segunda-feira, 30 de setembro de 2013

OS OMBROS SUPORTAM O MUNDO



Os Ombros Suportam o Mundo


Carlos Drummond de Andrade


Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus. 

Tempo de absoluta depuração.

Tempo em que não se diz mais: meu amor. 

Porque o amor resultou inútil. 

E os olhos não choram.  

E as mãos tecem apenas o rude trabalho. 

E o coração está seco. 

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.


Ficaste sozinho, a luz apagou-se, mas na sombra teus olhos resplandecem enormes. 

És todo certeza, já não sabes sofrer. 

E nada esperas de teus amigos. 



Pouco importa venha a velhice, que é a velhice? 

Teus ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança.  



As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios provam apenas que a vida prossegue e nem todos se libertaram ainda. 

Alguns, achando bárbaro o espetáculo, prefeririam (os delicados) morrer.


Chegou um tempo em que não adianta morrer. 

Chegou um tempo em que a vida é uma ordem. 

A vida apenas, sem mistificação.



domingo, 29 de setembro de 2013

LUZES DO MUNDO - ALBERT EINSTEIN



ALBERT EINSTEIN - A GENIALIDADE CÓSMICA E TRANSCENDENTAL



Albert Einstein nasceu em Ulm (Württemberg, sul da Alemanha) no dia 14 de março de 1879. Seu pai, Hermann Einstein, possuía uma oficina eletrotécnica e tinha um grande interesse por tudo que se relacionasse com invenções elétricas. Não obstante, seus negócios não prosperavam e, logo que seu filho nasceu, viu-se obrigado a se transferir para uma cidade maior, na esperança de que as finanças melhorassem. Escolheu Munique, capital da Bavária, porque já poderia abrir uma oficina em sociedade com irmão Jacob.

Nos primeiros anos de vida, Einstein teve dificuldades para se expressar através da fala e era lento para aprender, fato que, durante algum tempo, deixou seus pais preocupados. Nos primeiros anos escolares, Einstein não se destacava nem pelas notas nem pela regularidade com que ia à escola.


Quando criança, não apresentava nenhum sinal de genialidade; muito pelo contrário, seu desenvolvimento se deu de modo bastante moroso até a idade de nove anos. No entanto, a sua paixão em contemplar os mistérios da Natureza começou muito cedo - aos quatro anos - quando ficou maravilhado com uma bússola que ganhara de presente do pai. "Como é que uma agulha pode se movimentar, flutuando no espaço, sem auxílio de nenhum mecanismo?" - perguntava a si mesmo. 

Na escola, Albert sentia grande dificuldade para se adaptar às normas rígidas do Estudo. Os professores eram muito autoritários e exigiam que os alunos soubessem tudo de cor. Geografia, história e francês eram os seus grandes suplícios; preferia mais as matérias que exigiam compreensão e raciocínio, tal como a matemática. 


Aos nove anos ingressa numa instituição de ensino chamada Luitpold Gymnasium, local onde se interessa por geometria e álgebra, matérias nas quais progride rapidamente. Aos doze anos é um autêntico gênio das matemáticas e lê avidamente Leibniz, Kant e Hume. Foi um problema para seu professores, visto que estes não sabiam responder suas perguntas nem refutar seus questionamentos. 

Um de seus professores mais exasperados, chegou a dizer que Albert nunca iria servir para nada e que, além disso, sua presença desatenta em classe era considerada negativa, porquanto influenciava seus colegas, o que o levou a ser suspenso várias vezes. Possuía caráter individualista e alheio à disciplina prussiana, acaba sendo expulso do Gymnasium. 

Aos 16 anos abandona a religião judaica e, assim, liberta-se de todo e qualquer tipo de dogma e imposição ideológica.


Fez seus estudos superiores na Escola Politécnica de Zurique e, em 1900, Graduou-se em Matemática e Física. Durante esse período não chegou a ser um excelente aluno - sobretudo pelo fato de já estar fascinado por algumas questões que o absorviam completamente - enquanto que o curso exigia um estudo mais superficial devido ao grande número de matérias que eram ministradas. 

