domingo, 15 de junho de 2014

LUZES DO MUNDO - ADYASHANTI



Adyashanti - A Paz Primordial



Nascido Steven Gray em 1962, Adyashanti (que em sânscrito significa "paz primordial")  é um professor espiritual e escritor americano de São Francisco,  que dá palestras regulares nos Estados Unidos e também ensina no exterior. 

Autor de livros como “True Meditation” e “The End of Your World”, Adyashanti também é o fundador da Open Gate Sangha, uma organização sem fins lucrativos fundada em 1996, e que suporta e torna disponível, seus ensinos.

Ele nasceu em uma grande família tendo duas irmãs e um irmão mais velho e um mais novo que ele. Seus pais eram pessoas boas. Sua infância era extraordinariamente feliz. Apesar de sua família não ser particularmente religiosa, seu avô era muito espiritualizado e assim espiritualidade e religião eram muitas vezes parte do discussão familiar. 

Quando criança, ele experimentou alguns fenômenos místicos. Segundo conta, uma bola de luz branca veio visitá-lo certa vez, em sua cama. Aquilo pareceu-lhe intrigante, mas não assustador. 

Aos 19 anos, ele começou sua jornada em busca da Iluminação. Inicialmente, ele construiu uma cabana no quintal de seus pais e começou a praticar a meditação. 


Aos 20 anos, ele passou a estudar o Zen Budismo sob a orientação de sua mestra Zen, Arvis Joen Justi, por quatorze anos. Arven Joen Justi foi aluna de Taizan Maezumi Roshi do Centro Zen de Los Angeles. Adyashanti foi regularmente enviado por Arvis aos retiros sesshin Zen, onde estudou, também, com Jakusho Kwong Roshi do Centro Zen de Sonoma. 

Aos 25 anos ele começou a ter uma série de insights espirituais transformadores. Uma vez, enquanto estava sentado sozinho, Gray passou por uma experiência de despertar, na qual ele “penetrou o vazio de todas as coisas”, percebendo, através dessa experiência que o estado Búdico que ele tanto almejava já era uma realidade em Si. Ele era o “Bodhi”. Além de suas longas meditações e orações, ele também leu e estudou sobre os “místicos cristãos” e os Evangelhos.

Nos anos seguintes ele continuou sua prática de meditação, além de trabalhar na Oficina de seu pai. Passava várias horas, sentado em mesas de cafés, escrevendo respostas para as perguntas que lhe surgiam espontaneamente.

Finalmente, aos 31 anos, Gray passou por uma experiência de despertar que o colocou em profundo recolhimento e silêncio, fazendo-o silenciar placidamente suas dúvidas, perguntas e respostas.



Em 1996 ele foi convidado, por sua mestra Arvis Joen Justi, a ensinar sobre suas experiências e descobertas. Assim, ele passou a dar palestras para pequenos grupos de pessoas que se reuniam em um quarto acima da garagem de sua tia.

Seu trabalho foi se expandindo e ele adotou o nome Adyashanti que, em sânscrito, significa “Paz Primordial”.

Desde então dá palestras e escreve livros sem estar vinculado a nenhuma tradição Zen específica.


“Como seria se você não tivesse que lutar, se você não tivesse que fazer um esforço para encontrar a paz e a felicidade? Como você se sentiria agora?”


Atualmente, Adyashanti é considerado um professor “espiritual”, uma espécie de facilitador que foca o despertar e incorpora o despertar no cotidiano, de forma suave e fluida, através de conversas e Satsangs regulares nos Estados Unidos e no exterior. É um homem dedicado ao Serviço do Despertar em todos os seres e em cada um. Muito reservado, porém espontâneo e sorridente.

Segundo ele, a “Verdade não se limita dentro de qualquer ponto de vista religioso, qualquer sistema de crenças ou doutrinas, mas, está aberta a todos e encontra-se em tudo”.

Os ensinamentos não-duais de Adyashanti têm sido comparados aos dos antigos mestres de Zen e de Advaita Vedanta. Suas práticas são uma mistura de meditação silenciosa e conversas com os alunos, e o foco está sobre a dissolução e reconstrução da identidade pessoal. Durante esse tempo, muitos buscadores espirituais têm despertado para a sua verdadeira natureza na companhia de Adyashanti. 

Seus ensinamentos são um convite aberto para parar, silenciar, inquirir, reconhecer o que é Verdadeiro e Libertador no cerne de toda a existência. Eles expressam, tanto a infinitude de possibilidades, quanto a simplicidade comum, de uma vida espiritualmente realizada. 

