sábado, 18 de janeiro de 2014

ENCONTRANDO A ESSÊNCIA DIVINA



Existe muito medo em relação à morte. 

Medo de aniquilação, medo de esquecimento, medo de ser engolido pelo imenso buraco negro associado à morte. 

Como acontece com freqüência na dimensão terrena, o ser humano tende a virar as coisas de pernas para o ar e apresentá-las do modo exatamente oposto ao que são realmente. Na verdade, a morte é liberação, é a volta ao lar, a lembrança de quem você realmente é.


Quando a morte chega, você volta sem esforço ao seu estado natural de ser. 

Sua consciência funde-se com a chama de luz que é a sua verdadeira identidade. As cargas terrenas são retiradas dos seus ombros. 

A vida dentro de um corpo físico lhe impõe limitações. É verdade que você escolheu mergulhar neste estado de limitação devido à possibilidade de experiência que ele tinha a lhe oferecer. 

Apesar disso, a retomada do seu estado natural é uma sensação de bem-aventurança! A consciência que vive em você adora voar e ser livre para investigar livremente os inúmeros mundos que constituem o universo. 


Há tantas coisas para se explorar e experienciar! 

Ao nascer num corpo terreno, você perde parcialmente o contato com essa liberdade e com a sensação de não ter limites.

Em um nível interno, você se permitiu iniciar esta vida terrena. Foi uma escolha consciente. Talvez tenha se esquecido disto e de vez em quando fique em dúvida se realmente quer estar aqui. 

Entretanto houve um momento em que você disse “sim”. Esta foi uma escolha corajosa. É um ato de grande bravura trocar temporariamente a sua liberdade e seu sentido de não-limitação  pela aventura de se tornar um ser humano, de se tornar mortal. 

Essa aventura guarda uma promessa que faz com que tudo isso valha a pena. Sinta o “sim” que naquele momento se elevou da sua alma. Lembre-se também de ter sido atraído para a Terra. Sinta como se conectou com a realidade da Terra e sinta o momento em que entrou no embrião que estava dentro do útero da sua mãe. Você pode notar que há um certo peso envolvendo o planeta Terra, algo meio cinzento ou denso.

Existe muito sofrimento na Terra. Dor, perda, medo e pensamentos negativos fazem parte da atmosfera coletiva da Terra. E foi isto que você, como alma recém-encarnada, atravessou. 

A sua luz encontrou o caminho através da escuridão e, ao fazer isto, um inevitável véu de ignorância caiu sobre a sua consciência original. Sinta a tristeza deste acontecimento e, por trás dela, a sua coragem e bravura. 



Você estava determinado: 
“Vou fazer isto! Mais uma vez, vou enraizar-me na realidade da Terra para encontrar a minha própria luz, para reconhecê-la, para redescobri-la e para transmiti-la para este mundo, que está precisando tanto dela.”

Sim, foi um salto para dentro da ignorância. 

Esquecer-se temporariamente de quem você é, não se lembrar do seu estado livre de ser, fazem parte de ser um humano. 

Você se esquece que está seguro e livre independentemente de onde esteja. Ao se tornar um ser humano, você começa a se preparar para recuperar aquela sensação natural de liberdade e segurança. Na sua busca, você pode ser enlaçado por poderes que parecem lhe oferecer o que está procurando, mas que na verdade estão tornando-o dependente de algo fora de você. 

Pode curvar-se a julgamentos vindos de fora de si mesmo, que lhe dizem como deve se comportar para ser amado. Estas falsas imagens do Lar, estes substitutos, tendem a entristecê-lo e deprimi-lo. 

Realmente a descida do absoluto para a Terra foi uma viagem dura! Entretanto a morte transporta-o de volta ao plano do amor eterno e da segurança. 

Vocês podem comparar esta escuridão interna com uma criança que se perde. Uma parte da sua alma é uma criança perdida. Ela perdeu seu caminho num passado de dor. Mas o passado não é uma coisa estática. A sua criança interior perdida, que se fragmentou no passado, pode ser trazida de volta.


A criança dentro de vocês é a vítima de muitas experiências que não foram compreendidas. A criança que não sabe o que está acontecendo com ela, a criança que foi abandonada, que está assustada, que não tem um sistema de referência que lhe permita entender.

