sábado, 9 de agosto de 2014

Edgar Mitchell - Uma Experiência de Unidade




Na sua viagem à lua em l971, como tripulante da Apollo 14, o astronauta Edgar Mitchell vivenciou uma experiência só pode ser descrita como espiritual, um profundo sentido de união com a totalidade do Cosmos.

O astronauta Edgar Mitchell – participou da Missão Apollo 14, em fevereiro de 1971  e foi o sexto homem a pisar na lua, onde passou nove horas. Ele é um dos poucos astronautas da Missão Apollo com educação científica formal, com um doutorado em astrofísica no MIT– Massachusetts Institute of Technology. Atualmente é um dos pioneiros do estudo avançado da consciência. 




Ed (como é chamado) sempre fora, de certo modo, o homem esquisito do programa espacial. Aos 41 anos de idade, embora mais jovem do que Shepard, era um dos veteranos da Apollo. Ele representava bem o seu papel, com o cabelo vermelho, rosto largo, aparência típica do meio-oeste e a fala arrastada de um piloto comercial. Mas para os outros, ele era um pouco intelectual: o único entre eles que tinha doutorado e brevê de piloto de provas.


A maneira como ele entrara no programa espacial fora decididamente fora do comum. Fazer o doutorado em astrofísica no MIT foi a maneira pela qual ele achou que se tornaria indispensável - foi dessa maneira que deliberadamente havia traçado o seu caminho em direção à NASA - e apenas depois lhe ocorreu usar as horas de voo que somava no exterior para se qualificar. 


Ed gostava de pensar em si mesmo mais como explorador do que como piloto de provas: uma espécie de buscador da verdade dos dias de hoje. 


Não parecia ter sido por acaso que ele fora criado em Roswell, Novo México, onde alienígenas teriam supostamente sido vistos pela primeira vez - apenas a um quilômetro e meio mais da casa de Robert Goddard, o pai da astronáutica. 




A ciência e a espiritualidade coexistiam nele, disputando a primazia, mas Ed desejava que elas de algum modo apertassem as mãos e fizessem as pazes.

Mitchell pisou na Lua no dia 05 daquele mês, sendo piloto do módulo lunar ao lado do comandante da missão, Alan Sheppard Júnior, e de Stuart Roosa.
Quando Edgar Mitchell estava a bordo da espaçonave que pousou na lua, ele teve um momento de assombro ao ver o nosso planeta Terra lá, no cosmos, entre outros astros e estrelas. 

Mitchell, que ficou em órbita em torno da Lua descreveu como via a Terra, o Sol e a Lua,  e como essa visão lhe proporcionou um forte sentimento de estar profundamente conectado á tudo.



" A Terra parecia uma joia verde e azul encrustada no céu da meia noite", disse ele em estado de êxtase. Ele compreendeu, naquele momento, a grandeza de Deus e a existência de uma outra forma de ver o mundo, uma outra realidade.


"Esta experiência de ver a terra e nosso sistema solar inteiro, na perspectiva do cosmos, teve um efeito muito profundo em mim… o de estar conectado com o universo e o sentimento de estar interligado a todas as coisas… Nós fomos à lua como técnicos - voltamos como Seres Humanos Cósmicos." 





Em entrevistas ele afirmou que a separação da consciência, do espírito e do corpo dissolvia-se em uma experiência de unidade. “Tudo está ligado a tudo!”, disse ele.
  

Segundo ele, a experiência esotérica - isto é, a experiência interna de unidade com o cosmos - está ao alcance de qualquer um.


Foi no espaço que Mitchell teve sua mais vívida experiência espiritual. Em entrevistas ele diz que por vários momentos ele foi pego olhando para o espaço e tendo uma sensação de estar conectado a tudo. Ele sentiu que a separação entre mente, matéria e espírito estava se dissolvendo em uma experiência de unidade. Tudo estava ligado a tudo!

Sendo assim todas as coisas fazem parte de um mesmo organismo. É como um grande corpo cósmico cujas células são cada um de nós e tudo mais que existe.



O que aconteceu com Ed Mitchell talvez tenha sido causado pela ausência de gravidade, ou talvez pelo fato de que todos os seus sentidos estavam desorientados. 

Ele estava a caminho de casa, que no momento estava a cerca de 400 mil quilômetros de distância, em algum lugar da superfície do azul-celeste nublado e do crescente branco que apareciam intermitentemente na janela triangular do módulo de comando da Apollo. 