Adyashanti é para as pessoas que se sentem sinceramente dispostas a despertar para sua verdadeira natureza e a incorporar essa percepção transformadora da vida. Ele desafia os buscadores de paz e liberdade a levarem a sério a possibilidade de liberação.


“Você é pura consciência, já está livre, acordado e liberado. Levante-se e caminhe para fora dos seus sonhos. Eu estou aqui pra dizer que você pode fazer isso”

Adyashanti é casado com Mukti, uma professora espiritual versada nos ensinamentos de Yogananda, hatha-yoga e acupuntura. Juntos fundaram a Open Gate Sangha em 1996. 




Open Gate Sangha:


A Open Gate Sangha é uma organização sem fins lucrativos, com sede na Califórnia, fundada em 1996, para apoiar os ensinamentos de Adyashanti e sua esposa Mukti. Sangha é um termo usado tradicionalmente em várias línguas, derivado do sânscrito, e se refere a uma assembleia “espiritual” ou comunidade de cunho monástico, porém seu uso varia.

Open Gate Sangha (Sangha Portas Abertas) refere-se, neste caso, tanto a própria organização quanto ao corpo estudantil como um todo, portanto, refere-se, aqui, a uma comunidade. 

A Organização funciona com uma pequena equipe e conta com o apoio de voluntários que formam o “coração da comunidade” cujo trabalho coordena os Satsangs intensivos de Adya, organiza a Agenda de Viagens de Adya e Mukti, sua esposa, além de realizar Retiros de Meditação Silenciosa, promover Eventos nos Estados Unidos e Europa, produzir o material áudio visual permitindo o acesso aos ensinamentos online e publicar os livros de autoria de Adyashanti.



Open Gate Sangha oferece um número limitado de bolsas de estudo para cursos intensivos locais e retiros para aqueles que precisam de assistência financeira.

Open Gate Sangha conta com a colaboração de uma comunidade dedicada de centenas de voluntários que contribuem com seu tempo, energia e talento para ajudar a coordenar e difundir os ensinamentos de Adyashanti e Mukti.


“Acima de tudo, nós, do Open Gate Sangha mantemo-nos comprometidos a permitir que verdade seja o nosso guia. A verdade que olha para fora dos olhos de todos, e só vê a si mesma onde quer que apareça”. 






Estudantes convidados a ensinar:

Adyashanti, como professor, convidou vários de seus alunos a compartilhar o “Dharma” que, neste contexto, significa ensinar de forma independente para outros estudantes. Compartilhar a experiência da Existência e da Maturidade “espiritual” num sentido amplo e livre de pré-conceitos.

A palavra Dharma é derivada da raiz sânscrita dhr, que tem certo número de significados, sendo os principais "existir, viver, continuar" e "segurar, suportar, sustentar". A própria palavra Dharma acabou sendo usada numa larga variedade de sentidos relacionados com as traduções mais comuns: retidão, virtude, dever.

Num sentido mais amplo, Dharma refere-se à natureza ou caráter do que quer que seja. Considerando-se que a natureza, a essência, do ser humano é Plenitude Absoluta.




Mukti é Professora Associado do Open Gate Sangha. Mukti foi uma estudante de Adyashanti desde que ele começou a ensinar em 1996, e, juntos, oficialmente fundaram a Open Gate Sangha. 

Anteriormente, Mukti estudou os ensinamentos de Paramahansa Yogananda por  mais de 20 anos. 

Em seus próprios ensinamentos, Mukti aponta ao público o retorno ao seu estado natural de Totalidade ou Consciência Indivisível. Licenciada em acupuntura e certificada para ensinar Hatha Yoga, Mukti tem um grande amor por toda a experiência na forma, bem como a toda experiência informe (sem forma). 


"A busca da perfeição e até mesmo da felicidade nascem quando a falta é presumida. Separe esta presunção e conheça a totalidade de todas as coisas”.  (Mukti)



Adyashanti desafia, de forma ousada, a todos os buscadores da verdadeira Paz e Liberdade a tomarem, para Si, a responsabilidade de Libertação nesta vida, levando a sério essa possibilidade de liberação.

Seus ensinamentos expressam tanto a infinitude de possibilidades quanto a simplicidade comum de uma vida espiritualmente realizada. Adyashanti é um exemplo para as pessoas que se sentem sinceramente dispostas a despertar para sua verdadeira natureza e a incorporar essa percepção transformadora da vida.