Em suas notas autobiográficas, Einstein conta que nessa ficou tão enfastiado das questões científicas que, logo depois de se formar, passou um ano inteiro sem ler as revistas especiais que eram publicadas. Isto possivelmente pelo fato de já haver, durante o curso, feito a leitura de todos os grandes cientistas da época - particularmente Helmholtz, Hertz e Boltzmann - adiantando-se ao programa estabelecido pela Faculdade. Freqüentemente não assistia às aulas, usando o tempo para estudar Física ou tocar seu adorado violino. 

Um de seus professores de matemática, Hermann Minkowski, que mais tarde foi o primeiro a interpretar geometricamente a Teoria da Relatividade Restrita, quando viu o artigo de Einstein publicado na revista Annalen der Physik , em 1905, ficou estarrecido. "Será que é o mesmo Einstein?" - comentou com um colega - "E quem era aquele meu aluno há alguns anos atrás? Naquela época ele parecia conhecer muito pouco do que lhe era ensinado!" 

Por dois anos Einstein trabalhou como tutor e professor substituto. Em 1902, assegurou uma posição como examinador no Escritório de Patentes da Suíça em Bern.  Em 1903, casou-se com Mileva Maric, que havia sido sua colega na Escola Politécnica. Desse casamento nasceram dois filhos: Hans Albert (professor de hidráulica em Berkeley, Califórnia, USA) e Eduard. O casamento não foi bem sucedido, resultando em divórcio em 1913. 


Em 1905 recebeu seu grau de Doutor pela Universidade de Zurique por uma dissertação teórica a respeito das dimensões de moléculas, e também publicou 3 trabalhos teóricos de grande importância para o desenvolvimento da Fïsica do século 20.  Com o pouco trabalho e a atmosfera razoavelmente serena, Einstein pôde produzir a maior parte da obra científica que o imortalizaria: os três trabalhos publicados em 1905. O primeiro versava sobre o efeito fotoelétrico e valeu-lhe o Prêmio Nobel de Física em 1921. O segundo, sobre o movimento browniano, não só provou de maneira irrefutável a teoria cinética do calor, como forneceu a melhor prova "direta" da existência das moléculas.

O terceiro grande Trabalho de Einstein em 1905, "Sobre a Eletrodinâmica dos Corpo sem Movimento", continha o que se tornou conhecido como a Teoria Especial da Relatividade. Desde a época do Matemático e Físico inglês Isaac Newton, os filósofos naturais (como os físicos e químicos eram conhecidos) tentavam compreender a natureza da matéria e da radiação e como elas interagiam. Não existia uma explicação consistente para o modo como a radiação (a luz, por exemplo) e a matéria interagiam quando vistas de referenciais inerciais diferentes, isto é, uma interação vista simultaneamente por um observador em repouso e um observador movendo-se com velocidade constante.

Em 1919, Einstein casou-se com sua prima Elsa, adotando as duas filhas do primeiro casamento dela: Ilse e Margot.  A confirmação da Teoria da Relatividade Generalizada por duas expedições inglesas que fizeram observações durante um eclipse solar em 1919, tornaram-no reconhecido mundialmente. 


Sua audácia de investigação o tornou insuperável, e sua teoria revolucionária fez mudar os principais conceitos físicos que explicavam o Universo até então. Com tal feito, não havia dúvida de que Einstein era um dos maiores gênios que a humanidade já havia produzido. 

Baseado em sua Teoria da Relatividade Geral, Einstein explicou as previamente inexplicáveis variações no movimento orbital dos planetas, e previu a inclinação da luz de estrelas na vizinhança de um corpo maciço, como o Sol. Com a confirmação deste último fenômeno durante um eclipse em 1919 tornou-se um grande evento, tornando Einstein famoso no mundo inteiro. Pelo resto de sua vida, Einstein devotou tempo considerável para generalizar ainda mais esta Teoria.

