domingo, 16 de junho de 2013

LUZES DO MUNDO - AGNIMITRA


AGNIMITRA - O CAMINHO DA FLUIDEZ

Agnimitra – nome adotado como símbolo de sua profunda transformação interior –, nasceu em abril de 1990. 
Já na adolescência, motivado por uma forte atração pelas filosofias orientais e a mística cristã, teve suas primeiras experiências místicas. 

Ao longo do tempo, tais vivências se tornaram mais intensas e afinadas com um princípio Não-Dualista. Em 2011, Agnimitra integrou um grupo de estudos, a partir do qual, e ao lado dos irmãos e irmãs encontrados ali, iniciou um grupo de partilhas, o grupo Toque na Unidade. 

O grupo esteve ativo por dois anos, ao longo dos quais Agnimitra conduziu centenas de encontros, onde partilhava de sua experiência interior e também servia como canal para consciências de outros planos de vida partilharem instruções e impulsos para a reunificação da consciência humana. 

Tendo cumprido seu propósito ali, hoje Agnimitra conduz encontros no estilo satsang – os Agnisangs – além de conduzir momentos de alinhamento interior e práticas devocionais com mantras e cânticos. O foco principal destas atividades é impulsionar o despertar interior e o contato com o Fogo da Devoção, da Aspiração e do verdadeiro Conhecimento Espiritual como ferramentas transformadoras da realidade pessoal.

TEXTOS:



Profundidade – O Caminho da Fluidez 

Bem, vamos conversar um pouco sobre a Profundidade. Nós acabamos de ouvir algumas palavras sobre a Fluidez, que nos foi apresentada como um elemento inerente à vida e que, de certa forma, nos dá uma ideia de facilidade, de não esforço. Esta Fluidez, a possibilidade de viver a vida em Fluidez é um dom da Mãe. 

A Fluidez está aí, porque não a percebemos? A Fluidez está aí, por que não a vivemos conscientemente? O que nos impede de estar imersos na Fluidez e a partir dela viver nossas experiências? Talvez encontremos a resposta na Profundidade. 

Na superfície do mar as ondas vêm e vão e quebram na praia. Na superfície do mar há um constante movimento. Na superfície do mar você sobe e desce ao sabor das ondas, ao sabor do vento. A tempestade que acontece no céu agita intensamente a superfície do mar e naquele momento não se sabe o que é norte, nem sul, o que é leste ou oeste, ou mesmo para que lado está a terra firme. 

Contudo, no fundo do mar há sempre Paz, uma paz profunda a despeito do que quer que aconteça. Na profundidade do oceano você pode compreender, você chega mesmo a compreender que a superfície é aquilo, a superfície é movimento, a superfície é transformação. 

E assim é com a experiência que estamos vivendo aqui. Quando você se mantém na superfície da percepção você vê caos, desencontros, frustrações, você vê as mudanças bruscas de direção e sentido, nada parece fazer sentido. 

Mergulhe na profundidade da percepção; a partir dessa profundidade da percepção e cada vez que você mergulha mais profundamente em você mesmo, mais clara se torna a vida, mais fluída é a vida que você vive. Boa parte disso vem de que simplesmente você deixa de permitir que a identidade tente manipular a vida. Sim, porque parte dos problemas que você experimenta na sua vida, nascem desta própria identidade que construímos e que alimentamos, e esta identidade em sua tentativa de manipular, de modificar, de compreender, acaba causando 50 por cento dos problemas. 

Quando você silencia e, através da Autopercepção, você mergulha na profundidade de você mesmo, você silencia esta identidade; esta identidade é tocada pela Paz que você é, esta identidade é tocada pela Lucidez que você é, mesmo pelo Amor que você é. Então, esta identidade, ao silenciar, aprende ou redescobre que não está separada das coisas e que não há necessidade de manipular, não há necessidade de transformar, de esforço para conduzir a vida. Assim 50 por cento dos problemas da vida somem. 