  


Bem-vindos ao Tempo da Verdade com Adyashanti:

Uma das razões das pessoas meditarem me faz perceber isso como tempo da verdade. Se você se sentar em silêncio por um período de tempo, eventualmente, a sua negação começa a quebrar, porque é muito doloroso sentar lá e mentir para si mesmo sobre o que está acontecendo. Durante os retiros, as pessoas muitas vezes falam sobre o medo que elas sempre tiveram ou a raiva que elas ainda sentem em relação a alguma coisa reprimida há 20 anos. Apenas sentar, em silêncio, é o suficiente para quebrar as pessoas (personalidades). E essa é uma das razões que me levaram a inquirir e meditar.

Se as pessoas pensam que já despertaram para a sua verdadeira natureza e, ainda assim, não conseguem ficar paradas sem enlouquecer, então elas não têm sequer despertado como acreditam. Estão, apenas, iludidas sobre o seu despertar e sua verdadeira essência. A meditação é como um forno que aquece e força a verdade. Quando você medita sem manipulações ou projeções - algo novo para muitos praticantes de meditação, então, naturalmente, há uma espécie de descarga onde a própria verdade pode surgir espontaneamente. Você começa a ver e experimentar coisas que você precisa ver e experimentar. Experiências antigas podem surgir. Experiências que estava esperando há 30 anos, não para serem descobertas ou analisadas, mas, apenas para serem vividas conscientemente. Com o tempo, já que esta descarga natural acontece, as pessoas ganham a energia de que precisam para ir ainda mais fundo.




Despertar Não é o que você imagina que seja - com Adyashanti:

O que é o despertar espiritual? Você pode ter ouvido várias respostas para essa pergunta, mas, talvez nenhuma tão penetrante como o ponto de vista de Adyashanti  sobre o assunto. Neste trecho de The End of Your World sobre a natureza da iluminação, ele compartilha sua perspectiva única sobre a natureza surpreendentemente “destrutiva” do despertar espiritual.

Em um sentido muito real, é preciso falar muito mais sobre o que perdemos ao despertar e não o que nós ganhamos. Nós perdemos não só a nossa auto-imagem, mas também perdemos toda a nossa percepção do mundo. A separação é apenas uma percepção; na verdade, quando se trata do nosso mundo, não há nada além da percepção. “Seu mundo” não é o seu mundo, é apenas a sua percepção. Assim, embora possa parecer negativo, à primeira vista, eu acho que é muito mais útil falar sobre o despertar espiritual em termos do que perdemos. Isto significa que nós estamos falando sobre a dissolução da imagem que temos de nós mesmos, e é o desmantelamento e a dissolução de quem pensávamos ser que é tão surpreendente quando se desperta.

E é de fato surpreendente: não é o que nós pensamos que vai ser como em tudo. Eu nunca tive um único aluno que me tenha dito: “Você sabe Adya, eu olhava através do véu da separação e é muito bonito o que eu pensei que seria. Normalmente, eles vêm a mim e dizem:” Isso não é nada parecido com o que eu imaginava”. 





Isto é especialmente interessante, pois muitas das pessoas que ensinam têm estudado a espiritualidade por muitos anos, e muitas vezes têm ideias muito complexas sobre o que significa o despertar. Mas quando isso acontece é sempre diferente de suas expectativas. De muitas maneiras, é maior, mas também, em muitos aspectos, é muito mais simples. Na verdade, se é para ser verdadeiro e real, despertar deve ser diferente do que imaginamos que seja. Isso ocorre porque todas as nossas imaginações e projeções sobre o despertar estão acontecendo dentro do paradigma do estado de sonho. Não é possível imaginar algo fora do estado de sonho quando a nossa consciência ainda está dentro dele.

A vontade de questionar tudo.
Nada que eu diga substitui a experiência real e direta de saber o que você realmente é. Você precisa estar disposto a questionar tudo, disposto a parar e se perguntar: “Será que eu realmente sei o que eu acho que eu sei, ou eu apenas dando  crédito às crenças e opiniões dos outros? O que eu realmente sei, e o que eu quero acreditar ou imaginar? O que eu sei com certeza”?

Esta pergunta: “O que eu sei ao certo”?- É extremamente poderosa. Quando você olhar profundamente para essa questão, na verdade essa questão  destrói o seu mundo. Ela destrói todo o seu “senso” de si e é destinada a isso. Você chega a ver e perceber claramente  que tudo o que você acha que sabe sobre si mesmo, tudo o que você acha que sabe sobre o mundo, baseia-se em suposições, crenças e projeções de coisas nas quais você acredita, porque você foi ensinado assim ou levado a acreditar que elas eram verdadeiras.

Até que nós comecemos a ver, reconhecer essas falsas percepções como  elas realmente são, a consciência ainda estará presa no interior do “estado de sonho”.