Seu último esforço, a Teoria do Campo Unificado, que não foi inteiramente um sucesso, foi uma tentativa de compreender todas as interações físicas - incluindo as interações eletromagnéticas e as interações forte e fraca - em termos da modificação da geometria do espaço-tempo entre as entidades interagentes.

Entre 1915 e 1930 a grande preocupação da Física estava no desenvolvimento de uma nova concepção do caráter fundamental da matéria, conhecida como Teoria Quântica. Esta teoria continha a característica da dualidade partícula-onda (a luz exibe propriedades de partícula, assim como de onda), assim como o Princípio da Incerteza, que estabelece que a precisão nos processos de medidas é limitada. Einstein, entretanto, não aceitaria tais noções e criticou seu desenvolvimento até o final da sua vida. Disse Einstein uma vez: "Deus não joga dados com o mundo".





Em 1921, Einstein recebeu o Prêmio Nobel pela explicação do efeito fotoelétrico. A celebridade, contudo, jamais alterou seu caráter modesto. Depois que abandonou a Alemanha, em 1933, instalou-se definitivamente no Instituto de Estudos Avançados de Princeton, onde lecionaria o resto da vida.

Em 1922, Einstein tornou-se membro do Comitê de Cooperação Intelectual da Liga das Nações. Em 1925, juntamente com o líder dos direitos civis indianos Mahatma Gandhi, trabalhou numa campanha pela abolição do serviço militar obrigatório. E, em 1930, Einstein colocou novamente seu nome em outro importante manifesto internacional, desta vez organizado pela Liga Internacional da Mulher pela Paz e Liberdade. Pedia o desarmamento internacional como sendo a melhor maneira de assegurar uma contínua paz. Envolveu-se ainda em várias causas sociais.


Einstein aceitou uma cátedra no Institute for Advance Study, em Princeton, Estados Unidos e, em 1940, adquiriu cidadania americana após o surgimento da II Guerra Mundial, em 1939. Einstein sempre assumiu posições públicas sobre os grandes problemas de sua época, fosse a respeito da existência do Estado de Israel, da União Soviética, da luta contra o nazismo, ou, após a II Guerra Mundial, contra a fabricação de armas nucleares. Einstein entregou uma carta ao presidente americano advertindo-o da possibilidade de os alemães fabricarem sua própria bomba, no entanto, a carta levou os EUA a fabricarem a sua. Num último apelo, Einstein escreveu ao presidente Theodore Roosevelt, que morreu sem ao menos ler a carta.

A destruição de Hiroshima pela bomba atômica, porém, constituiu-se no pior dia de sua vida. 
Suas convicções democráticas e sentimentos humanitários foram freqüentemente desafiados pela incessante onda de agressividade que caracterizou a atmosfera social e política do pós-guerra. Mesmo assim, Einstein defendeu abertamente todos os princípios da liberdade nos difíceis anos do macartismo. 
Os últimos 22 anos de Einstein foram vividos em Princeton, em relativo isolamento. 

Lecionava na Universidade e continuava seus estudos, que nessa época eram integralmente dedicados à sua teoria gravitacional. Almejava chegar à Teoria do Campo Unificado que permitiria englobar todos os fenômenos gravitacionais e eletromagnéticos, como emanações de uma única estrutura lógica. Depois de muito insucesso nas suas tentativas, conseguiu elaborar um esquema que era uma generalização formal das equações gravitacionais. Seus contemporâneos, no entanto, longe de se interessarem por esquemas de pesquisa e por modelos matemáticos, que eram mais adequados a uma série de fenômenos em estudo, acabaram por se afastar da linguagem utilizada por Einstein, criando assim, um imenso abismo de incompreensão entre eles e a novas gerações de físicos teóricos, ao contrário dos tempos de Berlim, onde a sua palavra era a de mestre absoluto. 