De onde vêm os outros 50 por cento? Desta mesma identidade. Só que não de um modo ativo desta vez, desta vez de um modo passivo. Esta identidade, de certa forma, é a superfície da sua percepção. Quando você vê a dia através desta identidade somente, você vê problemas, você discorda das coisas, você não aceita as coisas e daí surgem os outros 50 por cento dos problemas. Pode-se perceber assim que na vida, metade dos problemas nasce da tentativa inútil de controlar a vida e a outra metade nasce da negação da Inteligência da Vida. Substitua tudo isso pela Fluidez. Como? Mergulhe em você mesmo; faça a experiência de entrar em contato com a vida a partir de um ponto mais profundo em você. 

O ponto muito profundo é esse? O que é essa Profundidade afinal de contas? Porque tudo isso é metafórico, hum? De certo ponto de vista, sim; se você acredita ser o corpo, então esta profundidade é metafórica. No entanto, se você é o próprio Sopro de Vida, ah!, então você tem muitos níveis de Profundidade. 

Uma experiência muito básica para se começar a experimentar esta Profundidade é se dar conta da superfície. Perceba a identidade. Se dê conta da superfície e a partir daí comece seu movimento de retorno ao Centro. Isto é deslocar-se do mundo, é deslocar-se dos gostos, das preferências, de toda a coloração pessoal que é dada à vida.

Centre-se no ‘Eu’, volte-se para este ponto onde só resta você e nada mais. Não ‘eu-homem’, não ‘eu-mulher’, não ‘eu-filho’, não ‘eu-mãe’, não ‘eu-velho’, não ‘eu-novo’; apenas ‘Eu’, sem nenhum adjetivo, sem nenhum papel. Este é certo ponto profundo, em comparação com a identidade este é um ponto muito profundo. Já aí a Lucidez se instala e a Fluidez marca a experiência. 

A Lucidez também tem relação com a Fluidez, uma vez que você – como conversamos na última Folha do Jardim de Anielh, nº II – se dá conta de que a vida é impermanente, de que tudo passa, de que tudo muda e se transforma. Esta Lucidez permite aceitar qualquer que seja a situação que a vida apresenta, portanto, inclusive ali você vê Fluidez. Quando a identidade silencia, você percebe que a vida é conduzida pela Inteligência que ela mesma é; se você vai mais fundo em si mesmo, você se descobre como a própria vida, que é conduzida pela Inteligência que você é. Por negar a Inteligência da Vida? Bem, esta Virtude da Profundidade está muito ligada à Fluidez, neste sentido. A dica para se viver esta Fluidez é primeiro se dar conta da identidade que é a superfície da sua percepção, que é percepção superficial; então mergulhar em si mesmo, ir profundo e se manter naquele ponto. 

Você vai perceber que vai ficando cada vez mais fácil se manter neste ponto onde só há você. Ali, a vida se revela em perfeita Fluidez, a própria identidade compreende o sentido das coisas. Silêncio, interiorização, aspiração, devoção, são todas palavras e mecanismos que nascem e que conduzem à Profundidade. É para o núcleo de você mesmo que você se dirige. Não é para cima, não é para baixo; não é para o céu, nem para a terra. 

O único que te atrai é o núcleo de ti mesmo. E viver a Profundidade é aceitar ser conduzido ao núcleo de si mesmo. O resultado natural da própria experiência, porque a Profundidade também é uma experiência, uma vez que ela implica uma superfície, é perceber a vida, a experiência do corpo como fluída. 
Vamos fazer a experiência então! 
Agnaye Swaha! - Agnimitra 

Transcrição da partilha gravada durante o Agnisang do dia 30 de abril de 2013.



Mãe da Contemplação 

Sob Seu toque suave a atenção é atraída para este centro de Silêncio no coração. Ali reluz uma chama. Chama que aquece e dissolve todos os laços. Onde aquela Chama queima, a percepção é clara e serena. Seu dom é Serenidade. 

