domingo, 15 de dezembro de 2013

LUZES DO MUNDO - BERT HELLINGER



BERT HELLINGER: DECIFRANDO AS LEIS DO AMOR


Anton "Suitbert" Hellinger (Leimen, 18 de Dezembro de 1925), conhecido simplesmente como Bert Hellinger, é um teólogo, filósofo e psicoterapeuta alemão, criador de uma nova abordagem de psicoterapia sistêmica.

Bert Hellinger, nascido em 1925, estudou Filosofia, Teologia e Pedagogia. Ele trabalhou 16 anos como membro de uma ordem de missionários católicos com os Zulus na Africa. 

Através de formações e experiência em campos variados, como Psicanálise, Terapia Primal, Análise Transacional, Hipnoterapia e Terapia Familiar, desenvolveu um método original de constelações sistêmicas, largamente difundido em todos os continentes.

Seus livros, traduzidos em muitas línguas, incluem reprodução de workshops, ensaios teóricos, pensamentos, poemas e contos breves; em contextos de genuína e forte espiritualidade.

No panorama europeu é provavelmente um dos psicoterapeutas mais desafiantes e um dos autores mais lidos no âmbito da psicoterapia.


Os desenvolvimentos de seu trabalho tem amplas implicações para o âmbito da psicoterapia, aconselhamento de casais, pedagogia, consultoria de empresas, dramaturgia, política e solução de conflitos sociais.

Bert Hellinger afirma que os seus pais e a sua infância foram a principal influência no seu trabalho actual. A particular forma de fé praticada no seio da sua família terá imunizado os seus membros para não acreditarem nas ideias distorcidas do nacional-socialismo. Devido às repetidas ausências de Bert Hellinger às reuniões da “juventude hitleriana” e à sua participação numa organização ilegal de jovens católicos, terá sido classificado pela Gestapo como “suspeito de ser inimigo do povo”. Quis o destino que Bert Hellinger viesse a escapar da Gestapo, ao ter sido mobilizado. Com apenas 17 anos de idade tornou-se soldado, vivenciou as realidades do combate militar, da prisão, da derrota e da vida num campo de prisoneiros de guerra dos aliados, na Bélgica.


A segunda maior influência foi certamente o seu desejo de infância de se tornar padre. Com 20 anos de idade entrou numa ordem religiosa católica e iniciou o longo processo de purificação do corpo, da mente e do espírito, em regime de silêncio, estudo, contemplação e meditação. Foi para a África do Sul, onde permaneceu por 16 anos, como missionário junto do povo Zulu – uma experiência que teve um profundo efeito no seu trabalho posterior. Neste país foi, em simultâneo, diretor de uma grande escola, professor e pároco. Com o tempo foi-se sentindo em casa entre os Zulus, tanto quanto a um Europeu isso é possível. O processo de abandono de uma cultura para viver noutra moldou a sua consciência acerca da relatividade de muitos valores culturais.



A participação de Hellinger numa formação inter-racial e ecumênica sobre dinâmica de grupos, conduzida por clérigos anglicanos, constitui-se como uma experiência de extrema influência. Teve a oportunidade de contatar com uma forma de trabalhar com grupos que valorizava o diálogo, a fenomenologia e a experiência humana individual. A sua decisão de deixar a ordem religiosa após 25 anos surgiu da compreensão de que ser padre tinha deixado de ser a expressão mais apropriada ao seu crescimento interior.


A psicanálise e a psicoterapia foram as grandes influências que se seguiram. Várias escolas terapêuticas deixaram uma marca na sua forma de trabalhar, somando-se à orientação fenomenológica/ dialógica da dinâmica de grupos aprendida dos anglicanos, à compreensão da necessidade fundamental dos seres humanos de se alinharem com as forças da natureza, que havia aprendido com os Zulus na África do Sul, à psicanálise que aprendeu em Viena e ao trabalho corporal aprendido na América.

Estudou diversas teorias psicoterapêuticas: psicanálise; terapia primal, de Arthur Janov; análise de estórias, de Eric Berne; análise transacional, hipnoterapia. 


Nos anos 1970, teve contato com o trabalho de Virginia Satir, encantando-se pelo fenômeno da representação familiar desenvolvido por ela (que se passou a chamar de "escultura familiar"). Começou, então, a refletir sobre a consciência e as forças que atuam nos grupos familiares.