Em 1952, o recém-fundado Estado de Israel ofereceu a Einstein a honraria de ser o seu presidente, em substituição a Chaim Weizmann, primeiro presidente recém-falecido. Apesar de Einstein Ter sua origem em um meio judaico assimilado, ele sempre manteve em sua vida os dois preceitos básicos do judaísmo: Justiça e Caridade. O caráter democrático e humanitário das Leis Mosaicas haviam penetrado profundamente em sua consciência e a magnífica poesia do Velho Testamento causava-lhe profunda admiração. 

Ele logo reconhecera a urgente necessidade de se criar uma nação para o seu povo já tão perseguido, e passara a acompanhar com vivo entusiasmo os altos e baixos da nova nação. Todavia, ele não podia aceitar a honra de ser seu presidente, porque seu temperamento não se adaptava bem aos cargos e funções sociais e administrativas exigidas. Nesta época, chegou a declarar à viúva de Weizmann, que não podia aceitar o cargo porque não entendia nada de relações sociais; entendia apenas um pouco de matemática. 


Ademais não desejava se dedicar a um só país, pois seu interesse era a humanidade. 
Einstein sempre pareceu mais velho do que realmente era. A efervescência intelectual esgotou prematuramente suas reservas físicas. Mais de uma vez em sua existência ficou gravemente enfermo, porém sempre com uma boa chance de recuperação. Mas em 1954, o rápido declínio de suas forças físicas se manifestou de forma alarmante. 

Em 17 de Abril de 1955, Albert Einstein sentiu uma hemorragia interna causada pela ruptura de um aneurisma da aorta abdominal, que já havia sido reforçado cirurgicamente pelo Dr. Rudolph Nissen, em 1948. 
Ele pegou o rascunho de um discurso que estava preparando para uma aparição na televisão, comemorando o sétimo aniversário do Estado de Israel com ele no hospital, mas ele não viveu tempo suficiente para concluí-lo. 

Einstein recusou-se a cirurgia, dizendo: ".... quero ir quando eu quiser. É de mau gosto ficar prolongando a vida artificialmente. Eu fiz a minha parte, é hora de ir embora eu vou fazê-lo com elegância". 

Na manhã de 18 de abril, sua vida se extinguiu. Ele morreu no Hospital de Princeton, com 76 anos de idade, tendo continuado a trabalhar até quase o fim de sua vida. 

Morreu com a mesma simplicidade e humildade com que sempre viveu: calma e imperturbavelmente, sem remorsos. 

"A serenidade de sua morte ensina-nos como devemos viver" - foram as palavras de sua filha adotiva Margot. 

Durante a autópsia, o patologista do Hospital de Princeton, Thomas Stoltz Harvey, removeu o cérebro de Einstein para a preservação sem a permissão de sua família, na esperança de que a neurociência do futuro seria capaz de descobrir o que fez Einstein tão inteligente. 

Os restos de Einstein foram cremados e suas cinzas foram espalhadas em um local não revelado. Em sua palestra no memorial de Einstein, o físico nuclear Robert Oppenheimer resumiu sua impressão sobre ele como pessoa: "Ele foi quase totalmente sem sofisticação e totalmente sem mundanismo... Havia sempre com ele uma pureza maravilhosa ao mesmo tempo infantil e profundamente teimoso".


Einstein foi um homem livre. 