Esta Divina Mãe é a Mãe da Contemplação que confere a virtude da Clareza. Ao mesmo tempo em que se sente uma união profunda com tudo, também se vive uma distância de todas as coisas, ou melhor, um deslocamento, embora a princípio se compreenda este deslocamento como distância, pois parecemos estar, sob a influência da Contemplação, observando o mundo do topo de uma alta montanha. Tudo é percebido em sua exata medida, mas a percepção não se demora em nada, não se prende a nada, de modo que ao mesmo tempo em que tudo parece estar ali, nada realmente está, apenas Eu. 

Eu não poderia descrever este estado como amor. Não, ali não crepita a fogueira da Fusão Mística. Ali sopra a brisa gentil da Fusão Mística. É a consciência de vale, um bem estar em lugar nenhum, em qualquer lugar. Milagre! 

O ponto mais marcante, sem dúvida, do dom desta Mãe é a capacidade que redescobrimos de estar em meio à dança deste mundo particular, deste entremundos que já vivemos, transparentes, plenamente vivos, mas atravessáveis. Gozo divino, descontração do humano, resgate da plenitude que é raiz de nossa expressão aqui na Terra. 
- Agnimitra, 12 de maio 2013


A Beleza da Mudança 

Tem sido dias de mudança. Uma grande oportunidade perceber a ação da Mãe, em sua face transformadora, atuando direta e claramente. 

Mudanças podem ser momentos conflituosos, onde a não aceitação colore a experiência com sofrimento e temor. No entanto, como Ela nos tem transmitido em seus “afagos”, nada há a temer. Se apenas nos abrirmos para acolher o que nos é oferecido, se nos dispusermos ao contato e ao alinhamento, se dissermos ‘sim’ à vida e transcendermos a necessidade de explicações, tudo se revela na mais pura simplicidade e a doçura com que somos cuidados e acompanhados se mostra diante de nós, em cada situação, em cada momento. 

Não há dificuldade, não há obstáculo que não possa ser dissolvido por esta lucidez. Não há tempestade que não se transforme em calmaria ante este toque suave e amoroso. 

O Coração pede e reclama atenção. Ai está a fonte desta sabedoria que nos permite ver e viver a verdadeira Paz, mesmo neste mundo, aparentemente conturbado e conflituoso. 

Ontem, em uma conversa com alguns irmãos aqui na sangha, comentei a respeito da possibilidade de vermos muito da irracionalidade de nossas mentes refletida no comportamento infantil das crianças. 

A nossa mente, na maioria das vezes, se comporta como uma criança de quem foi tirado um objeto considerado como brinquedo que dava prazer naquele momento, e que se põe a chorar, reclamando o brinquedo de volta. A mesma incompreensão da criança em relação ao funcionamento deste mundo, das regras, dos modos de educação e comportamento é vista na mente em relação a tudo o que escapa o sentido imediato. 

A mente não compreende porque as coisas são como são, nem porque a vida toma os rumos que toma. Ignorante de sua incapacidade de controlar os elementos da vida, a mente põe-se a reclamar, espernear, gritar mesmo, reclamando de volta o que ela considera ser dela por direito. 

Ao observar uma alma em corpo infantil, experimentando a irracionalidade da mente, lembro-me da irracionalidade diária da mente em mim e naqueles ao meu redor. E observando a mãe ou pai que pacientemente acalenta e esclarece, vejo a ação do Fogo proporcionando lucidez e sabedoria, conduzindo a alma à revelação de si mesma. 

Encare a mudança como uma surpresa. Encare a mudança como um terreno fértil para o inusitado. Viva a mudança como a desconstrução do hábito e da zona de conforto. Aproveite os momentos de mudança para se achegar ao Fogo Sagrado em seu centro e ali comungar da beleza inerente a tudo que É. 
-Agnimitra 30.03.2013


A Cada Nascer um Assombro 

Nascer é sempre um processo doloroso. A primeira inspiração num mundo novo, o primeiro passo no desconhecido. 
Para a estrutura com a qual progressivamente nos familiarizamos e finalmente chegamos a reconhecer como única, nascer, de qualquer modo e para qualquer coisa é definitivamente como pular num vazio, escuro, vasto, sem promessa de segurança ou continuidade. 