De um certo modo, vocês hão de compreender que este abandono foi sua própria escolha, sua mais profunda escolha, e um ato de criação verdadeiramente divino. A imensa dor que vocês sentiram quando começaram a sua jornada sozinhos, sua jornada de experiência, essa dor profunda foi, ao mesmo tempo, um grande ato de criação. Porque ao se desprenderem, como almas, do grande todo – do Deus-Pai-Mãe – vocês se permitiram fazer grandes descobertas, experimentar e sentir muitas coisas.

Saibam que vocês têm o poder de deixar sua criança interior retornar à vida, de deixa-la cantar e brincar outra vez. Está na hora de juntarem as partes perdidas de vocês mesmos. É hora de estarem no centro de quem vocês são.


Com a morte, existe um aspecto de retorno, no sentido de que o reconhecimento da sua própria divindade lhes dá a sensação de voltar para casa, traz uma lembrança do antigo sentimento de unidade e harmonia, que vocês conheciam antes. 

É na morte que você se entrega a quem você sempre foi. Quando se morre conscientemente, quando se aceita a morte e se entrega a ela, a morte se torna um acontecimento feliz.

O que acontece quando você morre? Antes de morrer, você passa por um estágio de partir e se desapegar. É uma fase em que você diz adeus à vida terrena e aos seus entes queridos. Isto pode ser difícil, mas, ao mesmo tempo, lhe oferece a possibilidade de refletir profundamente sobre quem você é, e o que aprendeu e realizou na Terra durante a sua encarnação. 

Na dor que você pode sentir ao deixar seus entes queridos, torna-se muito mais claro o que o conecta a eles. É um laço de amor que é imortal. Essa ligação é tão poderosa que passa sem esforço pela fronteira da morte. O amor é uma fonte inexaurível, eternamente dando origem a nova vida. 



Aqueles que ficam para trás geralmente associam a fase anterior à morte dos seus entes queridos com sentimentos de tristeza e perda. É natural chorar a partida de um ser amado; é natural sentir sua falta e desejar sua presença física. 

Entretanto, com a partida deles, abre-se um portal para uma nova dimensão, uma dimensão onde a comunicação é de natureza tão pura, clara e direta, que se eleva acima dos métodos de comunicação usados comumente na Terra. Você pode ter uma comunicação direta com seu ser amado depois da morte, de coração para coração. Deste modo, os mal-entendidos que costumavam separar vocês podem ser facilmente esclarecidos, já que vocês passam a se comunicar honesta e abertamente um com o outro. Sua mensagem será sempre recebida.

A dimensão da eternidade é tangível e isto suaviza respeitosamente a sua visão do que o ocupava e ocupava as pessoas diretamente ao seu redor, durante a sua estadia na Terra.

O foco da sua consciência muda. Tendo liberado o mundo exterior, as pessoas e o seu corpo, sua consciência se volta para o seu interior, cada vez mais profundamente. Sua percepção do mundo externo diminui e isto lhe permite preparar-se para a jornada interior na qual está prestes a embarcar. 


Morrer não precisa ser um processo doloroso. O que realmente acontece é de natureza grandiosa e sublime! Morrer é um acontecimento sagrado, no qual a alma se conecta consigo mesma, de uma forma muito íntima. 


Durante a fase final, a pessoa que está morrendo sente a dimensão terrena – o corpo, os sentidos, as cores e outras sensações físicas – de uma forma neutra. Uma outra dimensão está entrando na sua consciência, com um brilho tão promissor e convidativo, que não é mais tão difícil se entregar e deixar todas as coisas terrenas para trás. 

Uma vez que libere tudo em paz, sua alma se elevará do seu corpo de forma suave e fluida. Você será amparado pelas forças universais de sabedoria e amor. O ambiente ao seu redor será preenchido por uma energia calorosa e amorosa. Você experimentará uma sensação indefinível de alívio. Neste ponto, você está livre, e tudo se esclarece. Você se lembra da onipresença do Amor, não como um conceito abstrato, mas como uma realidade palpável. 

Enquanto estava na Terra, você chamava esse tipo de amor de “Deus”, e mantinha uma imagem humana, distorcida, do que Deus “queria de você”. Estava convencido de que existiam algumas exigências desse Deus, exigências que você geralmente não cumpria. 

