quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Deus? Desacredite - Você está pronto para esse desafio?



Acreditar é fácil. 
Desacreditar é difícil. 
Mas quem tem coragem para crer, descrer e reconstruir percebendo, consciente, atento? Há um preço que poucos estão dispostos a pagar.


Acreditar que Deus existe é um pequeno e tímido movimento da consciência.

Acreditar em Deus é comprar o pacote cultural, religioso, ocidental, sem discussão, sem questionar, sem nem enxergar. 


Nesse ponto, os agnósticos estão um passo frente. É bem mais fácil acredita em DEUS, do que desacreditar.

No entanto, quem está disposto a se expor às implicações de identificá-lo dentro de si mesmo?


Nem sempre é tranquilo reconhecer-se como morada de Deus, parte dele, nele, desvinculando sua percepção da necessidade de olhar para fora. 

Isso por que a primeira  é corroborada pelos senso comum, pela nossa cultura, pela maioria que elegeu aquela figura de barba, feito a nossa imagem e desconfortável semelhança, e nele pregou uma  placa onde está escrito: Esse é Deus! Acredite ou vá para o inferno.


Pega bem acreditar em Deus.
Pega Mal, desacreditar.

É como se todos fossem obrigados a crer do mesmo jeito, afinal fomos moldados culturalmente para simplesmente acreditar. 

Sem refletir, sem discutir, sem duvidar, sem respeitar espaços, sem dar atenção aos vazios. 

É bem mais fácil controlar pessoas, movê-las a viverem dogmas,  segregando, separando, guerreando, quando sem argumentos eu digo: É por que Deus quer! É por que Deus o quis...


Interioriza-lo é o inicio de uma viagem solitária e de muitas desconstruções. É diferente de acreditar.

Eu posso não acreditar no que me dizem, mas quando a crença vira experiencia, você se enxerga diante de questionamentos, até ontem,  inquestionáveis. Percebe-se relativizando o que parecia absoluto.

Duvidando do que dizem estar fora de discussões, invertendo vertiginosamente a lógica do que antes acreditava.




Jogando o olhar das pirotecnias que insistem em dizer: "Ele está lá", diante da irrefutável constatação de que ele "vive aqui".

Isso produz uma profunda e radical inversão de percepção de tudo.Caotizando o mundo até então construído a base de crenças, não de consciência.

É colocar-se no contra fluxo, desprender-se da maioria, desvinculando-se de culturas, desfazendo-se de tradições, livrando-se de sistematizações que se esforçam para encaixotar o que não cabe em cartilhas, para apreender o que não lhes pertence, em ser voz,  no que não cabe em uma unica voz, de ser donos do que está em mim, em você, em cada um de nós.


Acredite! Isso nunca é fácil, dói na grande maioria das vezes...
É sentir-se herege por um tempo, temer a própria loucura, achar que se contaminou, desviou, desagregou, enquanto seus pares se apressam em julgar e dizer "eu sei o que está por trás do que você diz", e se distanciam, se afastam, afinal você se tornou perigoso.

Sim, você se torna uma real e potente ameaça.
"CRUCIFICA" - gritariam, se pudessem.

É muitas vezes ir contra as tradições da família, dos amigos, do cônjuge, dos grupos, afinal, estamos falando de um caminho de descobertas, de quebra de paradigmas, de uma profunda e radical mudança de percepção, com todas as  implicações que isso acarreta.


Acreditar em Deus é uma coisa.

Desvinculá-lo do  simbolo, dos dogmas, do nome d.e.u.s, das formulas, das pré-concepções, dos preconceitos, dos limites, das descrições, dos códigos, das caixas, das propriedades e simplesmente... enxergá-lo em si mesmo. Dissolvendo-se nele...
Produtor de mistério,  essência do ser, fonte de sabedoria e pacificação, é outra coisa completamente diferente.

Especialmente por que, diferente dos sistemas, enxergar Deus na gente, nos torna livres e independentes, e não sequestráveis por ameaças.


Quem  não se inquieta diante de um ser livre? Quem?

Portanto, desacreditar de Deus,  esse dos códigos, torna-se necessário.

Afinal, o que fazer quando percebeu que os passos, a voz, os movimentos sutis, mas constantes, suaves, eloquentes de Deus, não vinham de lá, não estavam fora, não se vinculava a tudo que aprendeu; mas vinham de dentro de você.

Como voltar atrás depois que reconheceu-se parte de Deus?


Não Deus fora, não  Deus lá, não Deus deles, não Deus nosso, mas um Deus EU, em mim, aqui.

Nossas mentes podem fazer várias viagem, há muitas e muitas reflexões a serem feitas, processos a serem desenvolvidos, caminhos inimagináveis a seres trilhado.

Portanto, acredito ser essa percepção, o ponto de partida, a linha de chegada, o começo o meio e o fim de todo entendimento, de tudo o que realmente faz diferença. 

Por - Flavio Siqueira



*Agradecemos a sugestão "Muito Além" de Mirian Cury





Fonte: http://flaviosiqueira.com/

6 comentários:

  1. MARAVILHOSO VERDADEIRO,,,PARABENS,,,TEXTO MARAVILHOSO E A MAIORIA DAS PESSOAS NAO ENTENDEM,,,SÓ QUEM EXPERIMENTA SE LIBERTA,,,MUITO OBRIGADO

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  2. Esse Deus das Religiões é pura manipulação!!

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  3. Agradecemos a participação Tutu e Caio Amaral.
    A opinião de vocês é o que constrói nosso espaço.
    Abraços..

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  4. palavras verdadeiras que enche a alma, me identifiquei.

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  5. Incrível texto. Nossa, faz-nos refletir muito sobre o que somos incitados a acreditar.

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