“O espírito científico, fortemente armado com seu método, não existe sem a religiosidade cósmica. 
Ela se distingue da crença das multidões ingênuas que consideram Deus um Ser de quem esperam benignidade e do qual temem o castigo - uma espécie de sentimento exaltado da mesma natureza que os laços do filho com o pai, um ser com quem também estabelecem relações pessoais, por respeitosas que sejam. Mas o sábio, bem convencido, da lei de causalidade de qualquer acontecimento, decifra o futuro e o passado submetidos às mesmas regras de necessidade e determinismo. A moral não lhe suscita problemas com os deuses, mas simplesmente com os homens. Sua religiosidade consiste em espantar-se, em extasiar-se diante da harmonia das leis da natureza, revelando uma inteligência tão superior que todos os pensamentos humanos e todo seu engenho não podem desvendar, diante dela, a não ser seu nada irrisório. Este sentimento desenvolve a regra dominante de sua vida, de sua coragem, na medida em que supera a servidão dos desejos egoístas. Indubitavelmente, este sentimento se compara àquele que animou os espíritos criadores religiosos em todos os tempos”. - Albert Einstein

CURIOSIDADES 


A foto acima foi tirada em 14 de março de 1951, quando o cientista completava 72 anos. O autor foi um fotógrafo da agência de notícias United Press Internacional (UPI), que pediu que Einstein sorrisse. Bem-humorado, ele acabou mostrando a língua e… assim ficou! É o mais famoso registro fotográfico do gênio alemão. Aliás, Einstein gostou tanto dela que passou a distribuir cópias para os amigos em datas comemorativas.


BEBÊ CABEÇUDO


Albert Einstein nasceu com uma cabeça enoooorme! Algumas pessoas acharam aquele bebê muito, muito estranho! E, nos primeiros anos de vida, ele não parecia um gênio: demorou mais do que as outras crianças para aprender a falar.



O cérebro de Einstein foi preservado e fatiado em 240 partes que tem sido tema de muitos estudos. Thomas Stoltz Harvey, o médico que realizou a autópsia no corpo do cientista manteve seu cérebro em um jarro e, após obtenção de autorização de Hans Albert Einstein, foi distribuídos entre várias peças pelos cientistas. No cérebro de Einstein tem um número de células gliais muito mais elevado do que o normal na região do cérebro responsável pela síntese da informação.




Em 14 de março de 2013, Albert Einstein faria 134 anos. O físico teórico alemão nasceu nesta mesma data, no ano de 1879, e morreu em 18 de abril de 1955, aos 76 anos. Em homenagem a essa "figura impar" da história dessa humanidade , trazemos 11 imagens raras de Einstein que provam como ele era um cara tranquilão.

Fumando Foto: buffyholt.com


Navegando Foto: capitalcentury.com


Pegando um sol na pedra Foto: Sergey Konenkov/Sygma/Corbis


Vadiando Foto: Sygma/Corbis


Andando de bicicleta Foto: th.physik.uni-frankfurt.de


Descansando na areia Foto: Sergey Konenkov/Sygma/Corbis

Tocando violino Foto: Keystone/Getty Images


Batendo um papo Foto: Bettmann/CORBIS


Segurando um boneco de si mesmo Foto: republicofpeace.com

Sorrindo Foto: Deborah Betz Collection/Corbis


“Sim, eu sou um gênio” Foto: Sergey Konenkov/Sygma/Corbis


VÍDEO DOCUMENTÁRIO "DUBLADO"
Um maravilhoso trabalho realizado pelo Canal História , confiram até o fim , vale a pena !!



crédito da publicação do vídeo : Cesar de Melo



sábado, 28 de setembro de 2013

MANDALA , O SÍMBOLO DA INTEGRAÇÃO E HARMONIA



O que é Mandala: Mandala significa círculo em palavra sânscrito. Mandala também possui outros significados, como círculo mágico ou concentração de energia, e universalmente a mandala é o símbolo da integração e da harmonia.


A mandala é uma espécie de yantra (instrumento, meio, emblema) que em diversas línguas da península indostânica significa círculo. Em rigor, mandalas são diagramas geométricos rituais: alguns deles correspondem concretamente a determinado atributo divino e outros são a manifestação de certa forma de encantamento (mantra). A sua antiguidade remonta pelo menos ao século VIII a.C. e são usadas como instrumentos de concentração e para atingir estados superiores de meditação (sobretudo no Tibete e no budismo japonês).