O que eles não haviam racionalizado por completo era o efeito desse mundo desabitado, de baixa gravidade, desprovido do efeito amenizante da atmosfera, sobre os sentidos. 


Houvera também o efeito de distorção do Sol, puro e não-adulterado nesse mundo sem ar.  Para a mente acostumada ao suave filtro da atmosfera, as sombras pronunciadas, as cores cambiantes do solo cinza-ardósia conspiravam para pregar peças nos olhos. 

Nada estava vivo, tampouco algo estava oculto da vista, e tudo carecia de sutileza. Todos os cenários esmagavam os olhos com contrastes e sombras brilhantes. Ele estava enxergando, de certo modo, com mais clareza e menos clareza do que jamais enxergara.

Durante a implacável atividade da programação, pouco tempo tiveram para refletir sobre quaisquer ideias relacionadas a um propósito mais amplo do que a viagem. 


Haviam ido mais longe no Universo do que qualquer homem antes deles. No entanto, oprimidos por saberem que estavam custando 200 mil dólares por minuto aos contribuintes americanos, sentiam-se obrigados a manter os olhos no relógio, assinalando os detalhes concluídos da lista planejada por Houston na compacta programação.


Apenas depois que o módulo lunar se conectou de novo ao módulo de comando e iniciou a jornada de dois dias de volta à Terra é que Ed pôde tirar o traje especial, agora sujo de solo lunar, sentar-se vestindo suas ceroulas e tentar ordenar de alguma maneira a sua frustração e o seu emaranhado de pensamentos.




O módulo de comando Kittyhawk girava lentamente, como um frango no espeto, a fim de equilibrar o efeito térmico em cada um dos lados da espaçonave; e na sua lenta revolução, a Terra era intermitentemente emoldurada pela janela como um fino crescente em uma noite de estrelas que circundavam tudo. 



A partir dessa perspectiva, enquanto a Terra trocava de lugar com o restante do sistema solar, entrando e saindo de vista, o céu que estava sobre os astronautas não era como em geral o vemos, e sim como uma entidade abrangente que embalava a Terra por todos os lados.


Foi então que, enquanto olhava para fora da janela, Ed experimentou o mais estranho sentimento que jamais teria na vida: um sentimento de conexidade, como se todos os planetas e todas as pessoas em todos os tempos estivessem ligadas por uma teia invisível. 




Ele mal conseguia respirar devido à grandiosidade do momento. Embora continuasse a girar maçanetas e apertar botões, sentiu-se distante do corpo, como se outra pessoa estivesse fazendo a navegação.

Um enorme campo de força parecia estar presente, ligando para sempre todas as pessoas, com suas intenções e pensamentos, e todas as formas animadas e inanimadas. Qualquer coisa que ele fizesse ou pensasse influenciaria o resto do cosmo, e qualquer ocorrência neste teria um efeito semelhante nele. 



O tempo era apenas um conceito artificial. Tudo que ele aprendera sobre o Universo e a separação das pessoas e das coisas pareciam erradas.  Não havia acidentes ou intenções individuais. A Inteligencia natural que continuara a existir durante bilhões de anos, que moldara as moléculas de seu ser, também era responsável por sua jornada atual. 

Isso não era algo que ele estava simplesmente percebendo em sua mente, e sim um sentimento visceral, como se estivesse se estendendo fisicamente para fora da janela, em direção aos confins mais longínquos do cosmo.


Ele não vira a face de Deus. Parecia mais uma ofuscante epifania de significado do que uma experiência religiosa convencional - o que as religiões orientais com frequência chamam de "êxtase espiritual". Era  como se, em um único instante, Ed Mitchell tivesse descoberto e sentido A UNIDADE.




Ele tinha agora a sua própria convicção interior de que tudo era verdade. As mentes humanas estavam interconectadas, assim como estavam ligadas a tudo o mais neste mundo e em todos os outros mundos. A sua parte intuitiva aceitava esse fato, mas para o cientista que havia dentro dele isso não era o bastante. 

Nos 25 anos seguintes ele se voltaria para a ciência esperando que ela lhe explicasse exatamente o que lhe havia acontecido naquela viagem.



