciclos eléctricos atmosféricos: crescia o índice de sódio e colesterol. além disso os níveis de potássio desciam, importante destacar que o potássio é vital para a correta atividade eléctrica do coração.

Estes estudos ajudaram a que fossem feitos esforços para blindar melhor as naves espaciais, mas também para assinalar que os campos eléctricos da atmosfera, que são provocados pela atividade solar, estão diretamente relacionados com outros problemas.

Não obstante, o mistério resiste, ainda que uma falha técnica determinasse uma descompressão da cápsula, o exame da cabine demonstrou “que não apresentava nenhum defeito de estrutura” e que só a perda de uma junta do sistema de fechamento hermético, poderia provocar a catástrofe.


Apesar de haver uma possível explicação científica, ainda existem muitas dúvidas do porquê os astronautas mortos sorriam após a aterrissagem automática da nave.







Fonte:http://www.seuhistory.com/noticias/conheca-o-misterio-dos-tres-astronautas-sovieticos-que-aterrissaram-mortos-e-sorrindo
http://www.rusmea.com/2013/06/o-misterio-dos-3-cosmonautas-que.html

3 comentários:

  1. Apesar de adotarmos os caminhos do niilismo, não o passivo, nem o ativo, mas o Niilismo reativo, que nos da oportunidade de examinarmos todos os ângulos de uma situação, vejo a necessidade de um estudo rigoroso pelos corifeus da Ciência e da Física, para que nao se corra o risco de, por nao se obter resposta logica para o evento, entregar para especulações metafisicas, derivando-se para a crendice. Não podemos, porem, deixar de trazer em pauta a Ontologia, para estudos auxiliares da Ciência.

    Devemos estar sempre atentos `as mudanças constantes dos comportamentos das forcas fundamentais que regem o universo, para então sim, entrarmos nos domínios dos Mistérios..

    Não esqueçamos, também, de possibilidades de eventuais interferências que fogem ao nosso conhecimento.

    ... Devemos admitir que a Ciência ainda não está, e talvez nunca esteja preparada para resolver todos os eventos que ocorrem e ocorrerão neste e em mundos ignotos, pois sempre haverão factos novos, que requererão também novos estudos, porquanto Nada esta pronto, nem Nada terá uma resposta definitiva para NADA, num universo em expansão... TUDO, como a Ciência, deve ser sempre revisto, reestudado, pois NADA eh definitivo... Nada EH. Tudo esta sendo, sempre no aqui agora...

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    1. Agradecemos muito sua valiosa participação Theya Hom!!

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  2. Alguém pode me explicar como foi feito a foto tirada da Soyus acoplando a estação espacial?

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