Durante muito tempo, a mandala foi usada como expressão artística e religiosa, através de pinturas rupestres, no símbolo chinês do Yin e Yang, nos yantras indianos, nas thangkas tibetanas, nos rituais de cura e arte indígenas e na arte sacra de vários séculos.



No budismo, a mandala é um tipo de diagrama que simboliza uma mansão sagrada, o palácio de uma divindade. Geralmente, as mandalas são pintadas

como thangkas e representadas em madeira ou metal ou construídas com areia colorida sobre uma plataforma. Quando a mandala é feita com areia, logo após algumas cerimônias, a areia é jogada em um rio, para que as bênçãos se espalhem.


Geometria Sagrada 

A Flor da Vida

– A Mandala é a representação icónica dos princípios base da geometria sagrada, tese segundo a qual a geometria é a forma ordenada da criação. Todas as grandes civilizações antigas utilizavam a geometria na edificação de templos e manifestações de crenças. A título de exemplo, a estrutura das cidades incas foi concebida a partir do quadrado e circulo como elementos de disposição.


A estrutura circular do Sol é mais uma das formas presentes na natureza que repetem o padrão mandálico. Seu simbolismo, incluindo a cor amarela escolhida para representá-lo, remete à iluminação da consciência e aos aspectos relacionados à função pensamento.

"Proteção Invisível" - Marcelo Dalla

"O inconsciente aonde reside o dinamismo do Self, é parte de nossa psique que por definição é incognoscível. Podemos dar atenção à linguagem do inconsciente, honrar e cultivar nossa relação com o Self criando Mandalas. Elas contêm e organizam energias arquetípicas do inconsciente numa forma que pode ser assimilada pela consciência, à favor do crescimento do indivíduo." (S. Fincher)

"Saravá - Xango"- Marcelo Dalla



" Quando criamos uma Mandala, geramos um símbolo pessoal que revela quem somos num dado momento" - Joan Kellogg






O que faz a Mandala?

"Mudança" - Marcelo Dalla

Para os comuns mortais, e independentemente de todas as interpretações espirituais e religiosas, a Mandala é um elemento decorativo atraente. Tem propriedades relaxantes. Admirar uma Mandala poderá ser um auxiliar à serenidade. Considerando todos os princípios de todas as interpretações e condensando-os de uma forma isenta, é inegavelmente um objecto com energia positiva, como que um amuleto ou talismã. Tem, em todas as culturas, uma mística forte associada a eventos positivos e nobres, de elevação espiritual.



De cor em cor na mandala...

 "Bom Humor" -   Marcelo Dalla

A cor. É encantador viver num mundo em que tudo que pode-se enxergar nos mostra as mais infinitas possibilidades de cores contidas na luz. Bem, essa história de que a cor vem da luz é um tanto quanto simples, visto que na ausência de luz, nascem os vultos e as sombras, de que cor? Nenhuma. Escuro talvez. Mas, então o escuro da ausência de luz é que mostra que somente com uma iluminação é que as cores existem? A princípio sim. E o que a cor, que vem da luz, tem a ver com a mandala? 


Bem. também é simples. Sabendo que tudo o que se enxerga na luz torna-se colorido, pode-se afirmar também que tudo que vê-se com a LUZ INTERIOR DO ESPÍRITO torna nosso interior (antes sombra e escuridão) em CORES e FORMAS das mais variadas. Nessa dimensão interior, onde a LUZ INTERIOR DO ESPÍRITO nos mostra mais da gente mesmo, vê-se um círculo de novas idéias se formando. O círculo. Eis a ligação com a Mandala. O círculo interior, nosso Self à mostra, pode então ser representado no papel nas suas mais variadas cores e formas contempladas dentro, pela ILUMINAÇÃO DA LUZ INTERIOR DO ESPÍRITO. Para tudo que se queira enxergar claramente, detalhe por detalhe em sua composição, deve-se existir a LUZ, seja ela de uma fonte externa ou de uma fonte interna. A interna, nos orienta à nós mesmos, enquanto que a externa mostra ao mundo que a própria orientação interior foi possível e posta em ação na representação de cores e formas num círculo chamado MANDALA.