Da mesma forma, assim que nós nos permitirmos perceber: “Meu Deus, eu não sei quase nada. Eu não sei quem eu sou, eu não sei o que é este mundo, eu não sei se isso é verdade, eu não sei se isso é verdade...”, algo dentro de nosso Ser se abre. Quando estamos dispostos a entrar no desconhecido e sua insegurança inerente, e não correr de volta para qualquer coisa que nos proteja ou nos conforte, quando estamos dispostos a suportar o “vendaval” que se aproxima e não estremecer diante dele – finalmente podemos enfrentar o nosso verdadeiro eu.



“Iluminação ou Despertar não é apenas para uns poucos escolhidos”

Segundo Adyashanti:
O que o ego valoriza não é outra coisa senão a separação. Todos os valores egóicos são valores baseados na separação e na continuidade da separação. 
Mas os valores advindos do despertar são um tanto diferentes. Os valores do despertar são inerentes ao espírito consciente.  Estão lá para serem reencontrados, redescobertos.  
Esses valores estão como que carregados da verdade. A verdade é um grande valor que está no espírito consciente.  Ser “em verdade”. “Ser a verdade”.

Ele continua:


A unidade é algo que do ponto de vista desperto que considero valioso, porque a unidade é a verdade.  A verdade é que, em última instância, existe apenas o Um. Toda essa diversidade que a gente vê (e existe uma grande diversidade e uma grande individualidade), no fundo, a essência de tudo isso é espírito consciente.  Espírito consciente é aquilo que tudo É.  Espírito é o que tudo é, espírito é o que se expressa a Si mesmo.





Adyashanti é autor de livros como O Impacto do Despertar, O meu Segredo é Silêncio, O Fim do Seu Mundo, A Verdadeira Meditação, O Caminho da Meditação, Ressuscitando Jesus, Caindo em Graça, além de emprestar sua voz às gravações de vídeos e CDs.

Os livros de Adyashanti: 


*The Impact of Awakening - (O Impacto do Despertar):


Neste livro, o leitor é guiado desde o impulso inicial para ser livre, até o ponto culminante em que conquista a Libertação. Adyashanti também fala sobre o papel da graça, a relação professor-aluno e como se mover além das crenças que distorcem nossa percepção da verdade. 
Aqui Adyashanti não usa nenhum jargão Zen. Na verdade, como os grandes mestres zen , ele ultrapassa os limites do discurso budista convencional e em vez disso fala diretamente do próprio ser. Suas palavras são simples, espontâneas e vitais.  


*My Secret is Silence - (Meu segredo é o silêncio):


Este livro, quase de poesia viva, é composto por um conjunto de ensinamentos curtos, extraídos a partir de encontros, palestras  e diálogos com os alunos.
Com toda a imprevisibilidade, Adyashanti celebra a vida, a partir da observação do Buda rindo e gentilmente introduz o mistério de despertar para si mesmo, no coração do leitor. Ao longo do livro, Adyashanti ilumina o caminho intransitável da aniquilação ou rendição de seu próprio Eu Divino. 




* The End of Your World - (O fim do seu mundo):



Mais e mais pessoas estão "acordando" espiritualmente. E para a maioria deles, a pergunta é: e agora? 
"Informações sobre a vida após o despertar normalmente não é exposta publicamente", explica Adyashanti. "É mais frequentemente compartilhada apenas entre os professores e seus alunos." 
O fim do Seu Mundo é a sua resposta a uma necessidade crescente de direção no caminho espiritual. "Um mundo novo em um estado de unidade." 


*True Meditation - (A verdadeira meditação):



O que aconteceria se você permitisse que tudo fosse exatamente como é? E se você  abrisse mão de sua necessidade de controle  e abraçasse cada experiencia exatamente no momento em que ela surge? Este livro o convida a explorar essas questões de mudança interne e conhecer a perspectiva única e poderosa de Adyashanti  sobre a arte da meditação. 




*The way of liberation - (O Caminho da Libertação Um Guia Prático para Iluminação Espiritual):



O Caminho da Libertação é um despojado guia prático que Adyashanti concebeu para o despertar espiritual. Com uma profunda simplicidade que descreve as bases, idéias  e práticas centrais que são essenciais no processo de despertar para a natureza absoluta da realidade e vivê-lo na medida do possível. 
"Este não é um livro sobre o aperfeiçoamento espiritual, auto-aperfeiçoamento, ou estados alterados da consciência. Trata-se de um alicerce para escaparmos do estado de sonho do ego, para o estado desperto além do ego, rapidamente e de forma mais eficiente possível. "



*Resurrecting Jesus - (Ressuscitando Jesus):



A história de Jesus não diminui seu alcance para mudar vidas. Ainda hoje, mesmo que a maioria de nós tenha crescido em uma cultura impregnada pelos mitos de Jesus, muitos de nós se sentem desconectados da  essência e vitalidade dos seus ensinamentos. 
Com "Ressuscitando Jesus", Adyashanti convida-nos a redescobrir a vida e os ensinamentos de Jesus como um caminho que pode nos levar a mais radical das transformações: Em seu despertar espiritual, Jesus cruzou todas as  fronteira que separava as pessoas de seu tempo, porque ele via o mundo a partir da perspectiva do que nos une, não o que nos divide.