E, no entanto, apesar de todo o estresse que um nascimento possa implicar a nossas estruturas, somos misteriosamente impelidos, por uma força igualmente misteriosa, a pular no abismo, com mais ou menos ansiedade, com mais ou menos dor, conforme compreendemos e aceitamos a qualidade intrínseca à experiência que é a efemeridade. Nascer, porém, implica inevitavelmente, certa dose de dor. A dor da perda, para alguns; a dor da insegurança e da falta de sentido, para outros; ou ainda o simples e puro medo do que não compreendemos, do que não conhecemos e do que, sabemos, jamais compreenderemos ou conheceremos completamente. 

Até certo nível, este é um exercício puramente mental, mas se imaginar nascendo constantemente, relembrando algumas vezes ao dia que viver é morrer constantemente para o passado e nascer incessantemente agora, pode nos ajudar a reviver aquele espanto primordial que experimentamos no primeiríssimo inspirar e que todos nós, sem dúvida, experimentaremos no derradeiro expirar. 

Tal assombro, aterrador em sua intensidade mas magnífico por aquilo do que é reflexo, nos devolve a pureza virginal do espírito infantil, a alegria doce, sempre nova e vigorosa ante o mistério do simples vier-a-ser. É a fonte que nunca seca, é o reencontro enfim com a origem de todas as coisas e sua testemunha silenciosa: nós mesmos. 

Há um prazer na dor do nascimento, mesmo no nascimento carnal, quanto mais no nascimento do Eterno. Este gozo talvez seja o mais próximo que chegaremos do conhecimento daquela força misteriosa que impulsiona o nascer Agora, e a cada Agora. - Agnimitra

FRASES: VIDA MULTIDIMENSIONAL













SEMELHANTE AO AMADO - TRECHOS DO LIVRO "INSPIRE"  POR  AGNIMITRA




PROFUNDIDADE O CAMINHO DA FLUIDEZ 
VÍDEO MUITO ALÉM








4 comentários:

  1. Grata pela Belíssima Partilha!
    Sem dúvida, uma Merecida Homenagem ao querido Shilton! Que seja Agnimitra!!!
    Saudações pelo belíssimo trabalho em Unidade!
    Feito com esmero, carinho e dedicação por várias mãos e muitos Corações! ((<3 <3 <3 <3 <3))
    Sejamos: semelhantes ao Amado! :-)
    AVE LUZ! AVE AMOR!
    Namastê!!
    HARE!!!

    Cecy!

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  2. Em tempo:
    Saudações ao Lenon Veronese e ao Grupo Toque na Unidade de POA!
    Graças pelo belíssimo trabalho desenvolvido!
    Namastê!!
    HARE!!!
    ((\0/\0/\0/\0/\0/))

    Cecy!

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  3. Faço minhas as palavras de nossa Amada Cecy!
    Sim! Sejamos semelhantes ao Amado!
    Namastê!
    HARE!!!
    Ceiça.

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  4. OLÁ CECY , CONCEIÇÃO , MIRIAN E BETÓCA !!!!!!!!
    QUANDO FAZEMOS UM TRABALHO EM AMOR E POR AMOR EM UNIDADE DE CORAÇÕES , O RESULTADO SÓ PODE SER ESSE ! LINDÃO E CHEIO DE VIBRAÇÃO VINDO DOS NOSSOS CORAÇÕES !
    PARABÉNS À TODAS NÓS !
    MIRIAN, TUDO INICIOU DO SEU CORAÇÃO , QUE LINDO , AMEI TER O PRIVILÉGIO DE TER PARTICIPADO DESSA LINDA HOMENAGEM AO NOSSO QUERIDO IRMÃO AGNIMITRA .
    NA PROFUNDIDADE E NA FLUIDEZ JUNTO COM TODAS VOCÊS ! UHÚÚÚ
    VOS AMO
    BEIJOKAS

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