"Existem duas escolas filosóficas. Uma que afirma que a matéria é a realidade absoluta e a outra que diz que a consciência é a realidade absoluta. O que nos parece agora é que nenhuma das duas está inteiramente correta. As duas coisas evoluem ao mesmo tempo, simultaneamente. E antes da matéria e da consciência o que existe é o que se chama de campo de quantum zero, que poderia ser chamado de Deus. Ou seja, o que não é criado. A partir disso surgem as duas realidades simultâneas, a matéria e a consciência. E evoluem juntas, interagindo." - Edgar Mitchell 

Edgar Mitchell voltou para casa em segurança. Nenhuma outra exploração física na Terra poderia se comparar com uma viagem à Lua. Ele deixou a NASA dois anos depois, quando os três últimos vôos lunares foram cancelados por falta de recursos financeiros, e foi então que a sua verdadeira jornada teve início. 

A fantástica experiência de Edgar Mitchell no espaço deixara minúsculas rachaduras em um grande número de seus sistemas de crença. No entanto, o que mais incomodava Ed a respeito de sua experiência no espaço eram as explicações científicas da biologia, em particular acerca da consciência, que agora lhe parecia impossivelmente redutiva. 


A exploração do espaço interior se revelaria infinitamente mais longa e difícil do que aterrissar na Lua ou vasculhar a Cratera do Cone.




Apesar do que aprendera na física quântica a respeito da natureza do Universo nos anos que passou no MIT, ele tinha a impressão de que a biologia permanecia atolada em uma visão de mundo com 400 anos de idade. 


Ao voltar para a Terra Mitchell sentiu-se na obrigação de estudar um pouco mais sobre sua experiência espiritual, pois para ele todos os fatos, os eventos, os casos e coisas fazem parte de um mesmo organismo. 

Mitchell sentiu que para isso seria necessário dilatar e até mesmo subverter os paradigmas da Ciência, para que assim fosse possível gerar uma teia mundial favorável à paz e à sustentabilidade.


Edgar Mitchell então funda o “Instituto para Ciências Noéticas”, buscando promover o estudo e prática da ciência em um ponto de vista cósmico.


Para ele, os cientistas e místicos têm o mesmo objetivo: entender a galáxia. "Os místicos, porém, têm feito isso há milênios, e os cientistas são novatos", afirma Mitchell.




Ele cita Descartes como o responsável pela profunda influência do pensamento dualista na sociedade ocidental: “Descartes foi o primeiro a defender que razão e espírito estavam separados. E assim têm sido desde então, por longos 400 anos. É isso que nos permite ir a Igreja aos domingos e pedir perdão, e na segunda-feira continuar estragando o mundo." “Por causa do cartesianismo, o progresso espiritual do ocidente sempre foi muito lento. 

Mas isso mudou nos últimos anos. Agora, estamos finalmente entendendo como a mente e a consciência estão conectadas com o Universo."


Em todos os depoimentos de Mitchell se vê uma profunda reverência com o nosso planeta, uma emoção primal que remete os que a sentem a um estado de transcendência em que o "eu" deixa de ser importante, e o que existe é o coletivo.


Como astronauta da Estação Espacial, ele passou a maior parte de seu tempo livre olhando para a Terra, observando seus detalhes em um estado contemplativo que só pode ser descrito como espiritual. 


Uma coisa é estar aqui, no meio da confusão, das vozes e luzes, do crime, das disputas e guerras. Outra é ver tudo de longe, como uma entidade única, o peixe que vislumbra o oceano como um todo e entende de onde vem.




O "efeito visão total" traz uma compreensão da profunda unidade entre a Terra e a vida nela, um planeta azul viajando pelo espaço, uma espaçonave ele também, um organismo vivo e profundamente frágil.


Pensar que o manto que protege a vida na Terra, a atmosfera, é fino como a casca de uma maçã e que, sem ele, não poderíamos sobreviver. De longe, os astronautas veem o impacto negativo da nossa presença. E temem pelo futuro do planeta e da nossa espécie. A Terra, vista como um todo, é o símbolo da nossa era. E a necessidade imperativa de sua preservação deveria ser o nosso mantra.




ENTENDENDO A NOÉTICA:

A noética é fruto da interação entre diversas disciplinas, as quais investigam em conjunto as esferas da ciência, da saúde, da relação entre a mente e o corpo material, a psicologia transpessoal, integral e convencional, a arte, as terapias consideradas holísticas, que estudam o Homem em sua totalidade, as ciências sociais e a espiritualidade.