Em Ressuscitando Jesus , Adyashanti nos pede para considerar o homem conhecido como Jesus como um exemplo do estado realizado e um modelo de engajamento esclarecido com o mundo. 
Ele examina a história de Jesus desde seu nascimento até a ressurreição para revelar como os eventos centrais da vida de Jesus estão em sincronia com as etapas do despertar espiritual.


*Falling into Grace - (Caindo na graça):


Adyashanti nos pede para deixarmos de lado as nossas lutas com a vida e nos abrirmos a promessa do despertar espiritual: o fim da ilusão e a descoberta do nosso ser essencial. 
Em seus 15 anos como professor espiritual, ele descobriu que quanto mais simples o ensino, maior o seu poder de mudar nossas vidas. 
Em Caindo na Graça, Adyashanti apresenta ideias que ele considera fundamentais e que vai "provocar uma revolução na maneira como percebemos a vida".






FALAMOS DE AMOR E DE SERMOS TODOS UM, MAS CONTINUAMOS PRODUZINDO MEDO, POR ADYASHANTI

Nessa rica entrevista de 24min, a íntegra que ele concedeu ao Projeto Global Oneness, o “ex”-monge Zen, autor e professor espiritual Adyashanti descreve como as concepções iludidas que os seres humanos ainda mantém sobre si mesmos são o que essencialmente produzem esse momento de crise, e onde se faz necessário o auto-conhecimento e o abandono de nossas falsas identidades por um paradigma mais universal e unificado da existência. 

Autor de “The End of Your World” e “Falling Into Grace“, Adyashanti confronta conceitos considerados espirituais e “cobra” uma verdadeira vivência deles, ao invés de apenas idéias que continuam a produzir medo e separação. 

“A ideia de que somos todos um é uma ótima idéia, não é? ‘Somos todos um’, “Somos todos um espírito’… e então dizemos ‘Estamos nos destruindo, temos que fazer alguma coisa!’… Você pode sentir o medo. Na ideia da unidade. Mas a experiência da unidade é sentir, perceber… a ausência do medo”, diz Adyashanti num dos trechos. 

“Falamos sobre o amor, mas não confiamos muito nele“.


“Eu vejo essa sensação de um eu separado como essencialmente ilusório, embora seja um estágio natural da evolução.
Mas aí eu penso que quando você chega a limiar, como muitas pessoas estão agora, elas experimentam essa separação e descobrem que é inerentemente insatisfatória.
Não só para si mesmo, como também para o mundo. E aí você sente aquele impulso, de que existe algo além, e é quando você descobre ese medo aterrador, porque é um tipo de morte. Ir além do eu separado significa a morte de uma identidade.
No nível do pensamento isso é bastante abstrato e difícil de explicar, mas quando começa a acontecer e você sente, literalmente, que vai morrer… você enxerga o vazio do eu separado.
Isso soa bem espiritual, mas quando você realmente enxerga, pode ser realmente assustador. ‘Meu Deus! A pessoa que eu imaginava ser não está aqui’.
Muitas das pessoas com as quais eu converso têm esse medo da nao-existência. Isso faz parte da ironia de ter que passar pela porta da não-existência para chegar à verdadeira existência, e isso é muito muito assustador.
E aí nos distraímos. O mundo que nós criamos é o mundo perfeito para nos distrairmos, com uma quantidade enorme de diversões e trivialidades.
E quando você entende isso, geralmente é um tipo de medo profundo, de inicialmente se dar conta de que ‘nem mesmo sem que eu sou’.
A maior parte dos seres humanos não sabe quem são”.  Adyashanti



Segue o vídeo integral da entrevista, legendado em português:







Abaixo, mais dois vídeos com pequenas palestras de Adyashanti:



*ADYA – Não Lute. Não se esforce. (Vídeo por Veetshish Om):



*ADYA – A Verdadeira Natureza do Ser É ISSO! (Vídeo por Veetshish Om):



*Essa postagem foi realizada em parceria com  
Lazully Blue - Cecy.
Corações em unidade - Muito Além



Fonte: http://www.adyashanti.org/

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