Nos últimos anos, dedicou-se a expandir sua visão sistêmica em diversos países, tanto dentro como fora da Europa: Estados Unidos, América do Sul, América Central, Oriente Médio e Ásia.

Visitou o Brasil em 1999 (Rio de Janeiro), 2001 (São Paulo), 2005 (Belo Horizonte), 2006 (Goiânia), 2007 (Brasília), 2008 (Águas de Lindóia - SP), 2012 (São Paulo) e 2013 (São Paulo).

Descobriu, no processo de seu trabalho, que a consciência não é o juiz do certo e do errado, mas está ligada a certas ordens pré-definidas, as quais batizou de "ordens do amor" ou "ordens de origem".

O desenvolvimento posterior de seu trabalho levou-o a descobertas sobre a natureza do vínculo e da ordem dentro dos grupos humanos e de como o amor cego e as necessidades de vínculo, ordem e compensação podem estar subjacentes às tragédias familiares, notadamente ao suicídio, acidentes e doenças graves.

Descobriu que, além dos sentimentos primários (reação imediata aos acontecimentos) e secundários (sentimentos que substituem os primários), existem os "sentimentos adotados": sentimentos que se assumem de outras pessoas e são dirigidos a terceiros.

Outra descoberta, foi o "movimento interrompido": interrupção do desejo de uma pessoa de buscar ou ir em direção aos pais.

Sua contribuição mais original é o seu modelo de Constelações Familiares, baseado numa visão integral e profunda da realidade humana. A partir das constelações familiares, ampliou seu método de trabalho para outros sistemas, assim como as constelações empresariais, constelações organizacionais, constelações educacionais,os conflitos étnicos, etc. O conjunto de todos os tipos de constelações advindas do modelo criado por Bert, passou a ser chamado de Constelações Sistêmicas.


Esta terapia impressiona por sua ação no nível anímico, isto é, na cura da alma, e por sua dinâmica extraordinária, em que agentes “representam” personagens familiares, "representam" profissões, "representam" empresas, "representam" imóveis, "representam" sintomas e doenças, e assim por diante. 

Isto ocorre porque forma-se um campo quântico no qual a telepatia atua como resultado da interconexão entre os níveis energéticos das mentes humanas. 

Criou uma dinâmica psicoterapêutica denominada de constelações familiares, que, mais tarde, ampliou sua abrangência, no chamado "movimentos da alma". Sua abordagem busca a clareza sobre os laços de amor que unem a família, descortinando soluções inusitadas e simples para os problemas e conflitos psíquicos dos pacientes.

Nos anos recentes, descreveu, ainda, padrões importantes relativos à efetividade da relação de ajuda, chamados de "ordens da ajuda" e, ainda, sobre a postura básica fundamental do profissional que ajuda, dentro do contexto de seu trabalho.


O  trabalho de Bert  Hellinger é reconhecido internacionalmente a algum tempo.  Em muitos países do mundo, consultores e ajudantes recebem os estímulos da prática das soluções sistêmicas e os transmitem às pessoas. 


"Muita gente julga que o amor tem o poder de superar tudo, que é preciso apenas amar bastante e tudo ficará bem. (…) Para que o amor dê certo, é preciso que exista alguma outra coisa ao lado dele. É necessário que haja o conhecimento e o reconhecimento de uma ordem oculta do amor.” - Bert Hellinger

Bert Hellinger escreveu 84 livros, traduzidos em 30 idiomas. Seu trabalho está documentados em varios vídeos, CDs e também DVDs.

O que é Constelação Familiar?

Constelação Familiar, técnica criada por Bert Hellinger (psicoterapeuta alemão), onde se cria "esculturas vivas" reconstruindo a árvore genealógica, o que permite localizar e remover bloqueios do fluxo amoroso de qualquer geração ou membro da família.
Muitas das dificuldades pessoais, assim como problemas de relacionamento são resultados de confusões nos sistemas familiares. 

Esta confusão ocorre quando incorporamos em nossa vida o destino de outra pessoa viva ou que viveu no passado, de nossa própria família sem estar consciente disto e sem querer. Isto nos faz repetir o destino dos membros familiares que foram excluídos, esquecidos ou não reconhecidos no lugar que pertencia a eles.