Os 4 elementos e a Mandala.

Mandalas - Arthur Festa

Muito se fala dos 4 elementos, mas, na prática são praticamente o "essencial invisível aos olhos". Na antiguidade, os povos pré socráticos (dos pensamentos de antes de Sócrates e Platão) orientavam-se nos seus cotidianos pela fenomenologia do "aqui-agora". Também ponderavam profundo respeito aos elementos que compõe o mundo: ar, terra, água e fogo. 
A relação dos povos pré socráticos com os 4 elementos era de aceitação e adequação, fazendo assim da condição humana um berço para a transformação junto com a mãe natureza.
 À medida que os pensamentos de Sócrates e Platão foram penetrando as sociedades, com a primícia básica da busca do idealismo da verdade, o homem foi distanciando-se da fenomenologia em prol do desenvolvimento desse mar de imaginação idealística ao qual começou a ir de atrás. 
Não certo nem errado, o homem expandiu sua maneira de sonhar e ir de atrás de um ideal ao qual atribuiu-se uma verdade absoluta, muitas vezes impossível de se alcançar. Face à essa desconexão do homem com o elemental da vida, Nietzsche veio e perguntou ao homem: para quê a verdade? E novamente o homem pode voltar a ter uma possibilidade de reencontro com seu inconsciente elemental. 
Essa pergunta pode o colocar de volta à própria Jornada de Herói, em busca de uma equalização dos 4 elementos para findar-se no 5º: A PRÓPRIA ESSÊNCIA DE SUA EQUALIZAÇÃO


Como escolher a Mandala:



A Mandala é uma manifestação espontânea, Todavia e considerando o significado de todos os elementos, podemos direccionar o que almejamos na escolha de uma Mandala. Existem duas formas elementares de escolher uma Mandala já feita de entre várias: 
1 - Seleccionar a que nos agrada mais e posteriormente traduzi-la para saber o que nos está a perturbar ou que precisa de ser corrigido. A Mandala irá ajudar na obtenção do equilíbrio. 
2 – Sabendo de antemão o que queremos corrigir, escolher uma Mandala que nos ajude no processo.

Tipos de Mandalas: 


Existem inúmeras interpretações do significado das cores, mas no que se refere a Mandalas há alguns princípios convergentes:
Mandala do amor / Relacionamento: Cores: Rosa Vermelho e Branco Disposição preferencial: Colocar virada para o quarto, num local onde o sol incida por volta das 16:00h, ou por cima da cabeceira da cama.

Mandala da Prosperidade: Cores: Vermelho, dourado, laranja, azul real (cores de opulência) Disposição preferencial: Na sala de jantar, virada para onde está o sol perto das 9:30h da manhã.

 Mandala da Saúde / Harmonia: Cores: Verde e motivos florais de qualquer cor. Disposição preferencial: Divisão da casa que recebe os primeiros raios de sol Mantras: Forma de oração, pessoal e íntima. Resume um desejo e pela repetição é um auxiliar à meditação. De acordo com algumas interpretações ao colocar um mantra no verso da Mandala vai acentuar a acção desta. 
Exemplo de um Mantra: “A abundância faz na minha casa o seu lar”

Oferecer uma Mandala:


No budismo o ritual de oferecer Mandalas é um processo extremamente complexo, repleto de ritos e significados, que traduz um acto de abnegação, gratidão e reconhecimento. Em termos latos, oferecer uma Mandala é um genuíno voto de bem-querer. Trata-se de um gesto de generosidade espiritual e sentimentos nobres. É efectivamente desejar a quem se oferece o mesmo que desejamos para nós próprios, uma vez que a Mandala é uma exteriorização da nossa essência.

