sábado, 13 de abril de 2013

Física Quântica e Espiritualidade: Uma conexão real ou ilusória?

De uns anos pra cá alguns espíritas, espiritualistas e, até mesmo, físicos, têm relacionado a teoria da mecânica quântica aos fenômenos paranormais e espiritualistas. Diante da minha ignorância tentarei dar o meu máximo para demonstrar o motivo dessa possível conexão.




Primeiramente vou explicar a vocês como as teorias da física influenciam no desenvolvimento das concepções no campo da psicologia, da medicina e de tantas outras áreas científicas. 
O modelo mecânico, proposto por Isaac Newton, por volta do século XVII, trouxe a consolidação do paradigma materialista na ciência – clássica, experimental e previsível.

À partir disso, a psicologia, entre outros campos, sofreu a influência das hipóteses newtonianas, de caráter reducionista, usando a lógica causa-efeito.

Na psicologia, por exemplo, mente e corpo passaram a ser vistos de maneira fragmentada, ou seja, não estão interligados. 
Além disso, na visão cartesiana, o corpo é concebido como uma máquina. 
Hoje sabemos que esse tipo de visão afetou de maneira profunda a prática da medicina. Nesse contexto, a paranormalidade e a possibilidade da vida pós-morte ganharam o rótulo de falsas e falaciosas a priori (a princípio).
A existência da comunicação com os mortos se tornou facilmente descartada dentro do âmbito científico, simplesmente por irem contra o paradigma materialista presente.
De fato, esse grupo de fenômenos contrariam a lógica das leis físicas. Entretanto, a física quântica (aquela que estuda os sistemas físicos com dimensões próximas ou abaixo da escala atômica) traz consigo um mundo regido por leis de um outro nível de realidade, contrariando alguns conceitos básicos da física clássica.

Uma das descobertas da mecânica quântica é a dualidade do elétron (onda/partícula). O experimento conhecido como Fenda Dupla demonstra que o comportamento do elétron, ora onda, ora partícula, é alterado pelo observador, ou seja, o simples fato de medi-lo, transforma o evento em si.


Essa concepção questiona a neutralidade e objetividade humana em todas as esferas da vida. Podemos, a partir dela, elencar algumas questões pertinentes e sem resposta (até então): Será que existe uma realidade concreta e separada de nós (observadores)? O que/quem determina o aparente absolutismo físico?

Na ciência vemos o quanto isso altera suas bases supostamente objetivas, pois de algum modo o pesquisador (observador) acaba interferindo naquilo que é observado (realidade).

Segundo Albert Einsteiné a teoria que decide o que pode ser observado”, ou seja, “conseguir observar uma coisa ou não depende da teoria que se usa”.

Outro ponto importante a ser destacado é que no mundo quântico as entidades quânticas continuam interagindo e respondendo de maneira sincrônica qualquer que seja o seu afastamento; contrariando, novamente, as leis macrofísicas, onde tudo está separado, localizado e bem definido. 
Nessa mesma via, os físicos sabem que o mundo dos átomos é formado por possibilidades e não por eventos e fatos reais. Contudo, alguns deles se arriscam a correlacionar a espiritualidade às descobertas da física quântica. 
Nesse grupo, encontram-se Amit Goswami, Fred Alan Wolf, John Hagelin, etc. Sem dúvida, ao fazerem isso, colocam em xeque toda a credibilidade e autoridade que representam no mundo acadêmico atualmente.



Quem vive nesse meio sabe muito bem o que isso significa. O preconceito envolvendo o estudo da consciência e da vida após a morte é uma verdadeira assombração a qualquer cientista, de qualquer campo pertencente.
Amit Goswami foi mais longe ao tomar como base o mundo subatômico como prova da existência de Deus. Goswami desenvolveu uma nova concepção do divino, supostamente apoiada em pressupostos científicos, defendendo ainda que nós somos o centro do universo e que sem a nossa observação e consciência ele não existiria.
Noção já apontada por Martin Rees, cosmólogo inglês: “No começo havia apenas probabilidades. O Universo só pôde exisitir a partir da observação de alguém. Não importa se o observador só apareceu bilhões de anos depois. O Universo existe porque temos consciência dele.

Por outro lado, a constatação de que tudo neste universo é composto por átomos traz a noção de que tudo está interligado, em um grande campo/teia universal, portanto, fenômenos como clarividência e telepatia podem ocorrer de maneira natural, uma vez que tempo e espaço são frutos da nossa pura observação perceptiva, deixando o rótulo de “sobrenatural” ou “paranormal”.
É óbvio que a mecânica quântica em si mesma não comprova qualquer evento sobrenatural, apenas aponta para uma série de fenômenos, em escala micro, que questionam o paradigma clássico e materialista. Todavia, se de alguma maneira tudo estiver interligado e conectado, a nível subatômico, teremos que repensar seriamente naquilo que entendemos sobre o mundo físico e sobre como nos relacionamos com ele. 
Temos a tendência de observarmo-nos de maneira separada do universo, dando espaço ao individualismo excessivo. 

Consideramos também que o tempo é algo linear e que o universo material é o único existente, mas Einstein argumentou que “a distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão obstinada e persistente.”

Bom gente, espero que tenha conseguido ser o mais claro possível, pois sei o tamanho da minha ignorância quanto o assunto envolve conceitos da física, seja ela clássica ou quântica. Porém fiz esse artigo para mostrar a vocês que a ciência atual está passando por uma mudança de paradigma, ou seja, aquilo que envolve as concepções de mundo está se transformando. Pouco a pouco e logo a mudança estará completa. Basta aguardar.

Em certo sentido, o homem é um microcosmo do Universo; portanto, o homem é na verdade uma chave para o Universo.” – David Bohm - Físico Quântico


Fonte: http://tesourointerior.wordpress.com


Um comentário:

  1. Vejo muito mais sentido nisso tudo que em qualquer religião por aí...

    ResponderExcluir