"A recaída no antigo padrão é mais confortável, pois a solução nos deixa mais solitários."Bert Hellinger

Bert Hellinger, além de terapeuta é um pensador e investigador magnífico. No alto de seus 87 anos conseguiu atingir uma grande percepção e sabedoria a respeito da alma humana. Descobriu ao longo de 30 anos de trabalho determinado, sério e devotado uma série de leis ocultas que atuam sobre as pessoas, grupos, famílias e nações.

Bert Hellinger em seu trabalho com Constelações Sistêmicas, observou algumas forças ocultas que atuam em nossa vida. Ele as nomeou de leis sistêmicas. Lei, pois, querendo ou não, consciente ou inconscientemente o indivíduo é afetado por elas.


Essas leis vem sendo ignoradas por toda história da humanidade, causando grandes distúrbios, conflitos e dores em escala individual e coletiva.

1ª lei: Pertencimento, igual direito de pertencer. Cada membro da família e estirpe tem o mesmo direito de pertinência, também os que faleceram precocemente ou os natimortos, assim como os deficientes e os maus. Os assassinos são uma exceção. Eles partem de seu sistema familiar a juntam-se às suas vitimas, onde encontram paz.

2ª lei: Hierarquia. Quem vem primeiro recebe o amor primeiro, ou seja, o membro anterior tem precedência sobre os posteriores. Por isso, quando um membro posterior se eleva sobre um anterior, ele paga muitas vezes através do fracasso ou da queda.

3ª lei: O equilíbrio entre o dar e receber. Vantagens à custa de outro serão compensadas em uma geração posterior.


Todo grupo funciona como um organismo vivo que se autorregula para permitir que sobreviva ao longo do tempo.

“O que tem grandeza toca, mas não se deixa apreender. Permanece um mistério. Quem tenta analisá-lo para ganhar um conhecimento exato guarda apenas as cinzas do fogo”. - Bert Hellinger

Nossa vida é influenciada por dinâmicas familiares inconscientes que podem interferir diretamente em nosso destino. Ou seja, o que acontece a uma pessoa da família, pode ser causado pela ação de outras, distantes no tempo, mas presentes na memória de cada um, no que chamamos de alma familiar ou consciência familiar.

Podemos, então, compreender que acontecimentos marcantes escrevem nossa história pessoal e também a de nossa família, sendo que através da constelação familiar sistêmica observamos as várias gerações influenciando nossa vida.

As atitudes amorosas de nossos antepassados são saudáveis, enquanto que, as más ações, modificam o campo energético do grupo e em especial, da família. Isso traz, por conseqüência, gerações posteriores a arcar com este preço – o campo energético - através dos emaranhados familiares tão comuns em nossa vida.

No campo energético que compõe uma família, assim como o grupo ao qual pertencemos (por exemplo, a cultura, a nação, a religião), existe uma consciência comum e inconsciente, um movimento da alma, que não permite que alguém seja excluído, rejeitado ou esquecido. Quando isto ocorre, a pressão da consciência familiar ou do coletivo, que é inconsciente, escolhe alguém para representar o excluído.

Por amor ao grupo ao qual pertence, o indivíduo deixa de viver a própria vida, encontrando-se emaranhada com um destino estranho. Os emaranhamentos podem vir à luz através da Constelação. A solução segue o mesmo princípio: o que esteve excluído é incluído, recebendo um lugar na alma de cada um e na família.


O objetivo da Constelação Familiar Sistêmica é ajudar a trazer uma solução para o que está excluído ou fora da ordem do amor. O amor, assim como a vida, é uma força transformadora que flui quando todos os membros do sistema familiar são reconhecidos, honrados e respeitados em seus devidos lugares. Tendo esta clareza e simplesmente dizendo sim, estamos libertos para viver em paz a nossa própria vida.

Desta maneira estaremos obedecendo a lei do amor: compreendendo que o amor puro, isento de intenção ou julgamento, está presente na alma. E que as ordens do amor que não são respeitadas podem levar o indivíduo ao sofrimento.

Tão importante quanto o amor são as ordens deste que, ao serem observadas e contempladas, nos auxiliam a caminhar na vida. E para poder compreendê-las, assim como as desordens, é necessário saber quem faz parte da família através desta concepção.