Exercício de auto-conhecimento através das Mandalas 


O princípio básico é o centro a partir do qual tudo se desenrola de uma forma ordenada e circular. Logo, basta desenhar um quadrado, sinalizar o centro e desenhar uma circunferência. A partir deste momento tudo o que colocar dentro do limite do círculo deve estar relacionado com o centro e serve, em última análise para desviar o olhar para o mesmo ou a partir dele.




Existem vários tipos de exercício e de possibilidades para se utilizar a Mandala como instrumento de auto descoberta. 
Uma das técnicas mais simples e que apesar da eperiência, continuo sempre utilizando, é a técnica de Colorir.
 Quando queremos ter um momento de introspecção e meditação, este é um ótimo exercício. Acho este exercício especialmente útil para as pessoas que acreditam não saber desenhar, ou não possuir um "talento artístico", embora seja necessário deixar bem claro que nenhuma habilidade especial é requerida para a criação de mandalas, especialmente quando privilegiamos um contexto terapêutico.
Algumas dicas podem ser úteis para a utilização desta técnica, aliás, são instruções básicas que utilizo para qualquer tipo de trabalho com mandalas.

- Tenha em mãos o desenho que deseja utilizar. Deixo esses dois como sugestão, mas você pode encontrar outros na internet com facilidade. Escolha aquele que mais lhe atrair, mas não tente "racionalizar" demais esse processo. Siga sua intuição...

- Você também irá precisar de uma caixa de lápis de cor com muitas, muitas, cores. Quanto mais, melhor!

- Escolha um momento do dia em que possa estar só e confortável. Você pode colocar uma música, se desejar, mas nada que atraia demais a sua atenção. A idéia é criar um clima de aconchego para a alma, prepare-se para um encotro consigo mesmo

- Procure iniciar a pintura pelo centro do desenho. Detenha sua atençãopor alguns instantes na área que irá colorir , veja que cor essa área lhe sugere... Caso sinta dificuldade em vizualizar a cor, volte sua atenção para as cores de lápis que você tem disponível e escolha aque mais lhe atrair para começar.

- Prossiga colorindo as demais áreas de acordo com as instruções anteriores, até que todo o desenho esteja completo.

- Lembre-se você pode decidir quais áreas preencher e quais deixar em branco. Não há uma obrigatoriedade em preencher todos os espaços.

- Não brigue com seus pensamentos. Ao contrário, observe que tipo de pensamentos, sentimentos e lembranças lhe chegam à mente quando você preenche determinada forma ou usa determinada cor. Fazer uma anotação dessas impressões durante o exercício poderá ser bastante útil. Talvez você se surpreenda com sua sabedoria interior...

- Ao terminar de colorir o desenho, observe-o durante alguns minutos. Coloque a data, sua assinatura e dê um título à sua Mandala. Anote também suas impressões sobre o desenho pronto. Mais uma vez, tente não racionalizar demais esse processo, apenas escreva o que lhe vier à cabeça, mesmo que a princípio pareça sem sentido.

Descubra-se!

Em destaque , algumas Mandalas do artista Gráfico/Astrólogo  , Marcelo Dalla do site : ManDalla arte Visual

Célula


Flores Cósmicas

Dance With me


Desabrochar


Mudança


Fresh Flame


Minimal



Capuccino


Hipnose


Ton Sur Ton


Flores do Mar


MANDALAS AQUARELAS 

Outono


 Aqui e Lá



Atlantis



Amigos



Cristal



Etérea



Feitiço



Infãncia



Jazz



Lótus



Orquídea Amarela



Poesia


MANDALAS DO MUITO ALÉM !

É isso ai pessoal ! e pra terminar o post , nos atrevemos a criar algumas MANDALAS GRÁFICAS com muito carinho do nosso para todos os Corações ! 
Um Grande e Mandálico Abraço !!

Muito além das palavras e sentidos


Luz que me conduz

Sol brasileiro


Iluminando as ideias