Mas aqui nesta dimensão, você se lembra qual é a verdadeira vontade de Deus (do Universo, da Luz): incorporar-se em você, inspirá-lo, experienciar a criação através de você e finalmente reconhecer-Se na sua face. Deus queria tornar-se humano através de você. O objetivo da evolução do universo é VOCÊ: Deus feito homem! Luz em forma humana!!


Deus (o Universo, a Luz) é a fonte da criação, e você é a Sua realização. Você, que deu forma à luz de Deus, nunca é julgado por ser um humano. Pelo contrário, você é honrado. A idéia de um Deus vingativo é mais uma distorção, o reverso da verdade alimentado pelo medo. 

Muito freqüentemente vocês ainda buscam. Vocês estão continuamente procurando soluções fora de si mesmos. Mas, quando trazem estas soluções para dentro de si, elas logo começam a desvanecer.

Percebam que vocês são o centro do seu ser, o sol do seu próprio universo.

O foco da sua consciência e aquilo com que ela está sintonizada definem como vocês se sentem, como vocês pensam, como vocês agem. Do fundo de si mesmos, vocês dirigem estas coisas, como um sol dirige seus raios para fora.

Deus ou como quer que queira chamá-lo, Se reconhece em você, independente do que você faz ou deixa de fazer. Quando volta a este lado, você se conscientiza disto outra vez, e uma carga imensa de autojulgamento e sentimentos de inferioridade escorregam dos seus ombros. Você sente a alegria original de viver de novo, seguro nas mãos de Deus.

Mais uma vez, ficará muito claro para você que dizer adeus não passa de uma ilusão, que a conexão pelo coração é eterna. Experienciará uma sensação de gratidão e respeito, ao entrar neste plano de amor incondicional e sabedoria.



À medida que a sua estadia do outro lado se estende, seu espírito se expande para níveis de consciência mais amplos e profundos. Você se desapega cada vez mais dos modos de pensar e sentir com os quais estava acostumado na Terra. Basicamente, você volta gradualmente à essência de quem é, à sua alma, à centelha divina interior. 

Quanto mais você entra – ou volta – a esse estado de consciência, mais se desliga da sua personalidade terrena e da dimensão da Terra. Passa a sentir um fluxo de ser que se estende para além desse aspecto seu. Conscientiza-se do espaço sem fronteiras que é a sua alma e as inúmeras experiências que você juntou na sua jornada através do universo.

A partir desse estágio, quando as pessoas da Terra se conectam com você, elas sentem uma pessoa que adquiriu sabedoria e amor espiritual. Na verdade, ao se aproximar mais do âmago da sua alma, você deixa o plano astral e entra naquilo que é chamado de plano essencial, o reino da Essência. 


No plano astral, você tem a oportunidade de trabalhar a bagagem emocional que você trouxe da sua vida mais recente na Terra. Para isto, recebe ajuda de vários guias amorosos. Num certo ponto, você libera todos os seus laços terrenos e toda sua dor emocional, e então fica pronto para se mover para além de todo plano astral. 


É aí que você passa para o plano da essência. Quando isto acontece, é como uma segunda morte. Você deixa para trás tudo o que não lhe pertence verdadeiramente, e se dá permissão para fundir-se com o seu Eu maior, sua Essência Divina. No momento em que passa para o plano essencial, você se conscientiza do poder imenso que o move. Você experiencia sua unidade com Deus.

O plano da essência, o plano do Eu eterno, é a sede da consciência divina, da qual toda a criação se origina.  Ele não está lá longe. Ele permeia tudo, tanto o plano astral quanto o plano terreno; ele permeia todo o cosmos. A presença que você sente aqui é a presença de Deus, pura e imaculada. Ela pode ser percebida como um silêncio profundo, completamente pacífico e, ao mesmo tempo, pleno de vida e criatividade. Desta fonte origina-se toda a criação e para esta fonte ela deverá voltar.



Quando alcança o plano essencial depois da morte, você é capaz de fazer escolhas conscientes em relação ao seu objetivo futuro. Neste plano você pode programar, com a ajuda de professores e guias, uma outra encarnação na Terra, ou planejar uma jornada diferente, dependendo das suas metas. No plano essencial, você pode ouvir claramente a voz da sua alma. Foi neste plano que você disse “sim” para a vida na qual se encontra agora.