“Na família, as crianças fazem parte. Todas as crianças, inclusive as que morreram (natimortas ou abortadas), fazem parte. Acima delas, no próximo nível os pais e seus irmãos, ou seja, os tios e tias, apenas os irmãos biológicos dos pais, não os seus parceiros e filhos. No próximo nível os avôs pertencem à família, porém não os seus irmãos. Apenas os avós. E atrás deles os bisavós. Estes são os parentes biológicos.
No entanto, também fazem parte dessa família algumas pessoas que não são parentes biológicos. Em geral, são todos aqueles que cederam um espaço para alguém da família, por exemplo, parceiros anteriores que abriram espaço para parceiros posteriores e que também cederam espaço para os filhos de um relacionamento posterior. Por isso, eles fazem parte da família. Observa-se que pertencem à família através do fato de, mais tarde, serem representados por crianças do relacionamento posterior.
Todos aqueles a cujo custo alguém da família obteve uma vantagem também fazem parte, por exemplo, quando alguém morreu cedo e assim outros se tornaram seus herdeiros. Os herdeiros tiveram uma vantagem através da morte daquele que morreu cedo. Portanto, ele faz parte, precisa ser respeitado como alguém que pertence à família. Caso contrário, ele também será representado por uma criança mais tarde.” 
(Trecho do livro Histórias de Amor. Autor: Bert Hellinger)


Esta consciência inconsciente pode ser compreendida como o sentido com o qual percebemos imediatamente o que devemos fazer, sendo que na consciência familiar temos os registros do que faz parte, na consciência sistêmica temos o acesso e envolvendo a Vida, temos a Consciência Superior, o Todo transcendente que está presente também na técnica da Constelação Familiar Sistêmica.


“O que ocorre nas Constelações familiares está em conexão com uma totalidade maior, com um campo espiritual em que todos os membros familiares estão presentes, em ressonância com todos. Todos podem estabelecer uma relação com todos, nem sempre de modo consciente, porém através de seus comportamentos e sentimentos. O quanto isso é profundo revela-se passo a passo através das Constelações familiares.”

( Trecho  extraído do livro  O amor do espírito – autor Bert Hellinger)



Hellinger é inabalável em sua serena compaixão durante o seu trabalho com indivíduos, casais ou famílias que enfrentam situações difíceis. Terapeutas experientes apreciam a efetividade de seu método e seus resultados.

Freqüentemente os participantes de seus workshops partem com uma profunda compreensão de si mesmos, o poder do amor e as forças que governam os relacionamentos humanos. Suas percepções abrem também as portas para aquilo que as vezes permite a solução entre tais desordens, através de um amor mais amplo, consciente, que ultrapassa os limites restritos da consciência pessoal.

Bert Hellinger foi o escolhido, pela comissão internacional, para ser o ganhador do Prêmio Nobel da Paz neste ano de 2011, como reconhecimento mundial de sua obra. Sua obra sobre a consciência abrange um potencial monumental para promover a paz mundial.



Bert Hellinger vive hoje com sua esposa na Alemanha, no sudeste da Baviera, perto da fronteira austríaca. 


"ORDEM E AMOR
O Amor completa-se com o conteúdo das Ordens.O Amor é água, as Ordens são o seu jarro.
As Ordens são a terra arrendada,Permitindo que o Amor flua.
Ordem e Amor cooperam:Tal como a melodia e suas harmonias,Assim é o Amor com as suas Ordens.
Tal como nossos ouvidos são arranhados pela dissonância,Mesmo quando explicada,Também a nossa alma adapta-se com dificuldadeAo Amor sem ordem.
Alguns tratam as Ordens como se elasFossem opiniões que possamosTer ou mudar à vontade.
Mas elas são como são.Trabalham, mesmo quando não as compreendemos.Nós não as criamos, descobrimo-las.Concluímos então, como Desígnio e Alma,Do seu efeito." - 
Bert Hellinger


 

Bert Hellinger fala sobre o relacionamento de casal 

Vídeo:decio fabio de Oliveira Jr


Bert Hellinger - Uma maioria sem minoria

Vídeo:decio fabio de Oliveira Jr


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