Através do método teórico-experimental, a Noética pretende descobrir as respostas para várias indagações milenares; ela busca inclusive, por meio de inúmeras experiências científicas, comprovar a existência da alma e da vida depois da morte.


Visando este fim, diversas práticas experimentais procuram mensurar a relação mútua entre consciência "divina"e corpo físico. Estas pesquisas indicam que a mente não está restrita ao campo cerebral, ela transcende a matéria orgânica e se expande em outras direções. Por quais dimensões ela caminha ainda não é possível precisar. E resta a cada um identificar mente e alma ou, de alguma forma, distinguir ambas.


Os estudiosos desta esfera defendem a necessidade de investigar o poder ainda desconhecido da mente humana, resgatando antigos conhecimentos esquecidos que anteriormente pertenciam aos campos da magia, do misticismo e da religião.


Desta forma eles retomam questões ancestrais e as enfocam do ponto de vista científico, investigando assim temas como dons humanos vistos como fora dos padrões da normalidade, meditação, metafísica científica, o poder da Intenção, da Atenção e da Intuição, vida com consciência e morte lúcida, entre outros.


Historicamente o Homem se debate, nas mais antigas tradições culturais, espirituais e religiosas, com a tese da divindade interior, do Deus dentro de cada um, perpetuada inclusive pelo Cristianismo.




Daí a Noética postular a importância do ser  voltar-se para si mesmo, descobrindo cada vez mais sobre seu ‘eu interior’, despertando desta forma seu potencial divino. 

Esta ciência acredita que deste processo advém a futura transformação da Humanidade, baseada no resgate de valores por muito tempo sepultados na poeira do tempo, agora vistos à luz de uma nova compreensão. 


A Ciência Noética tem como objetivo despertar no indivíduo suas potencialidades criativas adormecidas de seu ser divino e poderoso que existe em cada um de nós.




As expressões ‘noese’ e ‘noético’ procedem da palavra grega ‘nous’, que tem o sentido de mente, inteligência ou modalidades intuitivas do saber. 

O Instituto de Ciências Noéticas é uma fundação sem fins lucrativos, direcionada para a realização de pesquisas,  mantida por seus membros filiados em todo o mundo. Fica na Petaluma – Califórnia, e foi fundado pelo astronauta Edgar Mitchell.


Como um cientista bem treinado, ele sabia que um dia a ciência compreenderia a totalidade e a interconexão que ele vivenciou, mas primeiro teria que aprender como acessar níveis mais profundos da consciência humana e compreender as forças do coração e da mente, que vão muito além da moldura puramente racional. 


Mitchell reconheceu que esta expansão do paradigma científico seria necessária para facilitar as mudanças necessárias para criar uma sociedade planetária pacífica e sustentável. Ele fundou o IONS com este propósito. 




Hoje, o Instituto atua nesta Missão de ser uma organização de pessoas engajadas mundialmente na pesquisa e na educação, criando a ponte entre ciência e espiritualidade.



O Efeito Panorama, é uma experiência que transforma a perspectiva dos astronautas sobre o planeta e o lugar da humanidade sobre ele. 

Características comuns da experiência são um sentimento de temor pelo planeta, uma profunda compreensão da interligação de toda a vida, e um renovado sentido de responsabilidade de cuidar do meio ambiente.


"Efeito Panorama" é um curta-metragem que explora este fenômeno através de entrevistas com cinco astronautas que experimentaram esse efeito. O filme também apresenta percepções de comentaristas e pensadores sobre as implicações mais amplas e importância deste entendimento para a sociedade, e nossa relação com o meio ambiente.





Abaixo, o magnífico vídeo O Efeito Panorama (imperdível)



*De todos os astronautas que pisaram na Lua, Mitchell foi o maior entusiasta de teses sobre fenômenos paranormais e de vida extra-terrestre. 
Abaixo algumas de suas declarações:

"Fui muito privilegiado em ter estado num grupo restrito que sabe que temos tido visitas em nosso planeta e que o fenômeno OVNI é real."


"Estive nos círculos militares e de inteligência, que sabem mais do que o público; sim, temos sido visitados. E, lendo os arquivos recentes, vi que isso ocorreu várias vezes."





Entrevista Astronauta Edgar Mitchel sobre vida extraterrestres




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