A morte não é nada mais que uma transição, uma das muitas transições pelas quais você passa na vida. A vida na Terra conhece tantos momentos de transição, de passar por algo e deixar ir. 

Houve um tempo em que o corpo no qual você vive hoje era muito pequeno, um bebezinho vulnerável. Entretanto sua alma, a Essência Divina no seu interior, já estava trabalhando através dele naquele tempo. Ao chegar à maturidade, você foi engolido pelas exigências da vida terrena e se confrontou com medos e dúvidas. 


Morrer em entrega consciente é um acontecimento sagrado, pleno de vida e beleza. A grandiosidade do que está se desenrolando torna-se tangível para todos os presentes. Quanto mais as pessoas presentes tiverem vivenciado “a morte em vida”, mais serão tomadas de admiração e reverência pela transição que estão testemunhando.

Em todas as transições disponíveis na criação, desde nascimento físico e morte até momentos de intenso desligamento emocional na sua vida, a questão mais importante não é se você vai sobreviver, mas se vai conseguir manter a conexão com a sua Essência Divina. 


Você consegue ficar em contato com o plano da Essência, com suas origens, com o pulsar da Criação? 

Conectar-se freqüentemente com o plano essencial durante sua vida é a melhor forma de se preparar para a morte e para o que vem depois. Ao se conscientizar agora – antes da morte física – que a Essência de quem você é não depende do seu corpo físico atual, nem da identidade que você assume neste mundo, você se torna livre para fazer a transição suavemente, quando o momento chegar.

Conectar-se com o plano essencial é uma escolha que você faz. A morte por si só não vai levá-lo mais próximo dele. Depois de morrer, você será praticamente a mesma pessoa que é agora, apesar de que lhe serão oferecidas possibilidades diferentes e uma perspectiva mais ampla. Entretanto a pergunta crucial continua sendo a mesma: você se lembra quem você é? Consegue se conectar conscientemente com a dimensão da atemporalidade que flui através de você e que o inspira verdadeiramente?

Você é imperecível!!
Permita-se ser confortado e amparado por este conhecimento quando a hora da sua morte chegar; e agora também, enquanto luta com as questões da sua vida.

Para morrer em paz é preciso que se desapegue, no nível interno, de tudo que o prende à existência terrena. Pratique constantemente o desapego enquanto vive, e você estará preparado para morrer.


O que significa desapegar-se? Significa prestar atenção na essência, não se deixar pegar por questões não essenciais. Significa não criar dramas desnecessários; significa experienciar alegria nas coisas simples da vida. 

Praticar o desapego e ficar sintonizado com o plano da essência implica em estar consciente de uma dimensão oculta, que se encontra diretamente sob e por trás de tudo o que é observável. Significa renunciar ao julgamento apressado em termos de bom e ruim, e confiar na Inteligência Cósmica, que ultrapassa de longe a mente humana.



A sua necessidade excessiva de controle é que faz com que a vida se torne um esforço, pesada e cansativa. O desapego traz paz à mente, humor e atenção. A consciência de que a vida é finita inspira o desejo natural de cultivá-la e cuidar dela. E é aí que a sua Essência Divina pode fluir sem esforço através de você, do plano essencial para a sua realidade terrena.

Uma vez que isto aconteça, você terá vencido a morte antes de ter morrido.

4 comentários:

  1. Blog fascinating and beautiful themes

    ResponderExcluir
  2. Eu sou divino e feliz,bom dia humanidade felizzzzzzzzz

    ResponderExcluir
  3. Esse texto está incrível!!
    Mensagem perfeita,muito esclarecedora!!

    ResponderExcluir
  4. SOMOS LUZES EM FORMA HUMANA!! ...

    "Conectar-se freqüentemente com o plano essencial durante sua vida é a melhor forma de se preparar para a morte e para o que vem depois. Ao se conscientizar agora – antes da morte física – que a Essência de quem você é não depende do seu corpo físico atual, nem da identidade que você assume neste mundo, você se torna livre para fazer a transição suavemente, quando o momento chegar."

    NOSSA ETERNA GRATIDÃO A TODOS OS AMIGOS/IRMÃOS QUE POR AQUI PASSARAM !!
    ABRAÇOS .

    ResponderExcluir